Analecto

25 de dezembro de 2017

Dano psicológico.

Sobre Dano Psicológico

Uma breve resposta a Doobious Wolf.

Escrito por mim para os leitores do Analecto, na esperança de que alguém mostre este texto ao Doobious Wolf.

Resumo.

Em resposta a Doobious Wolf, tento esclarecer por que temos a sensação de dano intrínseco à relações sexuais entre adultos e menores. Acontece que relações entre adulto e menor não seguem padrões de resultado, isto é, não terminam todas da mesma forma e que, portanto, é um mito sustentar que todas as crianças que se relacionaram com adultos sentirão os mesmos efeitos. Em adição, crianças que tiveram essas relações e as descrevem como positivas podem ter uma boa memória convertida em razão de ansiedade pela necessidade de esconder o ocorrido e também pela vergonha que acompanha o ato. No entanto, esse é um fenômeno cultural que não é facilmente observado em sociedades mais liberais como o Brasil ou sociedades indígenas isoladas. Donde decorre que só há dano intrínseco à relações negativas, mas efeitos negativos podem aparecer em pessoas com experiências positivas porque o meio em que vivem rejeita essas relações (vitimização secundária).

Abstract.

In response to Doobious Wolf, I try to clarify why do we feel that there’s intrinsic harm to sexual relationships between adults and minors. What actually happens is that adult-minor relationships don’t follow outcome patterns, that is, they don’t always have the same effect on the minor and, because of that, it’s a myth that all children who had a relationship with an adult will feel the same effects. Plus, children who had those relationships and regard them as positive can still have a positive memory turned into a source of anxiety due to the need to hide and due to the shame that comes with the act. However, that’s a cultural phenomenon that isn’t easily observed in Brazil or isolated indigenous societies. From which we draw that there’s intrinsic harm only to negative relationships, but negative effects may appear on people with positive experiences because their cultural context rejects those relationships (secondary victimization).

O problema.

Num vídeo em que Doobious Wolf, pseudônimo de um usuário do YouTube, dá respostas aos comentários relevantes que recebera, ele resolve responder a um comentário que o inquire sobre sua opinião acerca da tese de vitimização secundária1 de crianças que tiveram relações sexuais com adultos. No comentário, Warz (também pseudônimo) pergunta a Wolf se o dano psicológico não poderia ser minimizado se a sociedade não visse sexo em geral como algo de suprema importância.2 Com efeito, temos muitos tabus sexuais e Warz pergunta se o tabu de relações entre adultos e menores não estaria por trás de muitos traumas ocorridos em decorrência dessas relações.

Doobious Wolf então respondeu que, embora ele concorde que crianças podem ter relações com adultos e não receber dano físico por causa dessas relações, ele não descarta a possibilidade de dano psicológico inerente.3

Antes de tratar essa questão em profundidade, o autor do vídeo demonstra que está disposto a argumentar de forma imparcial sobre o assunto, em vez de condenar a priori a ideia de que leis de idade de consentimento não têm razão de existir (ponto sustentado por Amos Yee). Ele inclusive fez uma pesquisa no sítio da American Psychological Association e listou um número de efeitos decorrentes do abuso sexual infantil, a saber: chupar o dedo, molhar a cama, problemas de sono, desordem alimentar, queda no rendimento escolar, isolamento, agressividade, abuso de álcool, abuso de drogas e ansiedade. Não tiro sua razão quanto a isso, isto é, de que experiências sexuais abusivas são prejudiciais ao menor. No entanto, sabendo que:

  1. Um número grande dessas relações não resulta em dano, inclusive psicológico,4 podendo inclusive serem lembradas como “positivas” e

  2. Um número dessas relações não é forçada,5

Fica patente a utilização errada do termo “abuso” ou “estupro” para descrever todas as relações sexuais engajadas antes da idade de consentimento,6 que é catorze no Brasil. O que tentarei fazer com este curto texto é mostrar evidências e argumentos contra a tese de dano psicológico inerente.

Argumentação.

Ao pesquisar dano a longo prazo em casos de relações sexuais envolvendo pessoas abaixo da idade de consentimento (doravante “menores”), é preciso levar em consideração que um sintoma não está sempre necessariamente ligado a uma causa específica. Por exemplo: uma tosse pode ser sintoma de tuberculose, coqueluche, pneumonia entre outras doenças.

