Analecto

24 de maio de 2015

Anotações sobre a ética a Nicômaco.

  1. Todas as ações visam um bem. De fato, quando você faz alguma coisa, você visa alguma vantagem para si próprio. Pode ser prazer, utilidade, justiça… mesmo que isso venha do prejuízo alheio. Porém, algumas coisas nós fazemos em vista de obter outra, que pode ser feita em vista de obter ainda outra. Porém, isso não se estende ao infinito. Estudar o bem, então, orientaria todas as nossas ações. A ciência que parece estudar o bem é a… política?
  2. O fim alcançado pelo estado é mais belo, por beneficiar aos súditos também. Mas a política não é ciência exata e a busca pelo bem da cidade é um estudo proximal.
  3. A política é ação, prática.
  4. Para o grego antigo, bem agir e bem viver coincidem com felicidade.
  5. Para Aristóteles, entender a política requer educação específica.
  6. Para a maioria das pessoas, vive bem e age bem quem procura e encontra o prazer. Para essas, felicidade é prazer.
  7. Os que levam vida política procuram felicidade na honra.
  8. É uma busca difícil, porque honra é algo que depende mais de quem reconhece o outro como honrado e não tanto de quem procura a honra.
  9. A vida virtuosa não necessariamente traz felicidade.
  10. O dinheiro é apenas útil e é perseguido em nome de um fim maior.
  11. Aristóteles é mais amigo da verdade que de Platão.
  12. Há várias ciências que tratam do bem.
  13. Os bens particulares não diferem muito do bem em si.
  14. Se não houvessem bens particulares, não haveria sentido em conceber o bem em si, já que ele não poderia explicar nada.
  15. As ciências tratam do bem no sentido de alcançá-lo. Mas não procuram explicar o que ele é.
  16. Isso porque as ciências visam fins específicos. Que importa ao médico saber o que é a saúde? Basta para ele que os que estejam sob seus cuidados estejam bem.
  17. O bem de cada ciência é o fim que ela visa. Esse é um bem particular, não a ideia platônica de bem.
  18. O bem é aquilo que procuramos sem ser em vista de outra coisa. Por isso dizem que o dinheiro não traz felicidade. O dinheiro é usado para obter outra coisa que talvez lhe traga felicidade. Dinheiro é um meio e não um fim, então não é nele que está a felicidade.
  19. Aristóteles começa suas reflexões usando opiniões correntes porque, se uma das opiniões se mostrar verdadeira, ajudará bastante.
  20. É mais fácil achar a felicidade na virtude.
  21. Quem quer alcançar a felicidade pela virtude precisa praticá-la.
  22. A felicidade é um estado da alma alcançado por aqueles que se aproximam daquilo que amam. Só quem ama a virtude consegue ser feliz a praticando. Quem ama outras coisas deve se dirigir a essas coisas para obter felicidade. Por isso quem ama a riqueza procura o dinheiro. Não é que o dinheiro seja o que lhe faz feliz, mas a riqueza, o excesso, segurança social… Essas são as coisas que trazem felicidade, mas que são alcançáveis pelo dinheiro. Assim, o que amamos é aquilo que nos traz felicidade, mas para chegar àquilo que amamos usamos meios. A felicidade é talvez o único bem desejável por si mesmo. Tudo é feito em vista dela.
  23. Como pode ser feliz mais facilmente aquele que dispõe dos meios, há quem diga que obter felicidade também é questão de sorte. Afinal, se a vida te tira os filhos, se você é feio, se seus amigos são falsos e você ainda por cima é pobre, talvez tenha mais razões para se queixar da vida do que bendizê-la.
  24. Para Aristóteles, a virtude é ensinável. Então, se alguém pretende alcançar a felicidade pela virtude e a aprende a amar pelo seu estudo, pode se dizer que é possível obter, indiretamente, a felicidade pelo estudo.
  25. Uma felicidade obtida com o próprio esforço é melhor que uma felicidade obtida com sorte.
  26. Só seres humanos adultos podem ser felizes.
  27. Se felicidade é um tipo de atividade, ninguém é feliz enquanto de morto. Óbvio.
  28. Porém, existem os que sustentam que não existe felicidade, mas “momentos felizes”, no sentido de que a felicidade não tem caráter estável porque a própria pessoa não o é.
  29. Mas a felicidade obtida pela virtude é estável, porque ações virtuosas tem resultados de longa duração.
  30. A pessoa feliz não é imune ao azar, mas a forma como ela lida com o azar faz sua felicidade permanecer ou não. Além disso, pequenos acontecimentos ruins não atrapalham a felicidade. Então não é necessário ter uma vida perfeita para ser feliz.
  31. A virtude permite lidar melhor com infortúnios.
  32. Se felicidade é ação, então a pessoa virtuosa não ficará infeliz na medida em que não pratica o mal.
  33. A felicidade do virtuoso é estável porque não serão pequenos acidentes que o deixarão infeliz. E, se grandes acidentes acontecem, ele se recupera rapidamente.
  34. A felicidade pessoal também depende da felicidade dos amigos e dos parentes. Os infortúnios deles nos afetam.
  35. A virtude se ensina pelo hábito.
  36. Todas as virtudes, tal como as artes, são adquiridas pela prática. “Se aprende fazendo”. Isso, Aristóteles inventou essa expressão. Ele também inventou “uma andorinha só não faz verão.”
  37. Para Aristóteles, o papel do legislador é incutir na população bons costumes. Assim, todas as leis supostamente boas são aquelas que reflectem a visão do legislador sobre o que é bom e o que é ruim. Uma constituição dessas força as pessoas a praticar atos bons e, se a virtude é ensinada com o hábito, tem como função melhorar a população como um todo.
