Analecto

26 de fevereiro de 2012

Aconteceu mesmo.

Eu estava jogando Yu-Gi-Oh! Duelists of the Roses, perdendo, com 3600 pontos de vida. Meu oponente, Mako Tsunami, tinha o jogo sob controle, mas eu ainda podia virar o jogo. Eu só precisava de fé no coração das cartas sorte.

Mas aí, Mako avançou em mim com o Tubarão Negro Comedor de Homens, no momento com 2600 pontos de ataque.

Por algum motivo obscuro, eu perdi com aquele ataque. Eu tinha 3600 pontos de vida e levei dano de 2600, eu deveria ter sobrevivido, com 1000 pontos restando. A máquina simplesmente me roubou 1000 pontos de vida.

Se eu fosse uma mulher, ficaria passada. A propósito, não bloguei mais cedo hoje porque um problema elétrico ameaçou pôr a casa em chamas.

Finalmente, minhas aulas começam amanhã e poderei voltar a fazer algo produtivo na minha pacata vida de nerd. Obrigado, Senhor.

Desejem-me sorte.

24 de fevereiro de 2012

Poesia dói.

Filed under: Música — Tags:, , , — Yure @ 14:57

Tell Congress: Only people are people.

Ontem, meu pai veio aqui para dar as caras depois do acontecido envolvendo minha mãe. Enquanto ele estava aqui, eu e ele assistimos a tal TV União, o clone cearense da MTV.

Eventualmente, a versão acústica de Creep, do Radiohead, performada pelo Muse passou. A letra me atingiu como se fosse uma faca e eu não consegui me animar pelo resto do dia. Fiquei em silêncio e me sentindo tão mal quanto a bala que trespassou John Kennedy.

Letras têm um poder enorme sobre mim, embora seja uma influência que raramente experimento, já que eu escuto música de jogo na maior parte do tempo. Tipo agora, acabei de ouvir Ocean Loader 2.

Claro que ouvir Infrared e Ghost of You não ajudou muito minha situação depois de ter ficado sensibilizado.

22 de fevereiro de 2012

“Nipio’s Adventure”.

Filed under: Computadores e Internet, Jogos, Música, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 11:48

Nipio. | SoFurry.

Estou agora também encarregado de desenhar arte conceitual para o jogo do Rain. Resolvemos nos livrar de Tinsel e mudar osprite uma vez mais para combinar com a história. Por falar nisso, também estou trabalhando como escritor, logo a história do jogo também é minha responsabilidade.

Estou feliz por não ter que aprender código para ajudar o Rain, já que, apesar de eu ter baixado o manual de C, eu ainda nem abri meu manual. Estou com preguiça.

Pois bem, então agora sou artista, escritor e compositor-chefe. Me sinto quase realizado; ainda quero meu diploma de filosofia. Me pergunto se eu terei tempo para essas pequenas coisas quando eu começar a trabalhar. Espero que sim, mesmo que só nos finais de semana. Eu ainda quero atualizar este blog muito antes do meu último suspiro.

Furquest provavelmente terá seu nome mudado para Nipio’s Adventure.

21 de fevereiro de 2012

Quase esqueço o título.

Filed under: Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 19:02

Perfil de gagagliscor’s | SoFurry.

Minhas aulas começam na segunda. Estou ansioso! Até sonho com isso quando durmo.

Finalmente, livre da gaiola do tédio. Ah, sim: tenho jogado Rocket Knight Adventures. Muito bom aquele joguinho, tanto em diversão como eu beleza, música e história simples, porém cativante.

Eu tenho notado uma coisa sobre mim que me incomoda um pouco: eu sou muito diferente dos outros. Por muito tempo eu achei que eu era só um pouco diferente, o que era aceitável, mas agora vejo que estou sempre metido em minorias, estou sempre indo na contra-mão dos grandes grupos.

  • Arte: tradicional, quando todos fazem digital.
  • Sistema operacional: Linux, quando todos usam Windows.
  • Faculdade: filosofia, quando todos fazem qualquer outra coisa.
  • Escolha de profissão: professor, quando todos querem fazer algo lucrativo.
  • Música: eletrônica, embora todos os que se interessam em compor procuram aprender instrumentos físicos ao invés de programas. Mesmo minha música eletrônica vai na contra-mão do que é esperado da música eletrônica; não faço “música de festa”.
  • Religião: nenhuma, quando todo o mundo ao meu redor é católico, protestante, ateu ou testemunha de Jeová.
  • Patada é melhor que yiff.