Então, quando uma criança sofre qualquer dos efeitos apontados por Wolf, ela pode os sofrer por outras razões, especialmente se a relação sexual tiver sido pacífica e desejada, por exemplo, um ato libidinoso não-penetrativo, não-violento e não-recíproco.7 Logo, uma relação sexual, especialmente se a relação é tida por positiva pelo menor, não pode ser seguramente apontada como causa de desajuste psicológico na vida adulta.8 Ela pode estar desajustada por outros problemas de infância ou mesmo que só começaram depois de adulto.

Ao pesquisar efeitos de abuso sexual, é preciso procurar por comorbidades e controlar variáveis terceiras, como ambiente familiar, estresse psicológico, pressão escolar, repressão sexual, abuso verbal, abuso físico (chineladas, palmadas, golpes de cinturão) e outros dados que possam ser relevantes.9 Um bom jeito de saber quais variáveis precisam ser controladas antes de oferecer um diagnóstico definitivo seria falando com o menor para saber como ele julga a relação que teve, qual o grau de permissão concedido ou se o menor iniciou o ato. Se a experiência tiver sido negativa, é mais seguro, mas não completamente seguro, concluir que ela é a razão do desajuste. Para concluir definitivamente, seria preciso saber do menor se ele pode fazer a ligação entre o ato e o desajuste. Em suma, o menor deve julgar a relação, não o terapeuta.

Ao não fazer isso, nos arriscamos a um diagnóstico errado e, consequentemente, a um tratamento errado, o que pode causar mais problemas ao menor.10

Uma outra variável a ser considerada seria o tratamento que o menor recebeu por causa de sequelas. Suponhamos que uma criança teve uma relação sexual positiva na infância, não lutou contra ela, a teve por bem-vinda, chegando a pedir por mais, mas depois ela cresce, olha para trás e sente vergonha do seu comportamento, sente que foi abusada e manipulada. Que tipo de tratamento essa pessoa deveria receber? Susan Clancy sugere que o adulto deveria aceitar o que aconteceu e entender que é sua interpretação do ato que está causando o desajuste e que o adulto deve deixar o incidente no passado.11 No entanto, Clancy sofreu perseguição acadêmica e popular, primeiro porque há doutores que praticam terapia sobre o paradigma de abuso de menor, de forma que os dados de Clancy se mostrariam uma perturbação econômica, e segundo porque ela propõe a aceitação de uma memória tida como socialmente hedionda, o que não seria problema se a sociedade não visse esse tipo de relação como tabu.12

É desse tipo de vitimização secundária que Warz está falando: o conflito entre valores morais e experiências pessoais levam a pessoa a se sentir imoral por ter gostado do “abuso” sofrido, transformando uma experiência positiva em causa de ansiedade. Isso dá a impressão de dano psicológico inerente, porque isso significa que sintomas negativos podem aparecer em pessoas com experiências negativas e também em pessoas com experiências positivas. Mas mesmo assim, há um número de relacionamentos entre adultos e menores que são lembrados como positivos e não causam ansiedade ao menor depois que ele cresce.

Isso me leva à outra variável que é o ambiente cultural. Segundo o Relatório Rind, 42% dos meninos e 16% das meninas lembra das experiências sexuais infantis como positivas (contando os quatro tipos genéricos13 e contando relações entre menor e menor),14 mas, num estudo realizado em Campinas, Brasil, o número entre meninos é de 57% (contando apenas um tipo,15 contando somente relações entre adulto e menor).16 Em adição, outras culturas que lidam melhor com a sexualidade infantil, mesmo sendo mais liberais sexualmente, não estão lotadas de adultos traumatizados,17 com alguns sendo bastante pacíficos.18 Então, é preciso verificar se o ambiente cultural também não tem participação na geração de efeitos negativos sobre pessoas que têm experiências positivas. Esses dados também corroboram com o ponto de Warz, de que talvez o tabu (a ideia de que essas relações são erradas, todos esses adultos são monstros, todas essas relações implicam o uso do menor como meio de satisfação e outros preconceitos) tenha um papel na formação de sintomas.

Por último, o fato de o número de experiências positivas nos Estados Unidos (onde a idade de consentimento é, no mínimo, dezesseis) ser baixo, mas alto em outros lugares (a idade de consentimento no Brasil é catorze), mostra que uma alta idade de consentimento não impede essas relações de ocorrerem,19 mas desencoraja adultos responsáveis que poderiam prover um menor de uma experiência que poderia até ser desejada por ele.20 Isso refuta a tese de dano psicológico inerente a todas as relações, mas não refuta a tese de dano inerente à relações forçadas ou negativas, as quais merecem serem chamadas de “abuso”.

