Analecto

30 de janeiro de 2014

A raiz dos meus problemas.

Meu pai teve um infarto e passou um dia no hospital, mas saiu melhor, com o braço remediado. Conversei com ele por telefone e ele me disse que isso é coisa de quem está ficando velho. Bom, tem gente que passa a vida toda sem ter um infarto… Mas, de toda forma, ele está bem agora e, por enquanto, é o que importa. Ou quase; meu pai disse que o fato de ele ter um infarto sem ser obeso, sem fumar e sem beber é consequência de uma predisposição genética. Isso significa, essencialmente, que eu posso passar pelo mesmo e ele tem só cinquenta e dois anos. Talvez eu fique com ele por alguns dias para auxiliá-lo na recuperação, então é melhor eu preparar o Tails, especialmente agora que meu irmão me deu um pen drive de oito gigabytes.

As aulas estão acontecendo normalmente, isso é, com professores que faltam aqui e ali. A professora de Filosofia da Educação não veio na primeira semana, mas já voltou e até passou trabalho (só que eu perdi as especificações durante uma chuva que assaltou a Capital). O lado bom de acordar às cinco da manhã mesmo sem ter aula é que estou dormindo mais cedo, do jeito que a natureza quis, salvo os dias em que tiro sonecas à tarde, o que eu não deveria fazer. O professor de Antropologia Filosófica passou um trabalho sobre a concepção platônica de ser humano (o qual, como sempre, publicarei na Internet após terminado e avaliado). Já a professora de Psicologia da Aprendizagem, nossa heroína, disse que estou aprovado.

Na volta pra casa, um cara falou comigo na parada e perguntou onde eu moro. Eu respondi e ele disse que já havia me visto antes. Entramos no ônibus, conversamos, ele perguntou se tenho celular, conta no Facebook… e eu respondia… Julgando pela voz… ele não é muito macho, não. Já sei que sou atrativo a homossexuais, mas essas perguntas são bem na cara. Me pergunto se ele eventualmente me pediria em namoro. O problema é que eu absolutamente rejeito a ideia de namorar uma mulher ou, muito menos, um homem, considerando que tenho por pais uma testemunha de Jeová e um homofóbico. Além do mais, ele não é gordo o bastante pra me incitar uma reação positiva (amo gente gorda).

Ele me visitou querendo conversar mais comigo, mas eu fiquei muito sem jeito e até assustado de recebê-lo, então disse que eu não podia abrir o portão, mas ele disse que viria novamente. Julgando pelo fato de que ele vem sozinho e sozinho ele não pode levar meu computador, só preciso atendê-lo com uma faca escondida no bolso, só para o caso de ele na verdade ser um ladrão ou assassino. Este bairro não é seguro, tem que ser paranóico.

O Winamp mais recente tem problemas com o velho módulo in_ahx.dll, então tive que arrumar um outro programa só para arquivos criados com o Abyss Highest Experience. Atualmente tenho o Reprodutor de Mídia Banshee, o Vídeos (Totem), Winamp, Audacious, Open Cubic Player e Audio Overload. Banshee não uso; ele quebra muito fácil. Vídeos eu uso para uns poucos áudios de Commodore 64, porque o Gstreamer processa os filtros de forma diferente, fazendo alguns sons ficarem bem melhores. Também uso o Open Cubic Player bastante para meus áudios de Commodore 64, especialmente Times of Lore, porque ele pega todas as “chamadas de mudança” que fazem a música soar um pouco diferente à cada vez que é tocada. Winamp uso pra muitas coisas, mas não para música de ZX Spectrum; ele não se dá bem com o canal de efeito sonoro. O Audacious cumpre essa função. Audio Overload é usado para arquivos que nenhum dos anteriores pode reproduzir, notavelmente AHX (Abyss Highest Experience) e SNDH (Atari ST).

