Analecto

31 de janeiro de 2017

“Crítica da Razão Pura”, de Kant.

Filed under: Livros — Tags:, , , — Yure @ 10:58

“Crítica da Razão Pura” foi escrita por Imanuel Kant. Abaixo, alguns pensamentos (parafraseados) encontrados nesse texto.

  1. Todos os conhecimentos dependem da experiência em maior ou menor grau.
  2. Mas muitos conhecimentos são mais que simples experiência.
  3. O conhecimento “a priori” é lógico, não precisa ser provado experimentalmente (todos os corpos têm peso, eu não preciso tocar todos), mas o conhecimento que não é a priori é experimental, precisa ser provado (este corpo é pesado, só posso dizer se é pesado ou não depois de tocá-lo).
  4. Até Kant, a metafísica tentava conhecer certos aspectos da realidade sem se preocupar em saber se realmente dá para conhecer essas coisas pela razão (Deus, por exemplo).
  5. Por se afastarem demais da experiência, os metafísicos não têm credibilidade.
  6. Se a metafísica não é experimental, não pode ser provada errada.
  7. Muito do conhecimento metafísico, portanto, é ficção.
  8. O juízo analítico divide um dado, enquanto que o juízo sintético junta dados.
  9. O juízo empírico é sempre sintético.
  10. Existem questões que não dá pra responder com a razão.
  11. Metafísica nunca deixará de ser feita.
  12. Quando a pessoa se encontra entre várias afirmações igualmente prováveis, fica tentada a assumir que nenhuma está certa e que a questão é insolúvel.
  13. Metafísica é problemática.
  14. O que torna a metafísica desacreditada são suas contradições.
  15. Kant não quer destruir a metafísica, só reformá-la.
  16. É preciso uma ciência que diga o que é possível conhecer e o que não é possível conhecer.
  17. A ciência “transcendental” é aquela que estuda nossos métodos de conhecimento (que tem a razão por seu objeto).
  18. Os objetos da nossa razão nos são dados pela sensibilidade, mas só formamos ideias desses objetos pelo entendimento.
  19. “Estética transcendental” é o estudo dos princípios da sensibilidade, enquanto “lógica transcendental” é o estudo dos princípios do pensamento.
  20. Não é possível pensar sem “espaço” e “tempo”.
  21. Só há um espaço.
  22. Um ser não é definido por seus acidentes.
  23. Também não é possível pensar sem tempo.
  24. Só há um tempo (um eterno “agora”) e um espaço (o infinito “aqui”), que precisam ser divididos em “antes”, “depois”, “aqui”, “ali”, para que nossa mente possa compreender os fenômenos, o que implica que espaço e tempo, como medidas, só existem em nossa mente.
  25. Tempo e espaço existem em nós, são órgãos da cognição.
  26. O estudo do espaço e do tempo cabem à estética transcendental.
  27. Uma “coisa em si” é algo que não parece diferente para sentidos em condições diferentes.
  28. Um juízo empírico não pode ser universalizado absolutamente.
  29. Todo o conhecimento relacionado a um sentido é fenômeno.
  30. Existem duas fontes de conhecimento: intuições e conceitos.
  31. A intuição é sensível, o entendimento é a interpretação do sensível a fim de formar conceito (ideia).
  32. Existem regras comuns a todas as ciências, mas cada ciência tem também regras particulares.
  33. Se a ideia que eu faço da realidade corresponde à realidade, então minha ideia é “verdade”.
  34. É possível fazer sentido e estar errado.
  35. A forma do raciocínio pode estar certa e a conclusão pode ser lógica, mas o conteúdo pode estar errado.
  36. À decomposição do conhecimento a priori se dá o nome de “analítica transcendental”.
  37. Ela trabalha com aquilo que dispensa prova empírica.
  38. O entendimento trabalha com conceitos, abstraídos das sensações, e não com as próprias sensações presentes.
  39. “Síntese” é juntar o conhecimento de múltiplos objetos em um conhecimento único.
  40. Se o conhecimento é do fenômeno, não é a priori.
  41. Imaginação é representar um objeto intuitivamente sem a presença desse objeto.
  42. Sendo a intuição sensível, a imaginação depende dos sentidos.
  43. Não é possível imaginar o tempo puro.
  44. Não podemos conhecer a nós mesmos completamente, mas somente enquanto fenômeno.
  45. Não existe escola que ensine bom-senso.
  46. O bom-senso é a aplicação correta do conhecimento.
  47. É real o que existe em determinado tempo.
  48. Um raciocínio que se contradiz é falso.
  49. Um conhecimento é objetivo se ele se refere a alguma coisa.
  50. “Percepção” é sensação consciente.
  51. Antecipação” é determinar sem provas algo que vai acontecer, somente pela sucessão lógica.
  52. É possível dividir tempo e espaço infinitamente.
  53. Algumas ideias metafísicas estão tão arraigadas em nosso intelecto, que são usadas como se fossem provadas empiricamente.
  54. “Empirismo” é conhecer um objeto pelas percepções que tenho dele.
  55. Sucessão, permanência e simultaneidade são as três leis que determinam o conhecimento de algo segundo critério temporal.
  56. Nada se cria, nada se destrói, tudo se transforma.
  57. Não é possível conhecer as coisas em si, somente seus fenômenos.
  58. A aparição de um efeito não necessariamente marca a extinção da causa.
  59. Se algo atende às condições formais de execução, é possível.
  60. Se algo atende às condições materiais de execução, é real.
  61. Não somos capazes de sentir campos magnéticos porque não temos um sentido pra isso.
  62. Tudo o que é real é possível, mas nem tudo o que é possível é real.
  63. Um “postulado” é uma afirmação conclusiva sem provas e sem demonstração.
  64. Mesmo quando você “acha” é preciso dizer por que você “acha” aquilo.
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1 Comentário »

  1. […] razão não pode conhecer […]

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    Pingback por Anotações sobre “Assim Falou Zaratustra”. | Analecto — 27 de dezembro de 2017 @ 21:58


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