Analecto

26 de fevereiro de 2012

Aconteceu mesmo.

Eu estava jogando Yu-Gi-Oh! Duelists of the Roses, perdendo, com 3600 pontos de vida. Meu oponente, Mako Tsunami, tinha o jogo sob controle, mas eu ainda podia virar o jogo. Eu só precisava de fé no coração das cartas sorte.

Mas aí, Mako avançou em mim com o Tubarão Negro Comedor de Homens, no momento com 2600 pontos de ataque.

Por algum motivo obscuro, eu perdi com aquele ataque. Eu tinha 3600 pontos de vida e levei dano de 2600, eu deveria ter sobrevivido, com 1000 pontos restando. A máquina simplesmente me roubou 1000 pontos de vida.

Se eu fosse uma mulher, ficaria passada. A propósito, não bloguei mais cedo hoje porque um problema elétrico ameaçou pôr a casa em chamas.

Finalmente, minhas aulas começam amanhã e poderei voltar a fazer algo produtivo na minha pacata vida de nerd. Obrigado, Senhor.

Desejem-me sorte.

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24 de fevereiro de 2012

Poesia dói.

Filed under: Música — Tags:, , , — Yure @ 14:57

Tell Congress: Only people are people.

Ontem, meu pai veio aqui para dar as caras depois do acontecido envolvendo minha mãe. Enquanto ele estava aqui, eu e ele assistimos a tal TV União, o clone cearense da MTV.

Eventualmente, a versão acústica de Creep, do Radiohead, performada pelo Muse passou. A letra me atingiu como se fosse uma faca e eu não consegui me animar pelo resto do dia. Fiquei em silêncio e me sentindo tão mal quanto a bala que trespassou John Kennedy.

Letras têm um poder enorme sobre mim, embora seja uma influência que raramente experimento, já que eu escuto música de jogo na maior parte do tempo. Tipo agora, acabei de ouvir Ocean Loader 2.

Claro que ouvir Infrared e Ghost of You não ajudou muito minha situação depois de ter ficado sensibilizado.

22 de fevereiro de 2012

“Nipio’s Adventure”.

Filed under: Computadores e Internet, Jogos, Música, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 11:48

Nipio. | SoFurry.

Estou agora também encarregado de desenhar arte conceitual para o jogo do Rain. Resolvemos nos livrar de Tinsel e mudar osprite uma vez mais para combinar com a história. Por falar nisso, também estou trabalhando como escritor, logo a história do jogo também é minha responsabilidade.

Estou feliz por não ter que aprender código para ajudar o Rain, já que, apesar de eu ter baixado o manual de C, eu ainda nem abri meu manual. Estou com preguiça.

Pois bem, então agora sou artista, escritor e compositor-chefe. Me sinto quase realizado; ainda quero meu diploma de filosofia. Me pergunto se eu terei tempo para essas pequenas coisas quando eu começar a trabalhar. Espero que sim, mesmo que só nos finais de semana. Eu ainda quero atualizar este blog muito antes do meu último suspiro.

Furquest provavelmente terá seu nome mudado para Nipio’s Adventure.

21 de fevereiro de 2012

Quase esqueço o título.

Filed under: Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 19:02

Perfil de gagagliscor’s | SoFurry.

Minhas aulas começam na segunda. Estou ansioso! Até sonho com isso quando durmo.

Finalmente, livre da gaiola do tédio. Ah, sim: tenho jogado Rocket Knight Adventures. Muito bom aquele joguinho, tanto em diversão como eu beleza, música e história simples, porém cativante.

Eu tenho notado uma coisa sobre mim que me incomoda um pouco: eu sou muito diferente dos outros. Por muito tempo eu achei que eu era só um pouco diferente, o que era aceitável, mas agora vejo que estou sempre metido em minorias, estou sempre indo na contra-mão dos grandes grupos.

  • Arte: tradicional, quando todos fazem digital.
  • Sistema operacional: Linux, quando todos usam Windows.
  • Faculdade: filosofia, quando todos fazem qualquer outra coisa.
  • Escolha de profissão: professor, quando todos querem fazer algo lucrativo.
  • Música: eletrônica, embora todos os que se interessam em compor procuram aprender instrumentos físicos ao invés de programas. Mesmo minha música eletrônica vai na contra-mão do que é esperado da música eletrônica; não faço “música de festa”.
  • Religião: nenhuma, quando todo o mundo ao meu redor é católico, protestante, ateu ou testemunha de Jeová.
  • Patada é melhor que yiff.