  38. A forma como alguém age em determinada circunstância o faz bom ou mal em algo. Dois caras tocam a lira (circunstância igual), um toca bem e o outro mal (ações). O que tocou bem é um bom tocador de lira. Da mesma forma, aquele que melhor se comporta numa situação que instiga ira é tido por calmo…
  39. A boa ação frente a algo é uma ação comedida, equilibrada. Se você foge de tudo, é um covarde, mas se não foge de nada é um imprudente. Exercício demais causa lesões e desgaste, exercício de menos causa fraqueza e indisciplina. “Virtude está no justo meio.” É, ele inventou isso também…
  40. Aristóteles era comportamental ao dizer que pela educação podemos tirar prazer de coisas que deveriam nos ser prazeres e de sentir dor com coisas que deveriam causá-la. Se formos instigados a sentir prazer praticando ações boas, as procuraremos pelo prazer que causam. Assim, prazer e dor são bússolas que guiam a educação da virtude.
  41. Coisas nobres e vantajosas também se apresentam como agradáveis, prazerosas, enquanto que coisas vis e prejudiciais se apresentam como dolorosas.
  42. Não é possível ser bom sem prática.
  43. A teoria de que a virtude não é ensinável torna os filósofos adeptos conformados. De que adianta saber que o homem virtuoso deve agir desta ou daquela forma se eu já me identifiquei como não virtuoso? O comportamento desses adeptos jamais pode mudar se necessário porque esses adeptos já vêem esse esforço como inútil.
  44. Platão deixou a definição de virtude em aberto, mas diz que ela é fruto de uma feliz opinião que vem de algum lugar. Mas Aristóteles diz que a virtude é uma de três coisas. Ou ela é disposição de caráter, faculdade mental ou paixão.
  45. Virtudes têm a ver com escolhas, segundo Aristóteles.
  46. A virtude é disposição de caráter. No sentido aristotélico, “disposições de caráter” não são inatas.
  47. A virtude humana é aquilo que nos torna bons ou que nos permite fazer bem nossa função.
  48. A virtude visa o meio-termo. Excesso e falta destroem o objeto. Nem o entregar-se completamente a algo nem a abstinência de algo fazem a felicidade de alguém.
  49. Porém, isso é numa situação em que a pessoa pode dar-se ao excesso, dar-se à falta ou escolher o meio-termo. Não existiria a “virtude de não fumar cigarro” porque não existe meio-termo saudável nessa prática. Ou você é saudável por não fumar ou é doente por fumar.
  50. Virtude não é o fim das emoções, mas a sua condução correta. Sentir-se deste ou daquele modo, com esta ou aquela pessoa, da forma comedida… É bem fácil fazer relação entre a prática e a aquisição desse tipo de virtude.
  51. Isso não é válido somente para as emoções. Virtudes referem-se também à ações. Virtuosa é a ação comedida numa situação onde excesso e carência constituem erros.
  52. Mas isso significa que ser virtuoso é difícil! O mal é ilimitado e o bem limitado, segundo os pitagóricos. Acerto é um só, mas existem vários jeitos de errar a medida.
  53. Virtude aristotélica numa meia-concha: disposição de caráter relativa a escolha e que consiste na medida correta, que deve ser avaliada segundo cada caso e requer sabedoria prática.
  54. As proposições gerais precisam estar em harmonia com casos particulares. Do contrário, a teoria se desligaria da prática, o que é inaceitável numa discussão sobre ética.
  55. As pessoas que manifestam vícios julgam que os virtuosos são viciosos. Aquele que peca por excesso de pudor, considera o modesto um despudorado. Da mesma forma, o despudorado considera o modesto alguém com excesso de pudor. Por ser difícil achar a medida certa de cada ação ou paixão, podemos nós mesmos ser viciosos e nos julgarmos virtuosos, ao passo que emitimos um julgamento errado sobre o próximo.
  56. A virtude é o meio-termo entre dois vícios, um por carência e o outro por excesso.
  57. Para achar a medida certa ou se aproximar dela, devemos ir na direção do extremo que parece ser o menos danoso.
  58. É menos digno de censura aquele que peca sem querer. Se ele errou por excesso ou por falta, mas porque é ignorante, por exemplo, ele é digno não de pena, mas de instrução. Mas… como saber quando alguém fez algo sem querer?
  59. Não é voluntária a ação cometida por ignorância ou por compulsão. Compulsão é, no dizer aristotélico, “aquilo cuja causa motora se encontra fora de nós”. Isto é, quando nossa ação ocorre em função da ação de uma causa externa. É essa que está agindo. Se a ação causa dor e nós não queremos praticá-la, mas não temos escolhas porque somos influenciados por forças maiores, é involuntária.
  60. Algumas ações voluntárias podem ser involuntárias dependendo do ponto de vista. É algo que depende de cada caso.
  61. Ações feitas por ignorância merecem perdão.
  62. Ação voluntária é aquela praticada pelo indivíduo, de sua vontade e não coagido por força maior, que está completamente ciente do que está fazendo.
  63. Não podemos culpar nossas emoções por algo que praticamos.
  64. Desejo e escolha são coisas diferentes. É possível desejar o que quer que seja, mas só podemos escolher coisas que são possíveis para nós. Posso desejar ser imortal neste instante, mas não é isso possível. Posso desejar digitar este texto e isto é possível, então eu posso escolher fazê-lo. A escolha é um meio de alcançar o que se deseja.
