Analecto

6 de outubro de 2017

Anotações sobre “Positive Memories”.

“Positive Memories: cases of positive memories of erotic and platonic relationships and contacts of children with adults, as seen from the perspective of the former minor” foi escrito por Rivas. Abaixo, algumas anotações que eu fiz sobre esse texto.

  1. “Ipce” é um fórum de estudiosos, doutores ou não, interessados em compreender relações, especialmente sexuais, entre adultos e crianças ou adolescentes.

  2. O autor contatou o Ipce a fim de publicar seu livro através desse fórum. Sobre o que é o livro, além do óbvio? Sobre relações positivas. Lá vem a polêmica.

  3. O consenso atual é de que pedofilia é imoral.

  4. No entanto, evidência científica mostra que relações entre adultos e menores não necessariamente resultam em dano e, portanto, o consenso pode ser desafiado. Relações positivas não devem ser agrupadas com relações forçadas ou prejudiciais.

  5. O pânico moral em relação a pedofilia faz com que as pessoas achem ultrajante conversar sobre relações positivas. Isso atesta que as discussões atuais sobre pedofilia raramente são imparciais.

  6. Mas o livro traz, simplesmente, cento e cinquenta e cinco histórias encontradas em literatura médica, periódicos e na Internet sobre encontros positivos entre adultos e menores. Considerando que cerca de três quartos dessas relações nunca são descobertas, o número de relações positivas pode ser consideravelmente maior, especialmente porque não há razão para denunciá-las. Apesar de esse parecer um livro que eu gostarei de ler, tenho que ressalvar que histórias online não são lá muito confiáveis. Espero que o livro não tenha um monte delas…

  7. Como o consenso de que pedofilia é ruim tomou proporções de pânico moral, as pessoas preferem esquecer que relações positivas acontecem.

  8. Putz, tem referências bibliográficas! Lista de outras coisas pra ler.

  9. O autor não é o primeiro a fazer esse tipo de trabalho e provavelmente não foi o último. Eu conheço outros, é verdade, mas esse é o maior.

  10. Pedófilos não são só homens. Há mulheres também. E nem sempre são heterossexuais. Há encontros entre homem e menino, homem e menina, mulher e menino, mulher e menina.

  11. O livro traz um pequeno número de histórias em que há elemento erótico, mas não romântico. Também um pequeno número de histórias em que há elemento romântico, mas não erótico, o que significa que pedófilos podem se apaixonar por crianças e não lhes fazer nada de sexual. Mas maior parte das histórias tem ambos os elementos.

  12. O autor aponta que relações onde o elemento erótico está ausente são infrequentes na literatura profissional e que ele não sabe como interpretar esse fato. Meu chute é que as pessoas, em geral, pensam que pedofilia é uma atração somente sexual, um fetiche, o que revela viés de pesquisa. Em adição, você nunca tem certeza se um adulto que se apaixona por você quando você é criança é realmente um pedófilo ou só um cara legal, especialmente porque ele não precisa vocalizar os sentimentos. Esse problema só vem sendo remediado agora.

  13. A existência de relações positivas implica que o abuso de poder não é um elemento necessário.

  14. Menores podem querer esses envolvimentos.

  15. O público-alvo do livro é o público geral. Jogada ousada. Mas ele também está mirando pedófilos anti-contato.

  16. A tese do livro: relações entre adultos e menores devem ser julgadas segundo mérito individual, em vez de ser todas ilegalizadas. Se devemos crédito ao trabalho de outros, isto é, de que maior parte das relações entre adultos e menores não prejudica o menor, tanto que não são denunciadas, isso certamente reduziria gastos públicos no processo, julgamento e encarceramento de pessoas envolvidas em caso de “estupro” de vulnerável sem violência real. Lembrando que nosso sistema prisional é uma tragédia.

  17. Não foi qualquer relação que entrou no livro. O autor tem seus critérios:

    1. A relação não foi forçada.

    2. O menor não derivou sentimentos negativos da relação em si (embora possa ter derivado sentimentos negativos da intervenção médica ou legal). Se o menor for prepúbere, isso implica envolvimento não-penetrativo.

    3. O trabalho é baseado em memórias, o que significa que crianças reais não foram entrevistadas, mas adultos, os quais tiveram essas relações na infância ou adolescência.

    4. A história não pode se referir a um evento ocorrido depois dos quinze anos de idade e o adulto da relação precisa ter, ao menos, dezoito anos.

    5. A história não pode incluir incesto.

    6. O menor não pode ter desenvolvido, ele próprio, relações com menores em sua idade adulta.

    7. O menor não pode ter desenvolvido desvios criminosos de conduta sexual.

    8. As histórias não podem incluir prostituição.

  18. Essas relações mostram três coisas: existem relações entre adultos e menores que não envolvem dor ou abuso de poder, que um adulto pode se apaixonar por um menor e que relações positivas podem ocorrer mesmo antes do menor completar doze anos. Já posso ouvir os gritos de raiva da plateia.

  19. O fato de haver relações positivas não implica que abuso sexual de menores não existe.

  20. O corajoso autor nos dá seu e-mail.

  21. A primeira história do livro também apareceu no site esquedista Salon.

  22. Alguns jovens, aos quinze anos, já estão planejando ter sexo na primeira oportunidade que aparecer. A primeira história é sobre um garçom de quinze anos e seu chefe de vinte e nove.

  23. A relação entre eles dois não foi apenas sexual e, conforme os sentimentos cresciam entre eles, o menor aprendia coisas do maior em outras áreas fora a sexualidade, como vida profissional.

  24. Um adulto que aceita um menor pelo que ele é lhe aumenta a autoconfiança.

  25. Homens homossexuais podem descobrir que são homossexuais já aos oito anos. Alguém me disse que dá pra saber só de olhar pro menino já aos três anos. Olha o Príncipe George.

  26. Alguns menores que se relacionaram com adultos afirmam que foram as melhores relações que tiveram. Provavelmente porque o adulto, se realmente se apaixona e ama o menor, lhe passará a sensação de segurança e também sua sabedoria. Isso não acontece em relações entre adultos. Lhes falta o aspecto pedagógico. Neste caso, estou me referindo já a segunda história, entre um menino de doze um adulto de vinte e sete.

  27. O menor pode se apaixonar pelo adulto primeiro.

  28. Se o menor entende que está colocando o adulto em apuros, ao passo que ele ama o adulto, guardará segredo. Se ele odiasse o adulto, contaria aos pais.

  29. Os menores que não se sentem vitimados têm para si que a sociedade quer se manter cega.

  30. Relações com menores são punidas desproporcionalmente.

  31. Alguns desses menores que tiveram boas relações com adultos ficam revoltados depois que crescem, porque percebem que a relação poderia ter sido mais longa se a sociedade não fosse tão… besta.

  32. Esses menores não se sentem “molestados”.

  33. Esses envolvimentos deixam os pais desconfortáveis. Mas o desconforto dos pais em relação a esses envolvimentos frustra o menor.

  34. Homossexuais não têm o direito de odiar pedófilos, pois também os homossexuais eram um grupo marginalizado quarenta anos atrás. Cá, entre nós, o movimento homossexual e o movimento pedófilo eram, sim, quase a mesma coisa antes dos anos oitenta. Os homossexuais da época não pensavam que atração por menores era antiética.

  35. Homossexuais oprimindo pessoas atraídas por menores são uma minoria odiando uma minoria menor. Eles não escutam, tal como a sociedade não os escutava. Que é isso, se não hipocrisia?

  36. O homossexual que oprime não pode lutar contra a opressão.

  37. Um menor pode se sentir melhor na companhia de outros adultos, em vez de na companhia de seus pais.

  38. Explorações entre dois menores também ocorrem.

  39. Relações sexuais não necessariamente envolvem penetração, especialmente se com menores antes da puberdade. Evidência científica mostra que penetração é um fator comum em relações negativas.

  40. Muitas vezes o menor está a procura de outra coisa fora prazer sexual, como apoio emocional e ternura.

  41. Mesmo nessas relações que não têm como objetivo prazer sexual, ele não é rejeitado se ocorre e pode inclusive ser bem-vindo.

  42. Existem crimes que não são punidos, mas nem tudo o que é punível deve ser crime.

  43. Experiências sexuais precoces podem ser objeto de orgulho pro menor. Isso me lembra dos meus colegas que perdiam a virgindade entre si aos treze ou até dez anos. Eram tempos selvagens. E eu aqui virgem aos vinte e quatro.

  44. Crianças pequenas, se deixadas sozinhas, podem perder a virgindade entre si… e nem se dar conta.

  45. Alguns relacionamentos entre menor e adulto perduram até depois de o menor se tornar adulto.

  46. A criança pode fazer avanços sobre o adulto, se bem que ela própria não vê o valor erótico desses avanços.

  47. Crianças não se opõem a adultos que amam. Há uma chance maior de a criança desenvolver essas relações se ela não se sente amada por seus pais.

  48. A criança, ao perceber que o que está fazendo é proibido (mesmo sem saber a razão exata), não quererá revelar nada por medo de perder a amizade que tem com o adulto. Isso quer dizer o segredo da parte do menor não necessariamente envolve ameaça.

