Analecto

26 de fevereiro de 2013

Desisto.

Fazer sprites tradicionalmente é difícil, mas fazível. Trabalhar com programas de pintura digital para adicionar transparência e coisas do tipo é um saco. Além do mais, os tutoriais de Game Maker lhe dão métodos já prontos para usar à medida da necessidade, mas sem explicar o que cada coisa faz ou deixa de fazer. Ou seja, você recebe receitas de bolo para serem reproduzidas, mas sem saber o que cada ingrediente faz, o que mata a possibilidade de fazer suas próprias combinações e lhe deixa dependente de tutoriais o tempo todo. Então desisti de fazer o tal jogo. Até porque eu nem sabia exatamente o que eu queria fazer. Fora a quantidade de trabalho que eu teria, o que poderia atrapalhar meus estudos que “começaram”. Então dane-se, desisto.

Estive ansioso para o início das aulas, mas ainda tenho que dar um jeito de incluir pelo menos mais uma disciplina. Não raro vejo meus amigos incluindo disciplinas fora de hora, imaginei que eu também poderia. Além disso, quem vai mesmo para psicologia da aprendizagem? Cursantes de Letras, suponho. Afinal, meu fluxo de Filosofia é extremamente sartriano por causa da influência de uma professora cafeinada, então pouca gente ali se interessa por psicologia, visto que Sartre é terminantemente contra a existência do inconsciente. Acho que a sala não pode encher totalmente só com cursantes de Letras.

A aula, contudo, não aconteceu; o professor faltou e ele nunca faltou antes. Ou seja, algo sem precedentes aconteceu no primeiro dia de aula. Claro, faltar professores no início do semestre é corriqueiro, mas não aquele professor específico. Que azar.

Andei até o local onde antes ficava a administração do curso de Filosofia e me surpreendi ao ver o local transformado em sala de aula. O que aconteceu com a administração do meu curso? Ficou enfiada dentro da secretaria, junto com a administração de Letras e de Estudos Ciências Sociais. Pelo amor de Deus. Na mesma sala: secretaria e três administrações de curso. Consegui falar com a assistente de administração e ela me falou que isso deve ser resolvido com um dos três indivíduos governantes do Departamento de Ensino e Graduação, a mesma pessoa que processou meu bagulho no protocolo geral. Provavelmente vou na sexta-feira.

Também não houve aula no segundo dia, pelo mesmo motivo pelo qual não houve no primeiro.

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18 de fevereiro de 2013

Mudanças…

1360949318.yure16_sam_0002.jpg imagem JPEG, 1280×720 pixels – Redimensionada 85%.

Acordei mais ou menos às cinco para obter minha carteira de trabalho. Queria poder ir à tarde, honestamente, visto que detesto acordar tão cedo (a não ser que eu vá pra faculdade, que acaba sendo diversão pra mim, visto que amo filosofia). Só quero que minhas aulas comecem… pra que eu possa tirar a história da minha inclusão à limpo. Isso, sim, me interessa. A carteira de trabalho pode esperar.

Julgando pela quantidade de créditos que obtive e pela quantidade de disciplinas que me são ofertadas por semestre, está óbvio que não conseguirei me formar em quatro anos como eu havia pensado. Então talvez eu volte a cursar informática para que eu possa dar aula em algum lugar, para dar uma ajuda à minha mãe. Quero dizer, terei carteira de trabalho em breve e, se eu tiver um curso de informática, poderei me aplicar para alguma coisa em algum lugar, visto que informática e idiomas são canivetes suíços.

Eu desisti de informática no passado por causa dos alunos medíocres e do professor medíocre. No momento em que disse que cursava filosofia, o professor começou a me tratar diferente. Fazia umas piadinhas, dava indiretas, sugeria que eu era ateu e coisas do tipo. Os alunos gostavam muito do professor e começaram a me tratar diferente também. Tive de fazer sozinho trabalhos que deviam ser de dupla porque o pessoal achava que todos os filósofos são ateus e, aparentemente, todo o mundo ali era ou católico ou protestante daqueles que cantam no campo do Boa Vista umas quatro vezes por ano, perturbando o sono da vizinhança. Nada tenho contra os ateus e muitos dos meus amigos o são, mas a minha classe não parecia partilhar da minha tolerância. Eles não só supunham que filósofos necessariamente são ateus como supunham que todos os ateus são… algo pra se evitar. Não esperava mais daquela gente. Eu gostava das aulas da antiga professora de informática, mas os alunos medíocres desistiam do curso até que apenas quatro (eu incluso) restaram. A professora então disse que a sala seria dissolvida e os alunos seriam mandados para outras classes. Eu gostava daquela professora, ela era gentil, atenciosa, mas não fazia piadas e comentários retardados como a sala retardada queria que ela fizesse. Detesto esses professores muito “dinâmicos” e bem-humorados, porque eu acabo sendo foco da maioria das piadas. Porque uso Linux, porque estudo filosofia, porque quero ser professor, porque gosto de ficar em casa, porque não tenho namorada, porque não tenho amigos na vida real, porque não escuto ou gospel ou rock ou música eletrônica do fluxo principal. Não que as pessoas que tenham essas características sejam sempre motivo de piada ou que não tê-las me livraria de piadas esporádicas, mas acontece que tenho uma combinação de características esdrúxulas particularmente desastrosa.

