Analecto

21 de junho de 2018

About the removal of a TEDx Talk about pedophilia.

So, this week a TEDx talk about pedophilia appeared on YouTube. The name was something like “Why our perception of pedophilia should change.” Dude, what happened within four days after the talk was posted has both positive and negative consequences. There is a good side to what happened.

First, let’s talk about the video. The video showed a woman giving a lecture on how the social stigma related to pedophilia prevents sincere pedophiles from seeking treatment. There are several reasons for this: fear of mandatory reporting, fear of repercussion within the family, fear of losing a job, fear of losing friends, fear of violence, fear in general. Because of this highly justified fear, a lot of pedophiles remain in the closet, dealing with their problems alone, including sexual abstinence. They can not seek professional support, either for legal or social reasons. So, unless people understand that pedophiles are human beings and that many of them want help, treatment for pedophiles who want treatment can not be effectively applied. It is true, pedophilia has no cure, but there are several problems related to it, a great majority of social nature, that transform a harmless attraction, that can be satisfied by mere fantasies, into a huge problem. The treatment would not be aimed at curing the pedophile, because that is impossible, but to help him to remain law-abiding, while improving the quality of his life. This will never happen if society’s perception of pedophilia does not change. Therefore, the stigma of pedophilia, by amplifying the problems that the pedophile has to deal with, interfering with his mental balance, while preventing him from seeking help, fertilizes the fields of adult/child sex.

I bet that most people who disliked the video only paid attention to the title. Soon, there were angry cries that the TEDx channel was normalizing pedophilia and, consequently, working for its legalization. Firstly, pedophilia is not a crime. The opinion of the scientific community is that pedophilia, when it causes mental maladjustment or when it finds illegal expression, is a psychiatric disorder. Pedophilia is different from adult/child sex, as the first is a feeling and the second is an act. Because TEDx is a scientific community, it has nothing to do with laws. Their job is to provide a space for people to speak their minds. The people who decide about the laws are the politicized population, while science, if it is really science, can not act with political intention. So the TEDx channel has never intended to legalize anything. Secondly, this shows that a lot of people who raise their voices against pedophilia do not care about children’s safety! The reaction to the video was so bad that the channel took the video offline in the same week it was posted and another talk on the same channel, on the same subject, that is, on the treatment of pedophiles’ problems so that they do not break the law, already is under attack. Do you understand what I’m saying? These people are braindead. It is clear that the antipedophile movement has nothing to do with child welfare, otherwise they would not attack therapeutic ideas!

The good side of this is that the anti-pedophile movement will lose credit among smart people. These people will see the situation, nod their heads, and say “a bunch of guys who have not seen the video lobbied to censor therapeutic content of public relevance in an academic channel.” This is an attack on freedom of research and expression, a great display of ignorance that, on top of all this madness, can be harmful to children. And I’m not just talking about sexually active children or molested children, I’m talking about people who discover, as a child, that they are pedophiles themselves. Yes, there are pedophile teens who hide the feeling but absorb that stigma that comes from all sides, which worsens their self-control, their self-esteem and, of course, serves as a background for the suicide of young people. So the good thing is that this disastrous reaction works against anti-pedophiles. They are not in this because they want the safety of their children or the safety of future generation. Then why?

Simple: pedophiles are the last group we are allowed to hate. You can no longer discriminate against Jews, Muslims, homosexuals, blacks, immigrants, women, you can only discriminate pedophiles. So make no mistake: the goal of these people is not, and now this is proven enough, to protect children, but to make pedophiles’ lives hell, which goes against the ideal of protecting children. What moves those people is hatred. They want excuses to hate, because hate makes them feel good. Who’s sick now?

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Sobre a remoção da TEDx Talk sobre pedofilia.