  49. Um adulto pode esperar que a criança faça o primeiro avanço antes que ele próprio tenha certeza de que ele pode avançar também.

  50. O aspecto sexual da relação pode ser encerrado pelo próprio menor. Quando este cresce, passa a se interessar por outros de sua idade.

  51. Inclinações homossexuais podem ser ocorrências únicas na vida de uma pessoa. Por exemplo: você tem um interesse constante em mulheres, mas, ao menos naquela única vez, você se sentiu atraído por um homem. Se levarmos em consideração que orientação sexual é uma preferência ou exclusividade, será que uma pessoa de noventa anos que só se sentiu interessada no mesmo sexo uma vez na vida, por um curto período de tempo, pode ser chamada de homossexual ou mesmo bissexual? Uma vez em noventa anos?

  52. Sedução pode levar anos. Especialmente se você for mais novo que seu amado.

  53. Alguns jovens que descobrem sentimentos homossexuais se perguntam se eles parecem homossexuais, como se a sexualidade de uma pessoa necessariamente refletisse em sua aparência ou tratos. Isso ocorre, é verdade, mas não sempre.

  54. Um adulto que se apaixona por um menor ainda pode respeitar sua orientação sexual e limites físicos. Se ele realmente fosse um estuprador, não se importaria com isso.

  55. Uma relação amorosa pode tomar forma de amizade.

  56. Um número de relações entre adulto e menor não são traumáticas.

  57. Se alguém descobrir, as consequências, porém, podem ser traumáticas.

  58. Expressão sexual saudável ajuda a pessoa a se desenvolver com melhor estabilidade emocional.

  59. Na maioria das relações nas quais expressão sexual ocorre, ela não é o ponto principal, mas um elemento como os outros, talvez menos importante que outras demonstrações de afeto.

  60. Algumas denúncias são forçadas pelos pais.

  61. O menor geralmente não é ouvido no julgamento do adulto com o qual se relacionou. A palavra do menor, por mais sincera que seja, é atropelada pela presunção de violência (“você é jovem demais, ele manipulou você”).

  62. Alguns adultos que se relacionaram com menores continuam amigos desses menores mesmo depois que estes atingem a idade adulta, mesmo que os contatos sexuais diminuam. Isso não é diferente de pessoas que permanecem casadas apesar de ambos perderem os atributos físicos atraentes.

  63. Até opinião política entra no jogo de sedução. “Você é esquerda? Que pensa de homossexuais?”

  64. Um menor pode voluntariamente seduzir um adulto.

  65. Interesse sexual pode acontecer ainda na infância, embora na forma de curiosidade.

  66. Relações sinceras entre adulto e menor normalmente são precedidas por meses de amizade entre os dois.

  67. Algumas pessoas descobrem muito cedo que gostam dos mais velhos.

  68. Alguns jovens têm mais medo de serem homossexuais do que de se envolverem com adultos.

  69. As leis são injustas com os menores que deveriam proteger.

  70. Um menor pode chegar ao consultório com uma experiência neutra ou positiva e tê-la transformada em negativa pelo terapêuta, que “interpreta” o ocorrido.

  71. Em casos como esse, o terapêuta não escuta realmente o menor.

  72. Alguns menores se arrependem da denúncia.

  73. Uma confissão pode muito bem ser forçada.

  74. As consequências sociais do ato podem ser devastadoras à socialização do menor. Ele é estigmatizado.

  75. O efeito trágico proporcionado pela reação dos pais ou da sociedade pode ter um grave impacto sobre o desenvolvimento sexual do menor.

  76. Durante o processo, o menor é levado a situações perturbadoras e desconfortáveis.

  77. Psicólogos podem vazar os segredos do paciente menor de idade.

  78. A “ajuda” e “proteção” oferecidas pelas autoridades podem ser rejeitadas pelo menor. Como eu pensei, este é um livro altamente polêmico.

  79. A reação da sociedade pode traumatizar o menor, o qual pode não ter visto nada de errado no que aconteceu.

  80. Menores amadurecem em diferentes velocidades, alguns amadurecem mais rápido (“precoces”).

  81. Educação sexual que ensina somente sexo e somente a forma normativa de praticá-lo não informa o aluno em questões cruciais. Ele ainda sente curiosidade e quer respostas pra certas perguntas. Se a educação sexual não as der, ele procurará essas respostas em outro lugar.

  82. O estigma em relação à homossexualidade ainda existe e ainda prejudica menores que percebem esses sentimentos.

  83. Alguém escreveu que a homossexualidade pode ser percebida numa criança ainda na primeira infância. Bom, aqui tem uma história de um cara que descobriu que “gostava de garotos” aos sete anos.

  84. Seu filho pode não ser mais virgem, só que você não sabe.

  85. Só há uma forma de obter experiência…

  86. É possível se interessar por atividade sexual sem se interessar por um gênero específico.

  87. Pais que se relacionaram quando menores tendem a ser mais tolerantes quando seus filhos se relacionam ainda menores.

  88. O elemento sexual pode estar presente em amizades.

  89. Relações como essas, por causa do elemento pedagógico, podem levar o menor a abandonar hábitos nocivos. Afinal, um menor tende a ouvir o adulto do qual ele gosta.

  90. Desequilíbrio familiar leva à delinquência. E que ato mais deliquente do que procurar um adulto com o qual se relacionar? Por causa disso, ambiente familiar facilita relações entre menores e adultos, porque o menor deliquente, procurando esse tipo de relação, mostra que vem de uma família negligente.

  91. O problema de psicólogos, jornalistas e leigos é pensar que todas as relações entre adulto e menor são negativas. Isso não é verdade. Evidência estatística mostra que relações positivas ocorrem tanto quanto negativas. Portanto, ambos os tipos de relação devem ser levados em consideração. A falta de atenção a relações positivas nos leva a pensar (e eu também pensava assim) que elas são raras demais pra serem levadas em consideração, perpetuando o preconceito contra elas: se pensarmos que são raras, não lhes daremos atenção e continuaremos pensando que são raras.

  92. Ignorar envolvimentos positivos é distorcer a realidade.

  93. Se tanto existem relações positivas quanto negativas, devemos pensar no que torna uma relação negativa. Daí, poderíamos proibir esses elementos que tornam uma relação negativa, em vez de proibir todas.

  94. O elemento sexual não é a única coisa em uma relação entre adulto e menor.

  95. Se uma relação dessas aumentar a autoestima do menor, ele será mais independente a um passo mais rápido.

  96. Putz, até o Gavin Lambert tá no meio. Em sua autobiografia, ele diz que teve relações com seu professor de música aos dez anos. E que ele começou a curtir cinema graças a esse professor.

  97. Alguns menores que tiveram experiências sexuais antes da idade de consentimento se sentem ofendidos ao serem chamados de “vítimas”.

  98. Há adultos que o menor ama mais do que seus pais.

  99. Sexo pode ser feito por razões não relacionadas à luxúria.

  100. Interessante como a maioria dos adultos citados neste livro tem menos de trinta anos.

  101. Interessante como um terço dos menores citados neste livro são crianças pré-púberes.

  102. Há menores insatisfeitos com leis de idade de consentimento.

  103. Um menor pode se afeiçoar a um adulto por solidão.

  104. O mais importante é o amor e quem ama não machuca.

  105. Alguns menores se sentem mais atraídos por adultos do que por pessoas da mesma idade. Na verdade, um estudo recente mostra que a idade do “parceiro perfeito” de muitos adolescentes é, em média, quatro anos mais velho. Quantos de nós, quando meninos, não reparamos nos seios, traseiro, coxas das professoras “gostosas” e das mulheres do comercial de cerveja? Quantas vezes esses desejos não refletiram nos desenhos que fazíamos em nossos cadernos?

  106. Um menor pode insistir na relação mesmo sabendo que é ilegal, mesmo que seja o adulto com o qual ele se relaciona a avisá-lo disso.

  107. E, no entanto, o menor não conta com medo da reação dos pais.

  108. Pode ser que o menor peça pra outros adultos não interferirem.

  109. Um menor em relação sexual não necessariamente está se prostituindo. Eles podem até presentear os adultos com os quais se relacionam.

  110. Mesmo sabendo que o adulto é pedófilo, há registros de menores que não os temem e gostam dessas relações.

  111. O fato de existirem menores que são contra leis de idade de consentimento mostra que essas leis foram feitas pra eles sem consultá-los. São, portanto, “adultistas”.

  112. Essas relações podem durar décadas. Cadê os pais dessas crianças? Será que elas não estão melhores com os adultos com os quais se relacionam, se seus pais são capazes de tamanha negligência?

  113. A diferença de idade pode atiçar a curiosidade do menor.

  114. Alguns menores têm seus primeiros orgasmos com pessoas mais velhas.

  115. Relações entre menores e adultos responsáveis são análogas a relações entre dois adultos. Um melhora o outro. Mas, como eu disse, graças ao elemento pedagógico, o menor se beneficia mais dessa relação.

  116. Muitas dessas relações são não-penetrativas. O adulto pode deixar que o menor tome o controle.

  117. Sexo é secundário, não o elemento principal. É um elemento secundário importante, contudo.

  118. O menor pode sentir que a relação está progredindo naturalmente. Não passa pela cabeça dele que outros a achariam anormal.

