Pedra, Papel e Tesoura.

3 de março de 2014

Versão 1.0.

Filed under: Computadores e Internet, Música, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 18:53

Em 2010, me senti muitíssimo incomodado com o fato de que eu era capaz de desenhar, escrever histórias, poesia, mas não sabia compor música. Isso porque o Fur Affinity, o sítio de arte que mais me atraía na época, permitia esses quatro tipos de arte. Como eu tinha uma tara mórbida com equilíbrio e completude, eu me senti extremamente perturbado com isso e pensei em arrumar um programa com o qual eu pudesse compor. “E por que não aprender a tocar um instrumento?”, alguém pode perguntar. Primeiro porque sou pobre demais pra arrumar um instrumento musical, segundo porque sou pobre demais para pagar aulas, terceiro porque eu não sabia qual instrumento aprender e quarto porque eu queria compor, não necessariamente tocar o compus.

Eu tinha duas opções: Linux Multimedia Studio e Mario Paint Composer. Fiquei com o LMMS depois de descobri que não posso exportar as composições no Mario Paint para um arquivo de áudio.

O LMMS é um programa que, como sugere o título, foi originalmente desenvolvido para Linux. Mas, depois que o programa tornou-se multiplataforma, o nome perdeu um pouco de seu sentido. Agora que o LMMS finalmente se aproxima de uma versão 1.0, os desenvolvedores pretendem mudar o nome do programa, mas isso traz suas consequências:

  1. As coisas no repositório do Debian e do Ubuntu teriam de ser renomeadas de acordo, tal como aconteceu com o Bsnes que virou Higan.
  2. A reputação do programa seria afetada negativamente, porque o todos conhecem o programa pelo seu nome. Mudar o nome seria como começar do zero, visto que o programa chamado Linux Multimedia Studio deixaria de existir.
  3. Uma boa quantidade de usuários desaprovaria a mudança.

Mas eu tenho uma “solução”. Tentei comentar no diário de um cara chamado Sti-Jay, mas o Blogger é uma verdadeira porcaria e eu não sei se meu comentário foi. De toda forma.

Mudar o nome do programa talvez seja necessário, mas não precisam mudar as iniciais. O novo nome poderia se adaptar às iniciais. Alguém sugeriu na lista de e-mail LMMS-Devel que o programa se chamasse Luxurious Music Making Software. É razoável; deixando as iniciais inalteradas, nada teria que ser renomeado no repositório. Como a maioria dos indivíduos que usam e recomendam o LMMS o chamam de LMMS de qualquer jeito, a reputação do programa seria mantida a salvo. Acredito que ninguém teria de reclamar disso também. Uma introdução na página principal do projeto poderia incluir algo como “LMMS começou como Linux Multimedia Studio, mas, conforme os tempos mudavam, o nome passou a não mais refletir a natureza do projeto”, algo parecido com o que ocorre no artigo da Wikipédia sobre FL Studio:

FL Studio (formerly known as FruityLoops[2]) is a digital audio workstation developed by the Belgian company Image-Line.

Só acho que toda essa briga em relação ao nome seria resolvida se o pessoal mantivesse as iniciais do programa.

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2 Comentários »

  1. Oi, Yuri
    Uma sugestão: vender o Nintendo Wii e comprar um instrumento musical. Com 300 reais vc pode comprar um violão bem honesto, até um violino mais ou menos, ou um teclado de segunda mão bem razoável. Aula? Você pode encontrá-las aos montes na web.
    Mas aprender a tocar (e, consequentemente, compor de verdade) dá um trabalho do cão!! Será que é por isso que atualmente existe a mania de ser “dj”?
    Resumindo: ser pobre é desculpa…não ter tempo é escolha… não querer é preguiça!!! (isso se você realmente gostar de música).
    Boa sorte!

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    Comentário por Márcio — 9 de março de 2014 @ 12:27

    • Eu não me considero DJ e, cá entre nós, não gosto de música eletrônica popular, desse lixo que toca nos rádios e nas festas. Me disseram que minha música é única. Eu fiz minha escolha em 2010 e, de lá pra cá, percebi um par de coisas. Primeiro, é que a música criada com o computador ainda requer talento. Infelizmente, é muito fácil compor alguma coisa simples que faz dinheiro hoje em dia, de forma que temos muitos artistas famosos que não têm talento, nem disciplina. Segundo é que a música feita em computador pode ser tão complexa quanto se queira. Admiro muito os artistas tradicionais que aprendem a tocar instrumentos físicos e eles ainda reinam no mundo da música porque o som do intrumento físico é geralmente melhor que o som do instrumento digital. Mas eu ainda posso, com as ferramentas à minha disposição, competir com decência. Eu não odeio a música tradicional, mas acho que não tenho razão pra comprar um instrumento físico visto que já posso compor bem com o computador. Acredito que tenho disciplina e bastante prática.
      Por último, a interface do programa, chamada MIDI, é baseada num teclado. Isso me fez querer aprender piano. Eu acho que, se eu tivesse que aprender algum instrumento e me fosse dada a chance, eu iria aprender piano ou algum instrumento similar, mas como uma forma de melhorar minha perícia no meio digital. Agradeço a sugestão, mas eu prefiro ficar por aqui. Espero que não tome minha resposta como uma ofensa.

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      Comentário por Yure Kitten — 9 de março de 2014 @ 16:12


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