Analecto

25 de outubro de 2014

Anotações sobre os pré-socráticos.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 20:45
  • Tales foi o primeiro físico grego.
  • O princípio das coisas era identificado como sendo o elemento básico que origina os seres e no qual esses seres dissolvem-se.
  • Nada é criado ou destruído.
  • Todos os fisiólogos tomam por princípio um só elemento.
  • Os que assumem um só elemento o supõem ilimitado, evidente.
  • A filosofia começa com Tales, porque ele procurou uma resposta racional para as questões que encontrou, ao invés de recorrer aos mitos.
  • Com Tales, temos o afastamento do sensível e do imediato, um “salto metafísico”.
  • A redução do mundo a um elemento simples por Tales é o primeiro indício da doutrina do um (uno), que prega que todas as coisas, quando reduzidas ao seu ser mais íntimo, são a mesma substância.
  • Assim, para Tales, a água seria a única coisa verdadeiramente real.
  • A ideia de que tudo vem da água implica que tudo é uma coisa só e isso é uma generalização.
  • Ainda assim, é racional o que ele diz.
  • Não é uma ideia científica nem demonstrável.
  • Tales estava confuso após vislumbrar aquilo que ele achava que era uma verdade máxima da existência (tudo é um).
  • O princípio é o ilimitado ou indeterminado.
  • Foi o primeiro filósofo a usar o termo “princípio”.
  • Todas as coisas que se emanciparam do indeterminado carregam uma culpa original e pagam por ela ao retornarem ao infinito.
  • Discípulo de Anaximandro.
  • O ar torna-se outros elementos por rarefacção (fogo) ou condensação (todo o resto).
  • O ar, como alma, sustenta o cosmo.
  • Sendo o elemento mais liberto de formas, o ar pode ser usado para justificar tanto o que é sensível (posto que se pode sentir o ar) quanto o que é não sensível (posto que não se pode vê-lo). Seria um forte candidato na explicação dos entes incorpóreos, só que essa discussão não é levada à frente por Anaxímenes.
  • Ar, espírito e mundo coincidem, porque os mundos são também feitos de ar condensado e é o ar que nos mantém vivos.
  • Há não ser e há pluralidade. Isso é retomado pelos atomistas.
  • A unidade estática é contraditória. Isso é retomado por Górgias.
  • As coisas nascem da interação de opostos, mas não da mesma forma descrita por Heráclito.
  • Nossa ciência é pitagórica ao tentar exprimir o mundo matematicamente.
  • Seco e úmido (ou terra e água) são princípios.
  • O um é deus.
  • Os seres mitológicos da Grécia Antiga não passam mesmo de mitológicos.
  • Sabedoria vale mais que a força.
  • Os poetas atribuíram aos deuses tudo o que é reprovável entre humanos. Como sustentar que tais seres sejam “perfeitos” então?
  • Os deuses são não gerados, incorpóreos e mudos.
  • Se cavalos ou bois pudessem conceber deuses, os imaginariam com aparência de cavalo ou bovina.
  • Os deuses em nada se assemelham às pessoas, nem em corpo, nem em pensamento.
  • Mesmo que alguém fale a verdade acerca dos deuses, seria por acidente e ele não saberia que o que ele diz realmente vale.
  • Deus é onisciente.
  • O mundo é como uma casa escura na qual os filósofos entram pra procurar a verdade, mas, mesmo que alguém encontre, ninguém pode ver se o que foi encontrado realmente é a verdade enquanto se encontrar no ambiente escuro.
  • Existem coisas que podemos dizer com certeza, existem coisas sobre as quais só se pode opinar.
  • Misantropo e melancólico.
  • Detestava a plebe.
  • Rejeitou participar da política.
  • Alguns dizem que morreu de acúmulo de líquido no corpo, enterrado em fezes de cavalo, achando que o calor das fezes o curaria.
  • Seu cadáver foi devorado por cães.
  • Há quem diga que morreu de outra coisa.
  • A guerra cria, a paz mata. Porque, quando há paz, a transformação pára, as coisas permanecem como são, como num cadáver. A luta entre opostos é o sinal mais evidente e incontestável de vida.
