Analecto

12 de novembro de 2013

sudo startx

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , , — Yure @ 20:48

Getting Your Desktop Back – The Almost Definitive Guide | JournalXtra.

Obrigado, raposa, por ter me mostrado o Elinks. Hoje eu resolvi solucionar o problema de velocidade dos meus emuladores; Bsnes e Higan estavam morosamente lentos nos três perfis. Sei que a Canonical resolveu implementar um tal de Xmir como gerenciador de exibição ou algo assim e pensei que talvez uma possível ausência do X-Window estivesse na raiz do problema. Então achei que um comando inocente como startx para confirmar a ausência ou não do X seria um bom começo. Não deu certo, retornando a mensagem de que Startx precisava de privilégio máximo. Isso foi o início do fim. “Se queres privilégio máximo, te mostrarei o privilégio máximo”, pensei. Daí dei o comando sudo startx. Adivinha o que aconteceu?
Quebrei a interface gráfica. Janelas não apareciam ou renderizavam erradas, perdi o cursor, nenhum botão aparecia na tela e terminais abriam com direito máximo. Eu não tenho ideia do que raios foi que aconteceu, mas eu tinha que resolver sem recorrer à interface gráfica.
Com Ctrl+Alt+F1, entrei numa shell e comecei a pensar no que fazer. Lembrei do conselho da raposa, “usa o Elinks pelo menos uma vez”. Elinks é um navegador de Internet que funciona da linha de comando. Digitei então sudo apt-get install elinks e, depois de instalado, procurei por uma solução na Internet. Segui os passos do Journalxtra e consegui recuperar minha área de trabalho. Levou quarenta minutos, mas foi bom por vários motivos. Adquiri mais experiência, lembrei que arquivos de configuração defeituosos podem ser removidos do diretório pessoal para reiniciar um programa como novo e percebi que não dependo da interface gráfica para solucionar problemas aparentemente críticos.

10 de novembro de 2013

Deste lado da cerca.

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , , — Yure @ 22:24

Microsoft Warns Of Zero-Day Attacks Exploiting TIFF — Dark Reading.

Sabe, eu não gostei muito desta versão do Ubuntu por uma variedade de razões, mas agora as coisas estão ficando mais calmas conforme minha paciência e minha avidez por aventuras informáticas pelo reino mágico do código aberto me impelem a consertar os “danos” causados pela Canonical à uma distribuição que antes foi a melhor de todas. Ubuntu ainda é Linux e, como tal, é facilmente customizável por qualquer usuário. Além do mais, se eu ainda estivesse usando a versão anterior, eu estaria perdendo toda uma gama de atualizações importantes de segurança e privacidade, então é importante que o usuário de qualquer tipo de programa, a não ser que esteja completamente ciente do que está fazendo (tarefa difícil, porque você sempre acha-se completamente ciente até que a casa caia), sempre tenha a versão mais atual do software que está habituado a usar.
A nossa vizinha, Microsoft, recentemente lançou um curativo novo para o Windows que, até que uma solução completa seja elaborada, desabilita completamente o suporte a imagens TIFF. Isso porque imagens TIFF também são compostas de linhas de texto, o que é natural hoje em dia, que são lidas e interpretadas pelo sistema. Acontece que, à grosso modo, no meio desse texto podem estar escondidas instruções maliciosas que permitem a execução de código arbitrário. Algo parecido aconteceu antes com metafiles de três kilobytes. Mas tudo isso poderia ser evitado, porque esse ataque em especial se apropria da forma como software velho lida com arquivos TIFF. Uma pessoa mal-intencionada pode colocar instruções que fazem sentido para o sistema, embora não para um arquivo TIFF regular, em uma imagem inserida num texto do Microsoft Office Word.
Muitos não querem atualizar para o Windows 8, compreensível, além de que você não perde muito porque a Microsoft ainda dá suporte ao 7, mas é completamente retrógrado, imprático e sem dúvida inseguro que você ainda use o XP hoje (ou o 7 daqui a dez anos).
A única razão pela qual escrevo isso é para alertar os nossos vizinhos usuários de Windows, porque eu, embora esteja deste lado da cerca, aprendi que deveríamos conviver em paz apesar de nossas máquinas executarem sistemas diferentes. E porque acho triste que tenha gente que ainda usa aquela velharia que é o XP.

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