Pensando a respeito, parece que sempre faço as escolhas erradas ou, no mínimo, inesperadas. As pessoas têm dificuldade entendendo minhas ações. Mas, pondo esses pontos na tela e lendo eles, vejo que não há nada de errado nas escolhas que fiz, mas o fato de ter poucas pessoas que tomam as mesmas direções que eu me faz pensar que talvez eu tenha sido insensato… e me sinto tentado a ser como todo o mundo. Me sinto sozinho e é meio difícil manter-se firme em seus princípios quando não há quem partilhe desses princípios. Você tem que aguentar tudo sozinho.

Mas aí eu lembro por que eu tomei essas decisões e vejo que eu tomei a decisão certa. Mas nem sempre o certo é o mais confortável a ser feito. É como aquele cara do Matrix. Ele havia sido libertado da Matrix para liberar os humanos de uma escravidão exercida pelas máquinas. Mas ele eventualmente traiu seus companheiros; quando ele estava na Matrix, ele vivia de ilusões que o fazia sentir-se bem: comida boa, sexo, água mineral, cama aconchegante e todas essas coisas da sociedade atual. Eram apenas ilusões e, na verdade, ele e o resto da humanidade estavam adormecidos e tendo o mesmo sonho, enquanto as máquinas usavam os humanos como fonte de energia. A coisa certa a ser feita era acordar os humanos para que eles se rebelassem contra as máquinas e as destruíssem, acabando com a guerra em Sião. Mas será que tomar tal tarefa árdua, mesmo sendo a coisa certa, é a melhor escolha a ser feita, considerando que a ilusão parece melhor que o desespero?

Obviamente, não voltarei atrás nas coisas que eu disse. Continuarei fazendo arte tradicional, usando Linux e cursando filosofia porque são decisões que tomei após longa reflexão e que combinam com meus ideais… ou orgulho, no caso da arte. Mas admito que, por enquanto, ser íntegro não me faz bem.

15 de fevereiro de 2012

Estou com sono.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 14:27

If You Thought SOPA Was Bad, Just Wait Until You Meet ACTA – Forbes.

Estou acordando por volta de uma da tarde e ainda assim estou cansado. Duvido que seja deficiência de ferro, já que eu me alimento relativamente bem.

É mais provável que tenha sido a falta de um sono decente; eu estava com calor demais, o que me fazia me levantar para água, daí minha bexiga me acorda. Para piorar, eu tomei banho, banho normalmente me dá sono. Acho que me encher de café como de costume.

11 de fevereiro de 2012

Hoje, hoje, será?

Filed under: Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 15:07

Vacation | SoFurry.

Ontem minha mãe me deu vinte reais. Contemplo a possibilidade de comprar uma coisa branca confortável.

Vende Bigfral no mercado aqui perto, uma vez que não há farmácias pelo bairro. Eu me sinto meio acanhado de ir até lá, mas garanto que não será tão difícil como a primeira vez; a maldita da operadora de caixa riu.

Sendo que hoje minha família vai para a reunião das testemunhas de Jeová, esta seria a oportunidade perfeita para matar a saudade “delas”, pois estarei completamente sozinho em casa por duas horas.

Até lá, vou beber água.

6 de fevereiro de 2012

Dormir com o desconhecido?

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 16:25

Passo-a-passo. by Yure16 < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Estou preparando uma história em “quadrinhos”, se é que posso chamar aquilas coisas de quadros.

Hoje, durante a madrugada, após trabalhar na segunda página, resolvi dormir. Levei o colchão para a sala, já que eu o quarto estava recém-reformado e o cheiro de pó me incomodava. Meu pai comprou umas bolas para o Sobrinho, bolas essas que brilhavam quando recebiam pressão. Elas estavam na estante da sala, junto com os livros. Quando cheguei a sala, notei que elas estavam brilhando. Pensei comigo “como pode?”. Me aproximei e chequei a estante, mas não vi nada fora do normal. Resolvi me deitar no colchão e esquecer isso. Enquanto eu tentava dormir, ouvi um som vindo da estante, páginas se movendo. Dessa vez eu não iria checar; vai que era uma aranha. Um fantasma, um espírito ou coisa parecida não seria problema, mas uma aranha é um problema. Na semana passada, fomos atacados por uma aranha do tamanho de um cachorro e isso meio que me deixou sensibilizado.

