Analecto

30 de maio de 2019

O que aprendi lendo o texto de Alexandra.

Filed under: Organizações — Tags:, — Yure @ 09:55

Abaixo, o que aprendi lendo o texto de Alexandra.

  1. O trabalho é sobre contabilidade.
  2. Existem várias formas de se olhar pra contabilidade empresarial, de forma que são precisas várias abordagens pra compreendê-la.
  3. Uma dessas abordagens é a “contabilidade social”.
  4. O “balanço social”, um dos principais conceitos da abordagem social da contabilidade, é raramente empregado por ser mal compreendido.
  5. A pergunta do trabalho: qual é a relevância da responsabilidade social para a estratégia mercadológica?
  6. O objetivo do trabalho é encontrar um meio de usar a responsabilidade social (em seus aspectos contábeis, sociais e ambientais) na manutenção da marca e da imagem da empresa.
  7. “Contabilidade” é o conjunto de técnicas de cálculo e interpretação de dados financeiros, patrimoniais ou de outra forma contábeis, a fim de apurar, coletar, registrar e classificar informação relevante à empresa ou organização.
  8. A contabilidade é uma aplicação social da matemática: você calcula com fins sociais.
  9. Portanto, é uma ciência social.
  10. Cada contador trabalha em uma área específica do órgão que o emprega, de forma que cada contador ou grupo de contadores é responsável por um setor.
  11. O gerente requererá tipos diferentes de dados de cada contador da empresa, a fim de obter uma visão global do andamento dos negócios.
  12. A contabilidade não apenas estuda como controla o patrimônio de uma determinada entidade.
  13. Tal como existem “leis da física”, isto é, regularidades que permitem a previsão de fenômenos físicos, existem “leis da contabilidade”, que permitem a previsão de fenômenos contábeis.
  14. As pessoas estão mudando: estão se preocupando com o bem-estar dos funcionários de empresas, estão se preocupando com o meio ambiente, estão se preocupando com a paz…
  15. A empresa que não acompanha as tendências humanitárias em ascensão corre o risco de perder a confiança de seu público.
  16. Assim, a empresa precisa pagar seus funcionários (mesmo que minimamente) bem, ser “justa” e ter compromisso ambiental, porque, se tais atitudes atraem clientes, tais atitudes são lucrativas.
  17. Avaliar a conformidade da empresa com essas tendências é tarefa da contabilidade social.
  18. Ela produz os dados que mostram, por exemplo, o quão “ecológica” é uma empresa, qual o grau de satisfação de seus funcionários, quantas mulheres trabalham ali e coisas que tais.
  19. Mostrar dados ambientais positivos é necessário.
  20. A mudança nas tendências de consumo faz com que a contabilidade social seja mais requisitada: as pessoas não estão comprando apenas o que é barato, mas também o que é saudável, ecologicamente correto, de uma empresa responsável e justa com seus funcionários.
  21. O resultado das pesquisas sociais contábeis é o “balanço social”.
  22. Um bom balanço social, dadas as tendências modernas de consumo, pode ser usado como ferramenta mercadológica, um tipo de propaganda da empresa (“compre aqui, eu sou bonzinho com as plantinhas, olha só”).
  23. O balanço social é publicado no Brasil desde 1965, mas só começou a ser levado a sério nos anos noventa.
  24. O balanço social é qualitativo, não necessariamente quantitativo, como é o balanço financeiro.
  25. O balanço social é obtido por vias numéricas, por vias de auditoria, por vias de observação e por vias dedutivas.
  26. A contabilidade social tem papel descritivo e prescritivo.
  27. Os dados socialmente contábeis são empregos, relação trabalhista, produtividade, higiene, remuneração, frequência dos funcionários, entre outros.
  28. O público-alvo de um balanço social é a sociedade ao redor da empresa.
  29. Estratégia tem a ver também com fazer as perguntas certas, não apenas a respondê-las.
  30. Eficácia é fazer o que se manda, eficiência é fazer o que se manda com o mínimo de gastos e esforço.
  31. Planejamento estratégico: imagine qual é o objetivo que você quer atingir, trace os meios de chegar lá, estipule metas e altere os meios empregados, se necessário, dependendo da capacidade destes de completar tais metas ao longo da aplicação da estratégia planejada.