Se por um lado o problema do dano psicológico inerente foi resolvido, é preciso tomar precaução quanto a esses efeitos, quando aparecem em crianças que não foram abusadas sexualmente ou que não tiveram nenhum contato sexual, mesmo não-abusivo, mesmo com outras crianças. Se nutrirmos a crença de que esses sintomas são necessários, ao passo que a sociedade parece ignorar voluntariamente outras explicações para os sintomas quando a suspeita de abuso aparece, podemos dar margem à acusações falsas de molestamento. Mas a verdade é que relações na infância não terminam sempre do mesmo jeito,21 tornando inútil a tentativa de fazer uma lista fixa de efeitos a ser aplicada a todas as crianças, especialmente se a experiência foi positiva.

O pânico moral em relação à pedofilia está nos levando a superproteger nossos filhos, causando uma ruptura entre gerações: crianças desconfiam de adultos e adultos fogem de crianças. A privação de afeto entre gerações prejudica os menores, que ficam sem ajuda dos adultos mesmo em casos críticos.22 Na atual conjuntura, uma acusação falsa poderia destruir a vida de uma pessoa.23 Isso desencoraja a interação saudável entre adulto e menor.

Conclusão.

Se existem relações positivas, que resultam em adultos normais, que funcionam tão bem como adultos que não tiveram essas relações, a tese de dano psicológico inerente é falsa. No entanto, uma pessoa com memórias positivas pode ter sua experiência transformada em razão de ansiedade por causa da reação social ao ato, causando sentimentos de vergonha e também de culpa, se o menor tiver iniciado o ato. Mas isso é uma reação do ambiente, portanto o tabu tem um papel no desenvolvimento de efeitos negativos em pessoas com experiências positivas.

Proponho que pessoas com experiências positivas devam ter seu julgamento respeitado, tanto quanto as que tiveram experiências negativas. Com efeito, se a experiência foi positiva, falar de dano não faz sentido; se deve falar de benefício. Estigmatizar uma pessoa com experiências positivas, a fim de fazê-la se sentir mal pelo ocorrido é, também, abuso, porque os efeitos não apareceriam se ninguém tivesse “interpretado” a experiência segundo critérios alheios à pessoa. Isso também explica porque sociedades mais liberais têm menos adultos traumatizados por abuso sexual infantil. A criança com experiências positivas, em contato com uma sociedade que trata essas relações como tabu, passa a sentir vergonha do ocorreu e a esconder o que fez, talvez se vendo forçada a admitir publicamente que o ato foi abusivo, mesmo que seu julgamento contradiga essa posição. Isso não pode ser saudável. A criança com experiências positivas deveria ser capaz de falar sobre elas sem sofrer por isso, tal como aqueles que denunciam casos negativos que lhes aconteceram e recebem apoio emocional.

Por último, isso mostra que leis de idade de consentimento não impedem essas relações de ocorrerem, mas desencoraja pessoas atraídas por menores que são bem-intencionadas, bem como relacionamentos positivos entre dois menores. A idade de consentimento propõe-se a medir a maturidade do menor, mas como? Por que a idade de consentimento varia segundo a cultura local? Porventura crianças amadurecem mais rápido no Japão ou no México, em comparação com Estados Unidos e Reino Unido? Se a idade de consentimento não mede maturidade, então o que ela mede? Se ela é uma categoria legal, não precisa ser incluída num debate psicológico, a menos que estejamos falando também impacto social (como é o caso deste texto). Abstraído o elemento social, seria melhor falar em “maturidade”, não em idade de consentimento.

Como eu não tenho conta no YouTube, não posso mostrar este texto a Doobious Wolf. Então, se você estiver lendo e tiver conta, eu ficaria grato se você mostrasse este texto a ele. No entanto, lembrando que Doobious Wolf é um pseudônimo, então você não deveria lhe mostrar este texto sem antes julgar se é seguro.

Referências.