  • É preciso se expressar claramente. De fato, Heráclito parece simples, mas sua pontuação, por exemplo, pode tornar seus textos desnecessariamente confusos.
  • As coisas vêm do fogo e para o fogo vão. “Fogo” pode ser uma metáfora para o devir.
  • A razão é critério de avaliação das coisas que vêm pelos sentidos.
  • A razão comum é aquela que atinge a todos. Só que nem todos a ouvem.
  • O que se manifesta à maioria é digno de confiança.
  • O que se manifesta a cada um, particularmente, é duvidoso.
  • Por natureza, a pessoa é irracional; o ser humano aprende a ser racional com o tempo.
  • O valor de algo é relativo segundo quem avalia.
  • A maioria não necessariamente toma as melhores decisões. A opinião de um indivíduo vale dez mil se for a melhor.
  • Deus é devir.
  • Cães ladram contra quem não conhecem.
  • Para deus são todas as coisas justas, mas homens umas tomam como injustas. É natural que a pessoa, como limitada e falha, não entenda bem a justiça divina.
  • Do destino jamais pessoa alguma escapou.
  • Os que têm almas bárbaras não sabem filtrar as informações que vêm dos sentidos. Observe que Heráclito não condena os sentidos nem faz uma apologia exagerada da razão, mas ressalva que a informação sensorial deve ser refinada.
  • Nem tudo o que queremos que aconteça deve acontecer e é melhor assim.
  • A igualdade a todo custo é idiota.
  • Teve seu pensamento completamente incorporado à lógica hegeliana.
  • Absoluto é ser e não-ser.
  • O princípio é o devir.
  • O tempo é a primeira forma de devir.
  • Tempo é ser e não-ser, sendo que só o agora existe, mas agora logo morre para tornar-se passado (que não existe), sendo que o futuro (que também não existe) vem a tornar-se agora.
  • Quando diz que os outros elementos vêm do fogo e deles vêm o fogo, quer dizer que a Terra produz para si mesma.
  • O universo sempre existiu.
  • Enquanto o corpo está vivo, a alma está morta, mas a alma revive no segundo em que o corpo morre.
  • Heráclito foi o primeiro a apresentar uma ideia que não foi, até hoje, dada como ultrapassada (a existência pelo devir aparece mesmo na teoria da conservação de energia).
  • A verdade é conhecimento do universal. Qualquer conhecimento sobre o particular é ilusório.
  • “Desperto” é o indivíduo que entende o universal enquanto que “dormente” é a pessoa que conhece apenas as impressões particulares.
  • Não há garantia de que Parmênides estava atacando Heráclito.
  • Não se pode conhecer sem que o objeto tenha um certo grau de estabilidade.
  • Ser coincide com um, evidente, posto que o ser é a única coisa que existe, nada existe fora dele.
  • O nada é estéril e, sendo nada, não comporta existência. Nada vai ao nada nem vem do nada.
  • Parmênides dividiu a filosofia pré-socrática em duas: período de Anaximandro e seu período.
  • Muitas coisas que dizemos existentes na verdade não existem, sendo apenas a negação de algo de fato existente. Como a escuridão. A escuridão não existe, é apenas ausência de luz. Em todos os contrários, um deles existe de fato e o outro é negação, ausência do outro.
  • Parmênides deriva a unidade de uma consequência lógica.
  • O ser é esférico, não gerado, imóvel, igual a si mesmo, ilimitado e uno. Observe que, sendo esférico, não pode ser ilimitado e, não sendo ilimitado, está cercado de vazio, logo é movível. Esférico e ilimitado contradizem-se, segundo Górgias.
  • Parmênides separou sentidos e razão, dando origem ao que depois seria a separação entre corpo e alma feita por Platão.
  • A identidade ser e pensar parece ancorada na crença de que temos um órgão, a razão, separado dos sentidos e que opera pelo conhecimento.
  • Não é possível derivar a existência de algo pela sua definição. Eu poderia inventar um conceito que comporta a característica “perfeito” e um bocado de características impossíveis, mas essa coisa impossível não existiria só porque sua definição diz que ela é perfeita, portanto existente (“perfeito” implica existir). Isto é, a existência precede a definição. Em qualquer caso em que a definição precede a existência, a existência nunca é certeza.
  • O critério de verdade de algo não vem das palavras, mas daquilo que as palavras representam. As palavras não têm existência ou conteúdo se consideradas isoladamente.
  • Parmênides e Zenão partem de pressupostos não demonstráveis e inverossímeis.
  • Criou a argumentação combativa.
  • Se algo é subtraído de algo e não o diminui, se algo é adicionado a algo e não o aumenta, nem subtraído nem adicionado existem.
  • Foi adotado como filho por Parmênides.
  • Deus é externo, porque, se surgisse de um ente igual a ele, haveria dois deuses, ao passo que, se surgisse de um ser desigual, seria menor que seu criador (do mais fraco não pode surgir o mais forte). Este último argumento foi refutado pelos ateus evolucionistas: a complexidade dos seres aumenta gradualmente à cada geração.
  • Só pode haver um deus, porque se houvesse muitos um seria mais fraco que o outro. Se deus é deus, precisa ser onipotente, logo necessariamente um só.
  • O raciocínio metafísico é válido mesmo hoje.
  • O finito, enquanto limitado, deve ter seu fundamento no infinito.
  • Um sistema filosófico que se opõe a outro e prova-se verdadeiro não necessariamente elimina o outro; para eliminar um sistema filosófico, é ainda necessário prová-lo errado.
  • Não é que Zenão negue o movimento, só diz que o movimento é ilusório, posto que contém contradições. Ele ainda é fenômeno.
  • Não basta saber que o movimento é válido pela ação, é necessário defendê-lo argumentativamente.
  • A dialética de Zenão era apenas metafísica, mas os sofistas a universalizaram.
  • Se o nada não existe (porque não pode ser que algo tenha vindo do nada, logo algo sempre existiu e, se algo existiu, havia algo e não nada), nunca algo vai para o nada. Daí se deduz o conceito de interminável.
  • O ser é imutável, isso significa que também não sente emoções (isto é, alterações no estado de espírito).
  • Os princípios são de dois tipos: motores (amor e ódio) e materiais (fogo, ar, terra, água). Assim, ao todo, Empédocles admite seis princípios.
  • As coisas formam-se da combinação aleatória de elementos materiais pela ação dos motrizes.
  • Semelhante conhece semelhante, de forma que a sabedoria vem da semelhança.
  • O conhecimento é possível pela feliz combinação de elementos, mas isso implica que tudo sente, porque tudo é composto pelos elementos.
  • Os mortais chamam de “geração” aquilo que na verdade não passa de agregação e de “corrupção” aquilo que só é dissociação.
  • Os deuses também são feitos de elementos.
  • Aquilo que é correto deve ser repetido.
  • Todos os seres têm pensamento.
  • Os deuses não se agradam de sacrifícios. Não há razão pra festejar uma morte de qualquer criatura.
  • Empédocles muito provavelmente começou a filosofia da natureza.
  • Como os quatro elementos hoje são vistos como compostos, não podem ser mais chamados “elementos” (mas podem ainda ser, em sentido metafórico, como energia, vácuo, solidez e liga).
  • Era mais novo que Heráclito.
  • A natureza de algo é sua definição permanente e essencial.
  • O conceito de “síntese” é válido mesmo hoje.
  • Ele tentou converter os gregos ao pitagorismo.
  • Comer carne é canibalismo, sempre.
  • Queria o fim da propriedade privada.
  • Traiu o segredo da seita pitagórica.
  • Acreditava ser algum tipo de deus num mundo ao qual não pertencia.
  • Acreditava na migração das almas e afirmava ser capaz de lembrar-se das suas vidas passadas.
  • Seu pensamento é tanto mítico como científico.
  • A quantidade de matéria no mundo nunca aumenta nem diminui.
  • O movimento mecânico tem origem não-mecânica: amor e ódio.
  • Não é possível pensar sem números.
  • A natureza do número é necessária ao conhecimento.