  65. As escolhas não podem se basear em opiniões, mas em juízos sólidos de bom ou mau. Decisões com base em opiniões não são escolhas, porque o valor de cada opção é ignorado. É como agir por impulso, não se pode chamar isso de “escolha”.
  66. Só que o juízo de bom ou mau varia de pessoa para pessoa. Além do mais, só sabemos se nossa escolha foi ou não uma boa escolha depois de tê-la feito…
  67. Mas pode-se dizer que escolha é a decisão com base em princípios racionais do pensamento entre duas ou mais opções.
  68. Deliberações são feitas sobre coisas que estão ao nosso alcance e que podem ser realizadas. Deliberações sobre o impossível ou sobre coisas sobre as quais não podemos agir são loucas.
  69. Não é possível deliberar sobre nossas funções também. Thomas escreveu que um cientista, durante suas pesquisas, não deveria parar para se perguntar se aquilo é o que ele deveria estar fazendo. Enquanto o cientista exerce seu ofício, ele não pode pensar se deveria o estar exercendo. Da mesma forma, o legislador, enquanto legisla, não deve se perguntar se deveria estar legislando. Essas são coisas que se faz em outra hora.
  70. Porém, durante o exercício da função, na qual os fins não são questionados, os melhores meios para alcançar o fim ainda são motivo de deliberação.
  71. Dá pra deliberar sobre nossos fins quando todos os meios de chegar a ele falham. Aí se pode questionar se o que estamos tentando fazer é ou não possível. Afinal, sem meios, o trabalho é suspenso e ficamos ociosos.
  72. Não se delibera sobre o que parece óbvio.
  73. Em geral, queremos o bem. Mas cada pessoa, em particular, julga bom aquilo que lhe parece bom. Podemos chamar de boa aquela pessoa que consegue mais se aproximar do bem verdadeiro entre os aparentes em suas escolhas.
  74. Muitas condições ruins que nos levam a agir malignamente poderiam ser evitadas. Por vezes, nós estragamos nosso corpo por não cuidar dele e, quando vemos o que fizemos, não podemos mais voltar atrás. Estava em nosso poder evitar a decadência do corpo, mas, depois de destruído, não está em nosso poder recuperá-lo. Quando estamos bêbados, talvez façamos um crime. Embora cometer o crime não fosse diretamente nossa culpa, pois que estávamos bêbados, é culpa nossa estarmos bêbados em primeiro lugar, logo o crime é indiretamente nossa culpa. Se praticamos a injustiça várias vezes, nos tornamos injustos e, depois de termos o feito, é difícil tornar-se justo. Mas é culpa nossa termos nos tornado injustos se, voluntariamente, praticamos várias ações injustas no passado, quando ainda podíamos resistir a elas.
  75. O medo é a antecipação de algo ruim.
  76. Existem coisas que devemos temer.
  77. Existem coisas que só se devem temer em certas situações.
  78. Existem coisas que não devem ser temidas mais que o necessário.
  79. Existem coisas que não devemos temer.
  80. Alguns “corajosos” são movidos por medo de penas ou medo da vergonha. Parecem corajosos ao enfrentar o perigo, mas é porque sentem que há um perigo maior e mais mesquinho se não o fizerem. Não fazem porque é nobre, mas porque temem a censura pessoal.
  81. A coragem é aquela que não vem da coação.
  82. A paixão (emoção) auxilia a coragem.
  83. Otimismo não é coragem, por se basear numa opinião. O bravo está ciente do perigo, mas o otimista supõe que não haja perigo ou que este seja irrisório.
  84. A coragem em mais evidente quando mais próxima do vício do medo. Ela fica entre a covardia e o excesso de confiança, mas é mais fácil reconhecer o corajoso em situações que inspiram medo e não nas que normalmente inspiram excesso de confiança.
  85. É mais fácil se abster do que é bom do que suportar o que é doloroso. É por isso que é difícil quebrar certos vícios. Seria mais difícil se viciar em álcool se não houvesse uma dor que leva o indivíduo a beber em excesso e que desaparece com a embriaguez. Bebem não porque é prazeroso beber, mas porque a dor que os levou a beber se impõe se não o fizerem.
  86. A intemperança não se relaciona a qualquer tipo de prazer, mas apenas aos prazeres do tato, pois são os prazeres que os outros animais também sentem ou sentem com mais intensidade. Ou seja, a intemperança tem a ver com prazeres animalescos, como o prazer da comida e o do sexo.
  87. Intemperança é “mais voluntária” que a covardia.
  88. “Riqueza” é qualquer coisa que se mede pelo dinheiro.
  89. O pródigo se arruína porque não julga seus bens com a devida medida, gastando em excesso e dando em excesso.
  90. Liberalidade é doar na medida certa. Fica entre a prodigalidade e a avareza. Se você tem menos e dá menos, é mais liberal que aquele que tem mais, mas dá a mesma quantidade.
  91. Ninguém pode ser rico sem esforço. Mesmo o que nasceu rico, se não se esforçar em manter a riqueza, ficará pobre. Aquele que nasceu pobre, se não se esforçar em crescer na vida, permanecerá pobre.
  92. O pródigo ainda é mais útil que o avaro.
  93. Para Aristóteles, a avareza não parece ter cura.
  94. Para Aristóteles, a cobiça é um tipo de avareza.
  95. Parece que todas as virtudes visam a honra.
  96. A magnanimidade é a “coroa das virtudes”: ressalta as virtudes que já temos e não existe sem um conjunto de outras virtudes.
