Pedra, Papel e Tesoura.

27 de abril de 2016

Cinnamon não arranca após atualização para 3.0.

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , — Yure @ 7:27

Antes da leitura diária da Bíblia, pensei em fazer um ato de amor ao próximo. Ontem, o Linux Mint Debian Edition, 64-bit, Cinnamon Edition recebeu uma atualização de nível 1. Eu verifiquei que pacotes seriam removidos com a instalação e vi que, embora a atualização se propusesse a instalar o Cinnamon 3.0, ela removia a instalação atual do Cinnamon sem substitui-la. Achei que não teria problema e que os desenvolvedores sabiam o que estavam fazendo. Bom, alguém não estava.

Diga-se de passagem, percebi que um dos termos de pesquisa que levaram pessoas a este diário foi “Linux Mint: Cinnamon não arranca”. E foi exatamente isso que aconteceu hoje quando tentei iniciar uma sessão gráfica. O sistema me notificou que minha sessão durara menos de dez segundos e me deu um relatório de duas linhas sobre o que aconteceu.

Bom, como eu vi, antes da atualização, que o Cinnamon seria removido e não seria substituído, o que provavelmente foi um acidente (ou não, como se verá), e como sessões que entram e saem sem motivo aparente logo após serem iniciadas é sintoma de ausência de ambiente gráfico, não precisei pensar muito: o Cinnamon tinha que ser reinstalado.

Tenha à mão o nome de usuário e a senha do administrador do sistema danificado e aperte Ctrl + Alt + F1 a qualquer momento, digite o nome de usuário do administrador, digite a senha do administrador (não se admire se não aparecer nada no campo “senha” enquanto você digita, isso é normal) e dê o comando “sudo apt-get install cinnamon”. Ponha a senha do administrador mais uma vez e deixe a instalação ocorrer. Quando acabar, aperte Ctrl + Alt + F7 (ou Ctrl + Alt + F8) e tente entrar novamente na seção.

Esse problema provavelmente ocorreu porque o Linux Mint Debian Edition mantém alguns pacotes “rolando”, isto é, eles são atualizados quando a atualização está pronta. Então, as dependências do Cinnamon provavelmente foram atualizadas imediatamente, mas a atualização do próprio Cinnamon demoraria mais um pouco para sair. Então, provavelmente você foi um desses desafortunados que desligaram o computador depois da atualização das dependências (o que remove qualquer coisa que dependa dos pacotes antigos) e antes da atualização do pacote principal, que é o Cinnamon.

21 de abril de 2016

Sobre os Princípios… e sobre timidez.

Filed under: Livros, Saúde e bem-estar — Tags:, , — Yure @ 21:05

Não é segredo que estou lendo os Princípios da Filosofia, de Descartes. Eu já deveria tê-lo completado. Mas o livro é altamente maçante, a partir do segundo quarto. Agora, estou vendo a parte que trata de astronomia, mas eu não manjo dessas coisas, especialmente quando sei que alguns aspectos da astronomia castesiana estão ultrapassados (como, por exemplo, a sua crença de que a matéria do céu é líquida e que nosso planeta gira em torno do Sol sendo arrastado pelo movimento de uma correnteza celeste). A parte sobre mecânica quase me pôs pra dormir. Eu espero que a parte sobre medicina seja mais interessante, já que sou interessado no funcionamento do corpo, como todo bom hipocondríaco emetofóbico.

Estou com dificuldade de manter a concentração e pensei que eu seria mais produtivo lendo os Pensamentos e o Leviatã junto com os Princípios, para que assim eu pudesse descansar de um lendo o outro, mas isso implica dividir minha atenção a ponto de eu não poder publicar as anotações de nenhum dos três no tempo devido. Isso me incomoda.

Pensei, então, que eu poderia me motivar a continuar a leitura dos Princípios se eu disponibilizasse as anotações que eu já tenho sobre esse livro altamente monótono e pesado. Assim, as anotações seriam atualizadas conforme a leitura prossegue. De alguma forma, isso me motiva. Talvez eu faça isso de agora em diante.