  119. A sensação de “infância perdida” nem sempre acontece. Claro, porque “infância” não é um conceito que a criança sente, uma vez que é um construto social.

  120. A relação do menor com um adulto pode não ter sido sua primeira.

  121. O menor por vezes não quer que o adulto seja preso. Prendê-lo seria justo?

  122. Experiência prévia com outros menores pode predispor o menor a relações com adultos. Nesses casos, o menor pode se orgulhar por seduzir um adulto.

  123. Aos oito anos, você já sabe como esconder um segredo dos pais.

  124. Relações positivas entre adultos e menores não são objeto de interesse da mídia somente porque esse ponto de vista contradiz a opinião dominante, dizem alguns adultos que se relacionaram com adultos durante suas infâncias.

  125. Putz, só agora apareceu um velho. A história número trinta e quatro é entre um menino de treze anos e um homem de sessenta e sete. Até agora, a maioria dos adultos estava abaixo dos trinta anos.

  126. Tem criança que gosta de estudar. Estranho, né?

  127. Pureza é uma coisa que interessa pessoas atraídas por menores. Interessante como na história trinta e quatro, o adulto entrevistado está evitando, de todas as formas, chamar o homem que se relacionou com ele na infância de pedófilo.

  128. Um pedófilo que se interessa por uma criança raramente se interessa somente por causa de seu corpo. Ele não vê a criança somente como um objeto de desejo sexual.

  129. Alguns pais não tem amor o bastante pra serem pais.

  130. Quando uma pessoa discute com você sobre relações positivas na menoridade, essa pessoa pode usar toda sorte de argumento pra forçar você a admitir que essas relações não foram positivas.

  131. O menor gosta de aprender algo de um adulto de quem gosta.

  132. Qualquer relação pode ter um elemento de manipulação. Manipulação não é exclusividade das relações entre adulto e menor. Se a proibição de contato intergeracional com crianças é a possibilidade de manipulação, então nenhuma relação deveria ser permitida: manipulação passional entre dois adultos também acontece e está nas notícias com mais frequência. Tem até gente concluindo que o menor só é forçado (manipulação sendo um tipo de força) em cinco por cento das vezes.

  133. O menor pode manipular o adulto. “Faça isso, ou conto pra polícia.”

  134. Artigos positivos sobre o assunto são barrados da mídia.

  135. Depois de um tempo, atração física passa a independer da aparência.

  136. O professor que ama o aluno se dedica mais em ensinar. O aluno que ama o professor se dedica mais em aprender. As regras institucionais que impedem a formação de vínculos afetivos entre alunos e professores prejudicam o aprendizado. O contato entre uma geração e outra se torna “frio” e “estéril”.

  137. Esse tipo de relação não interfere na formação de amizades entre o menor e outros menores.

  138. Um bom números desses adultos é inofensivo. No caso do cara de quase setenta anos, quanto risco pode um velho posar?

  139. Sim, ambos podem se beneficiar.

  140. Por vezes, a única preocupação do menor é não ser pêgo.

  141. A doutrina do consentimento diz que consentimento só pode ser válido se ambos os lados entendem o ato e ambos os lados estão livres para dizer “não”. Mas menores em geral não veem as coisas dessas forma; pra muitos, consentimento é “ambos queremos, então vale.” Os maiores ofensores de leis de idade de consentimento são os próprios menores.

  142. Os pais têm o direito de saber se a criança tem quaisquer amigos adultos.

  143. Alguns menores interessados em adultos se aproveitam de seu físico precoce pra mentir sobre sua idade, a fim de obterem aprovação do adulto de interesse.

  144. Hipersexualidade ocorre em crianças também.

  145. Tome nota: “How I Learned to Snap”. Trata-se da biografia de um jornalista homossexual que lembra das relações que ele teve com adultos aos treze anos como parte do que definiu sua identidade adulta.

  146. Menores que se apaixonam por adultos podem se sentir sufocados por não agir segundo o impulso.

  147. Se era pro Rivas não usar testemunhos de pedófilos neste livro, ele teria maiores chances de aceitação se não tivesse usado relatos obtidos do Boychat. Assim fica difícil a defesa, Rivas!

  148. Nem todas essas relações, quando encontradas, acabam em cadeia.

  149. Essas relações frequentemente começam com desejo de afeição mútua.

  150. O estado de ilegalidade dessas relações nem sempre as impede. É como baixar MP3. É errado, mas acontece.

  151. Alguns pais deixam!

  152. Alguns pais apoiam!

  153. Talvez os problemas de comportamento que as crianças de hoje têm derivem da falta de expressão de sua sexualidade infantil. Alguns exemplos são impulso suicida, enurese e depressão.

  154. Existem adultos que concordam que a cobertura da mídia sobre pedofilia é injustamente negativa.

  155. Dá pra aumentar as notas assim.

  156. Muitos menores que tiveram relações não procuram ajuda médica porque simplesmente não estão doentes e não sofreram trauma. Uma criança que tem uma relação positiva pode funcionar tão bem como qualquer outra, a ponto de os pais não perceberem. É por isso que terapêutas em geral têm uma visão negativa de relações entre adulto e menor, porque só recebem casos graves no consultório. Por causa disso, amostras clínicas não são uma fonte confiável pra pesquisas sobre o impacto de relações envolvendo menores. É como ir pro hospital pra saber a porcentagem de gente doente.

  157. Menores que tiveram experiências positivas não desejam que sua vida tivesse sido diferente nesse aspecto.

  158. Relações abaixo da idade de consentimento não são automaticamente abusivas. Uma lei não torna algo abusivo se quebrada. Basta lembrar da homossexualidade, que já foi ilegal. Só pra lembrar: tô fazendo anotações sobre um livro. Eu não estou dizendo pra você quebrar as leis.

  159. Alguns adultos dizem que suas experiências na menoridade com adultos foram melhores do que experiências com outros menores. Novamente, não vá andar fora da lei.

  160. Numa relação sexual, as duas partes podem procurar objetivos diferentes. Eles não precisam se relacionar pela mesma razão. Assim, o fato de um querer prazer e o outro querer proteção não invalida a relação, na medida em que ambos obtém da relação aquilo que procuravam.

  161. A sexualidade infantil é “menos egoista, brincalhona, orientada ao prazer e menos temente de rejeição.”

  162. Menores podem premeditar a sedução e o que farão quando a sedução se efetivar.

  163. Esse tipo de relação amadurece mais rapidamente o menor.

  164. Parece que a criança, embora tenha sexualidade, não desenvolve sentimentos mais maduros de amor antes de determinada idade. Claro que ela ama, mas seu amor e sua sexualidade não necessariamente estão conectados, com a sexualidade servindo ao único propósito de obtenção de prazer. Parece algo que eu leria do Freud.

  165. É possível educar politicamente uma criança. Talvez a palavra correta seja “doutrinar”, contudo.

  166. A diferença em força física não anula a relação. Uma relação entre um fisiculturista e uma modelo de roupa íntima feminina não é inválida. A menos que queiramos proibir relações com base no peso. Quando você ama, não quer machucar. É por isso que relações “desiguais” funcionam.

  167. Um menor precoce provavelmente não será violentado.

  168. Uma criança pode aprender dos pais que sexo é pecado. Isso, tipo, não tem base bíblica…

  169. Mas a criança também pode aprender que confessar o pecado o “lava”. Ela então liga os pontos: “se eu posso me confessar, que importa eu fazer?”

  170. Crescer numa família religiosa não garante castidade. Isso porque crianças pequenas muitas vezes não entendem o conceito de vergonha. São amorais e utilitaristas. Se algo faz bem e não faz mal aparente, mas mamãe diz que errado, o menino fará escondido.

  171. O adulto nem sempre pede segredo ao menor.

  172. Quando a criança é precoce e não encontra uma pessoa com a qual se relacionar, ela encontrará prazer em outra fonte. Não é algo que dá pra apagar.

  173. Parece que essas coisas acontecem mais em âmbitos religiosos. Estranho.

  174. “Também na minha cabeça eu comecei a perceber que sexo era proibido pela igreja, mas todo o mundo fazia de qualquer jeito.” Bem-vindo ao mundo, garoto.

  175. A melhor forma de incitar a curiosidade de uma criança é proibindo ela de fazer algo.

  176. Falta de sexo pode arruinar um noivado.

  177. A igreja só parece pura.

  178. Alguns indivíduos que se sentiram atraídas por pessoas mais velhas ainda na infância crescem e continuam atraídos por pessoas mais velhas. Repare que temos casais de adultos com idades muito distintas. Não há muita atenção sobre eles porque, mesmo não sendo ilegal se ambos são adultos, ainda é uma relação que foge do normal. Aliás, do que é considerado normal.

  179. Numa relação entre adulto e menor, é frequente que o menor peça mais atenção ao adulto do que o contrário.

  180. Esta geração é mais sexualmente infomada do que a anterior.

  181. Tal como relações sexuais entre adultos e menores fazem o adulto ser visto como doente, comportamento sexual precoce em crianças faz a criança ser vista como doente.

  182. Cercar um impulso natural com ideas de culpa prejudica o desenvolvimento normal.

  183. Não falar sobre o assunto faz com a criança que experimenta sua sexualidade se sinta isolada. Ela se pergunta se seu comportamento não seria anormal, apesar de não ser.

