Analecto

8 de março de 2012

História da didática.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 18:20

história da didática – Pesquisa Google.

Pois é, acabou que a pesquisa era para entregar, droga… Se eu soubesse, teria feito antes. Como de costume, partilharei os frutos da minha pesquisa à medida que, sabe, pesquiso. Primeiro, didática é a parte da pedagogia que estuda as práticas de ensino, técnicas e tal. Tanto é que, antigamente, a disciplina de didática dava “receitas de bolo”, fórmulas prontas que diziam como ensinar. Hoje em dia, a coisa ficou menos exata, considerando que não se pode aplicar métodos definitivos sobre seres humanos.

Há muito tempo atrás, existia uma didática “difusa”. De acordo com Amélia Castro, naquele tempo imemorável, chamado Antiguidade, ensinava-se intuitivamente, sem planejamento metodológico, no “improviso”. Ou copiava-se os exemplos de outros professores.

Somente no século dezessete, quando a Reforma Protestante começava a pegar, a didática como “arte de ensinar tudo a todos” foi inventada por dois educadores: Comênio e Ratíquio. Por que isso? Por que criar algo que poderia me causar dores de cabeça séculos mais tarde, considerando que eu detesto a aula de didática já na segunda aula? Questões religiosas, óbvio. Educar a população, propagar a leitura e a escrita, era um movimento-chave para popularizar a prática de livre interpretação da Bíblia, o ponto principal da Reforma Protestante. Então, se você está grato por termos escolas, agradeça ao evangélico mais próximo.

Lá pelo século dezoito, Rousseau, um dos meus pensadores favoritos, deu mais um passo na direção certa. Ele estipulou um novo método, se é que se pode chamar de método, de educação, transformando as práticas restritivas e proibitivas dos didatas em algo natural e fluído, com pouca necessidade de livros. Afinal, o ser humano é naturalmente bom. Reprimir as emoções como os didatas costumavam fazer com certeza contribuiria para a famosa corrupção do ser humano através da convivência em sociedade.

Entre os anos vinte e cinquenta, a didática tomou a direção da Escola Nova. Antes desse período, crianças eram tratadas e agiam como adultos. Foi elaborado um método especial para ensinar crianças através de jogos e brincadeiras.

Observe que nesse período, a educação era voltada ao indivíduo. Mas, nos anos sessenta, a revolução industrial mudou muita coisa, uma delas sendo o referencial da educação, agora uma coisa técnica, construída ao redor da fábrica.

Começando nos anos noventa, os processos de ensino evoluíram um pouco mais. A educação não é mais algo que depende exclusivamente do professor (pode-se ensinar às paredes?), então o aluno passa a ter parte da responsabilidade de aprender. Educar passou a ser ensinar o aluno a ser aluno, além de ministrar-lhe o conteúdo curricular.

E as coisas estão como estão desde então. Ou quase: os métodos de ensino continuam evoluindo, inclusive no âmbito da filosofia, com as pesquisas recentes e experimentos do grupo do senhor Silvio Gallo.

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