Analecto

22 de novembro de 2011

Música, estudos, família.

LMMS Sharing Platform.

Achei esta música há muito tempo, quando ela ainda era a melhor na LSP. Meu Deus, quase chorei quando ouvi. Se algum de vocês tiver LMMS, ouçam isto; não se arrependerão. Esta é uma das músicas que me mantém trabalhando com música. Me inspira, não me humilha. É simples e é ótima, me deixa com a sensação de “posso tentar isto ou aquilo à minha maneira”. Normalmente o que faz isso comigo é o trabalho do David Wise, mas há exceções.

Fora isto, meu trabalho está indo bem e tenho que escrever um pouco sobre Berkeley assim que eu descobrir sobre qual livro dele eu devo escrever. O trabalho do Hume está no papo, então não preciso me afobar com isto.

Meu pai esteve por aqui nestes dias e, ao ver minha mãe conversando com um colega dela da congregação, soltou uma piada, dizendo que ela está com uns “esquemas”. Ele não teve a intenção, mas acabou me gelando de medo. Se minha mãe se casar com outra testemunha de Jeová? Já é difícil conviver com minha mãe, se eu tiver um pai da mesma religião que ela, infelizmente terei de sair de casa o quanto antes ou acabar virando ateu. Não tenho nada contra as testemunhas de Jeová, mas não quero ser forçado nos costumes deles, o que vai acontecer se eu tiver um pai seguidor daquela religião. Ir à templos? Deixar de dar patadas? Deixar de ser furry? Abandonar filosofia?

Que situação. Mas minha mãe não pode se casar se o documento de divórcio dela não chegar. É melhor eu estar preparado para o pior (para mim), assim não serei surpreendido se o pior acontecer. Minha mãe tem quase sessenta anos, então… a possibilidade é remota.

Ainda assim…

16 de novembro de 2011

Santa censura.

American Censorship Day November 16 – Join the fight to stop SOPA.

O melhor trabalho do mundo é ser censor. Você vê aquilo que não pode ser visto por outros, você sabe o que há sob os panos, sabe o que realmente está acontecendo e nunca é afetado pelos truques da mídia. Mas nós, pessoas comuns, somos constantemente enganados pela censura, somos corretamente estimulados, somos filtrados, somos treinados a viver sob a ótica colorida da mídia, entorpecidos com informação manipulada.

Em dezesseis de novembro, o Governo Americano mostrou ao mundo o projeto de lei que pretende censurar a Internet. A Internet vai acabar? Não. Mas você não mais terá liberdade de expressão. Sítios que costumamos visitar podem ficar bloqueados dependendo do tipo de ligação que hospedam. Usuários comuns podem ser presos, tráfego pode ficar parado, conteúdo permitido pela lei pode ser apagado junto com o conteúdo por ela reprovado exatamente porque essa lei pode ser facilmente e subtilmente aplicadas à outras coisas além do seu propósito original: combate à pirataria. Quem sabe, se essa lei fosse aprovada, eu não fosse em cana porque alguma autoridade interpretou este texto como defesa a pirataria? Seria minha palavra contra a deles. Nós temos que fazer algo.

“Nós?”, você deve estar pensando, “Como assim, ‘nós’? Nem estou nos Estados Unidos…” Meu caro, o mundo é os Estados Unidos. Se uma lei dessas é aprovada lá, pode ser aprovada em qualquer lugar. Além do mais, censura pode afetar vários de nós, incluindo estudantes universitários, e meios de comunicação adjacentes.

Já temos censura demais na televisão, onde apenas os poderosos têm vez. Não podemos permitir que o espaço onde a voz do indivíduo comum pode ser ouvida seja destruído.

10 de novembro de 2011

Eu ri muito quando ela disse isso.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 14:49

Minha mãe estava discutindo comigo, como usual quando o assunto é religião. Ela disse que eu não devo dar minhas opiniões espirituais aos meus irmãos porque ela os quer no “caminho de Jeová”. Porém, ao fazer isso, você limita a liberdade de escolha do indivíduo e minha mãe talvez não entenda que a crença deve ser uma escolha, não uma obrigação ou ritual. Se não me engano, crer por opressão é até antibíblico. Mas aí ela disse:
– Yure, você é totalmente do mundo. Você só não é um fornicador porque você ainda não acordou pra isso.
Eu ri extremamente alto. Primeiro: valeu pelo voto de confiança. Segundo: caramba, eu tô no Inkbunny. Minha mãe talvez não acreditasse se eu confessasse minha sexualidade à ela. Talvez ela não acreditasse que eu tenho nojo de sexo e que é uma coisa que eu jamais farei por vontade própria. Na verdade, sexo nunca me impressionou tanto. Quando eu era criança, entrei no quarto para pegar um lençol, surpreendendo meus pais em seu momento mais íntimo. Mesmo que eu soubesse o que estava acontecendo lá, ignorei eles, peguei o lençol e saí. Eu tinha cerca de sete anos.
Essa opressão ao sexo não é natural, do contrário crianças e animais a teriam de forma inata. Mas eu já acordei pra isso. Sei o que me interessa sexualmente e, ironicamente, sexo não é uma dessas coisas. É repulsivo, convenhamos, quem nunca achou isso? Acho que todos aqui, em algum momento de suas vidas, devem ter se perguntado por que sexo é tão falado e comentado se é na verdade algo tão simples e até nojento, se você parar para pensar em todos os microrganismos que são trocados e em todos os líquidos derramados. É bom, caramba, deve ser ótimo! Mas refrigerante também é. Super Nintendo também. Droga, até dormir é muito bom.
Ela fala como se a religião fosse a única coisa que impede você de ter sexo antes casar. Não é a Bíblia que vai impedir um homem cuja genitália foi decepada de ter relações.
Além disso, forçar a religião sobre os outros não resolve. Meu sobrinho está tão saturado disso que disse na cara da minha mãe que é ateu, e eu não tive nada a ver com isso.

7 de novembro de 2011

De voltinha.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 21:02

Depois da mudança, muita coisa aconteceu. Primeiro, muita confusão pondo os objetos nos lugar. Depois foi a falta de privacidade, seguido pela falta de conexão e mudança nos hábitos matinais.

Mas, com o tanto que eu tenha conexão com a Internet e com o tanto que eu possa continuar indo para a Universidade, ficarei bem, já que minha vida se resume à isso mais o essencial para sobrevivência (água, comida, sono, eliminação).

Consegui arrumar tempo para mim mesmo, tempo esse bem despendido no uso de duas das seis fraldas que me restavam. Vesti-las enquanto você ouve Map Screen me fez parecer meio bobo, mas até que eu gostei. Fiquei agindo feito criança por uma hora e meia antes de começar a pensar num meio de esconder meus rastros. Não foi difícil, mas não vou partilhar detalhes (a não ser que peçam por detalhes).

Minha arte está normal, embora eu esteja com inveja de artistas digitais. Comecei a cogitar a possibilidade de para de desenhar, já que não posso adicionar algo novo ao estilho tradicional e não tenho paciência para aprender arte digital.

Falei com Rain para matar a saudade e parece que o demo jogável será disponibilizado ao público no Natal. Naturalmente, o jogo estará caracterizado (leia-se “natalino”).

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