Analecto

29 de agosto de 2013

As pessoas ficaram perturbadas.

Estou dormindo mal pacas. Não sei exatamente o que está havendo comigo, mas o meu sono tem ficado muito mais leve. Eu não costumava me incomodar, por exemplo, com luz e pequenos ruídos. Mas agora isso faz tanta diferença que estou dormindo cada vez menos.

As aulas de filosofia da educação estão bem monótonas, mas isso porque não vou muito com a cara do Walter Benjamin. Hoje faltei aula porque perdi o ônibus, contudo. Longe de isso ser uma perda total, já que pude recuperar o sono perdido.

Hoje tinha uma faixa do grupo feminista local perto do auditório. Fiquei pasmo com aquilo, por uma variedade de razões. Tanto que deixei minha mochila cair imediatamente. Mas, de toda forma… A aula de antropologia filosófica foi legal hoje; discutimos o antidogmatismo do indivíduo moderno. Sabe, como agora as verdades absolutas estão em declínio constante e como a ciência, que é algo alienado do humano, parece reforçar isso cada vez mais, as pessoas estão mortalmente fragilizadas. O ser humano precisa de algo para lhe dar estabilidade e segurança, do contrário ficará louco. De fato, numa época em que a metafísica perdeu crédito e Deus tornou-se cada vez mais distante (o que foi escolha nossa), as pessoas ficaram perturbadas. Perturbadas! De acordo com o professor, a literatura que mais vende hoje em dia é a literatura de auto-ajuda, as pessoas que são consideradas mais importantes e dignas de repeito são, no Brasil, celebridades inúteis, nunca se foi tanto à igrejas populares que se dizem protestantes e, nos Estados Unidos, o remédio que mais vende é o antidepressivo. Num naufrágio, você se agarra à qualquer tábua.

O pior é que nenhuma dessas superstições, alentos e remédios são de boa qualidade; elas tornaram-se mercadoria também e viu-se que não é preciso muito para essa mercadoria vender bem, logo seus fabricantes não se importam em fazer algo de qualidade.

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23 de agosto de 2013

Arrumei o texto de antropologia filosófica.

Deus do Céu, que colóquio chato… A professora de psicologia da aprendizagem passou um trabalho para nós, já que não haverá aula dela na próxima semana. Temos que escolher um filme de uma lista de filmes que ela deu e discorrer a respeito. Escolhi Enjaulados.

Neste filme, uma classe de desajustados deixa o professor totalmente irado e ele resolve que vai prender todo o mundo num cativeiro longe da civilização, onde serão forçados a aprender se quiserem voltar pra casa. Legal, não?

Arrumei o texto de antropologia filosófica, que é uma parte do livro Antropologia Teológica. É muito interessante e me faz sentir meio que desajustado em relação à modernidade; o texto descreve como é o homem moderno e pouco me identifiquei com o que foi descrito, embora eu observe a realidade descrita no texto.

Por exemplo, o ser humano é um mutante, ele muda constantemente e cada vez mais rápido. Tenho vinte anos e não consigo me adaptar às novidades com a mesma velocidade em que elas vêm. O mundo muda demais e muito rápido e isso me deixa zonzinho. Mas a humanidade parece gostar desse vórtice de novidades constantes. Eu prefiro as coisas um pouco mais devagar, a não ser que seja extremamente necessário que as mudanças sejam feitas rápido. O ser humano de hoje em dia também antidogmático, o que é compreensível. Ele não quer verdades prontas que venham do passado, por exemplo. Verdade é só o que ele aprovar e achar razoável, o que já é um exagero. O fato é que a tradição é raramente fonte de qualquer verdade. O homem moderno rejeita a tradição, essencialmente. Nisso, as pessoas passam a existir como se Deus não existisse. Tudo bem, afinal Deus nos deu autonomia, supondo que Ele exista. O texto fala de uma secularização sistemática, outra característica da modernidade. Religião é algo totalmente particular, não devendo fazer parte da ciência, da política e tudo o mais. O ser humano atual também não quer mais saber dos meios, mas dos fins. É pragmático e superficial…

Ainda estou a ler o resto. Mas é muito legal.

17 de agosto de 2013

Provavelmente não.

Em filosofia da educação, recebemos nossa primeira tarefa: ler umas cópias para discussão. Também fiquei com uma cópia do texto “Experiência e Pobreza”, de Walter Benjamin. Fiquei sabendo de um boato de que alunos que almejam a licenciatura não precisam fazer monografia. Se isso for verdade, meu projeto de monografia poderá ser cancelado. Provavelmente não; eu me sentiria mais à vontade escrevendo um trabalho de sessenta páginas se fosse feito por diversão.

Fui bem recebido em psicologia da aprendizagem. Tivemos uma dinâmica em que recebíamos um papel contendo o nome de um aluno aleatório e, com base no nome, tínhamos de adivinhar quem era o aluno e deduzir sua personalidade. A professora amou o fato de eu estar na sala dela, visto que ela adquiriu uma grande afinidade comigo em psicologia evolutiva.

Antropologia filosófica é muito interessante e o professor (que mais parece o Tiririca) às vezes “foge do assunto”, mas sem “sair do assunto”, o que é legal. Ele emenda com criminologia, religião, ateísmo, biologia… é bem legal.

Trocamos de professor de informática e o módulo de Excel foi concluído. Um pouco tarde, mas iniciaremos o módulo de Internet agora. Fora isso, tenho desenhado e aprendido um pouquinho de Python para escrever uma aventura baseada em texto no Ren’Py. Que bom que foi mais fácil do que pensei.

3 de agosto de 2013

Escrevi meu currículo.

Minhas aulas começam dia doze. Uma pena que demorará tanto; estou entediado. Poderia ler a Bíblia nesse meio-tempo, já que é um ótimo livro e não tenho mais o que ler. Cara, que chato. Pelo menos arrumei Earthbound.

Estou meio chateado esses dias. Irônico porque resolvi sobre o que será minha monografia: filosofia da felicidade. Basicamente, pretendo abordar a evolução do conceito de felicidade na filosofia. Se o negócio ficar complicado demais, posso me ater apenas ao período helenístico.

Falando nisso, escrevi meu currículo e o entregarei hoje; visto que não terei aula nas sextas-feiras, me parece válido que eu lecione Linux para o pessoal da escola. Minhas qualificações, contudo, não são impressionantes.

Escolaridade
Ensino básico (fundamental e médio) completo.
Ensino superior (filosofia) em andamento.
Cursos
Informática (em andamento).
Conhecimento prático
Ubuntu Linux (10.10 a 13.04):
nautilus, navegador de arquivos
software-center, gerenciador de pacotes
transmission-gtk, manipulador de arquivos .torrent
thunderbird, cliente de e-mail
wine, camada de execução de arquivos .exe e leitura de arquivos .dll
deja-dup, ferramenta de backup
gedit, editor de texto
firefox, navegador da Internet
file-roller, interface de compressão e descompressão de arquivos
libreoffice, suíte de escritório
shotwell, gerenciador de imagens
rhythmbox, gerenciador de música
gnome-terminal, emulador de terminal (sudo, su, ls, cd, cp, chown, killall, top, rm, shutdown, apt-get, padsp, make, ping)
totem, tocador de vídeos
evince, leitor de arquivos .pdf
Ubuntu One.

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