Descobri a raiz dos meus problemas de emulação: processos. Não sei como não pensei nisso antes. Matar processos que executam pelas suas costas é uma excelente forma de fazer o Final Fantasy VI rodar liso no Bsnes. Aparentemente, muito mais coisas iniciam com o computador do que eu pensei, processos que ficam ativos mesmo quando eu não preciso nem um pouco deles, como o daemon do C Unix Printing System, um processo que comunica sistema e impressora, sendo que nem sequer tenho impressora. É o quanto sou pobre.

Brinquei um pouquinho de Milkytracker. Não gostei muito, mas pelo menos aprendi a colocar notas, coisa que eu estava quebrando a cabeça tentando fazer. É tão simples… Pena que não é nada intuitivo. Também criei minha interpretação da música Stickerbrush Symphony. Eu não sou disso, contudo, é a primeira vez que tento repetir algo que não criei. Mas acho que estava mais do que na hora de pagar o devido tributo ao Wise, visto que ele deu a base ao meu próprio estilo musical. Por muito tempo, quis ser igual a ele, mas acabei encontrando a mim mesmo no caminho. Agora que já tenho meu próprio estilo, estou tentando aperfeiçoá-lo à minha maneira, o que requer que eu rompa com minha raiz, o que não significa que vá deixar de consultar a obra do Wise nos momentos de dúvida.

Esta é a última entrada que escrevi usando Zemanta; não tenho certeza da sua segurança e política de privacidade.

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24 de janeiro de 2014

▶ Donkey Kong Country: Tropical Freeze Website Audio – YouTube

Filed under: Jogos, Música, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 10:07

▶ Donkey Kong Country: Tropical Freeze Website Audio – YouTube.

Deus abençoe David Wise. Longa vida ao verdadeiro rei da música eletrônica. No topo, em níveis mais elevados, ao lado de Chris Hülsbeck, Rob Hubbard, David Whittaker, Jeroen Tel, Martin Galway e toda a gangue de compositores ocidentais lendários. Música de jogo não é coisa exclusivamente japonesa.

Uma das razões pelas quais eu detestei Donkey Kong Country Returns é o fato de que escalaram Kenji Yamamoto (o verdadeiro, não aceite imitações) para compor a trilha sonora. Enquanto ele é ótimo criando a atmosfera de Metroid, colocá-lo para compor pra Donkey Kong foi um engano; ele teria que compor algo totalmente diferente do usual. Boa tentativa, mas as melhores músicas de Returns são as reinterpretações das músicas da série original, que nem chegam perto das originais, mesmo que as originais tenham sido feitas em um chip hoje em dia considerado capenga, capaz de síntese de amostras que precisavam ser degeneradas à oito bits de profundidade e com suporte a apenas nove instrumentos.

Outras reclamações que eu fazia do Returns eram a ausência de níveis subaquáticos, “rolar e pular” modificado, esquecimento dos amigos animais (exceto Rambi) e o papel irrelevante de Diddy Kong enquanto personagem jogável. Admito que o jogo é lindo, contudo, mas, se eu quisesse ver algo lindo, iria à um museu de arte e não jogar videogames. Videogames precisam também ser divertidos e não consigo me divertir com um jogo com uma música tediosa e com jogabilidade castrada.

Returns foi a razão da minha sistemática recusa de jogar qualquer coisa que tenha sido lançada posteriormente. Foi uma grande decepção. Embora Tropical Freeze não seja tão diferente de Returns, muitas falhas foram corrigidas e, considerando a porcaria que Returns foi, qualquer melhora é bem-vinda. E consertar pelo menos a música é uma grande melhora.

21 de janeiro de 2014

Seria legal.

