Analecto

30 de janeiro de 2014

A raiz dos meus problemas.

Meu pai teve um infarto e passou um dia no hospital, mas saiu melhor, com o braço remediado. Conversei com ele por telefone e ele me disse que isso é coisa de quem está ficando velho. Bom, tem gente que passa a vida toda sem ter um infarto… Mas, de toda forma, ele está bem agora e, por enquanto, é o que importa. Ou quase; meu pai disse que o fato de ele ter um infarto sem ser obeso, sem fumar e sem beber é consequência de uma predisposição genética. Isso significa, essencialmente, que eu posso passar pelo mesmo e ele tem só cinquenta e dois anos. Talvez eu fique com ele por alguns dias para auxiliá-lo na recuperação, então é melhor eu preparar o Tails, especialmente agora que meu irmão me deu um pen drive de oito gigabytes.

As aulas estão acontecendo normalmente, isso é, com professores que faltam aqui e ali. A professora de Filosofia da Educação não veio na primeira semana, mas já voltou e até passou trabalho (só que eu perdi as especificações durante uma chuva que assaltou a Capital). O lado bom de acordar às cinco da manhã mesmo sem ter aula é que estou dormindo mais cedo, do jeito que a natureza quis, salvo os dias em que tiro sonecas à tarde, o que eu não deveria fazer. O professor de Antropologia Filosófica passou um trabalho sobre a concepção platônica de ser humano (o qual, como sempre, publicarei na Internet após terminado e avaliado). Já a professora de Psicologia da Aprendizagem, nossa heroína, disse que estou aprovado.

Na volta pra casa, um cara falou comigo na parada e perguntou onde eu moro. Eu respondi e ele disse que já havia me visto antes. Entramos no ônibus, conversamos, ele perguntou se tenho celular, conta no Facebook… e eu respondia… Julgando pela voz… ele não é muito macho, não. Já sei que sou atrativo a homossexuais, mas essas perguntas são bem na cara. Me pergunto se ele eventualmente me pediria em namoro. O problema é que eu absolutamente rejeito a ideia de namorar uma mulher ou, muito menos, um homem, considerando que tenho por pais uma testemunha de Jeová e um homofóbico. Além do mais, ele não é gordo o bastante pra me incitar uma reação positiva (amo gente gorda).

Ele me visitou querendo conversar mais comigo, mas eu fiquei muito sem jeito e até assustado de recebê-lo, então disse que eu não podia abrir o portão, mas ele disse que viria novamente. Julgando pelo fato de que ele vem sozinho e sozinho ele não pode levar meu computador, só preciso atendê-lo com uma faca escondida no bolso, só para o caso de ele na verdade ser um ladrão ou assassino. Este bairro não é seguro, tem que ser paranóico.

O Winamp mais recente tem problemas com o velho módulo in_ahx.dll, então tive que arrumar um outro programa só para arquivos criados com o Abyss Highest Experience. Atualmente tenho o Reprodutor de Mídia Banshee, o Vídeos (Totem), Winamp, Audacious, Open Cubic Player e Audio Overload. Banshee não uso; ele quebra muito fácil. Vídeos eu uso para uns poucos áudios de Commodore 64, porque o Gstreamer processa os filtros de forma diferente, fazendo alguns sons ficarem bem melhores. Também uso o Open Cubic Player bastante para meus áudios de Commodore 64, especialmente Times of Lore, porque ele pega todas as “chamadas de mudança” que fazem a música soar um pouco diferente à cada vez que é tocada. Winamp uso pra muitas coisas, mas não para música de ZX Spectrum; ele não se dá bem com o canal de efeito sonoro. O Audacious cumpre essa função. Audio Overload é usado para arquivos que nenhum dos anteriores pode reproduzir, notavelmente AHX (Abyss Highest Experience) e SNDH (Atari ST).

Descobri a raiz dos meus problemas de emulação: processos. Não sei como não pensei nisso antes. Matar processos que executam pelas suas costas é uma excelente forma de fazer o Final Fantasy VI rodar liso no Bsnes. Aparentemente, muito mais coisas iniciam com o computador do que eu pensei, processos que ficam ativos mesmo quando eu não preciso nem um pouco deles, como o daemon do C Unix Printing System, um processo que comunica sistema e impressora, sendo que nem sequer tenho impressora. É o quanto sou pobre.

Brinquei um pouquinho de Milkytracker. Não gostei muito, mas pelo menos aprendi a colocar notas, coisa que eu estava quebrando a cabeça tentando fazer. É tão simples… Pena que não é nada intuitivo. Também criei minha interpretação da música Stickerbrush Symphony. Eu não sou disso, contudo, é a primeira vez que tento repetir algo que não criei. Mas acho que estava mais do que na hora de pagar o devido tributo ao Wise, visto que ele deu a base ao meu próprio estilo musical. Por muito tempo, quis ser igual a ele, mas acabei encontrando a mim mesmo no caminho. Agora que já tenho meu próprio estilo, estou tentando aperfeiçoá-lo à minha maneira, o que requer que eu rompa com minha raiz, o que não significa que vá deixar de consultar a obra do Wise nos momentos de dúvida.

Esta é a última entrada que escrevi usando Zemanta; não tenho certeza da sua segurança e política de privacidade.

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