Analecto

7 de setembro de 2019

Cansaço (e Skyler7).

Filed under: Computadores e Internet, Livros, Passatempos — Tags:, — Yurinho @ 11:10

Sabe, ontem, eu estava pensando na cama sobre este sítio na Internet e sobre o uso que venho fazendo dele. Eu não gosto mais de falar da minha vida pessoal por aqui, e não tem nada que eu possa dizer sobre o cenário político que outros já não tenham dito. Só o que eu posso fazer com alguma satisfação é a publicação de anotações sobre o que leio. Isso até ontem: estou perdendo a vontade de publicar anotações. A razão pra isso é muito simples: elas são bem feias e não dá gosto de lê-las.

Foi uma péssima ideia de design eu escolher o formato de anotações pra comentar livros, páginas online e artigos científicos. Eu deveria ter escolhido o formato de resenha. Profundamente me arrependo de não ter feito isso. Cinco anos após ter começado, fazendo anotações sobre a Metafísica de Aristóteles, eu começo a ver que foi uma decisão pobre. Quando eu terminar minha leitura e anotações de Male Intergenerational Intimacy, eu vou ver o que eu posso fazer a respeito disso. Eu pensei em transformar as anotações publicadas em resenhas, bastando que eu as reescrevesse. Eu poderia inclusive dedicar meu tempo a isso, a reformar todas as anotações que eu tenho para o formato de resenha. Criar textos de verdade, sabe? Não informações soltas. Até porque resenhas atraem acessos: resenhas são ótimos meios de conhecer uma obra e avaliar se você quer ou não lê-la.

Então, quando eu acabar de ler Male Intergenerational Intimacy, eu começarei a transformar anotações em resenhas. Mas aí eu esbarro noutro problema, que é a linguagem. Depois de fazer cada resenha, eu teria que traduzi-las pro inglês? Logo eu estarei trabalhando e não terei tempo de fazer isso. Então, embora eu não goste muito de fazer isso, eu preciso escolher um idioma para cada resenha, em vez de publicar a resenha em dois idiomas. Eu pensei no seguinte: a resenha será escrita no idioma da obra que eu li. Assim, se eu li um livro em português, também a resenha será em português. Se o livro foi escrito em inglês, também a resenha será em inglês.

Isso casa bem com o fato de que este sítio completou dez anos três meses atrás. Eu preciso repensar o que eu tô fazendo por aqui. Eu tenho preguiça de escrever coisas longas e traduzi-las. Também medo, dependendo do que eu estou escrevendo. Mas preguiça é predominante, porque o medo tem deixado gradualmente de existir. Eu tenho ficado mais confiante. Eu só queria anunciar isto. Por outro lado, textos pessoais, como este, ainda serão disponibilizados em dois idiomas (até eu resolver repensar isso também).

Por último, Skyler, se você estiver lendo, dá uma olhada nisto.

2 Comentários »

  1. Olá, Yure! Nos últimos meses, estivemos conversando bastante. E, claramente, você se tornou uma pessoa bastante querida por mim. Preocupa-me o fato de que você esteja, aparentemente, um pouco incerto sobre o futuro do seu blog. Contudo, claramente, eu apoiarei sua decisão. O modelo de anotações podem parecer para ti um pouco “feio”, mas é um jeito de se escrever algo. Eu gosto de ler suas anotações, especialmente relacionadas aos assuntos que realmente me interessam.

    Porém, mudanças são sempre necessárias e, em muitos casos, boas. Se você vê a necessidade, consequentemente, de mudar o jeito de se escrever, de não traduzir todos os textos para português ou inglês, isto é uma escolha sua, e creio que o trabalho é reduzido e pode ajudá-lo a descansar, bem como tempo para se focar em outros projetos, tanto de vida quanto relacionada ao seu blog.

    Eu acredito que o modelo de resenha é bastante interessante; quiçá, mais interessante do que anotações. Recomendo, em suma, resenhas críticas, expondo mais sua opinião sobre o assunto. Isso, provavelmente, exigirá mais tempo para a produção; contudo, eu acho preferível que você publique textos esporadicamente do que diariamente, desde que você acredite que a qualidade de seu textos tenham melhorados.

    Você postou, aparentemente, uma versão atualizada de uma antiga publicação sua, ainda não li, mas lerei. E, previamente, imagino que será bom!

    Enfim, acredito que mudanças sejam necessárias, desde que elas sejam boas, para ti e para os seus leitores. Ademais, você também pode reescrever publicações antigas, acrescentando-se novos dados, novas ideias, novos argumentos, e etc.

    Boa sorte nessa sua nova jornada, Yure!

    Curtido por 1 pessoa

    Comentário por Bartholomew — 7 de setembro de 2019 @ 15:02

    • O futuro do blog não é incerto. Pelo contrário: é certo que tenho que abandonar as anotações. Só isso. Eu tô cansado de fazê-las. Não dá mais o tesão que dava. Só esse é meu problema. E o problema das traduções. Eu sou muito preguiçoso, ah.
      Talvez sejam resumos em vez de resenhas. A minha opinião fica pras postagens pessoais. Ou pras produções originais, como o texto Sobre Estupro de Vulnerável. Ali é tudo minha opinião. Eu me apoiei no trabalho dos filósofos e dos cientistas mais pra mostra que há gente com mais mérito que eu e que pensa igual. As minhas anotações costumavam ser críticas, mas, um belo dia, eu tive uma aula sobre o fechamento do universo da locução em Herbert Marcuse. Aprendi que é mais fácil lembrar e mais difícil de criticar frases curtas. Então eu tirei a crítica e tentei fazer cada anotação o mais curta possível, pra reduzir a chance de crítica por parte de outros e facilitar a subida à memória. A ideia até que foi legal e ainda acredito nela. Mas ela não me dá IBOPE. As pessoas procuram resenhas e principalmente resumos, quando vão fazer trabalhos escolares, por exemplo.
      A minha segunda opção era fazer postagens temáticas e ir adicionando conteúdo a elas conforme eu leio. Por exemplo, eu teria postagens com os nomes “amor”, “governo”, “religião”, entre outros. Aí, a cada livro lido, eu incrementaria essas postagens. Isso me permitiria criar um sistema de pensamento, que poderia ser um legado pras gerações futuras, sei lá. Mas eu teria que traduzir meu trabalho, invariavelmente, se eu fizesse isso. A menos que eu tivesse um critério de quando algo deve ser traduzido. Não quero decepcionar minha audiência brasileira, mas também não quero decepcionar a estrangeira.

      Curtido por 1 pessoa

      Comentário por Yure — 7 de setembro de 2019 @ 20:51


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