Recebi mais um alerta do Google quanto a greve da creche. Nesta semana, ela acabou, visto que o Cid parece favorável a realização de concurso público para professores efetivos. Finalmente poderei sair do molho. Que bom que o Cid resolveu ouvir os grevistas antes deles se darem por vencidos, porque não havia mais muito a ser feito. Desde que a greve começou, não tenho feito muito além de ler filosofia e digitar ficção ruim. Oh, e ouvir Era é legal…

O calendário acadêmico está prejudicado. Será igual ao semestre em que entrei na creche, com o calendário todo confuso pra se estabilizar no ano seguinte. Mas nem faltava muito pra eu terminar as disciplinas restantes. Além de que, graças ao santo que baixou no Cid, mais professores serão contratados, logo talvez eu me forme mais agilmente. Seria legal começar a ensinar daqui para os vinte e três.

Tentei brincar um pouco de Amule, um clone do Emule, que eu usava nos tempos de Windows, mas resolvi desistir; não estou certo do quão “educado” é usar o Tor com o Amule. Sei que não se pode usar Tor com bittorrent, mas partilha P2P é próximo o bastante. A estrutura do Tor é ótima pra navegar na Internet, por exemplo, mas coisas que demandam uma banda muito grande podem deixar a rede Tor lenta para outras pessoas. Me soa meio embaraçoso ser pego fazendo isso… Seria uma maluquice e tanto, além de soar egoísta.

Notei que o Donottrackme agora inclui o Maskme, como parte integrante. Isso é muito interessante para gente que tenta evitar banimentos de fórum, por exemplo. Com o Tor, você não revela seu IP e, com o Donottrackme, que agora também mascara e-mail, você não revela seu e-mail também. Imagine só. Ninguém poderia lhe banir nunca mais, nem com base no IP, nem com base no e-mail. Se bem que alguns serviços banem nós de saída da rede Tor e atualizam a lista com certa regularidade, mas não é como o se o Tor fosse o único grande serviço de proxy configurável que existe. Um Firefox normal com Anonymox e Donottrackme (combinação perfeita para a Dueling Network) já é o bastante, especialmente considerando que o Anonymox não tem, como o Tor tem, uma lista pública de proxies de saída. Isso é bastante tentador pra muita genteImunidade à banimento… Como isso soa aos seus ouvidos?

Tentei um jacaré pelo Skype e o induzi a fazer algo que “ele sabia que não devia”, mas ele acabou cedendo às minhas tentações. Expliquei pra ele, várias vezes, que a sexualidade dele não o tornará uma aberração, mas ele ainda é muito tímido quanto a certas coisas e ainda tem suas dúvidas. Estou o ajudando a superar isso e, pelo menos, ele gostou da brincadeira que fizemos.

Aparentemente, a lentidão do meu computador não se deve muito ao sistema operacional usado. Minha suspeita é de que, conforme o tempo passa e as tecnologias avançam, é demandado ao usuário de computador fazer um upgrade também das peças. Eu nunca achei que eu fosse ter de fazer um considerando que eu nunca achei que meu computador fosse durar tanto tempo. Qualquer software novo pode deixá-lo muito devagar e isso pra mim significa problema, visto que gosto de ter sempre a versão mais recente do software que eu uso. Por outro lado, através do Terminal, descobri que meu computador é capaz de executar sistemas 64-bit. Então talvez eu esteja enganado ao culpar o hardware e não o software; usar um sistema 32-bit numa máquina capaz de executar sistemas 64-bit, hoje em dia, é algo que só deveria ser feito sob condições especiais, caso meu computador fosse mesmo muito velho, tipo, manufaturado antes de 2008. Executar sistemas 32-bit numa máquina capaz de executar 64-bit significa impor um limite ao processador, de forma que ele opere sob condições que permitam a execução de um software limitado, capaz de receber e enviar um certo número (considerado baixo para uma máquina capaz de executar 64-bit) de informação. Isso significa, entre outras coisas, que o processador precisa “ir mais devagar” pro software acompanhar.

Mas pois é, a greve acabou e voltei às aulas.

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20 de janeiro de 2014

TestDisk – Partition Recovery and File Undelete

Filed under: Computadores e Internet, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 18:54

TestDisk – Partition Recovery and File Undelete.