Pensando a respeito, parece que sempre faço as escolhas erradas ou, no mínimo, inesperadas. As pessoas têm dificuldade entendendo minhas ações. Mas, pondo esses pontos na tela e lendo eles, vejo que não há nada de errado nas escolhas que fiz, mas o fato de ter poucas pessoas que tomam as mesmas direções que eu me faz pensar que talvez eu tenha sido insensato… e me sinto tentado a ser como todo o mundo. Me sinto sozinho e é meio difícil manter-se firme em seus princípios quando não há quem partilhe desses princípios. Você tem que aguentar tudo sozinho.

Mas aí eu lembro por que eu tomei essas decisões e vejo que eu tomei a decisão certa. Mas nem sempre o certo é o mais confortável a ser feito. É como aquele cara do Matrix. Ele havia sido libertado da Matrix para liberar os humanos de uma escravidão exercida pelas máquinas. Mas ele eventualmente traiu seus companheiros; quando ele estava na Matrix, ele vivia de ilusões que o fazia sentir-se bem: comida boa, sexo, água mineral, cama aconchegante e todas essas coisas da sociedade atual. Eram apenas ilusões e, na verdade, ele e o resto da humanidade estavam adormecidos e tendo o mesmo sonho, enquanto as máquinas usavam os humanos como fonte de energia. A coisa certa a ser feita era acordar os humanos para que eles se rebelassem contra as máquinas e as destruíssem, acabando com a guerra em Sião. Mas será que tomar tal tarefa árdua, mesmo sendo a coisa certa, é a melhor escolha a ser feita, considerando que a ilusão parece melhor que o desespero?

Obviamente, não voltarei atrás nas coisas que eu disse. Continuarei fazendo arte tradicional, usando Linux e cursando filosofia porque são decisões que tomei após longa reflexão e que combinam com meus ideais… ou orgulho, no caso da arte. Mas admito que, por enquanto, ser íntegro não me faz bem.

15 de fevereiro de 2012

Estou com sono.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 14:27

If You Thought SOPA Was Bad, Just Wait Until You Meet ACTA – Forbes.

Estou acordando por volta de uma da tarde e ainda assim estou cansado. Duvido que seja deficiência de ferro, já que eu me alimento relativamente bem.

É mais provável que tenha sido a falta de um sono decente; eu estava com calor demais, o que me fazia me levantar para água, daí minha bexiga me acorda. Para piorar, eu tomei banho, banho normalmente me dá sono. Acho que me encher de café como de costume.

14 de fevereiro de 2012

Pois vamos lá.

THE ARCH LINUX?! | SoFurry.

Fiquei encarregado de falar do meu passado, então é o que vou fazer… Meus documentos de nascimento sempre foram confusos e estranhos. Primeiro, porque meu nome foi escrito incorretamente (tenho que desinstalar o pacote de idioma Português-PT) e segundo porque a data está errada. Não metamos as patas traseiras pelas dianteiras, vamos falar da história do meu nome.

Minha mãe queria que meu nome fosse Abraão, que é o nome do meu avô materno. Meu pai queria que eu me chamasse Cézar, que é o segundo nome dele. Meu tio, Ernandes, ficou sabendo da história e disse que o nome ia ficar obsceno e gesticulava, com as duas mãos, sempre que que falava Abra-ão. De fato, não era um nome bom para uma criança da cidade, onde nomes bíblicos que não sejam Mateus, Marcos, Lucas ou João são desencorajados. Minha mãe então lembrou do filho de uma amiga dela, cujo nome era Yuri. Em sua falta de criatividade e desespero por um nome bom, ela manifestou ao meu pai seu desejo de dar-me Yuri como nome.

Quando nasci, o homem do cartório teve a audácia de escrever meu nome terminando em “e”, Yure, alegando que Yuri era nome de menina e que ele não tinha corretivo. Ele deve ser algum vidente, porque eu iria me tornar otaku doze anos mais tarde e esse nome poderia me tornar alvo de piadas envolvendo mulheres homossexuais. Então ele poupou uma criança de um destino cruel.