Começo a desejar não ter fotos para usar; detesto a ideia de ter de sair de casa à madrugada para tirar a tal carteira. Minha mãe quer que eu vá de lá para a creche, para tirar à limpo a história da minha inclusão. Mas estou com preguiça. Além do mais, posso incluir e excluir disciplinas dependendo das vagas durante a primeira quinzena do semestre, se não me engano. Tenho que falar com minha colega à respeito…

Depois de dar entrada na carteira, tenho de esperar até quinze dias úteis para pegá-la no bairro. Não foi uma experiência confortável, ter de esperar uma hora na fila e mais uma hora e meia na tal casa do cidadão. Especialmente porque não tomei café da manhã, visto que o meu irmão comprou pão vencido, aquele retardado, e não tinha café. Saí com quatro biscoitos na barriga. Lá arrumei umas Ruffles e comi. Minha mãe nos deu vinte reais para a viagem e voltei com doze reais. Isso significa apenas uma coisa: fraldas na quinta-feira (e talvez uma chupeta com o troco)!

9 de fevereiro de 2013

Número 500.

I don’t believe in luck long but might be worth reading — mikey777’s Journal — Fur Affinity [dot] net.

Eu acredito em sorte. Mas sempre vi sorte e destino como coisas que se excluem mutualmente. Eu não acredito em destino. Na verdade, futuro não existe, o que existe é um presente de duração indeterminada, que comporta o “futuro” na forma de antecipação. Assim, o futuro é uma mera convenção.

Pois, acredito em sorte como manifestação positiva de acaso, quando o sistema de causas e efeitos que rege o cosmo nos beneficia inesperadamente. Não estou dizendo que o acaso é um acontecimento sem causa que simplesmente ocorre, mas que é um efeito inesperado de uma causa desconhecida. Você, de repente, encontra uma nota de dez reais no chão, mas você não sabe quem deixou cair, como foi para ali nem por que ninguém a pegou antes. Você foi beneficiado inesperadamente por um efeito de causa desconhecida. Isso é sorte.

Contudo, não acredito que a sorte possa ser prevista ou manipulada, porque a sorte é uma manifestação do acaso. Onde há vontade normalmente não há acaso, mas determinação. Determinação, “destino”, final, exclui a possibilidade de acaso na medida do campo de ação dessas coisas. Logo, se a sorte pudesse ser prevista ou manipulada com “magia”, sortilégios ou superstições, deixaria de ser acaso e deixaria de ser sorte.

De forma análoga, o azar é uma manifestação negativa de acaso, quando uma causa desconhecida nos acarreta um efeito negativo inesperado.

A raposa voltou ao Fur Affinity sob uma nova conta e pensei em avisar aos meus colegas que ficaram preocupados com seu desaparecimento, mas, ao fazê-lo, percebi que meu jornal atraiu uma dúzia de pessoas que tinham algo contra a raposa. Eu não posso julgar a raposa porque ela só falou comigo uma vez, mas eliminar a galeria completamente, duas vezes, pra depois voltar dias depois sem razão aparente me parece no mínimo… fome de atenção. Não que eu condene esse comportamento, porque eu também tenho fome de atenção, mas assim já é demais. Claro que talvez a raposa tenha suas razões, mas são razões que desconheço. Ao posso que não posso julgá-la, posso julgar suas ações com base no que observo.

Baixei o tutorial de jogos de plataforma para Game Maker Lite e, pelo que li, terei muito trabalho pela frente, coisa que talvez eu não possa fazer sozinho. Que bom que tem meu chefe ali pra me ajudar e o pokémon também. Falando nisso, comecei a jogar Pokémon Mystery Dungeon: Red Rescue Team. É meio chato, talvez porque eu esteja no começo. Pelo menos eliminei o Barrier Trio em Mother 3 na segunda tentativa.

Fiquei de consertar o problema da minha matrícula, mas o Departamento simplesmente não atende telefonemas. Tento, tento, tento, chama, chama, chama, mas ninguém nunca atende. Eu poderia ir pessoalmente, mas o Carnaval começou hoje e minha mãe não deixa eu ir com medo de que algo aconteça comigo.

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