Analecto

30 de setembro de 2014

Setembro, terceira parte.

Na segunda-feira, ocorreu uma assembleia com professores e outra com alunos para decidir o destino da greve. E, pois é, ela continua. Enquanto a greve ocorre, leio a Metafísica de Aristóteles e uma compilação de textos e fofocas dos pré-socráticos. Um colega meu diz que a greve é “feita nas coxas”, porque, segundo uma nota publicada pela reitoria, parte das exigências da greve já foram atendidas e a outra parte está em negociação. Não há diálogo e as coisas são feitas como cada um quer, especialmente no lado dos alunos. Isso é bem deprimente. Não obstante, ler filosofia em casa é uma boa forma de escapar da depressiva monotonia. Além de que o curso de filosofia da creche é o pior do país, porque os professores querem levar filosofia no papo, então tenho que ter uma bagagem de estudo pessoal. Vejo a universidade mais como uma formalidade, porque filósofo se forma de outro modo, que independe da faculdade. Pra mim, a universidade não substitui o “aprender por si mesmo” necessário à prática filosófica e é só um meio de obter meu tão necessário diploma. Não é necessário diploma para ser filósofo, mas é necessário para lecionar, então tenho que aturar este curso de filosofia no qual me meti.

Já parei de tossir e de ter febre, graças ao tratamento que tem dado ótimos resultados. Em duas semanas, todos os sintomas da tuberculose sumiram e estou ganhando peso, visivelmente. Mas venho dormindo mal porque sempre durmo mal quando não estou tendo aulas. A universidade regula meu sono.

Vez por outra, meu medo de mulheres volta e, sempre que volta, ele fica por mais tempo e incomoda mais. Eu não entendo.

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