  184. Quando uma criança faz amizade com um adulto responsável, os pais percebem que o comportamento da criança melhora.

  185. Interessante como em alguns casos narrados neste livro, as relações acontecem antes da criança perceber se é heterossexual ou homossexual. Quando a criança percebe qual é sua orientação e percebe que ela é incompatível com a relação que tem com o adulto… ela simplesmente para.

  186. Essas relações não necessariamente indicam que a criança não gosta dos pais.

  187. Se o adulto é preso pela relação, ele continuará amigo do menor depois de solto.

  188. Uma rodada de sexo não necessariamente envolve penetração. No entanto, sendo eu brasileiro, é difícil pra mim ver intimidade não-penetrativa como “sexo”, porque essa palavra sempre me entrega a ideia de que trata-se de algo penetrativo.

  189. Da pra esquecer da raiva na cama. Novamente, e eu tenho que dizer isso sempre que eu fico com medo da reação popular a estas anotações: estou fazendo anotações sobre um livro, não dizendo pra você quebrar a lei.

  190. É possível que uma criança se envolva com adultos, mas com nenhuma criança de sua idade.

  191. Esses pivetes são muito “vida louca.”

  192. Pedófilos raramente entram no esteriótipo que as pessoas têm deles.

  193. Relações como essas podem melhorar o controle emocional do menor.

  194. Mais fácil um menor aceitar o conselho de um amante do que dos pais.

  195. Dependendo da dinâmica familiar, é melhor o menor ser adotado pelo amante.

  196. As leis de idade de consentimento podem muito bem impedir o desenvolvimento sexual normal do menor.

  197. É a opinião do menor contra a do juiz, do pedagogo e do carinha do serviço social.

  198. Tem menor que insiste com um adulto até conseguir.

  199. Estranho como alguns desses adultos deste livro não são exatamente “pedófilos”, isto é, não parecem ter preferência por menores. Isso significa que há pessoas que não são pedófilas e que, no entanto, podem eventualmente se relacionar com um menor.

  200. Defender a pedofilia não te torna pedófilo, tal como defender a homossexualidade não te torna homossexual.

  201. O menor pode ter sua experiência positiva transformada em negativa quando alguém o convence disso. No entanto, se você teve que ser convencido de que sua experiência foi negativa, será que isso não é culpa de quem te convenceu? É por isso que crianças saem loucas do consultório. Se um doutor do serviço social não tivesse dito “você foi abusado, manipulado e usado”, talvez a criança não se sentisse mal pelo que aconteceu, supondo que o ato não foi forçado, abusivo ou manipulativo. Aí ela cresce com problemas crônicos em relação ao “abuso” sofrido, como culpa e vergonha, problemas que não teriam aparecido se ninguém tivesse dito a ela que a sua experiência positiva fora “na verdade” negativa.

  202. Se manifestar positivamente sobre relações entre adultos e menores pode te fazer perder votos.

  203. Tem um monte de gente no registo de ofensores sexuais que não precisa estar ali.

  204. Tem menores que fariam de novo mesmo sabendo que é crime.

  205. Jardim de infância vida louca.

  206. Parecem que relações entre adulto e menor são mais aceitáveis se o maior é uma mulher. Há menores que se sentem mal quando os adultos são presos.

  207. Quando o menor fala do que aconteceu com um terapeuta, ele não identifica o discurso do terapeuta com sua experiência.

  208. Cadê a vítima?

  209. A professora que você pega nem precisa ser sua professora.

  210. Ao crescerem, alguns menores pedem ao juiz pra que o adulto saia da cadeia.

  211. Também ao crescerem, alguns menores se casam e têm filhos com o adulto.

  212. Tem um monte de menor a fim de mulher mais velha.

  213. Como esses menores sentem que suas experiências positivas são uma minoria, eles não apoiam que essas relações devam ser permitidas. O problema é que os traumas é que são minoria

  214. Até mesmo menores que tem relações positivas com pedófilos podem ainda nutrir ódio contra todos os outros pedófilos fora aquele único que se relacionou com ele. A razão disso é a crença de que essas relações positivas são excepcionais e que a maioria dos adultos que se envolve com uma criança quer só estuprá-la. Pessoas como essa, contudo, podem ainda pensar que o ato não é estupro ou molestamento se não for forçado, logo abrindo uma exceção.

  215. Quando dois menores se relacionam, a relação tende a ser rala, porque o nível intelectual é igual. Mas com um adulto, há o aspecto pedagógico.

  216. Mulheres também são capazes de violência sexual.

  217. Uma mesma pessoa pode ter tanto experiências sexuais positivas quanto negativas na infância ou adolescência e tem autoridade para compará-las.

  218. Amor nunca está errado. Se você ama, não irá machucar.

  219. Menores que tiveram boas relações com adultos podem reter o preconceito de que pedofilia só existe onde existe abuso. Então, pra esses menores, o adulto que tem uma relação com um menor que não é forçada ou dolorosa não é pedófilo. Só que isso está errado: pedofilia é atração sexual por crianças. É um termo médico, indiferente à moral. Isso não quer dizer que as relações são ruins, mas que pedofilia nem sempre é. Aliás, pedofilia é uma atração, não um ato consumado. Uma pessoa pode ser pedófila e nunca fazer nada sexual com uma criança por qualquer razão.

  220. Tem menores que chegam a dizer que há problemas únicos daqueles que não tiveram relações na adolescência. Dado curioso.

  221. Quando homossexualidade era inaceitável, um número de homossexuais dizia abertamente que sexo anal era errado. Agora temos anti-contatos.

  222. Este livro tem um link abreviado. Ele espera que eu clique na página? É por isso que um livro disponível em formato HTML não pode ser impresso sem edição.

  223. Por que crianças falam com estranhos apesar de serem avisadas a não fazê-lo? Porque estranhos nem sempre parecem perigosos.

  224. Há pais que têm a sensação de que há um adulto fazendo algo com sua criança, mas fica na dúvida sobre intervir ou não, pois vê que a criança está genuinamente feliz com o que quer que esteja acontecendo entre ela e seu adulto.

  225. Um pai pode continuar deixando seu filho se relacionar com o adulto por medo de prejudicar a criança ao forçar um rompimento.

  226. O livro traz o caso de um adulto que chegou a mostrar pro menor sua coleção de pornografia infantil. A quantidade de crianças sorridentes nesse tipo de pornografia é… surpreendente. Basta lembrar que há menores que tiram fotos e gravam vídeos de si mesmos. Isso é produção e posse de pornografia infantil, mesmo que quem produza seja o próprio menor, sem intervenção de um adulto, e mesmo que ele não compartilhe (mesmo que já possa consentir, mas não tenha dezoito anos). Donde decorre que a criança não precisa ser forçada ou torturada pra que esse tipo de pornografia possa existir.

  227. Quando alguém é pêgo com pornô infantil, qualquer tablóide pode dizer o que quiser dele, inclusive mentiras. Afinal, é um pedófilo maldito, certo? Quem se importa com sua dignidade?

  228. Se por um lado existem relações entre adulto e menor que são traumáticas, por outro a reação popular também traumatiza o menor.

  229. É mais comum do que você pensa.

  230. Alguns menores procuram adultos porque parceiros de sua idade simplesmente não atendem às expectativas.

  231. Existem mulheres que brigam pelo prazer de reatar.

  232. Por que histórias com menininhas são mais detalhadas?

  233. A estratégia do “ombro amigo” funciona bem. Talvez você devesse usar isso com um adulto de quem você é a fim. Novamente, estou anotando um livro… Não estou dizendo pra você ter romances com crianças.

  234. Até pouco tempo, eu tinha medo de mulheres por causa de repetidas más experiências e preconceitos que me foram passados pelo meu ambiente. Mas há mulheres que temem homens pela mesma razão, porque foram ensinadas a isso.

  235. Alguns pais que descobrem essas relações preferem resolver sozinhos sem envolver a polícia.

  236. O esforço de convencer o povo de que essas relações são sempre negativas só funciona com quem não teve relações positivas. Sou imune, então.

  237. Há pessoas que ficam de luto por toda a vida após a morte do amado.

  238. Ter sentimentos por pessoas mais velhas pode confundir o menor.

  239. O fato de muitas dessas relações ocorrerem aos catorze anos valida nossa idade de consentimento no Brasil. Não há necessidade de aumentá-la. O fato de muitas dessas relações ocorrem aos doze anos valida a proposta de reduzi-la para doze. O fato de muitas dessas relações ocorrerem antes da puberdade nos faz pensar se idade de consentimento é necessária.

  240. Às vezes é preciso que um adulto ensine um menor a levar contracepção a sério.

  241. Aos catorze anos, um adolescente de hoje já sabe o bastante sobre seu corpo e funções sexuais, mesmo que não tenha aulas de educação sexual, pois tem fácil acesso à Internet, pode aprender por experiência própria e pode se informar com amigos. Claro, educação sexual seria melhor…

  242. Aprender responsabilidade sexual com um adulto poupa o menor de aprender sozinho. Novamente, estou anotando um livro aqui. Não sou eu quem está dizendo. Não vá quebrar as leis.