Resolvi que eu iria formatar meu computador novamente, mas desta vez para instalar um sistema de sessenta e quatro bits. Isso melhorou e muito a velocidade por aqui. Eu tinha medo de instalar um sistema operacional de sessenta e quatro bits porque eu sempre supus que isso não era pra mim. Acho que subestimei meu computador e agora posso ter acesso ao seu potencial máximo.

Antes de comentar como foi a instalação, faça um pequeno experimento. Abra um terminal e digite grep –color=always -iw lm /proc/cpuinfo. Cheque se o sinalizador -lm aparece no resultado. Se aparece, seu computador é capaz de executar em modo de sessenta e quatro bits.

De posse dessa informação, baixei o Linux Mint Debian Edition 64bit Cinnamon Edition. Daí instalei-o, mas, na hora de mover os meus arquivos do pen drive para o computador (claro que eu tinha de copiar meus arquivos, principalmente minha base do Keepassx), a droga do sistema de arquivos do pen drive estava corrompida. Provavelmente corrompeu com a intensa carga que pressionei sobre ele, fazendo-o copiar muitas coisas por vez. Mas de toda forma, estava corrompido. E agora?

Procurando uma solução na Internet, encontrei o Testdisk, uma ferramenta capaz de consertar sistemas de arquivos NTFS defeituosos. Assim, se seu pen drive ficar corrompido do nada e você tiver arquivos importantes nele, você pode tirá-los de lá antes de fazer uma necessária reformatação (as instruções abaixo devem ser executadas sob um sistema operacional Linux, preferivelmente Linux Mint).

  1. Baixe o Testdisk, mediante o comando sudo apt-get install testdisk.
  2. Dê o comando sudo testdisk /dev/dispositivo ao terminal, mas substituindo /dev/dispositivo com o caminho ao seu dispositivo. Você pode saber o caminho na interface do Utilitário de Unidades (que pode ser instalado com sudo apt-get install gnome-disk-utility). No meu caso, o comando foi sudo testdisk /dev/sdb.
  3. O Testdisk é uma ferramenta de linha de comando, mas com uma interface textual de usuário. Então você navegará entre as opções usando as setas do teclado e confirmará opções com o enter. Escolha a mídia alvo com as setas do teclado e, quando estiver pronto, aperte Proceed.
  4. Selecione o tipo de partição. No meu caso, era uma partição Intel. Foi chute, contudo, e não sei qual o critério para se fazer uma escolha consciente aqui.
  5. Aperte Analyze.
  6. Aperte Quick Search.
  7. Aperte Continue.
  8. Aperte P, no teclado, para listar os arquivos que o Testdisk conseguiu encontrar no disco corrupto.
  9. Selecione o arquivo ou diretório que você quer copiar para seu computador e aperte C no teclado.
  10. Selecione a localização onde os arquivos copiados devem ser guardados e aperte C mais uma vez.
  11. Repita o passo nove (e o dez se for requisitado) quantas vezes forem necessárias, uma para cada arquivo ou diretório que você quer salvar (literalmente).
  12. Termine o programa quando achar que já chega. Caso haja erros durante a cópia, é porque alguns arquivos que você tentou copiar estão corrompidos além de qualquer esperança de reparo. Meus pêsames.
  13. Supondo que você tenha salvo os arquivos no diretório pessoal, execute também sudo chown -R nome-de-usuário /home/nome-de-usuário, substituindo nome-de-usuário pelo seu nome de usuário, porque o Testdisk é executado como superusuário, logo os arquivos salvos são propriedade do usuário root. No meu caso, o comando foi sudo chown -R yure /home/yure.

Mais informações (em inglês) aqui.

15 de janeiro de 2014

My Computer Adventures: Wrong keys auto-typed by KeePass/KeePassX in Ubuntu

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , , — Yure @ 21:15

My Computer Adventures: Wrong keys auto-typed by KeePass/KeePassX in Ubuntu.