  • As quatro partes mais importantes do ser racional: cérebro (pensamento, exclusiva dos animais racionais), coração (sentimento, exclusiva dos animais, tanto racionais como não racionais), umbigo (biologia, comum aos animais e plantas) e genitais (reprodução, existente em todos os seres vivos).
  • As pessoas são um bem material dos deuses.
  • Alguns pensamentos são mais fortes que nós.
  • A agudeza de um som depende da velocidade de sua execução. Isso é verificável na síntese de amostras.
  • A aritmética parece superior à geometria. Comporta menor chance de falhas.
  • Tudo está em tudo (exceto no caso do espírito, que é puro). As coisas se diferenciam pela quantidade elevada de algo de que são denominadas (o ouro só é ouro porque tem muito ouro em sua composição, mas leva em sua composição um pouco de tudo mais que existe).
  • As coisas só se dissolvem e se recompõem. Geração e corrupção não existem em sentido literal.
  • O espírito também está em tudo, mas é uma exceção à recíproca: nada entra na composição do espírito, exceto ele próprio, embora ele entre na composição de todo o resto.
  • Nada perece nem nasce. Só há mistura e desagregação.
  • A luz da lua vem do sol.
  • Nous é alma.
  • Ao afirmar muitos princípios, afirma o oposto de Empédocles.
  • Devir é movimento não do que não existe para o que existe, mas do invisível ao visível; já existia antes.
  • A nutrição é absorção do semelhante e eliminação do heterogêneo.
  • Nada acontece por acaso. Tudo tem uma razão de ser.
  • Fundou o atomismo, a doutrina de que tudo é composto de átomos, partículas indivisíveis seja por tamanho ou dureza. Esses átomos movem-se no vazio e combinam-se num movimento em vórtice. O movimento poderia ser aleatório (implicando que há uma razão para ele ser aleatório, como alguém que programa, com uma finalidade, um conjunto de luzes que devem piscar aleatoriamente) ou não (sendo mais condizente com o fragmento).
  • O átomo é ideal. Não significa que ele não exista, só significa que nunca poderá ser testado, trazido à experiência. Vale lembrar que o átomo dos atomistas não corresponde ao átomo da química, que é divisível em próton, elétron e nêutron.
  • Os átomos, ao aglomerarem-se, não se “juntam”, não se fundem num só corpo. Átomos permanecem independentes, com uma carga de vazio entre os átomos, como o “nada toca nada” quântico.
  • Átomos permanecem separados nas coisas que formam por aglomeração.
  • O atomismo exclui a administração do mundo por um ser estranho ao mundo.
  • Platão teria se interessado pelo atomismo se o tivesse conhecido.
  • O movimento e a multiplicidade só são possíveis por causa do vazio.
  • Teoricamente, poderia haver um átomo tão grande como o universo, que teria em si a maioria das características do ser de Parmênides, não fosse o vazio ao redor dele (portanto, excluindo a característica original do ser como “ilimitado” e “imóvel”, mas mantendo a do ser como “esférico”, o que é bom, já que “ilimitado” e “esférico” não se conciliam). O problema de pensar assim é que isso se choca com “todos os átomos são invisíveis”. O ser de Parmênides, se posto dentro do vazio e observado de fora, seria visível, posto que é tudo, ou, nesse caso, um tudo, uma coisa visível. Se fosse invisível, comportaria uma condição de ausência, um tipo de vazio. Além disso, de todas as coisas que existem, um número delas é visível e, se o ser é o tudo, comporta certo grau de visibilidade.
  • O nada é infinito, mas cada átomo é finito.
  • Os átomos diferem em forma.
  • Quanto mais “nada” algo tiver, mais leve é.
  • Alma e mente são a mesma coisa.
  • É útil preparar-se para a morte.
  • Felicidade vem da recusa do excesso de responsabilidade: deve-se assumir apenas o que está dentro de sua capacidade.
  • Só o que existe são átomos e vazio; todas as sensações são convenções.
  • Criou um calendário meteorológico.
  • A poesia exige uma certa loucura.