  243. Tem menores que crescem e dizem aos pedófilos pra, sim, quebrarem a lei “responsavelmente.” Rapaz, será que eu continuo esse livro ou paro aqui?

  244. Há pedófilos que se contentam em abraçar a criança ou sentá-la em seu colo.

  245. Uma relação pode acabar porque o menor sente que o adulto ama o menor mais do que o contrário. A sensação de que o menor não pode equilibrar o carinho o faz sentir que é injusto continuar com um adulto que ama tanto quando você não é capaz de amar na mesma quantidade. Isso é natural, acho, em relações na qual o menor é simplesmente muito jovem pra expressar sentimentos de amor (o qual não é simples afeição). Além disso, não há garantia de que ambos se amam na mesma quantidade também em relações entre adultos.

  246. Olha, lésbicas.

  247. Interessante como alguns ativistas de direitos dos homossexuais acreditam que jovens homossexuais podem se beneficiar de aprender com adultos.

  248. Os relatos GW-03 e GW-04 são estranhamente parecidos. Erro de edição? Ou duas histórias da mesma pessoa?

  249. Uma das coisas que torna esse tipo de relação atraente para o menor é que ele não é tratado como alguém inferior ao adulto. O adulto não se impõe como alguém superior.

  250. É mais fácil um menor se sentir mal por estar numa relação com alguém do mesmo sexo do que estar numa relação com um adulto.

  251. Menores podem ter essas relações, sabendo que são erradas, sem sentir culpa.

  252. Abuso doméstico, como chineladas, abuso sexual e golpes de cinturão, se ministrados pelo pai, podem fazer uma menina odiar homens.

  253. Julgar alguém por sua sexualidade apenas é injustiça.

  254. Menores podem se apaixonar por adultos e ter seus sentimentos correspondidos. Isso é, na verdade, natural.

  255. Aí vem um “expert” dizer que o menor foi abusado.

  256. Tem um monte de pessoas atraídas por menores que não admite em público.

  257. É hipócrita que uma pessoa que teve boas relações na infância queira negar essas relações à juventude atual.

  258. Quem realmente está controlando quem: o adulto com quem o menor se relaciona ou o adulto que diz que a relação é errada, mesmo não oferecendo dano ou risco?

  259. Assumir que o menor não sabe de nada não o fará aprender. Se ele realmente não sabe, por que você não ensina? Por que a sociedade é tão avessa à educação sexual (que inclusive não compreende)?

  260. A sexualidade infantil não deve ser ignorada como problema de menor ordem. Nem sequer é um problema, em primeiro lugar.

  261. Dois menores por vezes ajudam um ao outro a conseguir parceiros adultos.

  262. Sentindo que a relação pode acabar em desastre, o adulto pode se afastar. Mas esse adulto também pode se sentir mal quando a criança resolve também se afastar.

  263. Sexo pode não ocorrer.

  264. O adulto deve se responsabilizar pelo que ocorre com o menor.

  265. Uma pessoa pode ter sentimentos homossexuais na vida adulta e ainda assim ter dúvidas.

  266. Outra história que apareceu no Salon. Tudo bem, eles tem uma agenda afinal.

  267. Alguns menores não têm sexo somente com quem amam (“ficantes”).

  268. Alguns fiéis vão à igreja porque acham bonitas as celebrações. Isso me lembra que eu li em algum lugar que quarenta por cento dos católicos da França são ateus.

  269. Chamar todas as relações com menores de idade de “abusivas” revela preguiça de pensar.

  270. É simples, é a política que torna complicado.

  271. O argumento contra o consentimento do menor é, principalmente, sua desinformação. Essa desinformação é teórica ou prática? Se teórica, há aulas de educação sexual, há fácil acesso à pornografia (que os menores não deveriam assistir, mas o fazem de qualquer forma), há experiências trocadas, entre outras formas de obtenção de informação, como artigos científicos na Internet. Se prática, só há um jeito de saber. Então, se o menor não pode ter relações porque nunca teve prática, ele nunca poderá tê-las: precisa de prática pra ter acesso à prática. E completar catorze anos não é substituto pra prática. A menos que você receba uma orgia de presente de aniversário.

  272. Essa restrição revela superproteção. Em nome dessa superproteção, outras liberdades são vetadas aos menores. Para conseguir isso, é importante que o menor se sinta uma vítima, mesmo em atos que não lhe prejudicaram.

  273. Outra do Salon, arre, égua!

  274. Edmund White também foi selvagem.

  275. Tem menores que tiveram tanto sexo antes dos catorze que não conseguem lembrar todas as vezes. Chocante.

  276. Há um número de menores acessando sítios adultos e tendo conversas sexuais com adultos.

  277. Os pais de antigamente eram mais permissivos sexualmente. Antigamente quer dizer “por volta da primeira guerra.”

  278. Parece que é norma para os homossexuais ser contra a pedofilia. Muito bem, mas, só pra ter certeza, pegue um homossexual de uns trinta anos e pergunte pra ele com que idade ele perdeu a virgindade e qual era a idade do parceiro.

  279. “Se tem crianças que gostam, porque é sempre ilegal?”, perguntam alguns adultos que viveram nos anos cinquenta.

  280. A primeira experiência sexual de Pim Fortuyn foi quando ele tinha cinco anos. Tá no seu livro Babyboomers.

  281. Fazemos um alarde por causa de uma coisa que a criança nem acha significante. Novamente, falando aqui de relações positivas, não de abuso real.

  282. Por vezes é mais seguro com um adulto. Não vão quebrar as leis, menores.

  283. Não existem crianças inocentes.

  284. Mesmo que haja criança inocente, a presença de um adulto, mesmo que sexual, que faça bem as vezes de pai ainda é melhor do que não ter pai, se o que a criança quer é afeto na falta de um pai presente. Isso é especialmente verdadeiro em sociedades capitalistas, nas quais ambos os pais trabalham e a criança perde contato com eles. Porém, o fato de algumas crianças explorarem com adultos e outras crianças sugere que o objetivo não é achar um pai substituto.

  285. A existência de relatos positivos provavelmente não convecerá quem já acredita que todos esses contatos são ruins (“antis”).

  286. Mas a falta de ênfase nesses encontros produz mais preconceito.

  287. O menor pode parar se souber que é ilegal e que o ato tem consequências.

  288. O fato de uma pessoa nunca se envolver sexualmente com uma criança e se interessar também por adultos não a desqualifica como pedófila, se ela se sente excitada mais facilmente por crianças.

  289. Se o Lewis Carroll tivesse levado Alice pra cama, supondo que ela quisesse e confiasse nele, será que ela sairia traumatizada do quarto?

  290. “Antis estão só desesperados por uma desculpa pra odiar.” É, também eu acho que tem muita gente que gosta de odiar.

  291. Alguns pedófilos assumidos recusam sexo com crianças apesar de a criança pedir, por razões éticas ou legais.

  292. Ambos podem querer e nada acontecer.

  293. Michael Jackson era amigo do menino do Esqueceram de Mim. Esse menino, inclusive, defendeu Jackson das acusações de abuso de menores, das quais ele foi absolvido.

  294. O número de relações positivas é provavelmente bem maior, porque esse é um assunto sobre o qual a maioria das pessoas prefere calar. É importante lembrar dos “três quartos” do Relatório Rind.

  295. Considerando que essas relações foram voluntárias, a hipótese de síndrome de Estocolmo não se aplica.

  296. E se esses casos forem invenção? Cheque as referências!

  297. Todos os pedófilos que estão saindo do armário nesta década, bem como todos os outros das décadas passadas envolvidos com o movimento, estão preocupados com a ética dessas relações. Nenhum deles quer “licença pra estuprar”.

  298. Se você acredita que eventos positivos são falsos, por que você não duvida dos eventos negativos? Eu posso questioná-los também.

  299. Rejeitar a possibilidade de experiências positivas parece ser uma prática escusável somente ao analisar relações entre adultos e menores. Em qualquer outro contexto, isso seria visto como falta contra a imparcialidade.

  300. Se pergunte: como eu poderia ser convencido de que uma relação foi positiva? Se nada puder te convencer, é você que tem um problema. Você está disposto a ignorar a opinião da pessoa que teve a experiência, enquanto você não a teve. Você não sabe o que eles sentiram. E, no entanto, se sente livre pra concluir de forma totalmente oposta a eles.

  301. É possível falar de consentimento em relações entre adulto e menor. Elas não são não-consentidas a priori, diz o autor.

  302. Essas relações, como relações entre dois adultos, não são somente sexuais. Há outros elementos, como afeição, proximidade emocional, apoio mútuo, entre outros. Em adição, o elemento sexual pode até estar completamente ausente.

  303. O fato de um terço das relações no livro envolverem menores pré-púberes evidencia a existência de sexualidade infantil. Ela não é como a sexualidade adulta, mas existe. Veja como bebês manipulam os genitais por vários minutos, sem razão aparente. Por que fazem isso? Porque é gostoso. É prazer sexual, mas o bebê, claro, não sabe que é. Ainda assim, é prazer sexual. Donde decorre que a puberdade apenas muda a forma de uma sexualidade que já existe.

  304. Não há base científica para leis de idade de consentimento.

  305. Uma relação inofensiva que é aprovada pelo menor e por seus pais não precisa ser proibida. Era assim no Brasil antes de 2009, quando passou a vigorar o 217-A do Código Penal.

