Analecto

16 de dezembro de 2013

Wii.

Com a vinda do Natal e do Ano Novo, fico meio deprimido: meus amigos tentam me colocar no “espírito” da coisa, mas eu realmente não gosto de comemorações, festas ou coisas desse gênero, especialmente se tiver muita gente; detesto multidões com a paixão de mil sóis. Não sou festeiro, não gosto de sair de casa pra “me divertir” porque “diversão” e “casa” precisam estar juntas na mesma frase de acordo com minha gramática. Deixar meu recinto requer um propósito definido que precisa ser alcançado sem delongas. Terminada a tarefa, voltar. Não tem crime nisso, certo? Outra coisa que detesto são visitas inesperadas, especialmente se muita gente vem de um vez. Detesto surpresas. Talvez alguém diga que há algo errado comigo, mas a verdade é que pessoas são diferentes. Tem gente que me diz “aí, Yure, mas é Natal, não faz sentido você não gostar disso”, o que é irritante. É como uma criança que perturba o pai para brincar com ela porque ela não entende que tem coisas melhores do que brincar, mesmo que essas diversões mais maduras não façam sentido pra ela. Queria que me deixassem em paz. Além do mais, o significado do Natal é primariamente religioso, só que ninguém mais pensa em Jesus no Natal, exceto talvez os católicos, que iniciaram esse lance todo, e os que estudam história. O Natal foi manipulado e transformado em um dispositivo de mercado, que se aproveita dos costumes ocidentais para fazer dinheiro, igualzinho ao Dia dos Namorados. O Natal foi esvaziado de seu conteúdo original e “modernizado”, o que não necessariamente é uma coisa boa.

Pelo menos eu tenho um Wii no qual jogar. Estive jogando todos os dias, por enquanto os mesmos jogos (Strikers, Kart e Brawl), visto que sou obcecado pelo Diddy Kong. Na verdade, foi o Diddy Kong que me transformou num furry em primeiro lugar, quando eu tinha oito anos, embora eu não soubesse que havia uma comunidade devotada a isso antes dos dezesseis. Ele é mesmo um rosto bonito, sem falar que é muito gostoso. Tudo bem, as coisas estão ficando muito estranhas.

Tenho passado mais tempo com meu sobrinho graças ao Wii; jogamos Brawl até dizer chega várias vezes. Não que eu passe menos tempo no computador agora, mas eu tenho preenchido o tempo livre extra que obtive com a greve. Só queria trabalhar nesse meio-tempo, especialmente agora que poderei colocar “curso de Informática” no meu currículo sem a palavra “incompleto” logo ao lado. Além do mais, no meu currículo consta “oitavo semestre de licenciatura em Filosofia”, então isso deve sugerir que já cursei didática, coisa que os professores de Informática da escola ainda não cursaram.

Falando no Wii, a droga das pilhas morreram hoje. Impressionante como essas coisas acabam rápido. Mas pesquisei alguns meios de reduzir o uso da bateria e a pesquisa confirmou minhas suspeitas: tirar o som do auto-falante do controle e eliminar a vibração (que, na minha modesta opinião, é um porre mesmo) faz a bateria durar mais, óbvio. Mas também aprendi outros truques pra fazer as pilhas durarem.

Oh, sim, estou abusando as recomendações de link e de palavras-chave do WordPress. Então vocês verão uns links nada a ver e palavras-chave nada a ver também.

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