Analecto

26 de novembro de 2012

Nietzsche e o primeiro fim de disciplina.

Rainy Mood.

Começamos a estudar Nietzsche hoje em história da filosofia nível cinco. Graças a Deus (sem trocadilho), posso deixar para trás a ladainha marxista do meu professor e focar em algo mais leve. Digo, Nietzsche é fácil e, comparado a Feuerbach, é mais leve no que tange Deus. Não que Nietzsche seja leve, só é mais leve que Feuerbach, a meu modesto ver.

Começamos entendendo o contexto histórico no que Nietzsche estava inserido: a Alemanha tinha uma concepção da Grécia como sendo um povo artístico “adequado”, perfeitinho, escultural. De fato, acreditava-se que o sensível e o espiritual ficavam em pleno equilíbrio na escultura grega; você não olha para uma estátua de Atena e vê pedra, mas vê Atena. Seu espírito então se eleva ao transcendente por meio de algo sensível, de forma que você não se atém à matéria-prima da estátua, mas ao seu significado religioso ou espiritual ou o escambau.

Nietzsche discorda disso. Ele disse que a arte grega, por excelência, não é a escultura, mas a tragédia. A tragédia, o drama de um personagem que começa bem e termina mal, o foco nas emoções e nas paixões, não a racionalidade e a simetria da escultura, era, para Nietzsche, o núcleo da arte grega. Na verdade, considerando como os diversos aspectos da cultura grega eram conectados, a tragédia poderia até ser considerada o núcleo dessa cultura. Por isso, o primeiro texto que estudaremos de Nietzsche é exatamente O Nascimento da Tragédia.

Já em história da filosofia no Brasil, fizemos uma revisão do que estudamos ao longo de quatro meses e tudo indica que as aulas desta disciplina terminarão na próxima semana, mais uma vez, graças a Deus. Ela contudo nos disse que quase teve um ataque cardíaco ao ler nossos artigos, porque a maioria dos alunos copiou os textos da Internet, integralmente. Eu fiz citações, intercaladas por material próprio, naturalmente. Mas uma coisa que ela disse me incomodou:

O estilo de escrita… não é estilo de escrita de aluno. Prefiro receber um texto cheio de erros de português porque você vê a dedicação e o esforço do aluno.

Sabe como eu entendi aquilo?

Alunos devem escrever mal. Alunos que escrevem coerentemente e obedecendo a norma culta estão, necessariamente, copiando de outra pessoa.

Santo Agostinho, que sacanagem foi aquela que ela disse? Eu sou aluno universitário e escrevo este blog desde que eu tinha dezesseis anos. Um biscoito para quem conseguir achar cinco erros ortográficos que eu cometi de 2009 pra cá. Além do mais, meu estilo de escrita é compatível com o estilo do artigo. Se ela botar muito queixo, mostrarei meu blog à ela, especialmente esta entrada.

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2 Comentários »

  1. LOLOL´z Escrever com erros?! No espanhol isso é innacetavél a maioria das vezes.
    People could treat you as an analphabet or something!

    Eu gostei desta entrada. Siga assim. XD

    Curtir

    Comentário por Roger — 27 de novembro de 2012 @ 11:35


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