Analecto

14 de junho de 2012

Plano de Aula.

Plano de Aula.odt.

A professora de didática pediu que elaborássemos um plano de aula também. Claro que não precisaremos dar aulas agora, mas só para praticar…

Aqui eu criei um plano de aula de filosofia monista básica, com foco nos pré-socráticos; que forma melhor de se começar um curso de filosofia do que com os primeiros filósofos ocidentais que pensavam sobre como o mundo teria começado? Vê por que os cursos de filosofia começam parecido?

Tenho também de elaborar um planogeral, que norteará todo o curso hipotético durante todo o semestre. Não deve ser tão difícil.

Alguém pode se perguntar qual é a referência que estou usando. Simplesmente, o melhor livro de filosofia que eu já li: Antologia Ilustrada de Filosofia, de Ubaldo Nicola, publicado no Brasil pela Globo, em 2005.

13 de junho de 2012

Lembram-se disto?

Tenente Mário Lima.odt.

Minha professora de didática pediu que visitássemos uma escola e fizéssemos um trabalho. Onde já vi isso antes?

Resolvi que usarei o trabalho que fiz para estrutura e funcionamento do ensino fundamental e médio, com algumas modificações, como trabalho de didática geral também. Truque sujo, não? Nem tanto.

Fora isso, me sinto cansado do preconceito que o pessoal da minha universidade tem com metropolitanos e alunos da rede pública de Ensino Médio. Não sei se sabem, mas aquela é uma universidade pública. E eles ainda acham que metropolitanos amam migração pendular. Migração pendular é um fenômeno caracterizado pelo deslocamento de metropolitanos para a capital em busca de trabalho e a volta deles à suas cidades ao fim do expediente, fazendo da metrópole um grande “dormitório”. Mas isso tem se tornado cada vez mais raro em Metrópole, com a vinda de convênios e filiais de grandes empresas. Na verdade, agora, só trabalha fora de Metrópole quem quer ou quem tem a ilusão de que o trabalho na capital é mais fácil, quando nem sempre é.

O preconceito com alunos que vieram de escolas públicas também é observável, especialmente nas aulas pedagógicas. Eles acham que nós, que passamos a vida inteira estudando em escolas públicas, somos pobres coitados, burros de carga incapazes de competir com alunos de escola particular. Fala sério. Ganhei este computador no tempo em que o SPAECE só premiava os trinta melhores alunos de cada região. E eu não estudei especificamente para aquela prova, ninguém estudou especificamente para aquela prova. Ninguém da minha antiga sala, pelo menos. Nunca tive dificuldades para aprender, me desenvolver em conhecimento e em caráter enquanto eu estava na pública. Aí vem uma égua fazer uma apresentação na aula de didática dizendo que o aluno de escola pública é um “coitadinho” que se mete numa disputa injusta sempre que alunos de escola particular fazem a mesma prova que ele. Aí, no fim da apresentação, ela diz que estudou a vida toda em escola particular. Faz todo o sentido.

De fato, a escola pública não dispõe de uma série de recursos, como vocês viram no meu trabalho sobre o Colégio, mas o índice de reprovação é miserável e o índice de desenvolvimento da educação básica é incontestável. Além disso, poucos recursos é um problema que vem sendo resolvido com certa agilidade desde que o Partido dos Trabalhadores deu as caras. Longe de ser perfeita e santa, nossa situação atual está melhor do que quando Henrique Cardoso, a contraparte inteligente do Bush, era presidente.

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