Analecto

30 de julho de 2012

Como foi a entrada no Protocolo Geral.

Filed under: Organizações — Tags:, , , — Yure @ 19:43

70. 67%. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Entreguei os documentos que o advogado pediu que eu entregasse. De acordo com o pessoal do Protocolo, meu pedido de matrícula chegará à Reitoria amanhã de manhã. Na quarta-feira, terei de voltar ao lugar para marcar uma conversa com o Reitor em pessoa. Aparentemente, não fui o único irresponsável; há um sindicato de estudantes que está juntando os nomes daqueles que ficaram prejudicados com a sumária jubilação que a Universidade deu àqueles que não se rematricularam no minúsculo prazo. Acelino me disse que isso é crime e dá entre seis meses e dois anos de cadeia; eles não podem dizer que eu abandonei o curso sem que eu me pronuncie sobre o caso. O advogado me disse que eles têm até o início do semestre para atenderem meu pedido e, se não fizerem, terão de me pagar uma multa de uns R$1000,00 por dia. Também aprendi que o que o professor de metafísica fazia comigo era abuso de autoridade e que eu poderia tê-lo enfrentado. O advogado me pediu que eu lesse algumas leis para que eu ficasse à par dos meus direitos, o que com certeza será útil agora e no futuro.

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28 de julho de 2012

Consegui caixas de som novas.

Random Lines – Yure by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Não tem coisa mais irritante para mim do que compor com panning errado. Estas caixas são de baixa fidelidade, contudo. Mas é um pelo menos.

Falei com meu pai e ele me levará ao Centro na segunda para que eu e Advogado demos entrada do meu caso no Protocolo.

Meu sobrinho aniversariou ontem e ninguém iria ficar sabendo se não fosse minha irmã ligando para parabenizá-lo; minha mãe, chefe da família e testemunha de Jeová, fez questão de esquecer a data de nascimento do moleque para garantir que não haveria festa de aniversário. Aliás, meu pai me contou hoje que a tendência religiosa da minha mãe foi o que o afastou dela a ponto de pedir divórcio.

No geral, estou bem. Ainda me sinto mal pelo que aconteceu, mas acho que superarei.

24 de julho de 2012

Falhei.

Filed under: Organizações — Tags:, , , — Yure @ 01:13

New mimie coming alonge by Wadis0n — Fur Affinity [dot] net.

Pois é, não deu certo. Nas palavras do cara:

A opção mais próxima seria dar entrada no protocolo geral, fazer um requerimento de matrícula e, se o requerimento fosse aprovado, você faria a matrícula no dia do reajuste. Mas o reajuste é amanhã e o processo não terminaria tão cedo. Porém, o formulário de readmissão será expedido em agosto.

Pelo menos o dano não será muito alto, já que só perderei algumas semanas. Foi uma viagem longa, cansativa e me perdi no campus do Centro, mas, mesmo depois de tanto esforço, cinco horas fora de casa e gasto de nove paus, eu falhei. Agradeço, Advogado, pela ajuda, mas parece que nem você pode me salvar da minha irresponsabilidade.

É um erro consertável, contudo. Ainda assim, que me sirva de lição.

21 de julho de 2012

Possibilidade de matrícula!

Filed under: Organizações — Tags:, , , — Yure @ 15:57

67. Tocando a melodia. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Advogado me disse que eu posso ir até a creche para verificar a possibilidade de matricular fisicamente. Isso significa que não só poderei pegar o reajuste, como não serei prejudicado.

Tenho a sensação de que vão botar burocracia, mas estou agarrando todas as esperanças que me aparecem. Se der certo, serei o filhote mais aliviado do mundo.

Hoje é sábado, então falarei com meu pai amanhã para que ele me leve na creche de manhã, se possível. Ou mesmo, posso ir sozinho com alguma orientação.

Mais uma vez, Advogado salvou minha curta vidinha. Uma pena que eu precise de alguém para cuidar de mim, eh.

Veremos na segunda-feira!

20 de julho de 2012

Abandono.

