Analecto

22 de janeiro de 2017

A “Crítica da Razão Prática” de Kant.

Filed under: Livros — Tags:, , , — Yure @ 20:35

“Crítica da Razão Prática” foi escrita por Kant. Abaixo, algumas afirmações feitas no livro. Elas podem ou não coincidir com o que eu penso sobre o assunto.

  1. Se não existir liberdade, não há necessidade de leis.
  2. Quem tem conhecimento, quer partilhá-lo.
  3. Quem não quer partilhar conhecimento, pode muito bem não tê-lo.
  4. O conceito de liberdade é importante para empiristas.
  5. Não se deve inventar palavras novas se as velhas servem.
  6. Não é possível provar, pela razão, que a razão não existe.
  7. A matemática mostra que a matéria pode ser infinitamente dividida, mas empiricamente, isso não é possível.
  8. A diferença entre uma máxima e uma lei é que a máxima é um princípio prático que pode muito bem ser válido só pra mim, enquanto que leis têm pretensões universais.
  9. Uma regra prática é racional: visa um fim, delineia meios, visualiza efeitos.
  10. “Imperativo” é uma regra prática que visa um dever-ser.
  11. O imperativo é sempre objetivo.
  12. O imperativo hipotético é o que só vale enquanto eu tenho meios de obter o objetivo particular visado, mas imperativo categórico é o que continua valendo quer eu tenha ou não forças de chegar a um objetivo não-particular.
  13. O imperativo hipotético é admissível se eu quiser, mas o categórico me obriga.
  14. Os princípios práticos, máximas, visam a felicidade pessoal.
  15. Você é feliz se gosta da sua vida.
  16. Existem prazeres que são “delicados”, como os prazeres intelectuais.
  17. A obrigação do filósofo é ser consequente.
  18. Sempre fazemos algo a fim de fruir da felicidade, a melhor e mais intensa, a mais duradoura felicidade.
  19. A felicidade é o contentamento com sua situação.
  20. A felicidade baseia a relação entre objeto e desejo, mas o desejo pode se enganar quanto ao seu objeto.
  21. O amor-próprio não precisa ser lei.
  22. Eu não posso esperar que todos ajam exatamente como eu.
  23. A marca do imperativo categórico é sua universalidade.
  24. Não é possível que todas as pessoas queiram a mesma coisa da mesma forma.
  25. Uma vontade é livre quando só tem que prestar contas a si mesma.
  26. As leis da natureza, sua mecânica, são o oposto da liberdade.
  27. Sob o devido estímulo, uma pulsão pode ser resistida.
  28. Não é errado morrer pra fazer a coisa certa.
  29. Devemos sempre agir como se os outros fossem nos imitar.
  30. A vontade humana pode ser pura, mas não é santa.
  31. O que sustenta as leis é a autonomia da vontade.
  32. Se eu levo em conta a felicidade dos outros em minhas máximas, elas têm grau maior de universalidade.
  33. Se é sempre lícito fazer qualquer coisa mesmo às custas dos outros, desde que haja vantagem para quem faz, então as pessoas prejudicadas deveriam se conformar, mas isso é injusto.
  34. Prudência é ato de conservação de si.
  35. A máxima da prudência é conselho, mas leis são ordens.
  36. Eu não posso ordenar que o outro tenha aquilo que eu mesmo não tenho.
  37. A satisfação do desejo muitas vezes está fora do nosso alcance.
  38. É possível se sentir culpado por ter extraído benefício de uma ação imoral e desaprovar sua própria conduta.
  39. Um castigo injusto não é castigo, mas abuso.
  40. Se você assume que o crime é receber castigo, está afirmando que cometer delitos só é uma ação errada se você for pego.
  41. O criminoso que se atormenta com a culpa dos crimes cometidos é moralmente bom.
  42. Da mesma forma, o que comete atos virtuosos sem se sentir embaraçado ou envergonhado é também moralmente bom.
  43. Quando a minha vontade é determinada por motivos sensíveis, esse motivo é subjetivo.
  44. Causa e efeito são coisas diferentes.
  45. O empirismo argumenta que a causalidade, relação de causa e efeito, é um hábito mental.
  46. Isso não quer dizer que não seja possível qualquer tipo de verdade, só que as verdades de fenômeno podem encontrar exceções ou mudar.
  47. Os mais céticos são os intelectuais.
  48. A relação de causa e efeito não é absoluta.
  49. Fale palavras que significam alguma coisa quando raciocinar.
  50. Os objetos da razão pura prática são os efeitos da liberdade.
  51. A ambiguidade de um idioma prejudica a filosofia feita naquele idioma, mesmo quando traduzida.
  52. Há diferença entre ser e estar.
  53. É possível receber um bem doloroso.
  54. A inclinação de procurar o prazer e se afastar da dor não pode virar lei, porque cada um procura o prazer e foge da dor à sua maneira.
  55. Não se pode tomar como resolvido algo que ainda não foi debatido de forma conclusiva.
  56. Algumas pessoas falam do que não entendem ocultando sua ignorância atrás de palavras ambíguas.
  57. Não queira para os outros o que você não iria querer pra si.
  58. O empirismo frequentemente desconsidera a moral.
  59. Só é possível respeitar pessoas, não coisas.
  60. Não confunda respeito com admiração.
  61. O reconhecimento de superioridade é marcado por sincera reverência.
  62. É possível respeitar alguém e não demonstrar isso.
  63. Máximas e interesses são próprios de seres finitos.
  64. É possível fazer o bem sem leis.
  65. Há duas ações segundo a lei: obedecendo à letra (agindo conforme manda a lei) e obedecendo ao espírito por trás da letra (cumprindo o escopo da lei por outros meios que não os especificados pela letra da lei).
  66. Fazer a obrigação é exemplo a ser seguido.
  67. Se empregamos um humano como meio, devemos pensá-lo também como fim, nunca só como meio.
  68. O dever não tem nada a ver com o gozo da vida.
  69. Se você encontra um problema no seu raciocínio, admita-o.
  70. Não é possível conhecer a coisa em si, mas somente a coisa como me parece ser.
  71. O título de “filósofo” só pode ser usado por quem ama a sabedoria, mas a marca desse amor é o domínio de si mesmo e o interesse em dar seus conhecimentos ao público.
  72. Algo é lógico por identidade, algo é real por causalidade.
  73. Não há relação entre virtude e felicidade.
  74. Empregar a razão de forma errada é tão válido quanto não tê-la.
  75. Todos os interesses são práticos em última análise.
  76. A fé pode assentar-se na razão.
  77. Dever é diferente de temor e diferente de esperança.
  78. O respeito próprio se origina da consciência da própria liberdade.
  79. O que me dá relevância no universo é minha liberdade.
  80. Se for buscar um tesouro imaginário, pelo menos não ignore os tesouros reais.
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4 Comentários »

  1. […] possível fazer sentido e estar errado. Um argumento lógico que não descreva a realidade, mesmo que faça sentido e conclua […]

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    Pingback por Anotações sobre a crítica da razão pura. | Pedra, Papel e Tesoura. — 31 de janeiro de 2017 @ 10:58

  2. […] O debate dialético é conceitual. Não substitui a demonstração empírica. […]

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  4. […] e bem-estar da desonestidade (para uma reflexão sobre isso, veja minhas anotações sobre a Crítica da Razão Prática). Para essas pessoas, virtude é ser desonesto. Então, virtude, ao menos como […]

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