Antes que colocassem a data do meu nascimento, minha certidão se perdeu. Ela foi encontrada cerca de dez dias mais tarde, mas tinha outro problema: ninguém lembrava em que dia eu havia nascido. Que vergonha. Sem saber a data exata, colocaram a data do dia em que a certidão foi encontrada. Assim, eu havia crescido achando que eu era de Libra e foi um choque quando descobri, oito anos mais tarde, que sou de Virgem.

Explicados os buracos na minha certidão, vamos à minha infância. Aos quatro anos, peguei hepatite A. Por que documentar isso? Foi um fator decisivo para a formação da minha fobia. Eu vomitava todos os dias e, apesar de não ficar assutado, certamente fiquei nervoso. Quando eu havia melhorado, minha mãe e minha professora faziam piada do ocorrido, o que me deixava mortalmente envergonhado. Eu não queria que ninguém soubesse e eu corava sempre que minha mãe contava o ocorrido a alguém e ficava irado quando faziam pouco caso daquilo. Mas eu não sabia articular essas sensações, então eu ficava quieto. Eu mesmo não as entendia. Para falar a verdade, parte do meu medo de vomitar é medo de ser visto.

Aos cinco anos, descobri que amo, simplesmente sou obcecado (obrigado, corretor automático de ortografia) por personagens de desenhos animados que precisam de um banheiro com urgência. Fator definitivo para minha parafilia. Nos anos seguintes, eu desafiava meus coleguinhas a prender a urina pelo máximo de tempo possível, brincando com o orgulho deles e dizendo que eles não eram realmente “machos” se não fizessem isso. Funcionava, e como funcionava. Eu me deleitava assistindo eles “dançarem”. Lembro do dia em que juntei sete pivetes do bairro na mesma rua pelo simples prazer de vê-los desesperados… e eu tinha mais ou menos oito anos. Eu tinha uma vítima favorita. Tão ingênuo e tolo, sempre caindo vítima das minhas perícias de influenciar. E ele era mais alto e forte que eu e ainda assim nunca levei uma surra dele por isso. Ele faria qualquer coisa para provar que é “forte”, provavelmente influência do desenho Dragon Ball Z.

Voltando um pouco no tempo, meus pais tinham orgulho de mim por eu ser uma “mente brilhante”. Eu era extremamente curioso, lia tudo o que eu via pela frente aos seis anos, nunca tirava menos que nove. Até meu pai assinar TV Show quando eu estava na quarta série. Cartoon Network arruinou minha vida. Na quinta série, minhas notas começaram a cair e eu passava horas na frente da televisão. Na verdade, a televisão modelou meu comportamento de tal forma que eu perdi minha identidade. Eu era um personagem ou outro, mudando de “personalidade” dependendo da situação. Eu era o Dexter na hora de estudar sério, Yui quando brincava de luta, Kerberos quando falava com um certo colega e o Culumon nas horas vagas. Em algum momento, durante a quarta série, minha irmã me apresentou a Pokémon, na época sendo televisionado no oito (Record). Foi o primeiro desenho animado japonês que eu assisti. Lembro de certa vez, quando eu voltava da escola, me sentir irritado por Pokémon passar tão cedo, de forma que eu tinha que correr da escola para casa assim que a aula acabava para não perder o começo. Daí, numa noite, antes de dormir, eu rezei, pedindo encarecidamente ao Senhor que Pokémon passasse no Cartoon Network. Minhas preces foram atendidas e o anúncio da estreia começou a ir ao ar no Cartoon Network no dia seguinte. Deus existe.

Aos nove anos, na quinta série, eu tinha o hábito detestável (-10 pontos) de molhar as calças pouco a pouco por vergonha de pedir para ir ao banheiro. Fui descoberto durante a aula de Educação Religiosa. Minha professora, apelidada de Cão, ficou sabendo e fez questão de me humilhar na frente de trinta e oito crianças mais velhas que eu pelo menos alguns meses. Foi o fim para meu hábito e fiquei envergonhado por algumas horas. No dia seguinte, eu já estava bem.