  306. Se essas relações fossem totalmente sexuais, deveriam cessar quando o menor cresce. Mas grande parte continua.

  307. É possível que o menor seja traumatizado após uma relação dessas devido à intervenção do serviço social ou da justiça. Isso, porém, não significa que todas as relações são naturalmente boas; abuso “de verdade” existe, tal como existem adultos que estupram adultos (e, diga-se de passagem, crianças que estupram crianças).

  308. Uma criança capaz de fazer amizade com outra criança e tirar proveito disso pode também fazer amizade com um adulto e tirar proveito disso.

  309. Uma relação entre adulto e menor deve julgada segundo mérito individual, de forma que cada relação seja um caso em si. Não há necessidade de condenar todas as relações entre adulto e menor, na medida em que, ao fazer isso, a justiça pune crimes sem vítima ao mesmo tempo que se arrisca a vitimar o menor. Não é pra isso que a justiça serve. Aliás, isso não é justo, ponto.

  310. Mas, por razões morais, os pais devem ter o direito de proibir uma relação que julguem prejudicial. O que o Rivas quer é que voltemos à lei antiga que vigorava no Brasil antes de 2009.

  311. A pergunta que se deve fazer não é com que idade alguém pode se relacionar, mas quais os critérios éticos que devem ser levados em consideração nesse tipo específico de relacionamento. Em vez de proibir todas as relações com menores de catorze anos (porque é imoral privar alguém de um benefício sem custo, na medida em que é possível que o menor se beneficie), proibir relacionamentos violentos, dolorosos, não aprovados pelos pais, não aprovados pelo menor…

  312. O menor deve ter direito de se retirar da relação e não pode ser ordenado segredo.

  313. Sexualidade não deve ser forçada. Alguém pode perguntar “um adulto numa relação com um menor não iria sempre forçar o sexo?”, mas o fato é que adultos éticos, em relações com outros adultos, não insistem em contato sexual se o parceiro não o quiser. Algumas relações são até castas. É como dizer que um adulto, quando excitado, não parará por nada, como uma besta sedenta de sexo. Mas você realmente machucaria uma criança por sexo, especialmente se você a ama?

  314. A relação não pode causar dor e não pode ter consequências indesejadas.

  315. Se o menor diz não ou talvez ou mais tarde ou qualquer coisa que não um “sim”, não cruze a linha.

  316. Esses critérios éticos devem orientar novas leis no futuro, mas, enquanto esse futuro não chega, não devemos quebrar leis já existentes.

  317. Se essas relações fossem liberadas e o menor não tivesse vergonha de falar delas, abuso de verdade seria mais fácil de descobrir, porque muitos menores não falam por vergonha.

  318. Uma relação forçada, dolorosa, não aprovada pelos pais ou não aprovada pelo próprio menor ainda deve ser criminosa. Mas uma relação pacífica, saudável, aprovada pelo menor e por seus pais não precisa ser perseguida criminalmente.

  319. Leis de idade de consentimento não apenas proíbem relações entre adulto e menor, mas também entre dois menores.

  320. Se o menor for muito pequeno, isto é, criança, não deve haver qualquer penetração. Esses toques que nossos pais nos deram quando éramos crianças, por exemplo, não deveriam ser proibidos (e, no entanto, são proibidos desde 2009, se o juiz os considerar “atos libidinosos”, podendo colocar um pai na cadeia por até quinze anos por um ato cuja violência presumida a criança nem sentiu). Esses atos eram tão comuns, que passavam na televisão, se bem que superficialmente, como os indiozinhos no Castelo Rá-Tim-Bum ou a cena do Menino Maluquinho original em que a mãe dá banho no Maluquinho e tenta agarrar o “pirulito” dele. Isso nem era visto como escândalo e um monte de carícias aconteciam em casa. Mas a ONU achou que seria bom pra paz mundial proibir esses contatos no Brasil. Aliás, diga-se de passagem, a ONU faz um péssimo trabalho em manter a paz mundial. O que ela realmente é: um dispositivo de imperialismo cultural.

  321. Se uma amizade tomar um aspecto sexual, os pais do menor devem saber.

  322. Em nenhuma relação, não importando a idade dos envolvidos, uma parte deve ver a outra como objeto.

  323. Se o adulto percerber que tudo o que o menor quer é envolvimento emocional, é isso que ele deve dar.

  324. Se essas relações fossem egoistas, os menores não deveriam se beneficiar. Se eles se beneficiam da relação com o adulto, é porque o adulto não é egoista.

  325. Não é “sua” criança. Ela é livre.

  326. Elementos sociais devem ser levados em consideração. Se alguém souber, o menor seria prejudicado? Se uma relação tiver que ser mantida em segredo, talvez seja melhor não tê-la.

  327. Pode levar décadas pra que essas mudanças ocorram. Então, por enquanto, vamos ficar só na amizade, tá bom?

  328. Por mais que o adulto ame o menor, ele não deve mimá-lo. O menor não pode desenvolver dependência pelo adulto.

  329. O adulto deve informar o menor sobre abuso sexual infantil “de verdade” e instrui-lo a denunciar.

  330. Os pais são os únicos que devem obrigatoriamente saber da relação. Não precisa ser segredo, mas você não sai por aí contando isso pra qualquer um.

  331. Essas relações não podem acabar subitamente, para evitar dor emocional.

  332. Apesar de decididamente pró-contato, Rivas diz que, pelo menos no presente, é melhor ser “virtuoso”, isto é, celibatário em relação a menores.

  333. Dizer que um pedófilo não compreende o amor ou é incapaz de senti-lo é preconceito.

  334. Uma relação prazerosa, indolor, aprovada pelo menor e aprovada pelos pais não é imoral.

  335. Uma relação que não entra nesses padrões deve ainda ser considerada ilegal, diz o autor.

  336. Preconceito é imoral. Demonização de alguém por algo que você não compreende é imoral.

  337. Não se deve operar essas mudanças sem que o estigma social seja removido.

  338. Valores morais desse “Código de Honra do Pedófilo” devem ser revisados periodicamente de acordo com novas descobertas científicas, acompanhando a reflexão filosófica do tempo. Tal código deve ser usado como fundação para leis de regulação.

  339. Alguns críticos dizem: “mesmo que essas leis sirvam para impedir abuso real, nenhum adulto as quereria seguir.” Falam como se o desejo sexual sobrepujasse a razão em todos os adultos atraídos por menores. Se isso fosse verdade, como se explica que há um número enorme de pedófilos que nunca tem relações com menores, nem nunca consome pornô infantil? Esse preconceito, diz o autor, é herdado pelos virpeds (pedófilos anti-contato), mas eu posso dizer, por minha experiência, que há um número de virpeds que não pensa dessa forma. Pelo que eu pude observar, há várias razões pra alguém ser anti-contato e a habilidade de um adulto em seguir um código de conduta sexual (coisa que, aliás, todos os adultos normais fazem em relações já permitidas) não é uma razão boa pra um punhado de anti-contatos. Eles são prova viva de que uma pessoa pode ter uma atração e seguir um código de ética, mesmo que seu código de ética seja abstinência total.

  340. Pedofilia é atração por menores pré-púberes, ponto. Ela não implica egoismo, psicopatia, vontade de sequestrar, tendência pra estuprar e matar, nem nada disso. Se uma pessoa chega a fazer isso, ou é um caso de comorbidade ou a pessoa não era pedófila (pois a pedofilia, como atração sexual, implica sentimentos de amor).

  341. Se é o contato erótico que causa o dano, como é que crianças que tocam umas as outras não sofrem com isso?

  342. Se assumirmos que pedófilos têm pouco autocontrole, virpeds automaticamente perdem todo seu crédito. Como eles querem acabar com o estigma desse jeito? Assim, o anti-contato que diz que adultos atraídos por menores têm pouco autocontrole está implicando que pedófilos não podem ficar perto de crianças, logo, não podem participar da sociedade. O discurso de celibato completo se torna nulo. Mas é como eu disse, eu não vejo muitos virpeds dizendo que nosso autocontrole é precário.

  343. Se a criança não fala muito com os pais sobre seu amigo adulto, os pais devem perguntar.

  344. É o estigma social que faz com que a emancipação dessas relações seja vista como uma utopia. Basta lembrar que um monte de adolescentes de catorze anos tinha vida sexual ativa e saudável antes de 2009 no Brasil. Mas como? Isso não deveria ser utópico? É que, na época, havia mais tolerância. E nada de valor foi perdido.

  345. Relações entre adultos e menores devem ser, de alguma forma, monitoradas pelos pais. O autor não advoga que as crianças ou adolescentes devam tomar decisões como essa a despeito do posicionamento dos pais.

  346. A evidência de que o cérebro humano só chega à maturidade aos vinte e três anos não serve contra a emancipação desses relacionamentos: primeiro, porque essa evidência sugere que a idade de consentimento deveria ser vinte e três e, segundo, porque ela indica que dois menores não devem namorar ou ter relações antes dos vinte e três. Isso é ruim tanto pra menores quanto pra adultos. Ou se usa a evidência toda ou não se usa, em vez de usá-la seletivamente. Além do mais, há evidência contrária também. Supondo que o cérebro humano já tenha capacidade cognitiva madura o bastante antes dos vinte e três, menores só agem de forma errática porque adultos não lhes ensinam a se comportar de forma madura. E como vão ensinar, se o pânico moral em relação à pedofilia desencoraja adultos que poderiam mostrar afeição? A criança e o adolescente ficam presos ao aprendizado entre si, em vez de aprender de alguém mais experiente (o que explica porque gravidez adolescente acontece mais entre casais de jovens).

