Analecto

25 de dezembro de 2018

O que aprendi lendo “Identifying the psychobiological correlates of pedophilic desire and behavior”.

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, — Yure @ 17:48

Identifying the psychobiological correlates of pedophilic desire and behavior: how can we generalize our knowledge beyond forensic samples?” foi escrito por Lisa J. Cohen e Igor I. Galynker. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

  1. A definição de pedofilia no DSM-IV-TR é rudimentar e limitada pelo pouco que se sabia sobre a atração por crianças.
  2. Se não compreendermos o fenômeno, não poderemos lidar com ele de forma adequada.
  3. Se a pesquisa for capenga, os critérios para emissão de diagnóstico serão capengas.
  4. Como a maior parte das pesquisas sobre pedofilia são feitas na população forense (pessoas encarceradas), é natural que a descrição do DSM-IV-TR seja falha.
  5. Não sabemos como funciona o pedófilo que se abstém de contato sexual com crianças.
  6. Ser atraído por crianças não garante que você se relacionará com elas.
  7. Um diagnóstico pode ter pouco significado clínico.
  8. O criminoso que se relaciona com uma criança sem ser pedófilo pode estar fazendo o que faz por falta de autocontrole (na falta de um parceiro adulto, se relaciona com uma criança), o que o torna diferente daquele que se relaciona com uma criança por causa de pedofilia (atração preferencial).
  9. Mais ansiedade, menos desejo e um histórico sexual anormal (por exemplo, pode ser abstinente ou nunca ter sido visto com um parceiro) são traços de atração, enquanto que mais impulsividade, tendência maior a se justificar e traços de psicopatia são sinais de pouco autocontrole.
  10. Comparando os pedófilos estudados com os viciados em drogas (também população forense), pedófilos têm menos impulsividade e menos indícios de psicopatia.
  11. Em geral, o pedófilo sofre de mais ansiedade do que as pessoas normais (óbvio).
  12. Como esses dados foram obtidos na população forense, os autores são honestos ao dizer que esses resultados não se estendem a pedófilos que se abstém de relações com crianças.

2 Comentários »

  1. Greetings Yuri

    I do not know if it is accurate to say that a paedophile or necessarily any other sexual minority suffers from more or less “anxiety” than other group. I say this only from my personal experience as a satisfied Boylover who has had an active sex life for very many years. All anxiety comes from inside yourself and truly is not based upon outside events any more than happiness is based upon some outside event. Each Human is solely responsible for their own anxiety if they feel it. It is easy to point fingers and to hold a belief that you will not suffer from it if you had this or that item or this or that situation. Many… perhaps all Humans fall into this trap of declaring that their happiness must be based upon attaining some fantasy. Instead… live now. Be happy now and live a stress free life now.
    I do not suffer from fear or anxiety or depression at all anymore but I do remember what those feelings were like and they always begin and end within you. They never make your present situation anything but worse. It is not anybody’s business what you are or what you do. Just be discreet and be yourself. If recreational sex is important than engage when it is safe and appropriate without fear. All Humans are equal in this regard. It is easy to say that “this or that” type of Human has it easier or harder. In truth, it is individual based.
    All humans behave they way they do based exclusively upon individual desire, ability and intent.

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    Comentário por octaevius — 28 de dezembro de 2018 @ 16:15

    • I think that pedophiles in particular and minor-attracted people in general feel more anxiety because they feel like there’s hatred coming upon them from all directions. It’s specially bad in the case of minor-attracted minors, that is, adolescents who feel attracted to children. There’s a lot of stigma. Plus, people are inclined to think that their feelings are inherently bad, even when not acted upon. But, at least for me, it’s more of a matter of how you look at it, kinda like how you said. For example: all the way up to age 24, I had no problems with feeling attracted to kids. I didn’t act upon it and felt pretty content with fantasy. Only after I started to look the subject up that I began to act up. Until then, I lived blissfully oblivious to the stigma and I only started to feel bad thanks to the emotional reaction from society. I had to recover my sanity, which took one month of reflection and study. It was when I found Ipce and later Boychat. Only then I felt fine again.

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      Comentário por Yure — 28 de dezembro de 2018 @ 17:03


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