Influenciado por Sakura Card Captor, desenvolvi um interesse em tarô. Meu pai então me deu um baralho de tarô, acompanhado de um livro escrito por Nicodemos Del Valle. Nunca, nunca esquecerei esse nome. Uma das recomendações do livro era nunca tirar a sorte numa sexta-feira (“a sexta-feira é sempre nefasta”). Lembro de esquecer esse detalhe e tirar minha própria sorte numa sexta. A Morte, O Pendurado, O Diabo, A Torre e uma outra carta que não lembro o nome deram as caras. Fiquei assustado e resolvi nunca mais tirar minha própria sorte. Não que eu não tirasse a dos outros. Eu ganhava dinheiro com aquele baralho e com quiromancia, que aprendi com meu tio enquanto ele estava bêbado. O diretor da minha escola, interveio e tentou me desencorajar de praticar magia na escola (e tentou me encorajar a cortar meu cabelo), mas não deu muito certo e coloquei um amigo no mesmo caminho, dando a ele outro exemplar do livro de Nicodemos. Yu-Gi-Oh! começou a ser televisionado na Globo e ele inventou uma camada de tradução para tirar a sorte usando cartas de Yu-Gi-Oh! depois que minha irmã destruiu o baralho original num ataque de fúria. À título de curiosidade, o Exodia era equivalente a O Diabo.

Aos doze anos, eu já havia parado com a magia depois que minhas crenças religiosas levaram a melhor. Aí eu conheci um outro cara. Nos tornamos amigos e ele me mostrou um exemplar da Dragão Brasil número 112, como se eu já não fosse nerd o suficiente. Aprendemos a jogar RPG de mesa, um jogo que nós não entendíamos direito como funcionava até adquirirmos a Dragão Brasil número 115, que veio com o sistema que usei por cinco anos: GURPS Lite 4ª Edição. Não só jogávamos quase todos os dias como também adaptamos a Libertação de Valkaria para o GURPS Lite.

Aos treze anos, eu tive minha primeira aula de Filosofia com uma professora, a qual eu devo muito mesmo. Foi naquele dia que eu decidi que eu queria me formar em Filosofia. Eu comecei a pegar livros de Filosofia emprestado, começando com Explicando a Filosofia com Arte, seguido pela Antologia Ilustrada de Filosofia de Ubaldo Nicola, o melhor livro que já tive o prazer ler. Aos treze anos também, notei que meus amigos estavam ficando “cansados” de mim, tipo você. Eu comecei a ficar triste com isso, vendo que eles gastavam mais tempo entre si do que comigo. Comecei a descer lentamente ao poço. Todas as minhas atividades dependiam dos meus amigos para serem feitas e eu raramente saía de casa para outra coisa que não fosse RPG. Aliás, os meus jogadores estavam faltando às seções cada vez mais. Acho que o tinha um cara que só jogava porque a seção ocorria na casa dele. Aos catorze anos, eu resolvi que não precisava mais de companhia e que eu deveria ficar sozinho. Eu estava triste todos os dias, o tempo todo, acordava mal e dormia mal. Meus amigos perceberam isso tarde demais e a ajuda que eles me davam era inútil, porque eu pensava que eles só queriam me ajudar por sentirem-se culpados pelo que me fizeram e, portanto, não era algo feito de coração, mas por simples egoísmo. Às vezes eu pensava que eles faziam isso simplesmente porque lhes fora ensinado que essa era a forma certa de agir e que eles não tinham nenhuma base sólida para agir daquela forma. Assim, eu via suas tentativas de me ajudar como uma simples obrigação social.

Tempo passou e pior eu fiquei. Comecei a querer me matar, mas nunca tive coragem de fazer isso. Eu chorava por qualquer coisa e não me importava mais com meus estudos nem com minhas diversões. Eu havia ficado desapontado com Deus e eu até queria que ele me odiasse porque eu não merecia o amor Dele. Achava que Deus estava só perdendo tempo comigo. Lembro de ter chorado no meio da rua porque alguém disse que Jesus me amava.

Falando em religião, eu também descobri, aos quatorze anos, o quão bom é levar uma patada até o final.