  97. Magnanimidade não é arrogância. É ter para si o devido valor como pessoa. O arrogante se acha mais do que na verdade é. Enquanto que o tímido se acha menos do que é.
  98. Aqueles que pecam pelo excesso de raiva, contra-atacam imediatamente, de forma que sua raiva não permanece por muito tempo.
  99. É possível também pecar por desejo de agradar. Isto é, fazer tudo para agradar, sem jamais censurar quando se deve. É possível também pecar por grosseria, censurando tudo e todos.
  100. Falsa modéstia difere da modéstia. Enquanto a modéstia é recusar um elogio que vem, a falsa modéstia é negar as capacidades que possui. Sócrates era falsamente modesto, porque fingia ignorância.
  101. Há meio-termo também nas piadas.
  102. Não se deve louvar aqueles que sentem vergonha de seus atos, porque só sentem vergonha se voluntariamente praticam algo censurável. Como a vergonha acompanha más ações, aquele que a sente fez algo ruim, então não se deve louvá-lo por isso.
  103. Discussão sobre a justiça.
  104. É possível conhecer algo pelo estudo de seu oposto. Quando estudamos hábitos saudáveis, logo descobrimos que hábitos não são saudáveis, apesar de não tê-los como objeto de estudo inicial.
  105. O justo é honesto e obediente às leis.
  106. A justiça é escritora. Ela prescreve ações virtuosas na forma de leis. Como dito, a população torna-se melhor e mais virtuosa pela prática e nada melhor para fomentar uma prática do que uma pena para os que não praticam.
  107. A justiça é a virtude completa, na qual estão compreendidas todas as virtudes. É a única que pode se estender ao próximo.
  108. O injusto lucra com atos vis.
  109. O trabalho do juiz é, pela pena, igualar perdas e ganhos entre ofensor e ofendido. O ofendido recebeu um dano do ofensor então ou o ofensor restitui o que tirou do ofendido ou recebe um dano proporcional. Platão diz que esse é um modo de curar a alma.
  110. Os pitagóricos definiam justiça como reciprocidade.
  111. A justiça deve levar em conta vários fatores para determinar perdas e ganhos. Não se pode, por exemplo, desferir um dano de natureza igual sobre alguém que causou esse dano sem querer. Coisas como coação, posição social e outras coisas entram no juízo.
  112. O dinheiro foi feito para facilitar a transação de objetos e de serviços. Se as coisas fossem recíprocas, o escambo seria muito confuso. O arquiteto que quisesse um sapato teria que oferecer uma casa ao sapateiro, já que estariam trocando seu serviço pelo serviço do outro. Atribuir um valor de troca para cada um permite saber quantos pares de sapato vale uma casa, por exemplo, tornando a troca mais fácil. Mas isso faz do dinheiro um mediador. O arquiteto então compraria o sapato do sapateiro pelo valor do sapato e não com seu serviço.
  113. O que torna o dinheiro valioso somos nós. Ele é uma convenção.
  114. O que faz os preços aumentarem ou diminuírem é a procura.
  115. O valor do dinheiro é inconstante, mas mais estável que o valor dos próprios objetos.
  116. Existem ações injustas e pessoas injustas. Roubar uma vez não te torna ladrão. Então, embora, ações injustas sejam injustas sempre, a pessoa que comete um ato injusto não necessariamente é injusta.
  117. Quando um governante passa a arrogar para si aquilo que ele não merece e, por isso, começa a agir injustamente, ele acaba se tornando um tirano.
  118. Existem leis naturais e existem leis humanas. As humanas são mutáveis, enquanto as naturais não mudam.
  119. O que torna o praticante de uma ação injusta uma pessoa injusta é a voluntariedade. Se a pessoa fez, de boa vontade, um ato injusto, ciente de sua injustiça, ela é injusta, por que fez, de propósito, o que sabia ser errado.
  120. Quando injusto acontece, mas vem de uma fonte externa, temos um infortúnio. Se algo injusto acontece e somos a causa disso, mas por ignorância, temos um engano. Se algo injusto acontece, sabemos que é injusto, mas não fizemos de propósito, temos um ato injusto que não torna o praticante uma pessoa injusta. Se algo injusto acontece, sabemos que é injusto, nós somos a causa e fizemos de propósito, temos um ato injusto que nos caracteriza como injustos.
  121. Pode alguém aceitar ser vítima de uma injustiça e sê-la voluntariamente?
  122. Não é possível sofrer injustiça voluntariamente, isto é, se colocar na posição paciente enquanto alguém pratica um dano contra você.
  123. É possível ser injusto consigo próprio. Por exemplo, os modestos recusam elogios que lhe são próprios.
  124. Para Aristóteles, a justiça é algo humano. Só nós poderíamos ser justos, então. Não que ser justo seja fácil.
  125. Existem coisas que são impassíveis de ser explicadas universalmente.
  126. Quando exceções à regra são descobertas, o indivíduo pode permitir-se ajustar a regra.
  127. Leis devem ser universais. Se a universalidade de uma lei é contestada, ela precisa de ajustes.
  128. Existem três guias da ação: sensação, razão e desejo.
  129. A origem da ação é a escolha, motivada pelo desejo e feita pela razão.
  130. Existem cinco manifestações da verdade: arte, ciência, sabedoria prática, filosofia e razão intuitiva. Vale lembrar que “arte” não é a arte estética, mas a técnica.
  131. Aristóteles já distinguia indução da dedução (silogismo). Indução tenta chegar ao universal pelos particulares. Dedução tenta chegar aos particulares pelo universal.
  132. Segundo Aristóteles, os pressupostos usados no silogismo vêm da indução.