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1Vitimização secundária: um tipo de dano psicológico que não é causado por um ato em si, mas pela reação de outros ao ato (no caso, uma criança que se relaciona com um adulto e gosta do que ocorreu, mas acaba sofrendo com a reação dos pais, com o sentimento de vergonha que lhe é imputado, com o exame médico para detectar sinais de abuso ou pela intervenção legal). Ver Paedophilia: the Radical Case. Chapter 3: The ‘Molester’ and His ‘Victim’ ; páginas 42 a 44. https://www.ipce.info/host/radicase/chap03.htm

2Para ver o que outros pesquisadores pensam sobre esta matéria, ver a compilação Society’s stigma of the act may account for a large portion of the harm. https://clresearchblog.wordpress.com/2017/07/08/societys-stigma-of-the-act-may-account-for-a-large-portion-of-the-harm/

3Comment Response Time! (12/07/17). https://www.youtube.com/watch?v=dw5cIBhQ940

4A Meta-Analytic Examination of Assumed Properties of Child Sexual Abuse Using College Samples. Results ; Self-reported reactions to and effects from CSA ; páginas 36 a 37. https://www.ipce.info/library_3/rbt/metaana.pdf

5Positive Memories: Cases of positive memories of erotic and platonic relationships and contacts of children with adults, as seen from the perspective of the former minor. Boys with women ; BW-10 – Vili Fualaau ;  páginas 118 a 122. https://www.ipce.info/host/rivas/boys_women/vili_fualaau.htm

6A Meta-Analytic Examination of Assumed Properties of Child Sexual Abuse Using College Samples. Summary and conclusion ;  página 46. https://www.ipce.info/library_3/rbt/metaana.pdf

8A Meta-Analytic Examination of Assumed Properties of Child Sexual Abuse Using College Samples. Previous literature review ; Qualitative literature reviews ; página 23. https://www.ipce.info/library_3/rbt/metaana.pdf

9A Meta-Analytic Examination of Assumed Properties of Child Sexual Abuse Using College Samples. The four assumed properties of CSA revisited ; Causality ; página 44. https://www.ipce.info/library_3/rbt/metaana.pdf

10Positive Memories: Cases of positive memories of erotic and platonic relationships and contacts of children with adults, as seen from the perspective of the former minor. Boys with men ; BM-16 – Chris ;  páginas 26 a 32. https://www.ipce.info/host/rivas/boys_men/chris.htm

11Para ser justo, Clancy não acredita que relações entre adultos e menores, mesmo que sejam positivas, devam ser permitidas, porque, a seu ver, uma criança não é capaz de emitir consentimento informado. Mas há quem conteste a noção de consentimento informado. Ver Sex and The Age of Consent: the Ethical Issues. https://www.ipce.info/library/journal-article/sex-and-age-consent-ethical-issues

12Abusing Not Only Children, but Also Science. http://www.nytimes.com/2010/01/26/health/26zuger.html

13Menino/homem, menino/mulher, menina/homem, menina/mulher.

14A Meta-Analytic Examination of Assumed Properties of Child Sexual Abuse Using College Samples. Results ; Self-reported reactions to and effects from CSA ; página 36. https://www.ipce.info/library_3/rbt/metaana.pdf

15Menino/homem.

16Recalled Sexual Experiences in Childhood with Older Partners: A Study of Brazilian Men Who Have Sex with Men and Male-to-Female Transgender Persons. https://link.springer.com/article/10.1007/s10508-011-9748-y

17Paedophilia: the Radical Case. Chapter 2: Children’s Sexuality: What do We Mean? ; página 22. https://www.ipce.info/host/radicase/chap02.htm

18Body Pleasure and The Origins of Violence. http://violence.de/prescott/bulletin/article.html

19Child Sexual Abuse: Top 5 Countries With the Highest Rates. http://www.ibtimes.co.uk/child-sexual-abuse-top-5-countries-highest-rates-1436162

20No Brasil, uma menina de doze anos pediu sexo a um adulto de vinte e nove. A mãe denunciou, mas se arrependeu e o adulto foi absolvido. Ver Tribunais Absolvem Acusados De Sexo Com Menor Apesar De Nova Lei. http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/05/tribunais-absolvem-acusados-de-sexo-com-menor-apesar-de-nova-lei.html

21A Meta-Analytic Examination of Assumed Properties of Child Sexual Abuse Using College Samples. Child sexual abuse as construct reconsidered ; página 46. https://www.ipce.info/library_3/rbt/metaana.pdf

22Ipce Newstletter #30. Hysteria is Dangerous: Did Pedophilia Hysteria Cause Child’s Death? https://www.ipce.info/newsletters/newsl_pdf/Ipce%20Newsletter%20E%2030.pdf