Sexualidade à parte, tive um ataque forte de náusea durante uma madrugada daquele ano. Eu não consegui dormir, comia sal, tomava remédios e rezava. Sempre que eu sentia que eu ia vomitar, eu tomava um Plasil. Era náusea verdadeira e não somática, então eu realmente corria risco de vomitar. Na verdade, era uma possibilidade quase certa. Mas eu lutava contra o destino com todas as minhas forças. Nisso, quase tive uma overdose. Na manhã seguinte, o enjoo havia sumido, mas os efeitos colaterais do Plasil haviam me trancado em posição fetal. Meus músculos estavam enrijecidos de tal forma que eu quase não podia me mover. Meus pais acharam que eu tinha tentado me matar. A terapia começou naquele mesmo dia, embora eu não houvesse dito que a razão de eu ter tomado tantos remédios não era depressão; se eu dissesse, talvez o terapeuta me mandasse enfrentar meu medo. Tomei duas pílulas de Fenergan e fiquei adormecido por quase trinta horas. Nesse tempo, meus amigos sentiram minha falta e vieram saber o que havia acontecido. Eles me viram sendo levado do carro do meu pai para a cama e me dói imaginar como eles se sentiram. Levando em consideração meu estado de espírito naquele ano, eles provavelmente também pensaram que eu havia tentado suicídio.

Durante a terapia, antidepressivos sufocaram minha depressão. Eu gradualmente parei de chorar, meus pensamentos suicidas gradualmente sumiram. Atribuo minha melhora inteiramente aos remédios; eu queria continuar deprimido só para dar desgosto aos meus médicos porque eu via terapia como domesticação.

Aos dezesseis anos, eu já havia me recuperado. Naquele período, comecei este blog.

11 de fevereiro de 2012

Hoje, hoje, será?

Filed under: Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 15:07

Vacation | SoFurry.

Ontem minha mãe me deu vinte reais. Contemplo a possibilidade de comprar uma coisa branca confortável.

Vende Bigfral no mercado aqui perto, uma vez que não há farmácias pelo bairro. Eu me sinto meio acanhado de ir até lá, mas garanto que não será tão difícil como a primeira vez; a maldita da operadora de caixa riu.

Sendo que hoje minha família vai para a reunião das testemunhas de Jeová, esta seria a oportunidade perfeita para matar a saudade “delas”, pois estarei completamente sozinho em casa por duas horas.

Até lá, vou beber água.

Cara, eu tô cansado…

New changes in my fursona (UPDATE 2) — AkelaLycan’s Journal — Fur Affinity [dot] net.

Meia-noite. Após um longo dia comprando roupas com minha mãe, lendo coisas que eu sei que não deveria ler (já que sou facilmente impressionado), compondo música usando amostras de baixo acústico e escrevendo sacanagem para um amigo meu, acho que finalmente posso me dar ao luxo de dormir um tantinho.

Minhas aulas começam dia vinte e sete, como bem sabem, então é melhor eu pôr meu sono no lugar desde já. Tentarei não ficar na Internet além da meia-noite, mesmo que eu esteja morrendo de tédio e mesmo que eu esteja sem sono; se eu me deitar e esquecer o mundo, cairei no sono eventualmente.

Eu estava, até ontem, dormindo às três da manhã; sites furry viciam.

6 de fevereiro de 2012

Dormir com o desconhecido?

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 16:25

Passo-a-passo. by Yure16 < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Estou preparando uma história em “quadrinhos”, se é que posso chamar aquilas coisas de quadros.

Hoje, durante a madrugada, após trabalhar na segunda página, resolvi dormir. Levei o colchão para a sala, já que eu o quarto estava recém-reformado e o cheiro de pó me incomodava. Meu pai comprou umas bolas para o Sobrinho, bolas essas que brilhavam quando recebiam pressão. Elas estavam na estante da sala, junto com os livros. Quando cheguei a sala, notei que elas estavam brilhando. Pensei comigo “como pode?”. Me aproximei e chequei a estante, mas não vi nada fora do normal. Resolvi me deitar no colchão e esquecer isso. Enquanto eu tentava dormir, ouvi um som vindo da estante, páginas se movendo. Dessa vez eu não iria checar; vai que era uma aranha. Um fantasma, um espírito ou coisa parecida não seria problema, mas uma aranha é um problema. Na semana passada, fomos atacados por uma aranha do tamanho de um cachorro e isso meio que me deixou sensibilizado.