  133. Os primeiros princípios são apreendidos primeiro pela razão intuitiva.
  134. A sabedoria é o conhecimento mais perfeito.
  135. Se o gênero humano não é a melhor coisa do mundo, qualquer ciência que trate das pessoas não é a melhor que existe.
  136. Sabedoria geral e sabedoria prática não necessariamente coincidem.
  137. A sabedoria filosófica trata das coisas mais gerais, enquanto que a sabedoria prática trata das coisas particulares. Uma trata daquilo que é certo, a outra do que é vantajoso.
  138. A sabedoria filosófica é conhecimento científico combinado com razão intuitiva.
  139. A razão do filósofo não ser visto como alguém lá muito útil é simples. Ele não busca o conhecimento dos seres humanos para os seres humanos se não acidentalmente, porque está preocupado com o conhecimento das coisas maiores. A exemplo disso temos os filósofos físicos. Que o mundo veio da água ou do ar é muito bonito e interessante, mas que diferença faz?
  140. A sabedoria prática é preferível à sabedoria filosófica, porque auxilia na resolução dos problemas mais iminentes. Não tem muito juízo quem se preocupa com coisas mais elevadas sem ter resolvido questões como alimentação, pagamento e abrigo antes. Bem que meu pai disse pra eu cursar filosofia só quando eu já estivesse estável, como forma de enriquecimento pessoal.
  141. A sabedoria prática não versa apenas sobre os universais. Por se desenrolar na prática, ela trata muito mais sobre particulares. O conhecimento dos particulares vem da experiência, a qual os jovens não tem, porque são novos ainda. Então, Aristóteles não acredita que exista um jovem com sabedoria prática ou que esse tipo de jovem seja comum. Julgando pelo que sei do contexto grego, a sabedoria prática só poderia vir depois dos trinta anos.
  142. A deliberação boa não necessariamente produz o bem, porque se pode deliberar como obter um fim que é mau. É o que fazem os criminosos. Da mesma forma, é possível obter uma resposta certa por um raciocínio errado, então a má deliberação pode produzir o bem.
  143. Existe uma idade para cada faculdade. A razão intuitiva vem em determinada idade, a inteligência em outra e por aí vai. Alguns as desenvolvem mais cedo, de forma que elas lhe parecem inatas.
  144. Só pessoas boas podem obter sabedoria prática.
  145. A razão parece transformar predisposições à coragem, temperança e outras em virtudes de fato.
  146. As virtudes envolvem sabedoria prática.
  147. O exercício da sabedoria prática leva a pessoa a colecionar todas as virtudes.
  148. Existem três tipos de moral que devem ser evitadas: vício, incontinência e rudeza.
  149. O contrário do vício é a virtude e o da incontinência é a continência. Mas não há oposto à rudeza entre os seres humanos, só entre os deuses. Pelo menos, homens brutos são raros, segundo Aristóteles.
  150. Para Aristóteles, a pessoa dotada de sabedoria prática não poderia praticar atos vis na medida em que sabe que o são. Porém ele diz que convicções frágeis cedem sob apetites sensuais. A tentação de fazer o que é errado é muito maior quando não sabemos com certeza se nosso desejo é errado.
  151. Continência (refrear desejos presentes) não é o mesmo que temperança (não desejar o que é ruim).
  152. O conhecimento não necessariamente impede alguém de praticar o que é errado: podemos saber que é errado agredir alguém e ainda o fazer durante um acesso de ira. Nossa razão pode ser suspensa pela emoção.
  153. Além do mais, é possível que um bêbado recite Empédocles. Ele poderia ter conhecimento do que faz, mas, estando embriagado, ainda faria coisas erradas, porque seu julgamento está tolhido.
  154. Pode haver excesso mesmo nas coisas boas. O cuidado com a família, por exemplo, também pode ser demais. Excesso é identificado como prejuízo causado pela superabundância de algo. É “excessivo” aquilo que está em grau alto a ponto de causar prejuízo.
  155. Porém, se praticamos o excesso de algo bom, somos incontinentes em relação àquilo e não incontinentes em sentido absoluto.
  156. Não se aplica o nome “incontinente” à pessoas que sofrem de algum mal congênito ou que estão sob condições mórbidas, porque o controle estaria completamente além de suas forças. A continência e a incontinência são genuinamente humanas e se referem a coisas que humanos podem suportar. Engraçado que, segundo essa definição, a pessoa com esfíncter urinário de nascença fraco e que nunca aprendeu a parar de molhar as calças não poderia ser chamada “incontinente”.
  157. A incontinência em relação à cólera é menos vergonhosa porque a cólera só se mostra quando nos reconhecemos como ofendidos. A incontinência em relação aos apetites é mais vergonhosa porque ela é espontânea. A cólera só acontece por um motivo externo, mas você não precisa de um motivo externo para querer comer um pudim fora de hora, não precisa nem mesmo estar com fome, bastaria lembrar de que é bom e o desejo viria. Não é possível sentir raiva por conta própria, ela é fruto de um raciocínio, mesmo que breve.
  158. Além disso, a raiva é algo que acomete a todos, enquanto que o desejo por coisas como glória, fama, tipos específicos de comida não acomete a todos. Por isso, podemos entender e talvez até perdoar acessos de fúria. Mas desejos mais particulares são mais difíceis de perdoar, por nem sempre os entendermos, por sua vez porque nem todos os experimentam.