  32. Um planejamento estratégico sempre tem longo alcance, mas não necessariamente é visa resultados a longo prazo: é possível, às vezes, fazer algo grande em pouco tempo.
  33. Isso envolve alocação de recursos.
  34. Empregados alienados dos processos da empresa deixam de se preocupar com o sucesso da empresa.
  35. Administração estratégica é uma situação em que todos os administradores (táticos e operacionais) pensam estrategicamente.
  36. O plano real acabou com a inflação.
  37. O tempo de súbitas mudanças entre os anos oitenta e noventa foi péssimo pra empresas brasileiras: cada mudança inesperada na economia prejudicava vendas e lucros.
  38. Planejar é pensar nos meios pra atingir um objetivo antecipado: o que deve ser feito, em que ordem e como cada coisa deve ser feita.
  39. É preciso coletar dados sobre a situação se queremos planejar qualquer coisa, bem como definir objetivamente e concisamente o que queremos.
  40. Etapas do planejamento: formulação dos objetivos, verificação dos nossos recursos e das nossas forças (para saber quais características da empresa favorecem ou restringem a busca pelo objetivo), verificação dos recursos e do comportamento do ambiente (para saber quais forças ao redor da empresa podem ser exploradas favoravelmente e quais devem ser evitadas ou combatidas), formulação de estratégia.
  41. As pessoas sabem que o governo, sozinho, não é capaz de resolver os problemas do povo.
  42. Tais problemas só podem ser amenizados pelo trabalho conjunto entre iniciativa pública e iniciativa privada.
  43. Assim, as pessoas esperam que empresas estejam dispostas a ajudá-las com suas necessidades sociais.
  44. Propor essa ajuda é uma jogada de marketing, no caso, marketing social: a associação entre uma marca ou empresa e uma determinada causa social defendida por ela.
  45. Essas causas podem ser higiene, nutrição, saúde, transporte, educação, habitação, trabalho…
  46. Se associar a essas causas fortalece a marca.
  47. Isso aumenta seu valor.
  48. A vinculação do nome ou logotipo de uma organização não-governamental às ações de uma empresa privada é algo lucrativo, as pessoas gostam da ideia de que podem “fazer a diferença” comprando determinada marca (o motor de pesquisa Ecosia, por exemplo, usa parte da receita obtida com anúncios pra plantar árvores e ainda tem um “contador de árvores plantadas” pelo usuário do sistema).
  49. Fazer parceria com uma entidade que luta por uma causa social implica fazer “doações” à entidade, o que melhora a imagem da empresa.
  50. As causas mais comuns são saúde pública, proteção às necessidades básicas humanas (como alimentação e abrigo), proteção à criança e ao adolescente e meio ambiente.
  51. Escolha bem a causa que você quer apoiar.
  52. Se o consumidor sentir que o esforço da empresa pra apoiar uma causa social não é suficiente, o marketing social não funcionará.
  53. Responsabilidade social é um conceito diferente de filantropia: a empresa não está fazendo caridade.
  54. Até porque é preciso ser rico pra ser filantrópico.
  55. Outras formas de melhorar a qualidade da imagem da empresa é, por exemplo, não comprar de fornecedores que não estão compromissados com desenvolvimento sustentável, não adquirir produtos de quem emprega trabalho infantil e coisa e tal.
  56. A responsabilidade social não é uma atividade distinta, mas parte do gerenciamento empresarial.
  57. A tendência é que a empresa fique mais dependente da sociedade, dos empregados, dos clientes, de todo o mundo, então é preciso começar a se adaptar a isso.
  58. Características da responsabilidade social corporativa: pluralidade, abrangência, sustentabilidade e transparência.
  59. Uma empresa deve explicações a outros, além de seus acionistas.
  60. Transparência é uma exigência típica da globalização.
  61. Relatórios socioambientais devem ser obrigatórios.
  62. Existe “filantropia estratégica”: uma doação feita para melhorar a imagem da empresa, a fim de que, a longo prazo, esta possa alcançar seus objetivos financeiros.
  63. O governo não é o único que pode resolver problemas sociais.
  64. Uma doação não necessariamente é feita em dinheiro.
  65. Ecoeficiência é a incorporação da gestão ambiental na gestão empresarial.
  66. Marketing também causa impacto ambiental.
  67. O fato de não haver muitos consumidores ecologicamente conscientes não implica que a empresa continuará competitiva apesar de não investir em sustentabilidade.
