Analecto

5 de setembro de 2012

Os nomes começam a aparecer.

Cavewolfunit00. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

O meu nome apareceu na chamada de história da filosofia no Brasil. Duas faltam agora.

Como esperado, a aula de Feuerbach é bastante perturbadora. Me lembrei de uma raposa que, recentemente, fica mais e mais doente porque Deus está sendo tirado dela. Ela me pede ajuda porque ela quer acreditar, mas não dispõe de base racional para isso. Depois de uma semana de conversa, consegui fazê-la sentir-se melhor, dizendo que, no final, o que ela está fazendo com os físicos é o mesmo que os cristãos fazem com os padres: acreditar porque tem autoridade. Disse que ninguém sabe de onde todo este bagulho veio e que, mesmo que os físicos tenham mais chances de estarem certos, tudo ainda é probabilidade. Sugeri que ela acreditasse naquilo que a fizesse sentir-se melhor; o fato de que ele está dando lentos passos para o colapso é inegável e ele precisa retroceder antes que ele fique louco, porque ele tem medo profundo da morte e a esperança de vida eterna é o que o faz “funcionar”.

Assim, depois que ela aceitou que ninguém pode ter certeza, que cada um tem sua teoria, que há muitas teorias e que elas variam em grau de veracidade, ela resolveu que não sabe mais o que é verdade, mas sabe o que lhe é mais saudável. A reflexão sobre a existência ou não de Deus é um trabalho para aqueles que aguentam o tranco e parte de ser maduro é saber quais são seus limites. A raposa não pode aguentar ter Deus tirado dela, então é melhor que ela deixe essa reflexão para os outros, pois, em alguns casos, a ilusão é preferível ao desespero. Não estou dizendo que todos paremos de pesquisar a verdade por trás do universo, só estou dizendo que isso, realmente, não é para qualquer um.

A raposa, obviamente, não vai rejeitar todas as formas de ciência, não deixará de estudar a informação secular, muito menos abrirá mão de sua tarefa na coletividade. Mas, se ela continuasse do jeito que ele veio a mim, ela se suicidaria ou ficaria louca. Uma pessoa viva e saudável tem mais probabilidade de ser útil para o mundo e a humanidade do que um cadáver, óbvio. Além disso, me preocupo com ela; é minha amiga, bolas.

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