23Para ter uma ideia de como, veja o filme A Caça, de 2012. Resenha do Filme “A Caça”. https://psicologiadospsicologos.blogspot.com/2014/08/resenha-do-filme-caca.html

9 Comentários »

  1. […] outro lado, a pessoa pode desenvolver sintomas negativos depois de um tempo […]

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    Pingback por O que aprendi lendo “Immediate and Long-Term Impacts of Child Sexual Abuse”. | Analecto — 3 de março de 2019 @ 10:13

  2. […] existem “sintomas de abuso” que não possam ser apontados em crianças que têm problemas, mas que não foram […]

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    Pingback por O que aprendi lendo “Harmful to Minors”. | Analecto — 9 de dezembro de 2018 @ 16:43

  3. […] para provar que crianças foram abusadas no contexto de ritual sexual eram degradantes e invasivas, traumatizantes em si mesmas (e acabou que um monte desses abusos nem […]

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    Pingback por O que aprendi lendo “Handbook of Child and Adolescent Sexuality”. | Analecto — 17 de outubro de 2018 @ 09:15

  4. […] Isso pode causar dano secundário. […]

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    Pingback por Anotações sobre “Gay and Bisexual Adolescent Boys’ Sexual Experiences With Men”, do Bruce Rind. | Analecto — 13 de julho de 2018 @ 23:12

  5. “A criança com experiências positivas, em contato com uma sociedade que trata essas relações como tabu, passa a sentir vergonha do ocorreu e a esconder o que fez, talvez se vendo forçada a admitir publicamente que o ato foi abusivo, mesmo que seu julgamento contradiga essa posição.”
    Soube de um caso de um garoto de 13 anos, supostamente vítima de abuso sexual, que ao negar os fatos em sua oitiva diante do juiz criminal, foi repetidas vezes interpelado com a frase “porque você está mentindo?” pela promotora, que chegou ao ponto de solicitar que fosse interrompida a gravação da audiência, intimidando o garoto para que falasse o que supostamente teria acontecido e reafirmando que ele estava mentindo. Retomada a gravação, o garoto continuou negando qualquer contato com o suposto agressor… Isso aconteceu numa vara criminal em 2013 em um estado brasileiro… e ainda assim, sem qualquer evidência física, ou outra prova concreta, apenas fundamentado num laudo psicológico que afirmou “ser normal que nos casos de abuso a vítima negue os fatos por vergonha ou senso de autopreservação” e o relato de um denunciante… o homem foi condenado e atualmente ainda cumpre pena em regime fechado. Isto demonstra o quão longe a lei está de realmente se preocupar com o bem-estar psicológico de supostas vítimas de abuso. O foco do Judiciário e do Ministério Público está em punir e ampliar as estatísticas de condenações e prisões, pouco se importando realmente com eventuais danos sofridos por estas crianças e adolescentes que a lei visa em tese proteger.

    Curtido por 1 pessoa

    Comentário por Skyler — 18 de março de 2018 @ 18:30

    • Muito bem dito. Fico feliz, Skyler, por você finalmente ter comentado afinal. Suas experiências e intuições são bem interessantes, como me lembro do e-mail. Eu queria que nosso lado tivesse mais contingente. Aí, quem sabe? Poderíamos fazer outros pensarem como nós e leis absurdas com interpretações absurdas fossem repensadas.

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      Comentário por Yure — 18 de março de 2018 @ 20:43

  6. […] Quebrar normas morais não implica dano psicológico. […]

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    Pingback por Anotações sobre “Circular arguments and category errors in the rejection of voluntary intimate relationships between adults and children.” | Analecto — 6 de fevereiro de 2018 @ 15:46

  7. […] criança que não foi traumatizada pela relação sexual pode ser traumatizada pela reação dos pais, pior ainda se o caso acabar no […]

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    Pingback por Anotações sobre “Boys on Their Contacts With Men”. | Analecto — 20 de janeiro de 2018 @ 16:36

  8. […] Chamar de vítima quem não se sente vítima, a ponto de fazê-lo se sentir vítima, pode causar dano psicológico. […]

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    Pingback por Anotações sobre “Biased Terminology Effects and Biased Information Processing in Research on Adult-Nonadult Sexual Interactions: An Empirical Investigation”. | Analecto — 30 de dezembro de 2017 @ 12:26


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