Pedra, Papel e Tesoura.

29 de setembro de 2012

Estudando para a prova.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 16:02

fragmento oito, parmênides. – Pesquisa Google.

Resolvi partilhar no blog os meus achados durante a pesquisa para a prova de segunda-feira. Os temas que estudarei são: o fragmento oito, Fédon e a relação eu-tu de Feuerbach. Estou intencionalmente pulando Hegel porque sei que não entenderei mesmo.

Muito bem, o fragmento oito da obra de Parmênides parece falar do ser e suas características. Para os não-filósofos, é ser aquilo que existe. Muitas vezes, ser é tomado no sentido de única coisa de fato existente, outras como substância, reduzindo a acidente tudo aquilo que não faz parte deste. Mas leiamos o bagulho.

No texto do Parmênides, ser é tratado como fundamento último da realidade. Em outros tempos, a filosofia relacionou tal fundamento com Deus, seja no sentido literal, seja no sentido metafórico. Em Parmênides, o ser é algo totalmente inteligível ao homem, inteligível no sentido de que pode ser atingido apenas pelo uso da razão, não pelos sentidos ou experiência. O ponto de partida para a reflexão sobre o ser é seu conceito. Ser é aquilo que é, ou seja, o que é existe. O que existe não pode ter vindo do nada, pois o nada é estéril, isto é, incapaz de gerar existência. Porém, é evidente que o ser exista, já que, por definição, ele é. Então, se ele existe não pode ter vindo do nada, logo ele sempre esteve lá. O ser não é gerado, logo ele não é contingente, não é submetido à geração e a corrupção, não é submetido ao devir. É eterno, imóvel e imperecível, homogêneo e igual a si mesmo. Honestamente, não vejo como o ser não pode deixar de existir, já que o fato de ele sempre estar lá não me convence de que ele sempre estará, mas paciência.

O ser também é indivisível.

E tampouco é divisível, porque é inteiramente igual; / nem existe em algum lugar um de mais que possa lhe impedir de ser unido / nem um de menos, mas todo inteiro está pleno de ser. / Portanto, é continuamente todo inteiro: o ser, de fato, se estreita com o ser.

– Sobre a Natureza, na Antologia Ilustrada de Filosofia, página 31.

Não saquei. Mas estou ganhando pontos para fingir que saquei. Vamos ao Fédon. O Fédon me foi importante para superar meu medo exagerado da morte e me libertar completamente da minha obsessão religiosa. Epicuro ficaria orgulhoso de mim. Segundo a Wikipédia, o Fédon trata dos últimos ensinamentos de Sócrates, na iminência de sua morte. Fala sobre a ideia, fala sobre o que pode vir depois da morte e o possível curso da alma após dito acontecimento.

A ideia, em Platão, é como que uma essência, o modelo perfeito das coisas (Antologia Ilustrada de Filosofia, página 64), que as almas vislumbram entre uma vida e outra. Nesse meio-tempo entre um corpo e outro, a alma fica no Mundo Inteligível, onde tem a chance de aprender tudo, além da bagagem que traz do Mundo Sensível, mas a experiência da incarnação (fase final da metempsicose) é algo tão dramático que a faz esquecer tudo o que aprendeu. Assim, mediante os estímulos corretos, a alma lembra o que aprendeu na sua estada no Mundo Inteligível. Ou seja, tudo o que aprendemos no Mundo Sensível é uma mera recordação, uma “ilusão de aprendizagem”, do que na verdade aprendemos no Mundo Inteligível e esquecemos na barriga da mamãe.

As ideias são perfeitas. Por exemplo, a ideia de bem, beleza, justiça são, literalmente, ideais. O bom, belo e justo do Mundo Sensível não é comparável ao que há no Mundo Inteligível. As coisas deste mundo são meras cópias do que há no outro mundo. Meus colegas dizem que Platão pensava essas coisas porque não tinha Big Brother na época dele. Já o que Sócrates diz a respeito da morte, posso sintetizar desta forma:

  1. Se houver vida após a morte, então nós poderemos nos acostumar e levar nossos conhecimentos para o Além. […]
  2. Se não houver vida após a morte, ele [o morto] estará inconsciente, como num longo sono sem sonhos. Observe que perdemos os sentidos e a consciência todas as noites ao dormimos, logo a morte não é necessária para a perda dos sentidos e geralmente perdemos a consciência antes da parada completa das funções vitais. Não há aspirações, nem desejos, logo não há frustração, dor e desespero. […]

Que situação para ser corajoso, senhor Sócrates. Os padres, pastores, políticos e pokémons usarão esta entrada contra esta. Agora, Feuerbach. Estudarei a relação eu-tu mais tarde, mas a Wikipédia pode lhe explicar um pouco sobre como Feuerbach foi importante para o fim do período conhecido como Idealismo Alemão, que eu repudio com a força de mil sóis.

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