Analecto

1 de outubro de 2012

Então, senhor T. Kitten, como foi a prova?

Lonely padding bird by metalx69 — Fur Affinity [dot] net.

Fácil, embora eu tenha esquecido de estudar o principal. Caíram coisas como a identidade ser e pensar na tradição filosófica racionalista ocidental, mas aí eu enrolei. Tive de puxar algumas respostas da cartola, porque Feuerbach era o centro da prova e eu havia esquecido de estudá-lo. Mas o que eu estudei ontem também não foi necessário então tudo o que escrevi foi o que eu havia aprendido sobre racionalismo nos últimos quatro níveis de história da filosofia.

Na tradição filosófica ocidental, a lógica, isto é, o pensamento recebe uma primazia sobre os sentidos, porque o pensamento, na medida em que atende às especificações formais e enunciados, é infalível enquanto o pensador for completamente coerente. Além disso, a lógica produz inferências universalizáveis, ao passo que os “sentidos enganam” às vezes e conclusões baseadas na experiência estão sujeitas às condições locais e subjetivas do objeto e do experimentador. Criou-se um esteriótipo de que o pensamento produz o que é seguro e universal e que os sentidos produzem o relativo e o opinável. Por isso, o pensamento começou a ditar a realidade, algo que, para nós contemporâneos, é absurdo. O que era logicamente provável era dado como real e a experiência ficava sempre em segundo plano, pois ela não era necessária se algo pudesse ser provado pelo pensamento e não tinha valor em si mesma sem o apoio lógico formal. Observe contudo que isso era um problema racionalista e que os empiristas iam na contra-mão disso.

Hoje começarei meu artigo sobre história na filosofia no Brasil, provavelmente sobre a matriz filosófica católica. O pragmatismo ficará fora, infelizmente, pela falta de material que se adeque à minha preguiça. Por outro lado, o material sobre a matriz filosófica católica pode ser tão abundante que não saberei por onde começar. Empurremos com a barriga.

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2 Comentários »

  1. Legal! Essa é a racao pela qual Aristoteles errou na sua teoria da gravedade?

    Curtir

    Comentário por Roger — 1 de outubro de 2012 @ 22:42


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