Outra coisa que estou pensando em fazer é deixar de responder os comentários. Alguns caras que comentam são altamente insistentes. Prefiro silenciosamente modificar o texto principal para respondê-los, até porque isso é mais coerente: responder um comentário e não adaptar o texto significa ignorar uma crítica que pode até ser construtiva. O que me desagrada é a personalidade de alguns. Quando vejo que tem um comentário aguardando resposta, dependendo do comentário, eu fico muito mal: a cabeça fica leve, o coração acelera, as mãos tremem, o corpo sua… É a minha reação padrão a uma discussão sobre algo em que acredito. Sempre que tenho que defender aquilo que eu penso de uma crítica, eu fico doente. Por isso não falo muito na vida real. Se eu falo, em geral é sobre as ideias de outra pessoa. Mas falar das minhas próprias? Não tenho maturidade pra isso. Sou muito tímido. O problema é amenizado no meio escrito, contudo. Se eu ignorar a vontade de fugir e ler o argumento oposto com calma e paciência, verificando seus pressupostos, avaliando sua lógica, posso responder à altura. Na verdade, os sintomas tendem a desaparecer quando começo a escrever a resposta e normalmente termino a discussão aliviado. Mas, numa conversa ao vivo, oralmente, nada disso é possível, porque o crítico quer uma resposta imediata. Aí eu fico nervoso e falo besteira. Detesto ser desafiado para discussão, porque minha eloquência é péssima ao vivo. Que bom que o professor de ensino médio público não é requisitado a falar de suas próprias ideias para os alunos, como é o caso do pesquisador. Ensinar filosofia é mais fácil do que fazê-la.

Busca por atividades complementares: terceira semana, Walter Benjamin.

Filed under: Passatempos — Tags:, , — Yure @ 14:02

Nada de muito incrível aconteceu. Tudo o que fiz foi elaborar um plano lógico para o meu trabalho sobre a experiência. O plano lógico é uma estrutura de tópicos, isto é, um itinerário sobre o que devo escrever e em qual momento. Eu gostaria de mostrar, mas temo que alguém (não você, claro) copie e roube meu trabalho.
No tempo livre, estou lendo Leviatã, Pensamentos e Princípios da Filosofia.

16 de abril de 2016

Busca por atividades complementares: segunda semana, Agostinho.

Filed under: Organizações — Tags:, — Yure @ 15:45

Instrução.

  • Diz Agostinho que o mundo é constante tentação.
  • O que não necessariamente significa que tudo é pecado. Existe uma tentação sempre, mas ela não vem de todos os lugares.
  • As Confissões devem ser lidas por quem tem preocupação com a interioridade.
  • Quem cair, levante-se. Quem está de pé, cuide que não caia.
  • Não se deve abusar do perdão divino.
  • Tentação do ouvido: música na medida em que ela não atrapalha aquilo que mais importa.
  • A música nos alivia porque nos distrai de nossa própria condição. Tanto que nos afastamos das músicas que nos fazem perceber como nossa vida em particular é miserável. As músicas que mais nos dão prazer são justamente aquelas que menos tem a ver conosco (me referindo à letra) ou as que nos elogiam. Na medida em que ela nos aponta nossa miséria, ela é intolerável. Nisso Agostinho se aproxima de Pascal, pois também Pascal diz que o tédio faz parte da natureza humana e que nós evitamos ficar sem ter o que fazer porque o tédio nos dá oportunidade de lembrar de coisas como, por exemplo, a finitude da vida.
  • Cantar na igreja é invenção de Atanásio, diz meu professor, importado ao Ocidente por Ambrósio.
  • Agostinho, diz meu professor, presenciou o primeiro cântico cristão no Ocidente.
  • Levando em consideração que a melodia, a harmonia e o ritmo podem distrair o cristão da letra do canto litúrgico, será que se deve cantar na igreja?
  • Agostinho não resolve essa questão definitivamente, mas reconhece a utilidade da prática: ela aproxima os cristãos mais fracos, mantendo-os na igreja.

Impressão do grupo.

Esse grupo de estudo parece mais um catecismo ou uma crisma. Mas, como preciso desesperadamente desses pontos, estou ali. Não parece que serei requerido alguma coisa além de atenção. Estamos estudando o livro dez das Confissões, a partir do capítulo vinte e oito. Eu já li todas as Confissões, então eu pude reconhecer o texto e creio que não será difícil trabalhar com aqueles católicos. Talvez me seja útil aprender mais sobre seu modo de pensar, já que estou encima do muro entre protestantismo, catolocismo e ortodoxia.

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