  159. A cólera é mais justificável por tentar sanar uma dor. Os outros excessos não visam sanar dor alguma, mas apenas obter mais prazer. Isso não quer dizer que a cólera seja boa, mas que os excessos de raiva são mais justos e até mais produtivos que a gula, por exemplo.
  160. A razão também é fonte de maldade.
  161. É necessário se arrepender para mudar. Não é possível mudar alguém que não reconhece o problema.
  162. O intemperante é o que não resiste às pulsões que a maioria resiste, enquanto que o incontinente cede à pulsões que a maioria não resistiria. O incontinente tem desejo ou tem desejo forte, mas não é capaz de dominar-se. O intemperante é pior, porque tem vontade fraca, então imagine se ele tivesse uma boa razão para ser ruim ou se ele estivesse sob um desejo que é humanamente extenuante, como no caso do incontinente. Ele seria capaz de um mal maior do que o incontinente, que faz algo errado por ter desejos verdadeiramente fortes.
  163. O intemperante é “incurável”, porque preferem ouvir o corpo e não a razão. O incontinente ouve a razão e sabe que o que está fazendo é errado, mas peca por falta de força de vontade.
  164. Mas só é incontinente aquele que cede ao que é vergonhoso. Não deve ser chamado incontinente quem diz a verdade, algo que é honroso, quando o melhor curso de ação é mentir.
  165. O intemperante prefere ouvir o corpo em lugar da razão, por isso faz o que faz. O incontinente sabe que deve ouvir a razão, mas não pode evitar transgredi-la.
  166. Para Aristóteles, o estudo filosófico da dor e dor prazer é incumbência do filósofo político.
  167. A contemplação é um prazer que não envolve apetite nem dor.
  168. O prazer não é processo, mas fim. Isso é retomado por Epicuro.
  169. Algo não é ruim só porque é buscado por tolos.
  170. Bondade não necessariamente traz felicidade.
  171. A amizade parece justificar a vida. Não vale a pena viver sem amigos.
  172. Os ricos e poderosos são os que mais precisam de amigos, porque gastar só consigo mesmo não é o bastante.
  173. Os ricos também precisam de amigos porque é mais difícil defender sozinho uma grande riqueza.
  174. O ser humano não é o único capaz de sentir amizade, porque pais a sentem naturalmente pelos filhos, algo observável também na natureza, entre animais comuns.
  175. A amizade é produtiva porque multiplica a capacidade de ação e de pensamento. Um grupo sempre consegue mais do que consegue um indivíduo.
  176. Amamos aquilo que nos parece bom. O bom em si difere do bom em particular e por vezes se entra em conflito com ele.
  177. Os amigos amam-se um ao outro. Não é possível ser amigo de algo inanimado porque não há amor recíproco.
  178. Amizade é benevolência recíproca entre pessoas que conhecem os sentimentos um do outro.
  179. Existem pessoas que amam a outra pela sua utilidade prática. Quando a pessoa cessa de ser útil, cessa o amor por ela.
  180. Existem pessoas que amam a outra pelo prazer que proporcionam. Mas esse amor também não necessariamente é durável.
  181. A amizade verdadeira requer que a pessoa queira bem também ao outro, de forma que esta difere das outras formas de amor por não apenas tomar utilidade, mas também oferecê-la, tal como prazer. Não há amizade se você recebe do outro sem se comprometer em dar algo em troca, que, nesse caso, é o aperfeiçoamento.
  182. Esse tipo de amizade continua enquanto as duas partes forem boas e a bondade é algo durável.
  183. A amizade verdadeira é rara como as próprias pessoas boas e requer tempo para se estabelecer. Esses são amigos no mais alto grau. As outras formas de amizade são inferiores.
  184. A distância interrompe as atividades da amizade, mas não necessariamente a mata.
  185. Procuramos amigos agradáveis, mas não necessariamente o amigo agradável é bom. Daí a amizade falsa.
  186. A amizade igualitária é experimentada entre iguais. Quando pai e filho se amam, o amor é diferente de um para o outro. A forma como o filho ama o pai, seu superior, não é a mesma forma como o pai ama o filho.
  187. Para Aristóteles, é impossível ser amigo de alguém muito superior ou inferior. É impossível, para ele, que um ser humano seja amigo de um deus. A amizade ocorre entre semelhantes.
  188. É possível se deleitar em amar sem ser amado de volta. É o caso das mães, que amam os seus filhos e gostam de vê-los prosperar, mesmo quando, ingratos, não lhe dão o devido respeito.
  189. A amizade é pautada no amor.
  190. O amor platônico como desejo daquilo que não se tem é criticável: amar alguém porque ela tem uma qualidade que reconhecemos como boa e que nós não temos é um tipo de interesse.
  191. Diferentes comunidades parecem ter diferentes tipos de amizade.
  192. Três tipos de governo: monarquia, aristocracia, a moda de Esparta. A monarquia é o melhor e a moda Espartana o pior, segundo Aristóteles.
  193. Três tipos de estados perversos: tirania, oligarquia, democracia. A tirania é o pior deles, a democracia é o melhor.
  194. Os tipos de governo podem ser encontrados na família. Os irmãos são democráticos entre si, mas submissos ao mando do pai, que forma uma aristocracia com a mãe.
  195. Num sistema de governo, a amizade é possível quando há justiça.
  196. É possível ser amigo de um escravo enquanto ele não está sendo mandado. Enquanto está exercendo sua função, o escravo deixa de ser humano e se torna ferramenta. A amizade prejudica o trabalho do escravo, por aproximá-lo de seu senhor e os gregos amavam um escravo obediente.
  197. Casais com filhos não se divorciam facilmente porque os filhos são um bem comum. Quanto mais coisas cada parte do casal tem em comum, mais difícil é se divorciar. Então a comunhão de bens não é opção, se você quer ser precavido.
  198. A amizade pautada na utilidade é a que comporta mais queixas.
  199. A amizade não é um comércio. Não se deve pensar que fazer amigos com vistas na multiplicação do seu quinhão, como no comércio, onde quem entra com mais recursos sai com ainda mais recursos.
  200. Quando não podemos saldar uma dívida com um amigo, é nobre que demos o nosso melhor em saldar o que pudermos. Como no caso do filho com o pai. Como retribuir um pai por ter dado ao filho a existência?
  201. A proporção preserva a amizade.
  202. Permitir que o consumidor escolha o preço da mercadoria evita queixas. Os sofistas procediam assim, porque reconheciam que seus ensinamentos não valiam muito mesmo. Isso acontece hoje também, principalmente na Internet.
  203. O comprador julga algo segundo o valor que ele pensa que aquela coisa tem, não seu valor depois de comprada. Por isso ocorrem devoluções, quando algo se mostra defeituoso, e queixas, quando o produto não faz aquilo que achamos que faria.
  204. Só é possível amar o que se afigura bom.
  205. Não é possível amar o que se afigura mau. Se for realmente mau, não se deve nem tentar.
  206. Quando nosso amigo se torna mau, não deveríamos romper com ele imediatamente, mas tentar trazê-lo à bondade novamente. Se isso não for possível, é justo abandoná-lo.
  207. Antigos amigos ainda podem ser tratados mais respeito que os desconhecidos.
  208. Quem não ama a si mesmo, julga não ter nada de amável em si. Se não tem nenhuma qualidade amável, é impossível ser amigo de alguém.
  209. O início da amizade da mais elevada espécie é a benevolência. Quando ela chega ao ponto de intimidade, pode se dizer que os dois ficaram amigos.
  210. O benévolo ama fazer bem aos outros, como se os outros fossem suas “obras”. Isso porque produzir algo dá a sensação de que nossa existência é justificada.
  211. Existem duas formas de amor a si mesmo: o amor que procura dar-se prazer e o amor que procurar se aperfeiçoar.
  212. Se a felicidade é atividade, mesmo o que se basta e sumamente feliz precisa de amigos aos quais fazer bem, para manter a felicidade. Se bem que isso sugere que ninguém é capaz de bastar a si mesmo…
  213. Para Aristóteles, viver é caracterizado por perceber ou pensar. O ser que não pensa e não percebe não está vivo. Implica que Aristóteles não confere vida às plantas, mas aos animais e deuses apenas (aos animais porque percebem e aos seres humanos e deuses porque percebem ou pensam).
  214. Perceber que estamos vivos é “perceber que percebemos” ou que pensamos.
  215. Amizade é condição de possibilidade da felicidade. Não é possível ser feliz sozinho.
  216. “Medida certa” não precisa ser algo fixo, mas algo que fique entre duas coisas fixas.
  217. Não devemos ter um grande número de amigos, porque isso prejudica a intimidade. Poucos amigos já é um nível bom.
  218. A educação dos jovens era feita com os “lemes” do prazer e da dor. Ensinar dessa forma é meio comportamental.
  219. O prazer é um bem em si mesmo.
  220. Prazeres que os são para pessoas ruins não são prazeres para pessoas boas. O prazer depende da pessoa.
  221. Prazer é atividade. Como não podemos nos dedicar continuamente, com a mesma intensidade, a uma atividade, não podemos estar sempre contentes.
  222. Parece que existem diferentes tipos de prazer que atraem de forma diferente diferentes tipos de pessoa.
  223. Gostar daquilo que fazes te torna produtivo naquilo.
  224. Quando tentamos prestar atenção em duas coisas, a que é mais prazerosa toma mais atenção.
  225. Se a felicidade não fosse atividade, bastaria estar deitado para ser feliz.
  226. Felicidade é fim em si mesma. Ninguém se pergunta “por que quero ser feliz?”
  227. Aristóteles pensava que a função da recreação e do divertimento era nos refrescar antes de voltarmos à labuta.
  228. A filosofia, para Aristóteles, é um “saber pelo saber.” Não precisa ter utilidade prática, saber que algo é ou não é de tal forma é o bastante. Aquilo que a filosofia pode até ser usado de forma prática, mas essa não é sua meta e não ocorre se não por acidente.
  229. A vida conforme a razão é a mais feliz. Isso é retomado pelos estóicos.
  230. Os atos virtuosos parecem depender de oportunidades para acontecer. Os atos contemplativos não dependem.
  231. Não é necessário ter muitos bens para ser feliz, só o bastante para ser capaz de se dedicar à contemplação.
  232. O filósofo é o mais feliz.
  233. O estado deveria se ocupar em fazer leis também para a educação. Parece que só Esparta fazia isso nos tempos de Aristóteles.
  234. É a prática que faz a profissão. O simples estudo dos livros não faz, por exemplo, o filósofo, mas o estudante de filosofia. Para ser filósofo, é necessário filosofar. Da mesma forma, não é o estudo que forma o médico, mas a sua prática. Estudar é útil, mas o que só estuda sem praticar não é mais que um estudante.
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15 Comentários »

