Analecto

25 de dezembro de 2018

O que aprendi lendo “I didn’t know how to deal with it.”

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, — Alma @ 17:48

I didn’t know how to deal with it” foi escrito por Frans Gieles. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

  1. O texto é sobre atos libidinosos antes da idade de consentimento.
  2. Embora um bom número dessas experiências seja considerada positiva no momento em que ocorreu, a criança ou adolescente, ao crescer, passa a ver a experiência diferentemente e a se arrepender do que fez.
  3. Isso pode ocorrer por causa da sensação de vulnerabilidade: o sujeito sente que não pode sair da relação depois que ela começa.
  4. A rápida progressão do relacionamento também pode prejudicar o menor.
  5. Outra fonte de sentimentos negativos é a manutenção do segredo: o menor que tem que guardar segredos da família e dos amigos também pode ficar com a consciência pesada.
  6. Ainda outra razão para ver a experiência negativamente é a falta de espontaneidade: o mais novo se sente controlado.
  7. Por razões como essas, o menor que aceita se relacionar antes dos catorze anos cresce e sente vergonha de ter aceitado.
  8. Esse tipo de relacionamento pode minar a autoconfiança do menor.
  9. Além disso, há o problema de que o menor pode passar a evitar o parceiro e, apesar disso, continuar sofrendo pressão.
  10. Donde decorre que a ausência de violência não torna relacionamentos precoces completamente livres de risco.
  11. A reinterpretação de uma experiência positiva como negativa não ocorre sem razão.
  12. Uma das razões é a negatividade sexual da sociedade.
  13. Outra é a mídia.
  14. Essas fontes de narrativas diferentes são absorvidas por sujeitos que não têm senso crítico.
  15. Assim, numa situação de relacionamento precoce sem violência real, crescer em um ambiente que rejeita tal relacionamento levará o sujeito a ver a experiência como negativa apesar de consensual.
  16. Esse julgamento posterior é consolidado em clínicas de saúde mental, caso o menor seja forçado a atender a algum tipo de terapia.
  17. Logo todos os desvios de conduta do menor serão atribuídos a seu relacionamento passado.
  18. O menor nunca deve se sentir forçado.
  19. A iniciativa não pode ser tomada pelo mais velho.
  20. O menor deve ser capaz de deixar o relacionamento quando desejar.
  21. Se uma relação tem que ser mantida em segredo pra continuar existindo, é melhor não ter tal relação.
  22. Enquanto relacionamentos antes da idade de consentimento forem proibidos, mantê-los é imoral.
  23. Mesmo que fosse legal, a relação é antiética enquanto ela não preencher os requisitos nos itens 18 a 21.
  24. Mudanças sociais podem acontecer na geração seguinte… ou podem levar várias gerações.
  25. Primeiramente, é preciso que ato libidinoso antes da idade de consentimento não seja mais visto como “sempre abuso”, o que requer uma renovação da espinha dorsal de pesquisa da sexualidade infantil, um novo paradigma.
  26. Se um ato libidinoso antes da idade de consentimento pode ser avaliado como “prazeroso” no momento em que ocorreu, mas “imoral” depois que o sujeito se torna adulto, é mais responsável, considerando a chance de isso ocorrer, não procurar tais relacionamentos.
  27. Isso é especialmente verdade em relacionamentos entre adulto e menor.
  28. O sujeito com menos de catorze anos que mantém atos libidinosos pode ser estigmatizado por causa disso.
  29. Os pais têm direito de saber no que seu filho está se metendo.
  30. E poucos pais permitiriam tal coisa.

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