  68. Se todas as empresas em um lugar investem pouco ou nada em meio ambiente, a primeira dentre elas a mudar isso se tornará pioneira.
  69. O governo cobra mais sustentabilidade de todas as empresas.
  70. Não tomar isso como algo importante pode fazer com que a empresa seja pega de surpresa.
  71. A legislação ambiental é severa no Japão, na Alemanha e na Suécia e nem por isso as empresas de lá são pobres.
  72. A menos que os executivos de uma empresa sejam ecologicamente conscientes, as atitudes ecológicas daquela empresa serão apenas superficiais.
  73. Se antecipe à legislação, aja como se o projeto de lei já houvesse sido sancionado.
  74. Se sua empresa for ambientalmente correta, outras empresas quererão fazer negócio com você.
  75. Colete informações sobre seus concorrentes.
  76. Se o fornecedor de matéria-prima aumenta o preço de seu produto ou reduz sua qualidade, a empresa que recebe desse fornecedor perderá credibilidade: poderá aumentar o preço ou a qualidade do produto final cairá.
  77. Se o produto de uma empresa não satisfaz, procure um produto equivalente produzido por outra.
  78. As cinco forças competitivas: ameaça de substituição, poder de negociação do comprador, poder de negociação do fornecedor, competidores veteranos, competidores novatos.
  79. Três estratégias de competição: produto barato (baixar o preço), produto diferente (desempenha uma tarefa de maneira única), produto especializado (aumento de qualidade na execução da tarefa).
  80. Para baixar o preço sem baixar a qualidade é preciso procurar meios de produção mais eficientes, ou seja, fazer melhor com o mínimo possível de recursos.
  81. Fazendo isso, um produto de qualidade competitiva pode ser vendido a um preço menor que o dos concorrentes.
  82. Se o preço for baixo e o custo de produção for baixo, tanto o fornecedor terá dificuldade de vender pra outro (porque você pode arcar melhor com o preço de matéria-prima) como os clientes terão que ficar com seu produto (porque ele é econômico).
  83. A estratégia do produto diferente precisa ser feita pesquisando do que os compradores precisam, criando um produto sob medida.
  84. Se o produto for mesmo diferente e cativar o público, compradores terão dificuldade em encontrar um produto semelhante e terão que ficar com o seu por falta de opções.
  85. A empresa precisa dizer ao seu público por que aquele produto é diferente.
  86. A estratégia do produto especializado é empregada por empresas que só produzem um tipo de coisa, mas, por fazerem apenas um tipo de coisa, a fazem muito bem.
  87. É o caso das empresas que focam em nichos de mercado.
  88. Essa estratégia é um híbrido das outras duas: tanto se corta custos quanto se torna mais fácil diferenciar seu produto de outros no mercado, mas isso é mais fácil procurando um público-alvo menor (seu nicho) no qual se especializar.
  89. O texto traz um estudo de caso feito com a Natura.
  90. Em 2005, a Natura ganhou US$524.000.000 só vendendo seus produtos.
  91. “Bem-estar” é a relação harmoniosa consigo próprio.
  92. “Estar bem” é a relação harmoniosa com o que lhe é exterior.
  93. A Natura tenta, através dos seus produtos, ajudar o sujeito a ter ambas as coisas.
  94. A busca permanente por aperfeiçoamento é o que melhora tanto o sujeito como o que está ao redor dele.
  95. Cada pessoa e, consequentemente, cada grupo de pessoas, tem potencial para aperfeiçoamento.
  96. A busca por aperfeiçoamento e a busca pela verdade são uma só.
  97. A vitalidade de um sistema depende da diversidade de seus elementos.
  98. Tanto no ecossistema quanto nas relações humanas, a diversidade é importante.
  99. Faça seu conceito de beleza, não aceite o conceito dos outros.
  100. Beneficie a família do seu empregado.
  101. Sua empresa deve deixar a comunidade num estado melhor que seu estado anterior.
  102. Que tal sua empresa fundar uma escola ou ajudar escolas existentes?
  103. Se você se engaja em causas sociais, não faça um alarde por causa disso, ou os consumidores pensarão que você está nessa só por interesse.
  104. Não esqueça o lucro, mas também não pense só nele: uma empresa que só tem o lucro como objetivo é descreditada.
Older Posts »

%d blogueiros gostam disto: