Analecto

7 de fevereiro de 2015

O que eu aprendi lendo o “Fédon”.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , , — Yurinho @ 14:17

“Fédon” foi escrito por Platão. Abaixo, algumas coisas que aprendi lendo esse livro.

  1. O livro fala do discurso de Sócrates antes da morte.
  2. Após o julgamento de Sócrates, ele ficou preso por mais uns dias antes de finalmente tomar o veneno.
  3. Muita gente assistiu Sócrates morrer…
  4. Sócrates morreu feliz.
  5. Alguns dos presentes também estavam felizes, outros estavam tristes, mas a maioria não sabia o que sentir.
  6. Prazer e dor sucedem-se um ao outro.
  7. Se nossa vida pertence a Deus, não temos o direito de atentar contra nossa própria vida.
  8. É bom não aceitar a opinião dos outros tão facilmente.
  9. O filósofo se diferencia dos outros por se afastar dos cuidados com o corpo e se aproximar dos cuidados com a alma.
  10. Nossos sentidos são limitados então não podemos lhes dar completo crédito.
  11. A verdade é alcançável pelo pensamento, não pelo corpo.
  12. O corpo proporciona dor, a qual tolhe o pensamento.
  13. Beleza, justiça, bondade são coisas que não podem ser vistas ou ouvidas e só podem ser estudadas pelo pensamento.
  14. Revoltar-se na hora da morte é sinal capital de que a pessoa é demasiada apegada ao corpo.
  15. Existem pessoas que desistem de certos prazeres para se entregarem a outros.
  16. Os sentidos se aproximam da verdade, sem chegar lá.
  17. Esquecer é perder conhecimento.
  18. Somos corpo e pensamento.
  19. A filosofia ensina como se acautelar dos apetites corporais.
  20. Sócrates tinha plena fé em suas palavras: estava convencido de que a morte não lhe posaria nenhum mal.
  21. O ódio pelas palavras e o ódio pelo gênero humano vêm do mesmo lugar: da decepção.
  22. A maioria das pessoas é um meio-termo entre bom e mau.
  23. Os extremos são raros.
  24. Ao encontrar-se com argumentos opostos aos seus com muita frequência, a pessoa acaba se desiludindo do próprio pensamento e da própria palavra, o que pode fazê-la desesperar-se da verdade, se ela também sentir que não é possível chegar a nada 100% seguro.
  25. Procure a verdade para si mesmo e, se ela for mesmo boa, convencerá os outros.
  26. Mas convencer os outros a pensar como você não deve ser objetivo, mas sim consequência do pensmento.
  27. Anaxágoras dizia que a mente ou inteligência ordenava todas as coisas, mas, na hora de explicar as coisas do nosso mundo, nunca recorre à inteligência, mas à causas naturais.
  28. Estou sentado porque quero.
  29. Os naturalistas não admitem causas imateriais para coisas materiais, a não ser como “coringas”, como no caso de Anaxágoras.
  30. As famosas “navegações”: o primeiro itinerário consiste em procurar conhecer as coisas sensualmente e o segundo consiste em usar só o pensamento.
  31. O que faz as coisas belas serem belas é a presença de uma qualidade chamada “beleza”: para dizer por que algo é belo, devemos definir o que é essa beleza em si, em vez de dizer que é porque o objeto tem esta ou aquela aparência.
  32. Quando algo participa de uma ideia, não aceita seu contrário.
  33. Sócrates admitia o modelo esférico da Terra, embora achasse que ela estava no meio do universo.
  34. Não estamos na borda do planeta, já que a borda do planeta é a atmosfera.

7 Comentários »

  1. […] era tão somente vida passou a ganhar atributos mentais, psíquicos. Chegou-se a pensar que fosse imortal, conceito estranho à alma do Velho […]

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  2. […] depois da morte é um dogma de origem oriental e é mais velho do que muitos pensam. Com efeito, Platão, herdando dos pitagóricos, se refere a essa ideia como muito […]

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  3. […] estão esquecidas e devem ser lembradas. Porém, Platão ressalva que a alma as aprendeu no mundo espiritual, antes de encarnar, então elas nascem conosco na medida apenas em que “nascer” é unir […]

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  7. […] a Nicômaco. Ano passado, li Alcibíades I, Apologia de Sócrates, República, Elogio de Helena, Fédon, Fedro, Mênon, Metafísica, dois livros sobre os pré-socráticos, Banquete e Teeteto. É que […]

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