Filed under: Organizações — Tags:, , , — Yure @ 19:01

Vent art? by Koichichan — Fur Affinity [dot] net.

Estou em situação de abandono. Não sei como contar isso ao meu pai, mas pensei em mandar um e-mail. Estou mortalmente envergonhado pela minha falta de responsabilidade com algo tão importante para mim. Claro que a readmissão é possível, mas eu perderei um mês e meio de aula e minhas opções de disciplina serão reduzidas. E há o risco de simplesmente não me aceitarem de volta!

Embora as chances de eu ser readmitido serem altas, me sinto mal por ter me envolvido tanto com as férias a ponto de esquecer de renovar minha matrícula.

Eu só reclamo de filosofia quando se fala de Hegel, eu também reclamei de muitos professores no passado, mas eu amo filosofia e eu não posso desistir assim, sem mais nem menos, no sexto de oito semestres. Cheguei tão longe, tão longe! Desistir não é opção!

Mesmo que eu não seja readmitido, eu farei vestibular de novo e entrarei novamente; eu tenho um propósito e se eu não estiver à par dele, não sirvo para nada. Mesmo que eu tenha que trabalhar e estudar ao mesmo tempo.

17 de julho de 2012

Perdi a renovação de matrícula.

66. Armadilhas. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Eu lembrei da renovação na primeira semana de julho. Mas pensei: “muito cedo para me preocupar com isso”. Lembrei da renovação na segunda semana. Mas pensei: “vou fazer isso quando eu acessar a Internet”. Acabei esquecendo. Lembrei três dias atrás. Mas já era tarde demais. Perdi a renovação de matrícula, mas, tecnicamente, não estou em situação de abandono de curso ainda. Espero que eu possa efetuar minha matrícula no dia do reajuste, porque, de acordo com o Aluno Online, minha matrícula está lá, mas em branco, sem nenhuma disciplina inclusa. Isso me deixa em severa desvantagem, porque, à essa altura, boa parte das disciplinas obrigatórias deve estar lotada e eu terei chances apenas em disciplinas optativas. Levando em consideração o fato de que metafísica e lógica nível dois foram cortadas do meu currículo obrigatório quando eu mudei para licenciatura, não perdi muita coisa sendo reprovado uma vez em teoria do conhecimento e recuperando-a. Tecnicamente, não falhei em nenhuma disciplina, então, mesmo que eu perca o semestre, a recuperação não deve ser tão difícil assim. Porém, não quero passar seis meses sem fazer nada, seis meses que poderiam ser usados produtivamente. Isso é um desperdício desgraçado de tempo.

Também fui ao dentista hoje e acho que superei a morte de Kiyote, embora eu ainda lembre dele perfeitamente e a lembrança me traga uma introspecção suave.

A renovação ocorrerá na próxima terça-feira. Espero que eu esteja certo.

10 de julho de 2012

Uma pequena rima com um grande efeito.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 23:27

Pondering death. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Recebi más notícias ontem. Não é a bobagem de sempre, arte ou sentimentos que agora percebo que não têm importância. Não na frente do que aconteceu. Kiyote, meu pai-de-pelo, morreu no dia vinte e três de junho. Éramos como pai e filho que, por infortúnio, cresceram separados. Nos correspondíamos online e jogávamos juntos, embora eu admita que eu não tinha muito tempo para ele. Quando recebi a notícia, fiquei chocado e confuso, mas, depois de chorar, me senti bem melhor e consegui recobrar o juízo. Pensando sobre o ocorrido, lembrei de uma passagem de Sócrates. Platão, ao narrar os últimos momentos de seu mestre, conta como Sócrates permanecia sereno da iminência de sua morte. Há duas possibilidades:

  1. Se houver vida após a morte, então nós poderemos nos acostumar e levar nossos conhecimentos para o Além, onde poderemos usá-los em prol de uma pós-vida melhor. O cristão dirá que a pós-vida pode ser boa, sem sofrimento, clamor ou dor. Então, Kiyote estaria melhor agora, sem os problemas de saúde que o afligiam.
  2. Se não houver vida após a morte, ele estará inconsciente, como num longo sono sem sonhos. Observe que perdemos os sentidos e a consciência todas as noites ao dormimos, logo a morte não é necessária para a perda dos sentidos e geralmente perdemos a consciência antes da parada completa das funções vitais. Não há aspirações, nem desejos, logo não há frustração, dor e desespero. Não posso dizer que Kiyote estaria melhor, porque ele não estaria de fato, no sentido de existir. Mas, do ponto de vista socrático, é uma condição melhor que a vida, porque a eternidade passaria como qualquer noite de sono e se o cadáver de alguma forma voltasse a vida não poderia saber quanto tempo passou desacordado e o período da morte não seria-lhe relevante.

Aceitei que ele está morto. Mas a dor não pertence ao cadáver, a dor pertence aos vivos. Sinto falta dele e me arrependo de não ter dado a ele tanta atenção quanto ele merecia. Durante o drama artístico pelo qual passei, ele se prontificou a desenhar arte tradicional comigo e a me apresentar a outros artistas tradicionais. Quando eu era ameaçado, ele vinha e me protegia. Ele me tratava como o filho que nunca teve. E temo não lhe ter dado o devido respeito.

Hoje, resolvi visitar a antiga página dele e encontrei uma rima que ele fez para mim e eu nunca havia lido. É meio boba, eu sei, mas eu gostei… Posso imaginar o sorriso dele quando ele a escreveu e o sorriso que ele imaginou que eu teria quando eu lesse. Mas eu chorei. Sem dúvida, não foi a reação que ele esperava, mas eu não resisti.

Tinkle, Tinkle, little Yure
Yellow pee is very pure.
Diaper is a small size five
Change your butt then beddy bye
Tinkle Tinkle little Yure
crinkle butt is wet for sure.

Bom, ele sabe da minha parafilia. Quando jogávamos, eu assumia o papel de uma criança e ele tomava conta de mim, era tudo “faz de conta”, mas agora que ele se foi e nunca mais vai voltar, começo a pensar no valor que ele tinha pra mim e no quão feliz ele talvez ficasse quando jogava comigo. Acho que você só percebe o valor de alguém quando esse alguém se vai. Mas, de alguma forma, me sinto um pouco melhor ao saber que ele está morto; pior que saber que alguém que você ama morreu é não saber o que aconteceu e ficar sem resposta. Em julho, enviei mensagens preocupadas à ele e só fui saber o que aconteceu quando um outro amigo dele espalhou a notícia. Laghost, o tigre, me mostrou o jornal com a bomba. Fique completamente sem reação.

Ontem, cheguei ao cúmulo de pedir a Deus que Kiyote ressuscitasse, mas por que Deus me ouviria? Eu me afasto dele mais e mais a cada dia que passa, decepcionado com o mundo de hoje e pelo fato de Deus não mover-se a nosso favor. Se Ele não houve o choro de tantas pessoas, por que ouviria o meu? Ou o de Kiyote quando teve um aneurisma torácico?

Eu sinto muito, pai, mesmo sabendo que você discordaria, fui um mau filho. Sinto sua falta, muito mesmo, e nem se passaram dois dias desde que fiquei sabendo. Mas uma coisa é certa: você não sente nenhuma dor, provavelmente está melhor que eu e eu não posso trazê-lo de volta. Preciso continuar com minha vida. Essas lembranças me causam dor, contudo. Mesmo que você não esteja triste, poderia estar feliz agora me pondo para dormir e eu feliz com sua companhia.

A vida de Kiyote não era muito boa, contudo. Constantemente deprimido, tinha problemas de saúde e nunca se casou. E ele tinha quarenta, acho.

Sinto-me melhor agora. Mas ainda estou muito sensível. Melhor eu esquecer a rima por enquanto. Mas eu gostei dela e meu papai a fez para mim. Ele quer que eu a sorria a lendo. E queria cantá-la para mim. Acho que só poderei pôr os olhos naquela rima daqui a uma semana, no mínimo.