De acordo com este artigo muito fofo, o problema enfrentado por usuários brasileiros de Keepassx (senhas digitadas incorretamente ao usar a opção “tipo automático”) é um problema da interface Unity, do Ubuntu. Só que não. O problema também ocorre no Linux Mint, que não usa Unity. Então onde está o problema? Se você olhar pra solução, o comando setxkbmap, você percebe, imediatamente, que o problema reside no X.

Quando você digita uma senha no Keepassx, ele recebe informações sobre o que você está digitando a partir do driver, óbvio, sendo que o driver do teclado está propriamente configurado como brasileiro. Mas na hora da tipagem, o Keepassx não dispõe de um teclado físico, então ele usa o mapa de caracteres do X, que, por padrão, é norte-americano. É como você tentar colocar um acento agudo num “teclado mal configurado”, fazendo aparecer, digamos, ponto e vírgula, porque o driver está configurado como EN. Mesmo que você tenha criado sua senha automaticamente usando o gerador de senhas do próprio programa, o problema persistirá, porque o Keepassx usa as configurações do sistema hospedeiro, enquanto que o X usa suas próprias configurações. Se você mudar o idioma do Keepassx, ele irá mudar também o teclado do X para o idioma que você escolheu, resolvendo o problema desde que o programa tenha sido traduzido para aquele idioma, mas ele não tem português brasileiro (o português de Portugal não serve). Então o jeito é configurar o teclado do X por outros meios.

A solução é digitar num terminal o comando setxkbmap br. Isso eliminará o problema. Mas ele voltará na próxima vez em que você iniciar sua seção; por alguma razão obscura, a configuração do teclado do X é “resetada” a cada início de seção. Então como é que você resolve o problema permanentemente? Não sei, mas tem um jeito de você fazer seu computador executar o comando automaticamente à cada início de seção, o que é o mais próximo que consigo chegar de uma solução.

O Ubuntu tem um programa chamado Aplicativos de Sessão. Inicie-o e adicione uma nova ação.

Nome: Configuração do Teclado do X

Comando: setxkbmap br

Descrição: Configura o teclado do X de acordo com o modelo brasileiro.

No Linux Mint, isso também é válido. Da mesma forma, o comando pode ser adaptado para outros tipos de teclado (setxkbmap gr para alemão, por exemplo), com o tanto que você disponha do código do seu teclado, que normalmente é a abreviação inglesa do nome do país. Caso mais de um usuário use o Keepassx, o método deve ser repetido também nas contas dos outros usuários. A não ser, claro, que você adicione uma entrada em init.d, o que faria o comando ser executado para todos os usuários à cada arranque. Acho que o comando pra isso seria sudo /etc/init.d/setxkbmap br start. Como eu disse, eu acho que é.

14 de janeiro de 2014

▶ Aria di Mezzo Carattere – YouTube

Filed under: Música — Tags:, , , , — Yure @ 20:31

▶ Aria di Mezzo Carattere – YouTube.

Nossa, eu choro tão fácil… Eu joguei Final Fantasy VI quase até o final e é um jogo bastante tocante. Gosto desses jogos cujas histórias terminam em tragédia; finais felizes tendem a ser chatos. Após jogar até o ponto em que joguei e depois assistir este vídeo, derramei algumas lágrimas. Nossa. Não acho ruim isso acontecer, mas devo admitir que sou muito sensível às vezes. Por exemplo, a música Bell Castle (Act 3) do jogo Aero, The Acrobat 2 também me faz chorar. O problema é que é uma música alegre. O mesmo é válido para Hilltop Chase, de Kirby Super Star. É no minímo estranho que eu seja afetado tão facilmente por músicas e melodrama, mas não posso dizer que não gosto de passar por isto.

13 de janeiro de 2014

Ninguém precisa de proxy para se conectar à nuvem divina.

