Pedra, Papel e Tesoura.

18 de maio de 2010

Meu perverso pequeno ser.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , , , , — Yure @ 23:55

Em algum ponto da história, desenvolvi um interesse sexual por pessoas experimentando aquela sensação que nos leva a procurar um lugar onde possamos urinar. É, acho pessoas com vontade de urinar muito erótico. Eu não sei exatamente quando foi que isso começou, mas eu acredito que foi aos cinco anos, porque eu não sentia essas coisas aos quatro anos. A experiência mais antiga que eu tenho com essa perversão é a que segue-se.

Eu estava numa festa infantil e tinha um menino gordo que, vez por outra, parava tudo o que estava fazendo, ia ao muro mais próximo e aliviava-se ali, na frente de todos, sem qualquer pudor. Existe uma fase na vida do menino em que ele sente vontade de “fazer pipi” o tempo todo, a cada meia-hora, dez, cinco minutos até. E esse gorducho estava nessa fase com certeza. Eu comecei a imaginar o que aconteceria se ele fosse impedido de urinar. O pensamento fugia da minha mente quando eu era distraído com comida e brincadeiras, mas sempre voltava, com cada vez mais força, sempre que o gordo parava para fazer seu grosseiro espetáculo de micção pública. Eu tinha que pará-lo, algo em mim, algo primitivo e que eu nunca havia sentido antes me impelia a pará-lo. Eu não entendia por que eu queria fazer o que eu queria fazer, mas precisava de uma oportunidade. De fato, eu tinha só cinco anos, mas eu sabia que era muito estranho eu chegar para outra criança mais nova e simplesmente forçá-la a não urinar. Eu esperei, mas aquele desejo sufocante me roía.

A festa acabou e eu, apesar de nervoso, peguei a chance que o destino havia me dado. Convidei o menino para brincar lá em casa, mas não no dia seguinte; o desejo havia ficado tão urgente que eu não podia esperar nem mais um mísero segundo. A lógica era simples: minha casa, minhas regras, ele não poderia simplesmente urinar nas paredes do interior da minha casa. E ele aceitou, a mãe dele aceitou, minha mãe aceitou, a sorte sorriu para meu perverso pequeno ser. Enquanto brincávamos, eu o olhava periodicamente, observando sua linguagem corporal, quase que roendo as unhas esperando ele pedir pra ir ao banheiro, só para eu dizer um não. Ele levantou-se, pediu licença pra urinar e dirigiu-se ao portão, mas eu o chamei de volta, argumentando que, se ele saísse, a brincadeira acabaria. Eu não esperava que ele teria a autonomia de simplesmente se levantar e sair quando tivesse vontade e pensei que minha desculpa para segurá-lo no lugar era bem fraca. “Droga, está arruinado”, pensei. Mas ele simplesmente voltou, sentou-se e ignorou a vontade. Por meia-hora mais, assisti ele se espremer, olhar para o mato lá fora, agarrar o pipi pelo calção… Ele não havia percebido que os brinquedos ali, na nossa frente, eram só pedaços de madeira e plástico pra mim; naquele instante, pra mim, o verdadeiro brinquedo era ele. Eu assistia cada movimento de desconforto atentamente, sem piscar. Eu sentia meu coração bater mais rápido do que quando eu corria no campo de futebol, minha respiração estava estranha também e tive aquela reação tipicamente masculina abaixo da cintura também. Lembro como se fosse ontem.

Uma pena ter durado tão pouco tempo. Mas, nos dias subsequentes, eu procurei e encontrei várias oportunidades de deixar aquele mesmo menino (e até outros meninos com tipos físicos similares) apertado a ponto de molhar as calças. Até os doze anos, foi a maior obsessão com a qual tive que conviver. Ela ficou mais fraca e mais fácil de lidar com o passar do tempo, mas nunca tive interesse em eliminá-la. Até hoje, não tem coisa mais erótica pra mim do que um gorducho apertado.

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