5 de julho de 2012

Será um longo mês.

Filed under: Entretenimento, Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 15:35

Your Member Mail at the Experience Project.

Ou talvez não. Ontem fiquei triste, por causa de águas que achei que tivessem passado.

It needs soundtrack: https://www.youtube.com/watch?v=LrIZk7ls0ko
No one will read this if I don’t put I title, I think. So, someone requested me to do a lineart so someone else could color. They needed me and I had to let them down, because I don’t do digital. I tell everyone that I overcame my problem. But I’m lying. And now, it became so obvious that I can’t pretend I’m okay anymore. The requester censor-swore even because he wanted it for his girlfriend.
I know I could just go digital, but I can’t do it without feeling my pride or conscience scratching the inner walls of my heart. I feel like I’m doing something wrong, specially after everything I said and specially after taking the responsability of fightting back all temptations in order to keep improving and helping the situation of traditional art at least a little bit. It’s very idealistic, the whole “water drop in the ocean” thing.
I feel silly. I feel silly for fighting a lost cause. It is a lost cause. Even my favorite artist went digital, her art now becoming dull and uninteristing, not natural anymore. I might be offending everyone, because I can count on my fingers how many traditional artists watch me, therefore, how many people understand how I feel, because digital artists can not. Not trying to offend, I seldomly say something offensive just for the “fun” of it.
I can learn digital, but doing it would make something better? I would be doing nothing for the situation of traditional art. What if everyone started to drop traditional because they felt that it’s unapreciated? Traditional art would die and I would have to be judged by Kant himself in the Cathegoric Imperative Court. Am I being too much of an actor, pretending to be nice and hiding my intentions because I fear harming people?
I set a goal to myself and I’m doing my best to follow it, but I’m feeling like I’m pulling my feet from the ground. Trying to be the best and to be competitive in writing arts for example. Drawing and composing stuff that doesn’t interest to anyone else, but to my watchers, wasting time with Philosophy, trying to be teacher in a world in which everyone tells me to be someone else. Someone else, beause my self isn’t desired by the world outside.
Is it what people call existencial crisis? No, maybe, because I’m sure that I am what I am, I planned what I’m going to be, but what are the bases of my choices? I wanted to be what I felt like being, then wanted to be whatever no one is already, then wanted to be the right person to be. And now I feel like I’m finally myself. But some of my aspects are kept hidden because, even if I like to indulge in some things, some people might not feel okay with those things.
I used to be brutally honest. I would tell the truth whenever someone asked something to me. But learned to lie to keep things working. But am I lying too much?
Also, breaking news: the Higgs Boson was found! No, seriously! It was!
I also think that, if I write too much, people won’t read either. Anyway, my issue is moral. Should I stop lying and and risk losing everything I have, lie even further to become either a lawyer, doctor or someone who earns money, draw digital, compose trance, stop writing, unbottle my agressivity to become a complete monster? No, because it’s giving up on myself. But are lies really necessary? Or should I continue drawing traditional art?
In the end, I won’t change at all. Everytime I go against my convictions, when I do something that isn’t idealistic enough, that I feel isn’t right, I feel dirty. But is that an advantage? Idealistically, yes. Materialistically, no. I can’t express you how frustrated I am, again. And all because of note. Like a journal, that triggers me a four-month long moral crisis. Just read Troubled Cat-Fox.
I’ll stop being high now.

Acho que se eu tivesse um trabalho eu não me preocuparia com esse tipo de coisa. Ou talvez me preocupasse. Passei uns quarenta minutos ouvindo Deadlock e escrevendo uma entrada de jornal noFur Affinity. Como esperado, ninguém leu, exceto por uma das minhas mascotes. Acho que ninguém lerá isto também. Talvez seja melhor eu fingir que estou bem e continuar. Afinal, o mundo funciona com mentiras.

Em uma nota mais positiva, comecei a assistir South Park regularmente. Não gosto muito, mas os personagens são interessantes.

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