Mas, considerando o peso de uma aranha e seu arranjo corporal, como ela poderia aplicar pressão suficiente sobre a bola para ativar seu brilho? Enquanto eu pensava a respeito, notei luzes incidindo contra a parede. Olhei para a estante e as bolas estavam brilhando de novo. Minha imaginação correu solta, como esperado, mas não era um bom momento para regredir, certo? Observei o brilho até que ele parasse. Quando achei que tinha acabado, as bolas brilharam novamente. Me levantei, peguei meu colchão e fui para o quarto. Melhor dormir com pó do que com o desconhecido.

Eu precisava ir ao banheiro também. Sinto falta das minhas fraldas…

5 de fevereiro de 2012

Propósito.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 18:59

Sentido da vida. by Yure16 < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Certa vez, uma menina veio até mim me perguntando qual é o sentido da vida, uma vez que eu havia dito que sabia qual era. Eu disse à ela que a vida não tem propósito. Estamos aqui sem um objetivo, exceto os objetivos que nós fazemos para nós mesmos. Nós não somos ferramentas, mas os humanos gostam de tratar tudo como ferramenta. O que tem uso é útil, o que não tem, é inútil. Mas então nós notamos que nossa própria vida não tem propósito, ao passo que não podemos jogar nossa vida fora tal como fazemos com aquilo que não tem finalidade. Então, nós atribuímos um propósito para nossas vidas. Normalmente chegamos à conclusão de que nós, seres humanos, como entes sociais, encontraremos nosso propósito no próximo, de forma que os outros possam melhorar suas vidas, sua autoestima, sua saúde. Então, nós temo legistas, nós temos professores, nós temos médicos e todas essas pessoas que trabalham para a comunidade, porque cada pessoa conta e manter as pessoas felizes na medida do possível e um pouco de ajuda no melhoramento do todo e, quanto melhor for a humanidade, mais sabedoria ela pode adquirir, de forma que os humanos como indivíduos sejam beneficiados com o que o coletivo conseguiu e vice-versa. Infelizmente, a menina me entendeu mal e achou que o propósito da vida era ter uma profissão. Eu não a culpo. Mas você não precisa de uma profissão para melhorar a vida das pessoas: alegrar quem está triste, ajudar o próximo a entender seus problemas, prover alívio ao seus desesperos, perdoar e esquecer, dar conselhos, todas essas coisas você pode fazer. Mas somos ensinados a ser bem-sucedidos na vida, o que normalmente significa trabalhar para seu sustento. Daí as pessoas ficam desconfortáveis em algum ponto de suas vidas: você pode trabalhar e se sustentar, mas por quê? Você só faz isso porque lhe foi ensinado a ser assim? O que você faz pelo próximo? Essas pessoas então se acham “nulas”, incapazes de melhorar sua condição interior, não contribuem com o mundo e sua habilidade de pensar, refletir, fazer decisões e ajudar é desperdiçada com pouca coisa. O que eles estão fazendo pela comunidade? Talvez nada. Essas pessoas não têm amigos? Não querem agradecê-los por serem bons com ele? Poderia você viver sem amigos? Depois de pensar sobre isso, resolvi ser professor, mais especificamente, de filosofia. Eu quero construir pessoas de forma que elas não precisem de conserto. Será difícil, estressante e injusto, mas eu prefiro fazer isso e ganhar uma miséria (bem-vindo ao Brasil) do que trabalhar e conseguir melhoras só para mim. Até eu conseguir minha licença, tento ajudar meus amigos com seus problemas, ouvindo-os e dando conselhos. Eu amo vê-los felizes, amo quando eles me agradecem pela ajuda, por ajudá-los a sentirem-se melhor e eu posso olhar para janeiro e me sentir satisfeito por puxar alguém para fora da depressão, fazê-lo entender-se e aceitar quem ele é. Posso olhar para trás e ver que eu estou fazendo a coisa certa e que minha existência é justificada. De fato, a vida voa rápido, mas eu acho que estou fazendo bom uso dela. Quando você tem essa sensação, nada pode abalar sua felicidade, nada pode te derrubar, nem mesmo o pior dia possível pode lhe impedir de se levantar. Eu sinto muito por aquela menina porque até hoje ela me respondeu. Naturalmente, nós, como humanos, erramos metade das vezes. Mas, se nós nos empenhamos em ajudar os outros, talvez eles nos ajudem quando precisarmos.

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