Analecto

6 de dezembro de 2011

Menoridade humana, inveja, relatórios.

Filed under: Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 21:17

Immanuel Kant – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Primeiro, o que interessa ao pessoal: https://docs.google.com/document/d/1nvQ4QyIxGp2TLjLBM6ZJb8LOWVb2FGLf5WvKpgvwgnk/edit

O link contem o resultado dos meus esforços de documentar brevemente a ideia principal de alguns textos da filosofia moderna.

Enquanto eu pesquisava, tive que ler Kant. Observe que eu gosto de Kant, mas tem um assunto que me deixa desconfortável quando leio a respeito dele: a menoridade humana. Sempre que leio a respeito disso, me lembro dos eventos que ocorreram no terceiro semestre, dos “sermões” que recebi do advogado e de todas as frustrações medonhas pelas quais ninguém deveria passar. Ter dezenove anos não me faz um adulto em nenhum outro aspecto que não o aspecto cronológico.

Recentemente, passei três semanas deprimido por causa de um jornal publicado no Fur Affinity. No jornal, o indivíduo fazia um pedido de um desenho, mas deixava claro que não queria desenhos tradicionais. Por alguma razão, aquilo colocou uma bomba-relógio em mim. Conforme o tempo passava, eu começava a ver o quanto a arte digital recebe mais atenção que a tradicional, mesmo quando a peça digital levada em consideração é horrível. Ao fim da primeira semana, eu já estava mal. Durante a segunda semana, meus colegas começaram a perceber que algo estava errado, mas eu tentava manter uma atitude positiva a respeito disso e achei que fosse passar, mas o sentimento crescia mais à medida que o tempo passava até que, na terceira semana, comecei a sentir dores. Eu havia perdido completamente a motivação para desenhar, não conseguia segurar lápis e papel sem me sentir doente.

Eu gosto de desenhar, mas eu estava sem razão para tanto. A arte não tem razão de ser fora de si mesma; a função dela é simplesmente ser bela. Porém, se eu perco audiência, é porque minha arte não é bela o bastante. Eu sentia que todos os artistas tradicionais no furry fandom estavam fadados ao esquecimento perante os artistas de mídia digital e que, se eu não podia mudar isso nem mesmo ajudar os tradicionais a pelo menos se igualarem aos digitais, eu não deveria mesmo estar desenhando. Várias coisas me roubavam razões para desenhar. Eu me sentia péssimo, mas por quê? É só uma diversão, certo? Que diferença faz?

Eu tenho necessidade de atenção, não consigo me manter são sem receber comentários pelo que desenho ou escrevo. Minha arte havia me levado a um nível elevado, tenho mais de trezentos vigias, mais de 10000 acessos, perceber que estou constantemente sendo ameaçado por artistas digitais me deixou tão desesperado que eu não percebi que eu ainda recebia atenção o bastante. Eu desejava mais. Obviamente, essa não é a razão principal pela qual eu desenhava. Eu o fazia porque me sentia bem com isso, gostava de mostrar o que eu fazia aos meus amigos. Mas tenho medo de ser deixado para trás, um medo que me faz querer perseguir um lugar alto entre eles, de modo que dependam de mim (se possível) assim jamais me deixariam. Explicação aprofundada em Troubled Cat-Fox: Value.

Isso não é infantil da minha parte? Sem dúvida. Mas é de se esperar. Ainda me sinto ansioso, embora um punhado de usuários no Inkbunny, que realmente se importam comigo, tenha conseguido me fazer recuperar a razão de desenhar. Meus sentimentos agora são provavelmente oriundos de expectativas exageradas e indagações constantes sobre o porquê de eu desenhar. Pensei em desenhar simplesmente porque gosto, mas isso me faz pensar que eu só estaria perdendo tempo ao desenhar só para mim. A arte deve dar prazer aos sentidos das pessoas. Se eu não for bom para elas, não tenho razão para ser artista.

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3 Comentários »

  1. […] da equipe a respeito da minha incompetência. Por que a professora não passou Kant ou alguém que faça sentido? Rate this:Faça […]

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  2. […] produtivas e estimulantes que minha mãe ignora. Mas minha mãe agora acha que estou deprimido. Eu estava deprimido, mas ela não percebeu. Agora que estou bem, ela acha que estou mal. Compreensível, já […]

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