  • A medicina cura o corpo, a sabedoria cura a alma de suas doenças próprias (paixões).
  • Se não puder impedir quem pratica a injustiça, ao menos não participe dela.
  • Sabedoria traz felicidade.
  • Ceder ao mais sábio é pôr-se em seu lugar.
  • Muitos, sem ter aprendido a razão, vivem segundo a razão.
  • Muitos, praticando os atos mais vergonhosos, elaboram os mais excelentes discursos.
  • A esperança dos tolos é impossível, a dos sábios é viável.
  • Muitos eruditos não têm inteligência.
  • O belo é o mesmo para todos, mas o agradável é particular. Isso é retomado por Kant.
  • É agradável recusar algo que não é útil.
  • Fama e riqueza sem inteligência não são aquisição segura.
  • O ódio dos parentes é muito mais penoso que o dos estranhos.
  • Deve-se receber favores com a intenção de corresponder com outros maiores.
  • Pequenos favores prestados no segundo oportuno são os maiores para quem os recebe.
  • Nem por uma só pessoa é amado quem não ama ninguém.
  • Os que gostam de censurar não têm disposição natural pra amizade.
  • A verdade jaz num abismo.
  • As pessoas gostam de culpar a sorte pelo que lhes acontece.
  • Coçar-se e ter sexo produzem a mesma sensação.
  • Na época de Demócrito, a música era a arte mais recente, porque não visava a resolução de nenhuma necessidade. Todas as outras artes têm sua origem numa necessidade, então são desenvolvidas primeiro, porque só se dedica ao luxo quem não mais precisa de nada para sobreviver.
  • Os animais não precisam aprender nada, nós é que aprendemos deles o que é importante. A pessoa só ensina aos animais o que é desnecessário, supérfluo, como os treinadores de cão.
  • Levar uma vida irrefletida é morrer aos pouquinhos.
  • Não deseje saber tudo, para que não te tornes desconhecedor de tudo.
  • Para as pessoas os males nascem dos bens, caso não se saiba dirigir os bens com correção.
  • A divindade não é causa nem do inútil nem do ruim.
  • Um discurso nobre não encobre uma ação má, nem uma ação boa é ofuscada por uma calúnia.
  • A educação para infortunados é lugar de refúgio.
  • A existência de jovens sensatos mostra que sabedoria não iguala a passagem do tempo.
  • Deves, portanto, voltar o pensamento ao que é possível e satisfazer-te com o que está à mão, lembrando pouco dos que são invejados e admirados e sem ficar pensando neles, continuamente.
  • É insensato querer viver muito se essa é uma vida ruim.
  • Os desejos maiores fazem maiores as carências. Isso é retomado por Epicuro.
  • A vida sem festas é um longo caminho sem hospedaria.
  • É inevitável errar, mas não é fácil conseguir o perdão das pessoas.
  • É preciso a todo custo matar todos os seres vivos que, transgredindo a justiça, fazem mal a outrem. Implicando que posso praticar um mal contra alguém se isso for justo.
  • A lei não deveria proibir que o cidadão mate injustos.
  • Não vingar uma injustiça é participar dela.
  • A má fama do mau governante é justificada.
  • Quem teve sorte com o genro, encontrou um filho; quem não a teve, perdeu também uma filha.
  • O velho já foi jovem, mas não há certeza de que o jovem há de ficar velho. Pode muito bem morrer antes.
  • Pensamento é movimento.
  • Movimento implica ser e não-ser: se só o não-ser existisse, não haveria algo a ser movido, ao passo que, se só o ser existisse, não haveria espaço para mover.
  • O sistema de Demócrito foi o primeiro completamente científico.
  • Não há acaso, mas um conjunto de leis rigorosas, embora não racionais…
  • O sono é uma morte aparente.
  • Contenta-te com o mundo tal como é.
  • Um sistema filosófico precisa ser claro, mas pode, opcionalmente, carregar um grau de poesia.
  • Demócrito foi melancólico.
  • A crença de que a vida feliz vem do progresso científico aproxima Demócrito de Comte.
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19 Comentários »

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  18. tl;dr

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