  347. Além do mais, esse argumento pressupõe que pessoas abaixo de vinte e três anos são sexualmente ignorantes.

  348. Se adultos não são capazes de agir eticamente em um relacionamento com um menor, supondo que tal fosse legalizado, por que então se espera que dois menores em relação entre si ajam eticamente, se o menor supostamente é menos mentalmente capaz?

  349. Como dito, alguns pais deixam porque veem que a criança não está sendo prejudicada e quer continuar.

  350. As crianças e os adolescentes devem conhecer seus direitos. O problema é que ninguém quer falar disso, pra não perder o controle sobre os menores.

  351. O debate atual sobre a pedofilia foca no indivíduo e não na relação. Querem que o adulto seja feliz apesar de abstinente, o que já é o começo, mas se recusam a pensar sobre o que torna uma relação positiva ou negativa. Ou assumem que é sempre negativa, o que não é verdade, ou não querem debater pra não perder fundos estatais. Pensam “como evitar?” em vez de “é necessário evitar?”

  352. Para o autor, é necessária uma nova leva de intelectuais que sejam mais abertos a direções radicais de pesquisa, porque a leva atual não quer falar sobre isso. Então, é preciso que os ventos mudem na ciência e na filosofia antes que possamos fazer quaisquer mudanças mais liberais nas leis de idade de consentimento. Eu não penso dessa forma. Concordo que é preciso diminuir o estigma até sua erradicação, mas creio que será necessária também uma nova leva de políticos e um aumento da aceitação por parte da população leiga. Isso porque pesquisadores têm carreiras pra manter e não querem causar ultraje público. O público precisa mudar primeiro.

  353. A homossexualidade ainda não é aceita o bastante, já que há menores com medo de se assumirem.

  354. E se o menor gostar tanto que acabe nunca encontrando, na idade adulta, um parceiro tão bom como o adulto com quem se relacionou na infância? Isso acontece também entre adultos. Quem nunca rompeu e se arrependeu, e depois viu que não podia voltar?

  355. O pânico moral é tamanho que, na falta de argumento, se inventam razões contra.

  356. Há esforço midiático sincero em fazer relações positivas e negativas parecerem a mesma coisa. Vitimização secundária é também exposta como intrínseca.

  357. Um número de pesquisadores rejeita dados positivos de caso pensado.

  358. Relações humanas positivas merecem proteção, não perseguição.

  359. A disparidade quantitativa entre estudos sobre consequências negativas e estudos sobre consequências positivas mostra como esse debate é viciado. Se a existência de relações positivas se tornar de conhecimento público, será uma questão de tempo até que pessoas descubram que sua qualidade é quase tão boa quanto a de relações entre adultos. Se pessoas pensarem dessa forma, podem também pensar que é injusto manter relações positivas ilegais, o que poderia se somar à crescente rejeição a leis de idade de consentimento (especialmente em locais onde é dezesseis ou mais). Daí, a sociedade mudaria e por aí vai. Manter as pessoas ignorantes sobre relações positivas é essencial para manter a sociedade como está. E isso é lucrativo.

  360. O excesso de proteção pode impedir a criança de amadurecer a um passo natural.

  361. A afirmação de que “relações com menores são violentas por definição e que qualquer que diga o contrário é um estuprador potencial” carece de provas. É duplo preconceito.

  362. Esse preconceito é reforçado pelo uso de amostras forenses na pesquisa sobre pedofilia. Esse problema começou a ser remediado na década passada.

  363. O fato de o consenso atual não ser imparcial já basta pra que o rejeitemos.

  364. O fato de que o preconceito das pessoas ainda existiria após a legalização não basta pra mantê-las ilegais. Existe preconceito contra homossexuais até hoje e esse preconceito diminui. Acho até que o preconceito contra relações intergeracionais seria superado mais cedo, porque o menor em relação positiva com um adulto amadurece mais rápido, inclusive intelectualmente, se devemos crédito aos casos do livro. Assim, haveria utilidade. Não seria uma coisa feita por puro prazer. Uma das razões pra homossexualidade ainda ser rejeitada pelos mais conservadores é de que a homossexualidade “não serve pra outra coisa além de prazer.” É assim que eu penso, mas não Rivas.

  365. A forma padrão de pesquisar a pedofilia é humilhante e desumanizante.

  366. O tratamento atualmente recebido pela pedofilia é o tratamento antes recebido pela homosexualidade. E agora homossexuais têm preconceito contra pedófilos.

  367. Existem pedófilos perfeitamente sãos.

  368. Pedófilos não devem pensar que estão doentes.

  369. Alguns (leia-se, Finkelhor) acreditam que o fato de haver relações positivas não invalida o fato de relações entre adulto e menor ainda serem imorais. Algumas pessoas que mantém essa visão argumentam que existem escravos felizes com sua condição. Mas comparar pedofilia e escravidão é descabido: a essência da escravidão é a falta da liberdade, que é um mal, ao passo que a essência de relações positivas entre adulto e menor é o amor entre os dois e o prazer sexual. Assim, um é essencialmente errado, o outro não é. Então, não dá pra concluir que pedofilia é sempre errado porque escravidão é sempre errado, mesmo existindo escravos felizes.

  370. Aliás, o fato de existirem menores que querem essas relações mostra como as leis de idade de consentimento se mostram como uma forma de controle e, portanto, de redução da liberdade.

  371. Rejeitar essas relações sem conhecer os dois lados revela preconceito, em vez de bom senso.

25 Comentários »

  1. […] follows that the peaceful and voluntary experience is unlikely to be remembered as […]

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    Pingback por What I learned from reading “Childhood sexual experiences with an older partner among men who have sex with men in Buenos Aires, Argentina”. | Analecto — 5 de setembro de 2019 @ 15:19

  2. […] decorre que a experiência pacífica e voluntária provavelmente não será lembrada como […]

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  18. Thanks again, Yure, for your valuable feedback. I had noticed that you mentioned your own positive experiences, but like you’re saying, all cases in the book need to meet my criteria.

    You’re of course totally right about the link in GM 09, thank you.

    Then, about Boychat etc.: I agree that including several cases from such sites may deter some readers, but Positive Memories is only meant for the “general public” in the sense of “people who are open-minded enough to let the facts speak for themselves, regardless of their specific academic or non-academic background.” Also, as I state in the book: “I recognize the fact that some of these accounts are better documented than other stories, ranging from an anonymous remark on an Internet forum to stories based on extensive personal correspondence or conversations. The reader should realize that in approximately 60% of all the accounts presented here the respondent revealed his or her (real) identity, either publicly or to an interviewer or researcher who has chosen to protect it. Critics should concentrate on the strongest cases within this collection while trying to assess what subtypes of positive voluntary relationships really exist.”

    I’ve simply included all cases that I personally, as far as I could determine, found trustworthy enough, also because I wanted to make it clear that there are quite a lof of people claiming to have been in a positive relationship, despite the very negative prejudices against any such relationships.

    Talking about prejudice: despite the fact that I’ve never been in an erotic relationship with a minor myself, have never been convicted for sexual abuse, and am very strict about ethical criteria (even about platonic relationships), I’ve been personally threatened by a few closed-minded readers. In one case, the threats were so serious that I decided a few years ago to mostly withdraw from the whole debate. I might still clarify some things, like I’ve tried to do here, and even add a few cases, but I don’t plan to make any new contributions as long as the climate remains so negative in the civilized world. In this respect, it is almost as if we’re living in the Dark Ages. Even if the opponents were right about their total rejection, this would not mean that all others would have to be demonized and silenced.

    All the best,

    T. Rivas

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    Comentário por T. Rivas — 13 de outubro de 2017 @ 12:36

    • I read that part in the discussion section. Personally, I think it would be better suited for the introduction. I’m sorry that things have gone so bad for you. But I’m willing to continue trying. So far, it has been easygoing, in this blog and with some few friends. Your contribution to the debate is great and I’m very thankful for that. In fact, your work is the second I read on the subject. The first was the Rind Report, which didn’t fully convice me. Positive Memories was the decisive book to see those relationships under a more fair light, so I recommend both documents to everyone interested in the subject.
      I understand that you may want to rest now, due to the climate. But the debate will continue for as long as people nurture fond memories of what happened. Thanks for writing your book and your other contributions which are my list.

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      Comentário por Yure — 13 de outubro de 2017 @ 17:44

      • I understand why you believe that the part mentioned could be better suited for the introduction, but I actually didn’t want my readers to skip too many testimonies….That is why I’ve included it in the Discussion. Always starting from the idea of really open-minded and sincerely curious readers, of course.

        Thanks a lot for your kind words, Yure! I’m happy to have contributed something and I continue to believe in the just cause of the societal acceptance of morally sound relationships. Hopefully I will live long enough to witness some positive changes within my lifetime. If so, I probably would like to get involved again.

