Analecto

3 de outubro de 2013

Foi aí que chorei.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , , — Alma @ 23:39

Hegel, destruidor de papel, de tempo e de mentes! Na Alemanha, Hegel, um charlatão repugnante, estúpido e escrevinhador de disparates sem igual, conseguiu ser aclamado como o maior filósofo de todos os tempos … Enquanto outros sofistas, charlatães e obscurantistas falsificam e arruínam apenas o conhecimento, Hegel destruiu até mesmo o órgão do conhecimento, a própria inteligência.

Arthur Schopenhauer – Wikiquote.

Pena que a Semana Filosófica está chegando ao seu fim. Os dois primeiros dias foram um saco, admito, mas os dois últimos dias de minicursos foram magistrais, porque foram apresentados por alunos seguros do que estavam fazendo e por um doutor em Schopenhauer. Refleti feito um espelho, involuntariamente, participei das discussões, ri, chorei, foi maravilhoso.

Ontem estudamos os elementos do antissemitismo do ponto de vista de Adorno e Horkheimer. Foi-nos apresentado um pedaço do filme O Pianista e foi aí que chorei. Credo, o Nazismo foi mesmo um verdadeiro absurdo e ver aquelas imagens do filme foi muito mais tocante que simplesmente ler um livro de história. Deus do céu, onde esteves quando aquilo aconteceu? Depois falamos do tal eclipse da razão. Todo o esclarecimento que ocorreu na Europa e particularmente na Alemanha deu naquilo, quando a razão alemã foi avidamente exaltada pelo Idealismo Alemão (aquele Fichte é um canalha; onde já se viu dizer que os alemães são melhores que as outras ração simplesmente porque seu idioma não se misturou a nenhum outro?). Foi-nos explicado os métodos que Hitler usou para manipular a população e só lembrei de um colega meu do Ensino Médio que era apaixonado pelo Nazismo (não o bastante pra ser nazista, mas o bastante para estudá-lo como quem tem fome de saber). Quem dera ele estivesse lá; iria adorar.

Depois teve o minicurso de Schopenhauer e foi aí que ri. O doutor foi categórico, Schopenhauer está errado, você não deveria ler Schopenhauer procurando por verdades filosóficas porque Schopenhauer é contraditório, insustentável e simplesmente incorreto em muitas coisas cruciais. Você deveria ler Schopenhauer, contudo, para aprender a arte de desconfiar das coisas, para entrar em contato com o único filósofo até o momento que disse que o corpo é a porta para a verdadeira metafísica… ou pra dar risada, visto que ele escreve de forma relativamente clara, em contraste com os outros filósofos alemães de seu tempo, e é morbidamente engraçado.

2 Comentários »

  1. Como saber que o Tor não é parte da espionagem dos próprios governos?
    Li Comentarios sobre o viver de Krishnamurti e achei interessante.
    Voce é muito inteligente.

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    Comentário por joao carlos — 13 de outubro de 2013 @ 16:31

    • Não faz parte porque o Tor é de código aberto. Qualquer um pode ter a posse do código-fonte para estudar e explorar. Logo, se houvesse alguma trama ou falcatrua, programadores ao redor do mundo a perceberiam e reportariam o problema a todos que tivessem ouvidos para ouvir. Poderia haver a possibilidade, contudo, de que os /daemons/ pré-compilados usados por usuários comuns usem um “elemento adicional”, supondo que o Projeto Tor tivesse colocado uma porta dos fundos. Mas o código-fonte, por ser transparente e funcional, passaria a ser recomendado pelos /experts. /Isso significa que passaria a ser recomendado que você compilasse o /daemon/ a partir do código-fonte ao invés de usar os /daemons /pré-compilados da seção de downloads do Tor. Por outro lado, é sabido que o Governo espia, sim, conexões feitas através do Tor. Embora o programa e a rede em si sejam inocentes, o Governo tem seus meios, muito embora espionar a rede Tor seja um trabalho árduo e caro. Um cara aleatório disse que o meio principal de espionagem do Governo é a quebra de criptografia. O Tor tem três níveis de criptografia, o que torna o trabalho morbidamente difícil, além de que não se sabe ao certo quem enviou a informação. Esse mesmo cara aconselhou que desconfiássemos de serviços de criptografia pagos ou de código-fechado, porque não se sabe ao certo o quão seguros eles são. Além disso, o Governo alveja serviços de criptografia baseados na quantidade de usuários. Quanto mais popular o serviço, maior a chance de que seus administradores tenham colocado uma falha intencional para uso do Governo. O grande problema é o quão segura é a criptografia do site *que você está acessando*, mas muito pior seria não usar criptografia nenhuma. Além disso, o Tor também esconde o IP, portanto você ainda pode se considerar “seguro” mesmo na remota possibilidade de que sua informação tenha vazado, desde que você não seja o tipo de pessoa que partilha informações identificatórias precisas. Não sei quem é Krishnamurti, então você terá de me explicar. Já que é sobre modo de viver, acredito que eu vá me interessar, visto que gosto de ética. Obrigado pelo elogio.

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      Comentário por Yure Kitten — 14 de outubro de 2013 @ 14:17


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