Analecto

31 de janeiro de 2012

Declaro guerra.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 18:42

Indulgindo. | SoFurry.

É raro eu admitir que alguns dos meus comportamentos precisam ser mudados. Mas a minha vida tem ficado mais estressada, me impedindo de aproveitar horas de relaxamento e descontração. Estou declarando guerra à minha empatia excessiva. Observe que se pôr no lugar do próximo não é algo ruim, mas esta é uma ação prejudicial quando você começa a sofrer mais do que aquele para o qual você mostra empatia, principalmente se o problema dessa pessoa já foi resolvido e você continua se torturando com o passado.

Eu estou rebatendo esses pensamentos sempre que eles vêm. Na verdade, este excesso de empatia me afeta ao ponto de não conseguir me concentrar no que eu desenho, escrevo, componho ou jogo. Nunca tive minha bunda chutada tantas vezes numa partida de Strike Gunner S.T.G. Então, sempre que eu tendo para o ridículo de remoer o passado alheio, eu penso no quão felizes meus amigos são agora e que não há razão para eu me preocupar com problemas que eles não mais têm. Me preocupar com problemas atuais faz mais sentido. Tenho que encarar os fatos, olhar para o espelho e pôr minhas emoções no lugar, ao invés de deixar elas me invadirem, me forçando a usar paliativos lógicos.

Também tem que haver um limite para minha empatia quando voltada aos problemas atuais dos meus amigos. Eu não posso sofrer mais do que eles. Sempre que eu começar uma conversa, perguntarei “como vai você”. Se meu amigos disser que ele está mal, perguntarei o porquê e, se eu puder, o aconselharei, coisa que eu faço muito bem e muitos amigos meus melhoraram seus estados emocionais após uma conversa comigo. Eu gosto de ajudar os outros, sendo eu um gato púrpura. Mas não devo deixar que os problemas deles me atinjam. Claro que é normal que amigos se preocupem uns com os outros, mas é completamente sem-noção que minhas atividades diárias sejam prejudicadas por um problema que não é meu.

É difícil, mas não penoso. Nada que eu não possa superar com prática. Obviamente, não quero me tornar uma pessoa apática, de coração fechado. Só não quero que minha empatia cresça às raias da doença.

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