        Keep up the intelligent, thoughtful work and don’t get discouraged too soon.
        Reason and compassion will prevail in the end. It is always just a matter of time!

        T. Rivas

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        Comentário por T. Rivas — 13 de outubro de 2017 @ 19:23

  19. Hello Yure!

    I feel honored that you’ve taken the trouble to write these numerous notes about my book Positive Memories. You really make some interesting observations, and I agree with you on most of them. Obrigado!

    Here and there you seem to confuse a possibility (as in: a child may do or be this or that) with a rule. And you also seem to be confident that some patterns in these cases will be representative for all positive relationships, such as that most relationships would be with adults under the age of 30. Whereas this may simply be a coincidence or due to the fact that the former child may consider it less embarassing to talk about a relationship when the adult partner was relatively young also. Similarly, you seem to have concluded that most children in a positive relationship would either come from an unbalanced family or only look for sexual experiments. Whereas a child from an unbalanced family might simply feel less loyalty to his or her family’s values and therefore report the positive relationship sooner than children in a balanced family with a positive relationship with an adult.

    Anyway, I specifically wish to respond to a few points you’re making about possible errors in the book:

    “If Rivas wasn’t supposed to use testimonials from pedophiles in this book, he would have more chances of acceptance if he didn’t use accounts obtained in Boychat. Don’t make it hard to defend you, Rivas!” – Well, that would be true if visitors to forums like Boychat are by definition exclusively ‘pedophiles’. Maybe it is like that nowadays (I stopped visiting them years ago), but it was not like that in the past. There have been forums, which used to be open to both pedophiles and non-pedophiles, and to opponents as well as proponents. The mere fact that a case is mentioned on a pedophile forum does not prove that the former child must have become a ‘pedophile’ him/herself. So unless there is a clear indication that the former child is a pedophile now, I’ve decided to include cases on such forums. But please note that it is not true that most cases derive from such ‘pedophile’ forums.

    Este livro tem um link abreviado. Ele espera que eu clique na página? É por isso que um livro disponível em formato HTML não pode ser impresso sem edição. → Could you tell me where the link is, because this needs to be reported to the editor. (My book was quite thorougly edited by several people of Ipce other than myself).

    Por que histórias com menininhas são mais detalhadas? – I have no idea, but this could simply be reflecting a tendency in many women to be more verbal when sharing their experiences than many men.

    GW03 and GW04 – No, they are clearly not one and the same person. And the people reporting these experiences are real and even quite well-known in certain social circles.

    “that prejudice is inherited by virpeds (anti-contact pedophiles), says the author, but I can say, from personal experience, that a number of virpeds do not think like that. From what I could observe, there are many reasons that make a person choose to be anti-contact path and the ability of an adult to follow a code of sexual conduct (something tht all normal adults already do in already legalized relationships, by the way) isn’t a good reason for a handful of anti-contacts. They are the living proof that someone can have an attraction and follow a code of ethics, even if their code is complete abstinence.” – I was specifically talking about a situation in which erotic contact would be present. I didn’t mean to say that all virpeds in general believe that engaging in erotic contact makes an ‘pedophile’ adult lose control unlike other adults, but simply that IF a virped believes such to be the case, this logically has serious consequences for platonic frienships as well. If ‘pedophiles’ typically lacks self-control, why should this only be a problem in physically erotic situations, and not in other arousing situations without physical contact too? It would make it dangerous for a pedophile to be close and alone with boys and/or girls. Pedophiles would be much like the Hulk from the cinema or TV-series, very little could be enough to trigger them and change them into violent monsters.

    Maybe virpeds don’t sress this point of self-control very often, but it is a consequence of the idea that if it comes to pedo-erotic contact, there is a real danger that the pedophile loses control and forces the child to undergo certain unwanted acts. This is because engaging in sexuality and losing control is not at all typical for most people. So why should it be typical for ‘pedophiles’? To assume that the danger is real (rather than purely hypothetical and limited to a distinct and very limited subgroup of abusive people with a severe psychiatric condition), implies assuming that pedophiles are less capable of regulating their own behavior than average. I don’t want to say this is the main argument of virpeds to urge others to remain celibate, but it certainly does play a role, as I noticed in an online debate with a high standing and apparently quite influential virped.

    “For the author, a new wave of intellectuals who are more open to radical research directions is needed, because the current wave isn’t willing to discuss it. So, a change in science and philosophy is needed before we can make any liberal changes in age of consent laws. I don’t think like that. I agree that reducing stigma to erradication is needed, but I believe that a new wave of politicians and growing acceptance among laymen are also needed. Because many researchers do not want to touch the subject, as they have careers to keep and don’t want public outrages. The public needs to change first..” – I would say: first there has to be (scientific) information that informs the public. Based on that, the public will change their opinion and then politicians chosen by the public will change legislation.

    “The fact that the prejudice would endure even after legalization isn’t enough to keep them illegal. There’s prejudice against homosexuals even today and said prejudice is decreasing. I even think that the prejudice against intergenerational relationships would be overcomed easier, because the minor in a positive relationship with an adult matures quicker, including in an intellectual sense, if we owe credit to the testimonials in this book. So, there would be an use. It wouldn’t be something that brings just pleasure. One of the reasons for homosexuality to be still rejected by more conservative people is that homosexuality “serves no other purpose, but pleasure alone”. That’s how I think, but not Rivas.” – There is a misunderstanding here. I’m not talking about legislation in this context, but about ethics. As long as the societal climate remains very negative about positive relationships, the risks that this will traumatize the child is simply too great.

    Best wishes,

    T. Rivas

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    Comentário por T. Rivas — 12 de outubro de 2017 @ 20:03

    • Rivas! I did expect you to read this sooner or later. Since you are alive and running and there are few reviews on your book, I knew it wouldn’t be hard to see this. Thanks for stopping by.
      The annotations follow my line of thought as I read the book and the thoughts were written in the order they appear. I had a positive experience with an adult, so I sometimes judged these contacts from experience. At one point, I considering sending the experience to you, but it breaks two of your criteria.
      I assumed that most of them happen with adults under age of 30, but yes, maybe I’m taking the accounts in a too-general sense. I’m new to this subject of attraction to minors, having only began to look seriously into it in May 2017. So, I haven’t read a lot yet. seeing so many accounts related to adults under age 30, I indeed thought it was a common trait among them, with occasional exceptions (my case even). I used the example of unbalanced families, indeed, but later on I noticed that some balanced parents allow and even support the child’s intergenerational contact. But, again, I may have presumed that it was not the rule, at least in US and UK. Because, in Brazil, things are slightly different and families were more permissive. Still are, albeit just in some areas.
      On the Boychat problem, I said you would have more chances of acceptance. I have seen some people on Boychat saying that they aren’t pedophiles, but are supportive. I don’t have a reason to distrust them. But general population does. In a book aimed for no public in particular, or for the general public, a higher chance of acceptance also depends on taking the public’s prejudices into account. I’m not saying that I believe that Boychat users are all pedophiles, but a lot of people do. And they could disregard the book because of that point alone. I’m not saying to completely play into the prejudice, because doing so would keep the book from even being written, but to take some prejudices in consideration in order to make it more presentable for general public. On the other hand, considering the criteria that you used to collect the experiences, I think you are just being loyal to your criteria and, indeed, if there’s no clear indication, the experience is valid. I’m just saying that people would still see that as fishy.
      The link is at “GM-09 – Hannah”. When presenting a link, some pages abbreviate it, by putting the first and last characters of the link, expecting you to click it. If you click, the link will work just fine. But in a printed work, if the editor copied and pasted, the person would need to retype the link in the address bar, and that would be impossible if the link is abbreviated.
      As for stories with girls being more detailed, I figured it was something like that. Women used to write much more than men back when Experience Project existed. Much to my frustration sometimes…
      If you assure than GW-03 and GW-04 are from different people, then the resemblance must be thanks to editing.
      On the virtuous issue, I think you are talkin about Todd Nickerson. Hikari, my friend whom I met on Boychat, showed me some of his texts and it does look like something he would say. He doesn’t say that majority are like that, but says that there’s a lot of people willing to take advantage of children. Indeed. But he says nothing about these positive contacts nor mention their proportion compared to negative encounters. That creates a sensation that self-control is an issue for most pedophiles, specially because, for media and laymen, pedophilia and child sexual abuse are the same thing. So, if someone isn’t “virtuous”, the layman could think, they may very well be a rapist. That reflects on the general hate that a lot of anti-contacts have against pro-contacts, which I do not reciprocate. If a lot of virpeds were like that, however, I have trouble accepting a movement like that. A lot of people do. “Pedophiles have trouble at self-control, I’m a pedophile, I’m trying to exercise self-control.” Makes little sense to argue like that and expect people to trust you. I have only seen Nickerson arguing like that, thankfully, and in a not direct way. Then again, I have only recently began to look this subject up.
      Thanks for the clarifications and for your visit. Sleep well.

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      Comentário por Yure — 13 de outubro de 2017 @ 09:32

  20. […] deve ser banida e levando em consideração a tradição hebéfila da Grécia Antiga, será que o Positive Memories seria […]

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    Pingback por Anotações sobre a república. | Analecto — 7 de outubro de 2017 @ 13:52


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