Digitei aqui que a greve da creche havia sido suspensa. Bom, não foi o que aconteceu. Hoje saí de casa, às cinco horas, cheguei à creche por volta de seis e meia. E lá fiquei, lendo as besteiras que a juventude pseudo comunista retrógrada pichou nas paredes. Mas foi isso. Acontece que, de acordo com a nota publicada no sítio da creche, os três diretores pediram que os professores suspendessem a greve. Foi um documento oficial. Mas nenhum professor acatou a ordem, mesmo com os diretores dizendo que a suspensão da greve era necessária para a realização das demandas estipuladas na pauta emergencial dos grevistas. Então, na verdade, continuamos sem aula. O jornal local publicou a desaprovação por parte dos professores em relação à posição dos diretores, então… tudo está muito confuso. Especialmente considerando que houve uma assembleia ontem para deliberar sobre a continuação ou não da greve. Imagine se o jornal tivesse de desmentir a notícia na mesma semana.

Não estou exatamente mal com isso; já me acostumei a ficar de molho em casa mesmo. Mas acho embaraçoso ter saído de casa por nada. Estou caindo de sono aqui e tudo por causa da droga dessa classe docente. A carência de professores é a única razão pela qual eu poderia ser remotamente à favor da greve; não acho nada mais necessário. As reformas no prédio são dispensáveis; já estudei em escolas muito piores e aprendi muito bem a despeito da administração corrupta. A regulamentação do plano de cargas, carreira e vencimentos também é totalmente secundária; os professores da creche ganham bem o bastante. Esqueci qual é a outra reividicação, mas, se eu esqueci, não devia mesmo ser importante. Eu poderia trabalhar como professor na creche sem maiores problemas mesmo sob tais condições. Acho que é porque já estou acostumado com pouco, a ter pouco e estudar com pouco. Esses professores são mimados. Eu ficaria revoltado se eu estivesse sob condições indignas de trabalho, mas esse não é o caso. Os professores ganham bem, ensinam bem, os alunos aprendem bem. Claro que talvez estejam sobrecarregados por causa da quantidade de disciplinas que têm de ministrar, mas pra isso servem os substitutos.

Não recebi nenhuma notícia pelos alertas… Aparentemente, a assembleia não deu em muita coisa. Ou talvez tenha dado… O fato é que o calendário acadêmico de 2014 já está prejudicado e talvez o de 2015 também seja se a greve continuar.

Arrumei o Just Dance 2014 pro meu irmão, já que ele acha aquele jogo um negócio incrível. Eu não sei o que poderia ser tão bom em se envergonhar todo. Eu, pelo menos, acho aquele jogo bastante embaraçoso. Até agora, meu sistema não recebeu nenhuma atualização… o que é uma pena. Baixei o Jwbfs, mas não me entendi com ele, então resolvi dar mais uma chance ao Qwbfs, que funciona perfeitamente no Linux Mint; a versão disponível no repositório do Ubuntu deve ser velha.

Não consegui dormir. Vou pra cama com sono e me deito, mas não consigo dormir de jeito nenhum. Meu sono está muito leve desde que a greve começou. Além disso, de acordo com as notícias, a greve não está dando em absolutamente nada; o Governo não vai ouvir a classe docente enquanto a greve não terminar, mas os grevistas temem que o relaxamento da pressão tenha o efeito contrário. Depois de tomar uma pílula de sono instantâneo, dormi um pouquinho durante a tarde, mas foi isso…

Esses dias, alguém comentou no meu estudo bíblico sobre a masturbação. Há muito tempo desde que recebi um comentário daquela natureza. Sabe, um cara chato que vem do nada e diz que tudo o que escrevi está errado, mas sem dar qualquer razão que o sustente. Tudo bem, eu entendo, tem gente que acha que algo está errado só porque ela acredita que é assim, o que é muito comum no reino da religião. Os pragmáticos chamam isso de “argumento da tenacidade”. A avestruz esconde sua cabeça na areia e diz a si mesma que não há qualquer perigo, mesmo quando há. A pessoa fica repetindo suas crenças a si mesma até se convencer de que o mundo realmente é do jeito que ela acredita que seja. Mas é compreensível, eu já fui assim, então não tem muito o que criticar. Mas o propósito original do estudo era “vencer os religiosos em seu próprio jogo”, o que tem mostrado um resultado positivo, embora não o bastante. Por quê?

