Analecto

26 de junho de 2012

Dez reais.

53. Guardando segredo. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Com sono e cansado, mas motivado, fui para a universidade hoje prestar minha prova de estrutura e funcionamento do ensino fundamental e médio. A nota me foi dada no mesmo dia (seis e meio). Minha professora, contudo, me disse que minha média é sete, o que significa que estou aprovado. Porém, se a nota dessa prova contar, o que é pouco provável considerando que a professora nos deu as médias antes de fazermos a prova, minha média cairá e terei de fazer uma prova de recuperação.

No pátio, antes da prova, avistei algo verde me chamando no chão. Curioso, este felino aproximou-se e, para surpresa deste, era uma nota de dez reais! Rapidamente, graciosamente, discretamente, me apossei da nota e fui embora. Eu poderia ter procurado o dono, certo? Mas o que eu ia dizer? “Ei, você perdeu uma nota de dez?”, aí ele ia dizer “Claro que perdi, passa ela pra cá!”. Mas como eu ia saber quem era o dono de fato? Era mais fácil eu entregar para a pessoa errada, afinal quem não quer dinheiro?

Chequei o preço das fraldas adultas que vendem por aqui e elas custam cerca de R$11,85. Como mais umas moedas, poderei comprar, mas será que eu devo?

Talvez uma partida de Aria of Sorrow responda minha pergunta.

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22 de junho de 2012

Greve, última semana de aula, provas finais.

Filed under: Computadores e Internet, Notícias e política — Tags:, , , — Yure @ 14:41

Userpage of danraccoon — Fur Affinity [dot] net.

Primeiro, eu não fico online em sites furry esperando ser lembrado de aspectos da vida real.

Segundo, os motoristas de ônibus da Capital estão em greve brava. Apenas trinta a cinquenta por cento da frota circula entre Metrópole e Capital, ônibus são queimados e destruídos por grevistas quando estes os veem circulando e os poucos ônibus que escapam estão extremamente lotados. E isso acontece no pior momento possível: a última semana de aula. Tenho pelo menos duas provas semana que vem e faltar não é opção. Tenho que fazer essas provas, mesmo sob risco de ficar preso na capital (ou voltar para Metrópole à pé).

Não fui assistir aula nesses últimos três dias por esse exato motivo. Já pensou se eu estou num ônibus, lotado, e grevistas resolvem atear fogo no negócio? Não é assim que eu quero morrer.

Fora isso, minha apresentação de didática geral foi um sucesso. Não um sucesso absoluto, mas eu e minha capanga fomos bem-sucedidos. Terei prova de Hegel na quarta-feira, como se eu já não estivesse saturado disso.

14 de junho de 2012

Plano de Aula.

Plano de Aula.odt.

A professora de didática pediu que elaborássemos um plano de aula também. Claro que não precisaremos dar aulas agora, mas só para praticar…

Aqui eu criei um plano de aula de filosofia monista básica, com foco nos pré-socráticos; que forma melhor de se começar um curso de filosofia do que com os primeiros filósofos ocidentais que pensavam sobre como o mundo teria começado? Vê por que os cursos de filosofia começam parecido?

Tenho também de elaborar um planogeral, que norteará todo o curso hipotético durante todo o semestre. Não deve ser tão difícil.

Alguém pode se perguntar qual é a referência que estou usando. Simplesmente, o melhor livro de filosofia que eu já li: Antologia Ilustrada de Filosofia, de Ubaldo Nicola, publicado no Brasil pela Globo, em 2005.

13 de junho de 2012

Lembram-se disto?

Tenente Mário Lima.odt.

Minha professora de didática pediu que visitássemos uma escola e fizéssemos um trabalho. Onde já vi isso antes?

Resolvi que usarei o trabalho que fiz para estrutura e funcionamento do ensino fundamental e médio, com algumas modificações, como trabalho de didática geral também. Truque sujo, não? Nem tanto.

Fora isso, me sinto cansado do preconceito que o pessoal da minha universidade tem com metropolitanos e alunos da rede pública de Ensino Médio. Não sei se sabem, mas aquela é uma universidade pública. E eles ainda acham que metropolitanos amam migração pendular. Migração pendular é um fenômeno caracterizado pelo deslocamento de metropolitanos para a capital em busca de trabalho e a volta deles à suas cidades ao fim do expediente, fazendo da metrópole um grande “dormitório”. Mas isso tem se tornado cada vez mais raro em Metrópole, com a vinda de convênios e filiais de grandes empresas. Na verdade, agora, só trabalha fora de Metrópole quem quer ou quem tem a ilusão de que o trabalho na capital é mais fácil, quando nem sempre é.

O preconceito com alunos que vieram de escolas públicas também é observável, especialmente nas aulas pedagógicas. Eles acham que nós, que passamos a vida inteira estudando em escolas públicas, somos pobres coitados, burros de carga incapazes de competir com alunos de escola particular. Fala sério. Ganhei este computador no tempo em que o SPAECE só premiava os trinta melhores alunos de cada região. E eu não estudei especificamente para aquela prova, ninguém estudou especificamente para aquela prova. Ninguém da minha antiga sala, pelo menos. Nunca tive dificuldades para aprender, me desenvolver em conhecimento e em caráter enquanto eu estava na pública. Aí vem uma égua fazer uma apresentação na aula de didática dizendo que o aluno de escola pública é um “coitadinho” que se mete numa disputa injusta sempre que alunos de escola particular fazem a mesma prova que ele. Aí, no fim da apresentação, ela diz que estudou a vida toda em escola particular. Faz todo o sentido.

De fato, a escola pública não dispõe de uma série de recursos, como vocês viram no meu trabalho sobre o Colégio, mas o índice de reprovação é miserável e o índice de desenvolvimento da educação básica é incontestável. Além disso, poucos recursos é um problema que vem sendo resolvido com certa agilidade desde que o Partido dos Trabalhadores deu as caras. Longe de ser perfeita e santa, nossa situação atual está melhor do que quando Henrique Cardoso, a contraparte inteligente do Bush, era presidente.

10 de junho de 2012

Entender arte.

Yure Wetting. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Eu já devo ter discutido aqui qual é o propósito da arte, mas vamos lá de novo. Arte tem coo objetivo simplesmente agradar. Se lhe agrada, tudo bem. Se não, bom, tudo bem também. Mas entender arte é um esforço desnecessário. Não há o que entender, a não ser que aquilo seja mais do que arte, como a letra de música que manifesta sua posição política. Mas a arte, o objeto que tem por finalidade incitar prazer estético, não precisa ser entendido, pois a razão destrói, ou pelo menos atrapalha, a captação desse prazer pelas emoções, que são irracionais em sua natureza.

Entendo que a imagem daquela página não vai agradar a todos como me agradou. Aceito críticas embora Ryan talvez não as aceitasse tão bem. Mas as críticas devem ser baseadas no juízo de gosto. Não na razão. Seria um tremendo incômodo se você, ao ver um filhote bonitinho, começasse uma elucubração a respeito do que é infantilismo sexual e porque existem pessoas acometidas por essa parafilia. Você para um site de arte normalmente com o intuito de aproveitar e não de meditar sobre as motivações do autor, que têm um caráter secundário. A imagem, a história ou a música são as principais atrações. Se você gosta, você elogia e favorita. Se você não gosta, critique talvez e procure algo que você gosta. Se o autor quiser explicar o que o levou a desenhar, escrever ou compor o objeto em questão, ele o fará. Ou talvez você possa perguntar. Mais aí você está fugindo do assunto.

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