  1. […] felicidade é o contentamento com sua situação. Porque isso varia, a felicidade de um pode não servir a […]

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    Pingback por Anotações sobre a crítica da razão prática. | Pedra, Papel e Tesoura. — 22 de janeiro de 2017 @ 20:35

  2. […] são meios. A felicidade não está neles, mas no que se obtém com esses tais, se é o que você quer. De fato, nossa sociedade usa esses meios para obter aquilo que o selvagem hipotético de Rousseau […]

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    Pingback por Anotações sobre os fundamentos da desigualdade entre os homens. | Pedra, Papel e Tesoura. — 5 de janeiro de 2017 @ 21:52

  3. […] O corpo bem disciplinado obedece. Se o corpo é fraco por carências, ele desobedece. Se o corpo é fraco por excessos, ele desobedece. É preciso ser moderado. […]

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    Pingback por Anotações sobre o Emílio. | Pedra, Papel e Tesoura. — 12 de dezembro de 2016 @ 21:07

  4. […] Descartes, sabedoria é qualquer virtude adquirida pelo conhecimento do bem. Quando o nosso conhecimento termina em uma boa prática. Se a […]

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  5. […] Virtude é praticar o bem. […]

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  6. […] é o comportamento digno de censura. Se consideramos que Aristóteles diz que virtude e vício são hábitos, virtude é o bom hábito e vício é o mau […]

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  7. […] estamos felizes, é como se tivéssemos tudo. Se estamos infelizes, fazemos de tudo para sermos […]

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  8. […] o mundo quer ser feliz e todos nos ordenamos segundo esse […]

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  9. […] para que fique claro que seu raciocínio faz sentido e seja claramente entendido. Mas a outra Ética não faz […]

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  11. […] religião. Se eu não tiver certeza de estar infringindo alguma lei, a decisão mais distante do excesso pode ser a mais segura. Devo aceitar o conselho dos mais sensatos, mas não o conselho que é dito, […]

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  12. […] existe vício que não seja oriundo de exagero ou […]

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    Pingback por A cidade do sol. | Pedra, Papel e Tesoura. — 24 de dezembro de 2015 @ 22:12

  13. […] Se os demônios são espirituais, como é que eles pecam, se podem apetecer coisas intelectuais, nas quais não há pecado (uma vez que pecado é excesso ou carência de um ato que poderia ser virtuoso, se devidamente dosado)? […]

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    Pingback por Suma contra os gentios. | Pedra, Papel e Tesoura. — 24 de novembro de 2015 @ 15:56

  14. […] ler filosofia. Neste ano, li Tranquilidade da Alma, Pensamentos para Mim Mesmo, Carta a Meneceu e a Ética a Nicômaco. Ano passado, li Alcibíades I, Apologia de Sócrates, República, Elogio de Helena, […]

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    Pingback por Carta trocada com um amigo. | Pedra, Papel e Tesoura. — 22 de junho de 2015 @ 09:54

  15. […] O que caracteriza o vício é o excesso. […]

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    Pingback por A tranquilidade da alma. | Pedra, Papel e Tesoura. — 30 de maio de 2015 @ 12:19


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