Mas, considerando o peso de uma aranha e seu arranjo corporal, como ela poderia aplicar pressão suficiente sobre a bola para ativar seu brilho? Enquanto eu pensava a respeito, notei luzes incidindo contra a parede. Olhei para a estante e as bolas estavam brilhando de novo. Minha imaginação correu solta, como esperado, mas não era um bom momento para regredir, certo? Observei o brilho até que ele parasse. Quando achei que tinha acabado, as bolas brilharam novamente. Me levantei, peguei meu colchão e fui para o quarto. Melhor dormir com pó do que com o desconhecido.

Eu precisava ir ao banheiro também. Sinto falta das minhas fraldas…

2 de fevereiro de 2012

Minha existência foi justificada.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 21:15

Praticando o andar. by Yure16 < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Certo amigo meu estava engajado numa luta de três meses contra uma parafilia. A princípio, ele queria para de dar patadas. Vendo que não conseguia, resolveu tentar diminuir a frequência do hábito. Frustrado novamente, resolveu que ia parar de dar patadas enquanto estivesse de fraldas, mas isso também não deu certo.

Quando eu vi que ele estava fazendo uma jura de aniquilar sua parafilia (ou diminuir a frequência de seus desejos), resolvi falar com ele a respeito. Ele me contou sua história e eu fiquei comovido. Eu estava diante de alguém que lutava arduamente contra um impulso praticamente inofensivo. Então eu joguei sobre ele toda a ladainha que eu costumo falar às pessoas que tentam, sem sucesso, se livrar de hábitos gratificantes e inofensivos.

Seu principal argumento é que ele estava ficando viciado em suas práticas e que sentia vontade cerca de duas ou três vezes num mês. Ele iria se negar a praticá-las, o que fazia a vontade voltar com mais frequência e intensidade, o levando a “quebrar”: ele faria qualquer coisa por uma fralda e daria até cinco patadas no mesmo dia. Depois da correria, ele ficaria frustrado e envergonhado. Mas ele também disse que, durante sua adolescência, ele iria praticar sua parafilia quatro ou cinco vezes por dia. Então onde está o vício se ele, atualmente, só sentia vontade de praticar sua parafilia duas ou três vezes por mês? Quando eu disse isso a ele, ele viu o óbvio. Ele estava sentindo impulsos dessa natureza com a mesma frequência que qualquer outro adulto de sua idade (exceto por mim, longa história…). Além do mais, é uma parafilia inofensiva. Se é bom, não faz mal a ninguém e seria penoso livrar-se do hábito, por que parar?

Ele pensou no que eu disse e, vendo que ele sempre cederia à pressões que nem sequer vinham com tanta frequência, resolveu desistir de tentar parar e praticar sua parafilia sempre que tiver vontade. Isso o poupou do desgaste de lutar contra sua sexualidade e ele ficou mais calmo. Além do mais, se ele fizer isso pelo menos uma vez por semana, o impulso vem com menos frequência e menos intensidade, portanto poderia ser melhor controlado se a situação pedisse que ele se controlasse. Sem luta, sem derrota e, sem derrota, sem frustração. Ele me disse que se sente muito melhor e seu outro problema (depressão) havia perdido a força. Porém ele não quer ficar viciado, então ele se põe sob alguns limites, limites realistas.

Ele me elogiou, disse que eu realmente o tinha ajudado a ver que às vezes a felicidade vem da aceitação e não da abstinência. Eu me sinto extremamente feliz agora. Eu realmente pude ajudar alguém, realmente fui ouvido, ajudei a resolver um problema de um amigo, problema esse que vinha se arrastando há quatro meses. Eu estou sorrindo até agora, como se eu fosse uma criança de classe média no Natal.

A identidade do meu colega permanece em segredo, mas resolvi partilhar a experiência aqui para o caso de outros indivíduos estarem sofrendo com problemas similares. Sinceramente, quero chorar de felicidade.

%d blogueiros gostam disto: