Analecto

29 de outubro de 2012

Texto unificado para a apresentação sobre psicologia social.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 17:58

Título: Psicologia Social.
Aluno/Equipe: Bárbara, Dorismar, Yure.
Principais tópicos: a ética como reflexão sobre o social, o erro da filosofia, Freud e os instintos, a psicologia social e seus objetos de estudo.
Recursos: oratória.
Bibliografia: WIKIPÉDIA, Psicologia Social. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Psicologia_social&gt;. Acessado em: quarta, 5 de dezembro de 2012.

A reflexão a respeito da relação do ser humano com seus semelhantes coincide com a reflexão a respeito deste mesmo humano; os filósofos não tinham tanto interesse em relações sociais como tinham com a natureza ou condição do indivíduo e, na filosofia moderna por exemplo, a reflexão sobre o indivíduo social era como um anexo às teorias do Estado. Desde de antes do Cristo, dizia-se que o ser humano é um animal social, ou seja, o indivíduo é naturalmente voltado à vida em sociedade. Por isso, a ética é um tema tão recorrente; como estamos em constante atrito com nossos semelhantes, devemos encontrar o justo meio entre o egoísmo e selflessness, entre ser um babaca que ama a si mesmo acima de tudo e um capacho sangue de barata. A ética não é uma reflexão puramente jurídica, mas é muito mais abrangente: é a reflexão sobre como devemos agir e sobre como devemos viver, como sermos felizes e isso inclui a reflexão sobre normas de conduta relacionadas à convivência.

O trato com os nossos semelhantes contudo era normalmente uma questão de vontade e razão; nossos impulsos e instintos quase nunca eram levados em conta a não ser como exemplo do que não fazer ou fazer moderadamente. A relação com os outros devia ser racional, assumindo-se que ambos os envolvidos numa conversa eram indivíduos racionais, que os integrantes de um grupo eram indivíduos racionais, a convivência em sociedade não admitia instintos, pois admiti-los significava dar o braço à torcer ao fato de que o ser humano é mais animal que social. Claro que, no final, o impulso para a vida em sociedade era um instinto e a necessidade de regras para prender-se à essa vida social era um instinto de preservação.

Com o passar do tempo, Freud começou as especulações sobre os instintos da pessoa no nível clínico. Reprimir os impulsos para devotar-se à polida vida social não só podia matar a felicidade de certas pessoas, mas também causar-lhes doenças que pareciam vir do nada. Freud é considerado a ponte entre filosofia e psicologia moderna, uma vez que o estudo da alma era parte da filosofia. Sendo uma disciplina que se voltava para tantos objetos, a filosofia dava pouca importância ao ser humano em sociedade, especialmente suas pulsões, sempre vistas como controláveis. Sentimentos inconscientes e emoções reprimidas eram algo impensável, já que, naquele tempo, se pressupunha que o ser humano estava sempre cônscio do que se passava com ele. Freud pôs o indivíduo em confronto com seu lado mais obscuro, mediante aplicações de técnicas que ele aprendeu com a medicina e com a hipnose.

A vida em sociedade então deve ser reavaliada e posta em evidência novamente, sob uma ótica própria, não mais dependendo da boa vontade da filosofia e à mercê da tendência desta de achar que todos os humanos são completamente racionais. Este é o objeto da psicologia social, a parte da psicologia que estuda, especificamente, o comportamento da pessoa enquanto se socializa.

De acordo com a Wikipédia:

A psicologia social surgiu no século XX como uma área de aplicação da psicologia para estabelecer uma ponte entre a psicologia e as ciências sociais (sociologia, antropologia, ciência política). Sua formação acompanhou os movimentos ideológicos e conflitos do século, a ascensão do nazi-fascismo, as grandes guerras, a luta do capitalismo contra o socialismo, etc. O seu objeto de estudo é o comportamento dos indivíduos quando estão em interação, o que ainda hoje, é controverso e aparentemente redundante pois como se diz desde muito: o homem é um animal social.

[…]

Segundo Aroldo Rodrigues, um dos primeiros psicólogos brasileiros a escrever sobre o tema, a psicologia social é uma ciência básica que tem como objeto o estudo das “manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação”. A influência dos fatores situacionais no comportamento do indivíduo frente aos estímulos sociais. (Rodrigues , 1981)

A psicologia social estuda as relações interpessoais (entre pessoa e pessoa), o interacionismo simbólico (entre pessoa e grupo) e as interações entre as massas (grupo e grupo), tanto em suas afinidades quanto em seus conflitos, por que conflitos ocorrem, por que as pessoas se juntam, como se juntam, o que acontece realmente na vida em grupo, como ser feliz em grupo, como ser você em grupo, como não se deixar levar pela coletivização e se tornar apenas mais um tijolo na parede e como não ser um babaca que só pensa em si mesmo sem, ao mesmo tempo, ser um capacho sangue de barata.

Há, porém, críticas à essa ciência, porque nada é perfeito:

  1. A psicologia social se baseia no simples ato de descrever e nomear, assim ela só diz o óbvio ou o que já foi dito.
  2. Parece ter se tornado uma jogada de marketing, por causa das mudanças econômicas que ocorreram no contexto de seu desenvolvimento, tornando-se ferramenta à serviço do capital, focando-se unicamente no desenvolvimento da atividade grupal, otimizando assim a mão-de-obra. Ou seja, servia meramente, pelo menos no século vinte, como “estudo da formação de grupos e discurso sobre como mantê-los unidos”.
  3. Foca-se no grupo negligenciando o desenvolvimento individual e desconsiderando o aperfeiçoamento do indivíduo como pessoa.

Porém, a psicologia social mudou com o passar do tempo, deixando de ser uma simples ferramenta empresarial e tornando-se uma ciência mais séria e comprometida com o aperfeiçoamento individual também e não apenas uma supervisora de tijolos.

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