Pedra, Papel e Tesoura.

10 de março de 2013

Finalmente.

Exigência. Urina. by Yure16 — Fur Affinity [dot] net.

Finalmente pude usar fraldas de novo. Aproveitei uma brecha na agenda de casa e me enfiei no banheiro por um tempo. Tirei umas fotos pra uns certos pervertidos online, mas pelo menos são pervertidos do tipo amigável e decente. Além de serem meus amigos. Ensopei elas como mulher raivosa e coloquei os resultados numa sacola, daí joguei a sacola num cesto de lixo no banheiro da universidade.

Ontem falei com o dragão sobre meu dever de casa. Então, quando é aceitável matar alguém? A princípio, pensei em responder “quando essa pessoa mata outra”. Mas aí eu estaria matando o assassino. O que tornaria meu assassínio legitimável? “Eu matei para punir um assassino, que é um motivo não-fútil”. Mas o que torna fútil o motivo de um assassinato? Confuso, resolvi pedir ajuda de alguém mais velho, um dragão azul obeso. Ele me disse:

Não se deve matar para punir, pois acrescentar mais uma morte à situação nada resolverá. Antes, mate para salvar a vida de outras pessoas. O assassinato é justificável quando da morte de um depende a sobrevivência de muitos.

Utilitarismo. Ele também tocou noutro assunto mais delicado, que é o suicídio assistido. Concordo que cada um tem direito sobre sua própria vida e, portanto, tem direito de suicidar-se quando acredita que o futuro guarda mais dores que prazeres. Mas, por qualquer razão que seja, como instinto de sobrevivência, o indivíduo precisa de ajuda para matar-se. Não acredito ser errado que o incumbido de ajudar a pessoa a morrer esteja fazendo algo errado, especialmente se dito incumbido tiver falhado em convencer a pessoa a permanecer viva. Devemos tentar prevenir o tal suicídio, mas, se não é possível, estaríamos fazendo um favor à pessoa que quer morrer porque tem certeza de que o futuro só lhe reserva o mal. Claro que não deveríamos ajudar se houvesse um número substancial de pessoas que seriam afetadas negativamente pela morte do indivíduo.

Sabia que tem uma lei que proíbe o suicídio? Perguntei pro meu professor por que tal lei existe, se não há como fiscalizar quem se suicidará ou não e não há como punir a pessoa que se mata. Ele admitiu que a lei é ineficiente, mas que deve ser mantida simplesmente por ser “boa”. Acredito que uma lei boa, mas ineficaz, sendo um simples guarda lugar nas páginas da Constituição, seria muito melhor nos livros de ficção. Não estou dizendo que o suicídio é uma coisa boa que deveria ser praticada por pessoas de todas as etnias e idades, mas criar uma lei que proíba o suicídio é meio… utópico.

Também discutimos sobre o choque cultural. Vejamos, você é funcionário da FUNAI, tendo que checar vilarejos de índios para fazer anotações, mas seus superiores deixaram claro que você não pode interferir na cultura de um certo grupo indígena conhecido por sacrificar bebês em cerimônias religiosas. Só que você surpreende o tal grupo bem no meio do dito ritual. Você salvaria o bebê se pudesse (forçando seu ponto de vista a um grupo diferente que acredita estar fazendo a coisa certa e sendo um completo etnocêntrico) ou deixaria o bebê morrer (salvando uma vida, mas interferindo numa cultura que você na verdade não conhece)? Todos a quem fiz esta pergunta ao longo da minha vida desde que a li na Superinteressante responderam que salvariam o bebê. Mas eu não. Eu não me acho no direito de forçar meu ponto de vista à cultura de outra sociedade. Meu professor disse que, com isso, eu legitimo o nazismo, que era uma ideologia que, como parte de sua cultura, impunha-se aos outros. Não, exatamente porque o nazismo se impunha.  Você pode eliminar a cultura do outro se este tentar se impor a você, como medida defensiva. Ou seja, em choques culturais, dever-se-ia respeitar a cultura oposta e, se necessário, ignorá-la na medida em que eles fazem o mesmo. Mas existem aqueles que não concordam com as leis e costumes de seu próprio Estado. Lhes é permitido o direito de rebelar-se contra esse Estado. Se a rebelião funcionar e o Estado mudar em favor desse grupo, ótimo. Se não, esses que discordam podem mudar-se para outro lugar cujo Estado lhes seja mais favorável. Porém, o Estado de outro lugar não pode participar dessas rebeliões, porque é problema do outro Estado resolver.

Finalmente, tenho outro dever de casa: se todos temos um critério de certo e errado, o que legitima nosso critério? No meu caso, é o benefício e o dano. É certo aquilo que faz bem e errado aquilo que causa dano. “Isso não o mesmo que útil e inútil?”, alguém pode perguntar. Exatamente, pode me tachar de pragmático. Se algo causa dano e benefício, deve-se pesar os dois. Se a qualidade e quantidade de benefício sobrepujar a quantidade e qualidade do dano, então é uma ação não completamente certa, mas desejável. Quando isso não dá certo, apelo pro imperativo categórico.

Ontem a Dilma falou uns excrementos na televisão. Fiquei bem chateado e não consegui me divertir online como de costume. Hoje, mais calmo, postei um jornal:

Yesterday I logged off from Skype without properly explaining why, as usual, but that time you could tell that something was actually wrong with me. So, I had a lot of unsolved problems piled up and I guess it’s time to elimate at least two of them, then cope with the rest.
First, there’s Ethics class. I have been trying to debate with the teacher as he would expect, but I’m not sure if he doesn’t understand my arguments or distort them on purpose. So I’m writing my arguments in paper to give him to read, so he can’t say he didn’t understand and won’t be able to cut me in the middle of the explanation to tell that I accidentally legitimated nazism and rape. So annoying.
Second, our president, being feminist, forced a lot of new anti-male laws yesterday and made available a lot of new resources, such as police departaments and hospitals, only for women. As male and as citizen, I feel outraged. I already avoid girls because saying an “a” against them might send me to jail and because I feel like constant laugh matter among them. If I fall ill and need a doctor urgently, I’ll need to use one of those buildings made in ’80s that are already overloaded with ill people, probably having to wait on a line to use a room without necessary resources to treat my illness while women doesn’t have to face any of that, cause they have new hospitals with more equipment and better doctors, who are actually well-paid. I hope to not have to work on a place that offers a service I won’t be able to use.
Then there’s mateship. I am, right now, ending any current relationships with anyone I am involved. I thought I could have an online relationship and be happy with it, but I could not. Why? Lack of “being there in person”? No, that was NEVER a problem, even if it’s the factor that ends most of the online relationships. The problem is that I thought that being in an online relationship would bring me less responsabilities and less risks, but it did not. It still rises expectations I fail to meet everytime. I’m tired of asking second chances to carecub  carecub and tired of abusing of his forgiveness. Specially because I’m clueless in this. I commit mistakes all the time, all the goddamn time, because I’m not aware of any implicit rules in this game. Plus, as time passes by, we get more and more different, we change, and now Care and I have almost nothing in common. The core relationships that affect real-life lovers are there for online-lovers too, so it really wasn’t what I wanted. I may be a terrible mate, but I at least try to be good friend, so, for the sake our well-being, let’s be just friends. Because, while we are mates, our love slowly turns into tolerance.
Lastly, Dax’s comic. I can’t keep up. It’s cancelled.

Fora isso, estou traduzindo o Fenária RPG para inglês e pretendo pegar minha carteira de trabalho amanhã.

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