Analecto

18 de dezembro de 2012

Os gêneros na minha mente e considerações em inglês sobre patadas.

Me alivia saber que tem gente que vem ao meu blog para ler o estudo. Isso significa que eu as influencio e, modéstia à parte, aquele texto é simplesmente ótimo para convencer alguém de que masturbação não é pecado. A quantidade de pessoas que vem ler o estudo é assustadora; é simplesmente a entrada mais lida neste humilde diário, algo escrito por mim três anos atrás, na minha turbulenta adolescência.

Hoje me inteirei sobre a data da rematrícula, será no início de janeiro. Que bom que não terei férias longas demais, porque, como diz Pascal, o tédio encherá meu espírito com seu veneno.

Fiquei meio ressentido hoje depois de me envolver numa conversa com minha mãe. Ela disse que homens, quando mudam de esposa, mudam as coisas de que gostam e não gostam. Disse para ela que nem todos são assim e ela respondeu que todas as amigas dela que passaram por separação chegaram a mesma conclusão. Será que os homens não percebem que só estão dando motivos para as mulheres pensarem mal de nós? Mudar quem você é para conseguir outra esposa e ficar mudando sempre que quer outra mostra inconsistência da personalidade. É como se a mudança fosse apenas exterior e, no final, você só está mentindo para agradar.

Talvez seja só paranoia. Mas minha mãe viu que eu fiquei ofendido e depois veio saber o que havia acontecido de errado. Tive que explicar, depois de me esforçar em pôr esta sensação em palavras. Me sinto um lixo perto das mulheres, sem exceção. Nem minha mãe é mais exceção, porque ela acabou de demonstrar que o conceito dela dos homens é ruim. E não foi a primeira vez. Ela já me disse que é natural que os homens traiam suas mulheres. As exceções seriam os homens “que encontraram Jeová”. Ela já me disse que eu só não saio por aí fornicando o mundo porque “não acordei para essas coisas“. Ou seja: mesmo que eu não seja um homem estereotípico (ou talvez eu seja, já que as mulheres conhecem vários esteriótipos masculinos), sou julgado como tal.

Postei recentemente um texto em inglês que escrevi. Foi uma mensagem que escrevi a um certo vulpino mórmon. Publiquei a nota abertamente nos meus jornais no Fur Affinity, Sofurry e InkbunnyClaro que mantive o nome e idade dele em segredo. Se você visitar meus jornais e souber ler inglês, poderá aprender coisas bastante interessantes. É bom que eu tenha esses locais onde posso receber opiniões de meus semelhantes, visto que quase não recebo acessos neste blog. Porém, com o texto em inglês publicado numa entrada a parte, provavelmente receberei acessos de jovens aflitos norte-americanos, ha!

Como muitos acreditam, o mundo acaba no dia vinte e um. Meu pai está feliz com a possibilidade de não ter de pagar contas na semana que vem, logo tudo bem por ele. De acordo com meus cálculos, os cálculos maias estão incorretos: o calendário deles não conta anos bissextos. Logo, para contar em nosso calendário quando o fim do mundo ocorrerá, teríamos de converter a contagem maia ao nosso calendário. A contagem maia perdeu 2012 / 4 anos bissextos. Ou seja, deveríamos subtrair 503 dias de 21 de dezembro de 2012 para achar o dia correto, em nosso calendário, que corresponda ao dia apocalíptico dos maias. Ou seja, após a conversão, o fim do mundo deveria ter acontecido ano passado.

Além do mais, a profecia não fala do fim do mundo, mas fala de um grande, monumental acontecimento que encerraria o calendário. Poderia ser a ascensão comunista.

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10 de dezembro de 2012

Tragédia grega e decadência.

O semestre está para acabar e, provavelmente, esta é a última semana de aula. Só o que falta é a depressiva disciplina de história da filosofia nível cinco, que trata da morte de Deus, isto é, da eliminação de um fundamento supersensível absoluto da filosofia.

Sabe, na Grécia Antiga, tinha a tal da tragédia. Tratava-se de uma festa em que as pessoas se reuniam para sacrificar um bode e aí um dos participantes encarnava Dionísio, o deus do porre, para receber o bode e contar a história do dito deus, este deus bárbaro que foi esquartejado e ressuscitado. Com o passar do tempo, a história mudava e os protagonistas também. Não era mais Dionísio, mas Édipo, por exemplo, entre outros heróis, deuses e semideuses, todos esses personagens começando bem e terminando muito mal na história. Por causa do destino, que permeava a trama constantemente. A tragédia então era a celebração do destino, a celebração do fato de que até os deuses e os filhos de família se ferram e que se lascar é parte inalienável da vida, não há sabedoria ou virtude que lhe salve disso. E, como não é nossa culpa, que seja assim! É, como disse meu professor, a existência humana imperfeita dizendo “sim” a si própria, porque as coisas não podiam ser de outro jeito.

Aí veio Sócrates e a decadência, de acordo com Nietzsche, começou. Sócrates, com seu humanismo, colocava o ser humano como centro de sua existência. O destino pode ser mudado, as coisas podiam ser de outro jeito e tudo dependia do indivíduo. Eurípedes foi influenciado por isso. E sabe o que Eurípedes fazia? Escrevia tragédias! Assim, a tragédia grega começou a se destruir por dentro, porque a possibilidade de o indivíduo comandar seu próprio destino por meio da razão e do acúmulo de sabedoria havia sido posta em evidência e estava virando moda (a tragédia era um evento que reunia várias pessoas então muitos foram atingidos). As tragédias de Eurípedes, se bem que muitos não gostam de chamá-las de “tragédias”, carregavam consigo um elemento humanista perigosamente desestabilizador. Depois que a moda pegou e o pessoal, ao invés de sorrir e aceitar o destino, franzia a testa e pensava no que fazer para melhorar sua própria existência, Eurípedes percebeu que havia feito algo horrível. O povo que antes dizia “sim” ao destino e o aceitava felizmente agora estava triste, sentido e ontologicamente melancólico. Com o destino deles em suas mãos, não havia mais como culpar ninguém além de si mesmo pelas desgraças que lhe aconteciam e é muito mais fácil você dizer que nada é sua culpa e que há uma força maior que lhe torna simples espectador da vida, quando não uma marionete. Como dizem: quanto menos você sabe, mais feliz você é.

Quando Eurípedes percebeu o que estava acontecendo, escreveu uma tragédia ao estilo clássico, sem elementos humanistas, chamada As Bacantes. Mas já era tarde demais; a decadência estava em execução.

4 de dezembro de 2012

“It never hurts to help”?

Prophecy the Viking Child music – YouTube.

Um dos meus colegas de equipe desistiu da disciplina às vésperas da apresentação. Que facínora! Também não tenho certeza se a dona mocinha aparecerá ou não no dia para fazer a apresentação comigo, e a ação ocorrerá na quinta-feira! Sinto que o fim da disciplina será marcante.

Para garantir, estudarei a parte deles por alto e treinarei o texto como um louco amanhã, embora eu acredite que eu não tenha condições de apresentar o meu texto e mais o texto do sacana desistente no dia. Se a dona mocinha faltar, estarei condenado.

Sem pânico. Empurrarei com a barriga como sempre faço, eh. Só preciso de um café pra me acalmar primeiro…

Tudo bem, sintetizarei a história da psicologia social em um parágrafo e as críticas feitas à ela em três parágrafos. Se eu conseguir explicar o que é psicologia social, encher linguiça e depois criticá-la, tudo isso depois do meu texto principal, terei chance. Comecemos…

A Wikipédia resolveu a primeira parte pra mim:

A psicologia social surgiu no século XX como uma área de aplicação da psicologia para estabelecer uma ponte entre a psicologia e as ciências sociais (sociologia, antropologia, ciência política). Sua formação acompanhou os movimentos ideológicos e conflitos do século, a ascensão do nazi-fascismo, as grandes guerras, a luta do capitalismo contra o socialismo, etc. O seu objeto de estudo é o comportamento dos indivíduos quando estão em interação, o que ainda hoje, é controverso e aparentemente redundante pois como se diz desde muito: o homem é um animal social.

[…]

Segundo Aroldo Rodrigues, um dos primeiros psicólogos brasileiros a escrever sobre o tema, a psicologia social é uma ciência básica que tem como objeto o estudo das “manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação”. A influência dos fatores situacionais no comportamento do indivíduo frente aos estímulos sociais. (Rodrigues , 1981)

Sintetizando as críticas, temos:

  1. A psicologia social se baseia no simples ato de descrever e nomear, assim ela só diz o óbvio ou o que já foi dito.
  2. Parece ter se tornado uma jogada de marketing, por causa das mudanças econômicas que ocorreram no contexto de seu desenvolvimento, tornando-se ferramenta à serviço do capital, focando-se unicamente no desenvolvimento da atividade grupal, otimizando assim a mão-de-obra. Ou seja, servia meramente, pelo menos no século vinte, como “estudo da formação de grupos e discurso sobre como mantê-los unidos”.
  3. Foca-se no grupo negligenciando o desenvolvimento individual e desconsiderando o aperfeiçoamento do indivíduo como pessoa.

Claro que não é mais assim hoje, visto que a psicologia social no século vinte e um pelo menos se preocupa com o aperfeiçoamento do indivíduo enquanto ser social e não simplesmente como aperfeiçoamento de tijolos na parede. Adicionando isto ao meu texto principal, tenho informação o bastante para suprir a necessidade do grupo (irônico). Mas ainda assim, não me garantirei sozinho, especialmente se o bacharel quiser fazer perguntas.

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