Muitas pessoas do reino da religião estão muito apegadas ao que seus padres, pastores, políticos e pokémons falam. Elas elegeram alguém que pensasse por elas. Não adianta eu tentar argumentar com um seguidor de alguma religião popular porque ele não pensa. O cristão verdadeiro, aliás, o verdadeiro seguidor de qualquer religião que seja, pelo menos no que eu pude observar, tem bases racionais que sustentam suas crenças e ativamente estudam aquilo em que acreditam. Não são pessoas que se achegam ao seu Deus através de proxy; ninguém precisa de proxy para se conectar à nuvem divina (viajei). Mas estudar requer esforço e coragem. Eu costumo pregar por aí que uma pessoa que se submeta totalmente a um líder religioso humano ou tem medo de errar (chegar a conclusão errada, o que, na mente delas, é perigoso) ou tem preguiça de dar-se à reflexão em primeiro lugar (porque é muito cômodo acreditar na última palavra que vem de um sacerdote). Mas, novamente, não culpo as pessoas por preencherem um vazio metafísico em suas almas, especialmente se isso se tornar tão desconfortável que você tenha que enchê-lo de lixo.

Eu não sou mais fanático como eu era na adolescência, o que eu acredito não é mais válido do que o que próximo acredita. Mas, se tivermos que colocar nossas crenças em choque, é melhor que você pelo menos saiba do que você está falando, ao invés de simplesmente dizer que o mundo é do jeito que o seu pastor, padre, político ou pokémon diz que é simplesmente porque assim ele disse. E, pelo amor de Deus, não me peça pra eu me converter.

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10 de janeiro de 2014

Universidades estaduais: suspender a greve e destravar o diálogo | Opinião | O POVO Online

Filed under: Notícias e política, Organizações, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 13:09

Universidades estaduais: suspender a greve e destravar o diálogo | Opinião | O POVO Online.

Estou com sono. Provavelmente por causa da greve, consegui passar mais uma noite em claro, tentando dormir, o que não é normal pra mim. Tenho vinte e um anos e já sofro de insônia por causa de preocupações. Me deito e começam a me assaltar vários pensamentos sobre o desfecho da greve da creche. Se não consigo dormir cedo, os sons da noite me mantém ainda mais acordado.

Não adianta mais; o Cid não quer nada com as crianças da classe docente. Por mais que se tente, ele não quer contratar mais professores e provavelmente continuará assim durante o mandato dele. Ele pode regulamentar o lance do PCCV e outras coisas então é melhor do que nada. Mas a carência de professores efetivos terá de esperar para ser resolvida enquanto o Cid estiver virando o ouvindo surdo para as crianças.

9 de janeiro de 2014

Calendário Acadêmico 2013.2

Calendário Acadêmico 2013.2.

Isso é muito preocupante. A data da matrícula dos alunos veteranos é de sete a nove de janeiro, mas desde sete de janeiro que a matrícula não pode ser realizada. Eu entendo que é um problema com o sistema, por causa da greve, mas ainda assim… temo que eu possa entrar em situação de abandono novamente por causa disso… Espero que não, foram dias terríveis aqueles em que entrei em situação de abandono por “motivo de força maior”. De toda forma, tirarei uma foto da tela para usar como prova, se é que isso pode ser usado como prova de alguma coisa, de que eu tentei realizar a matrícula na data (na verdade, até que poderia, sim, se eu tirar uma foto da minha matrícula atual, onde consta a data do sistema).

