Analecto

26 de setembro de 2012

A aula foi, como sempre, um porre.

Nipio’s Adventure Danmaku Experiment – YouTube.

Sério, pessoal. Não consigo me concentrar no meu artigo. Parece que tudo o que ocorreu na história da filosofia no Brasil foi altamente monótono.

Em história da filosofia nível cinco, ficamos à par dos assuntos que cairão na prova do dia primeiro:

  • Fragmento oito, Parmênides.
  • Fédon, Platão.
  • Prefácio à primeira edição da Ciência da Lógica, Hegel (considere esta frase como o palavrão mais feio que você conhece).
  • Princípios da Filosofia do Futuro, Feuerbach.

Isso é a trajetória resumida da ideia de Absoluto na tradição filosófica ocidental (o Ser de Parmênides e de Platão, o Absoluto de Hegel e a relação eu-você em Feuerbach, que é longe de ser uma manifestação do Absoluto, mas um substituto).

Já em história da filosofia no Brasil, abordamos a escola anarquista no Brasil. Até que o Anarquismo não soa tão ruim, não, como o meu professor de filosofia social e política fez soar, sendo ele comunista.

 

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24 de setembro de 2012

Escolhi o tema do artigo.

Adormecido. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Hoje não houve aula de história da filosofia cinco, mas tivemos aula normal de história da filosofia no Brasil e discutimos a corrente filosófica pragmática.

O pragmatismo é a corrente de pensamento que valoriza a ideia julgando seu resultado, ou seja, é bom o que traz resultados bons. Meio maquiavélico, mas tenho uma tendência para discursos mais “práticos” como esse. Então, resolvi que meu artigo será sobre o pragmatismo no país.

Já até imagino como será a introdução. Eh, parece que esse artigo ficará bom no final.

Fora isso, tentei desenhar umas coisas seguindo uma outra lista de temas, mas deixei isso de lado; minha arte é melhor quando espontânea. Voltei a escrever histórias envolvendo as fursonas dos meus amigos, mas minha música continua estagnada.

12 de setembro de 2012

Consolando na Vida Real.

Ladytron – Beauty 2 – YouTube.

Na aula de psicologia evolutiva, minha professora mencionou que ela está prestes a perder o cachorro do qual ela cuidava há oito meses. Ela sempre quis ter um cachorro, se preparou para recebê-lo, mas foi uma imprudência; ela é muito ocupada e não tinha tempo para sair com o cachorro e dar-lhe merecida atenção (é um beagle). Além disso, o cachorro comia as coisas na casa dela. Ela então contratou uma “babá de cães”, como em Corneil & Bernie. A babá deixou o cachorro adoecer e ele será sacrificado.

Aquilo me deixou muito constrito. Ela prosseguiu a aula como de costume, embora eu estivesse abalado. Pensei em consolá-la, mas eu não tenho costume de consolar pessoas na Vida Real, só online. Mas eu não podia deixar isso passar; consolar pessoas que nem sequer estão no meu país e fazer vista grossa para quem está tão perto me parece simplesmente errado.

Aprendemos sobre o id, o ego e o superego, as três instâncias dinâmicas da psique postuladas por Freud. O id seria o reservatório de energia psíquica que nos impele a fazer coisas imediatamente (“o que eu desejo, desejo agora”). Não se comunica por meio de palavras, mas por imagens, como os sonhos que, para Freud, são manifestação do desejo. Quando insatisfeito, o id gera uma tensão, infantilistas sabem do que falo. Essa tensão cresce até que o que a estimula seja tirado de vista ou o nosso desejo seja satisfeito. A tensão pode durar muito tempo mesmo depois de a retirada do objeto que incita desejo. Basicamente, o id nos move, pois é o que nos dá nossos desejos e aspirações, dos mais baixos e imundos aos mais altos e louváveis.

O ego seria a nossa tentativa de controlar o id. É uma parte mais desenvolvida da psique que aparece por meio da convivência. O id então é administrado pelo ego e nossas “moldagens” dessa força primitiva gera nossa forma de lidar com nossas paixões, nossa personalidade, imagino. Lembre que isto é um diário, não tenho pretensão de ser científico, só de relatar o que aprendo nas aulas.

O superego é introjeção da lei exterior. Sabe, quando somos crianças, nos comportamos porque nossos pais nos dizem o que fazer e o que não fazer. Se eles não estiverem lá, dane-se o mundo. Mas, conforme o tempo passa e amadurecemos, incorporamos certas leis que nos fazem sentido e aparece aquela voz na nossa cabeça que nos alerta sempre que estamos para fazer o que não presta. O superego é a “consciência” no sentido leigo, é aquilo nos diz o que não devemos fazer e que nos faz sentir culpa sempre que transgredimos sua voz. Para ilustrar, a criança pequena não faz algo simplesmente porque seus pais dizem que ela não pode (sem superego, os limites são impostos pelos pais), ao passo que o adolescente não faz algo porque ele acha que é errado (com superego, os limites são autoimpostos após a introjeção da lei).

No meio do id e do superego, o ego usa de mecanismos de defesa para suportar certas situações que não pode contornar. Exemplificarei. Você fez uma coisa que acha que é errado. Aviso de forçação de barra.

Pois é, depois da aula, me dirigi à porta, mas parei no meio do caminho. Olhei para trás e ofereci minha ajuda à professora. Perguntei se eu poderia fazer algo para que ela sentisse-se melhor e então ela ficou meio sem jeito, disse “obrigada” e me abraçou. A abracei de volta e ela disse que talvez falasse comigo amanhã de novo.

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