Esta greve está me deixando louco… Já estou paranóico com isso tudo. São muitos riscos o que eu e provavelmente outros alunos estamos correndo. Eu com certeza não sou o único tentando fazer a matrícula neste instante.

7 de janeiro de 2014

Mas o tempo passa.

Depois de ter quebrado o sistema com o Xdiagnose, o que ainda me surpreende, perdi o manual que eu estava escrevendo, ou melhor, que eu havia terminado de escrever. Aquele manual de Linux Multimedia Studio. Mas já estou consertando isso. Os problemas de emulação persistem, contudo, mas ainda posso usar emulação online, que é legalmente mais seguro. Organizei tudo conforme minha vontade e, vejam só, nem é tão diferente assim do Ubuntu. Já usei Tails, Ubuntu, Debian e agora Linux Mint, então acho que meu currículo está mais rico. Os professores da creche continuam de greve então não posso fazer muito para alcançar minha meta absoluta de ensinar filosofia em escolas públicas, mas pelo menos posso ensinar informática, visto que já terminei as disciplinas de didática e um curso de informática. Irônico que sou muito fraco em Windows, que o pessoal diz que é fácil. Instalei mais umas coisas, notavelmente o Tor, e percebi que o firewall do Linux Mint vem desativado por padrão. Ativei, mas meio que sem razão; não há nenhuma política de firewall ativa por enquanto. Na verdade, com um firewall fraquinho como este (não que eu não possa fortificá-lo), eu poderia me livrar do status de rede “firewalled” do I2P. Além de que, de acordo com os técnicos, meu roteador não tem firewall também, então o problema do firewall que eu tinha era provavelmente uma tábua do Iptables mal-configurada. Ou talvez o problema nem fosse o Iptables

Meu chefe me chamou pra entrar no Steam. Engraçado que ele fez isso depois de ver o quanto meu computador é velho. Quando eu o ganhei no SPAECE anos atrás, era um computador topo de linha. Mas o tempo passa e peças não se atualizam sozinhas. Que bom que uso Linux, logo não tenho que me preocupar em manter minhas peças à par das de outros computadores, visto que software desenvolvido para Linux pode funcionar mesmo em máquinas ditas obsoletas (Xubuntu que o diga). O Linux Mint tem uma ferramenta ótima chamada Informações e Teste do Sistema, que gera um relatório completo das peças e do software da máquina, como o tal do Everest (que virou AIDA64, se não me engano). É bom eu ter isso instalado pra quando eu mandar meu computador para os técnicos e quiser ter certeza de que não roubaram nenhuma peça. Tem que ser paranóico.

Me diverti com o Zemanta enquanto ele estava integrado ao WordPress. Mas sumiu sem aviso. Que bom que tem um complemento para Firefox que ativa o Zemanta em três sites, então resolvi usar. Este diário não tem muitos anúncios, mesmo, mas acho que faz sentido eu fazer uma propaganda viva do software que eu uso. Então, você verá uma ligação abaixo de cada entrada que lhe levará ao sítio do Zemanta. Basicamente uma ferramenta que permite a fácil adição de imagens e ligações numa entrada do WordPress e do Blogger. Como são imagens incorporadas, na prática são apenas texto, não exaurindo assim a cota de espaço destinada ao usuário gratuito.

Fiz uma limpeza geral nos meus arquivos pra ter certeza de estar consumindo o mínimo de espaço possível, além de que aprendi a importância de fazer backup. Também tive um casal de problemas com o tal Bleachbit. Mas são águas passadas. Não recomendo fazer limpeza de disco no modo de superusuário, por falar nisso. A razão é simples: se você aborta a limpeza, um arquivo gigante será criado no diretório pessoal do superusuário (/root), que não é fácil de remover, mesmo pela linha de comandos, dado o seu tamanho e o fato de ser propriedade do superusuário.

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