Então, nesta semana apareceu uma conversa TEDx no Youtube sobre pedofilia. O nome traduzido era algo como “Por que nossa percepção sobre a pedofilia deve mudar”. Cara, o que aconteceu em quatro dias tem consequências tanto positivas quanto negativas. Existe um lado bom no que aconteceu.

Primeiramente, vamos ao vídeo. O vídeo mostrava uma mulher dando uma palestra sobre como o estigma social relacionado à pedofilia impede pedófilos sinceros de procurar tratamento. Há várias razões pra isso: medo de denúncia obrigatória, medo da repercussão dentro da família, medo de perder o trabalho, medo de perder os amigos, medo de violência, medo. Então, por causa desse medo, altamente justificado, um monte de pedófilos continua no armário, lidando sozinho com seus problemas, inclusive com a abstinência sexual. Eles não têm como procurar apoio profissional, tanto por razões legais quanto por razões sociais. Não tem condições. Então, a menos que as pessoas entendam que pedófilos são seres humanos e que muitos deles querem ajuda, o tratamento pra pedófilos que desejam tratamento não poderá ser aplicado efetivamente. É verdade, pedofilia não tem cura, mas existem vários problemas relacionados a ela, grande maioria de ordem social, que transformam uma atração inofensiva por si, que pode ser satisfeita por meio de meras fantasias, em um problema enorme, difícil de resolver por meio das forças meramente humanas. O tratamento não seria voltado a curar o pedófilo, porque isso é impossível, mas a ajudá-lo a permanecer dentro da lei, ao mesmo tempo que melhora sua qualidade de vida. Isso nunca vai acontecer se a percepção que a sociedade tem da pedofilia não mudar. Portanto, o estigma da pedofilia, ao ampliar os problemas do pedófilo, interferindo em seu equilíbrio mental, ao mesmo tempo que o impede de procurar ajuda, fertiliza, sim, os campos do sexo com menor.

Eu aposto que a maioria das pessoas que deu dislike no vídeo não viu mais que o título. Logo surgiram gritos irados de que o canal TEDx estava normalizando a pedofilia e, consequentemente, trabalhando para sua legalização. Primeiramente, pedofilia não é crime. O parecer da comunidade científica é que pedofilia, quando causa desajuste mental ou quando encontra expressões ilegais, é distúrbio psiquiátrico. O nome do crime é estupro de vulnerável, o qual, diga-se de passagem, não precisa ser estupro pra ser tipificado como tal. Como o TEDx é uma comunidade científica, eles nada tem a ver com as leis. Seu trabalho é fornecer um espaço para que as pessoas falem o que pensam. Quem decide sobre as leis é a população politizada e a ciência, se é realmente ciência, não pode agir com intenção política. Então nunca o canal TEDx teve a intenção de legalizar nada. Em segundo lugar, isso mostra que um monte de gente que levanta a voz contra a pedofilia não está nem aí pra segurança das crianças! Cara, naquela palestra, só faltou falar em corrente. A reação ao vídeo foi tão ruim, que o canal tirou o vídeo do ar na mesma semana e outra palestra no mesmo canal, sobre o mesmo assunto, isto é, sobre o tratamento dos problemas dos pedófilos pra que eles não quebrem a lei, já está sob ataque. Tá entendo o que eu tô dizendo? Esse pessoal não raciocina. Está patente que o movimento antipedófilo não tem nada a ver com o bem-estar das crianças, do contrário eles não atacariam iniciativas terapêuticas!

O lado bom disso é que o movimento antipedófilo perderá crédito entre pessoas de bom senso. Essas pessoas verão a situação, assentirão e dirão “um bando de caras que não viram o vídeo fizeram pressão pra censurar conteúdo terapêutico de relevância pública de um canal universitário.” Isso é um ataque à liberdade de pesquisa e divulgação, um ataque à liberdade de expressão, uma grande ignorância que, ainda por cima, pode ser prejudicial às crianças. E não estou falando somente das crianças sexualmente ativas ou das crianças molestadas, estou falando de pessoas que descobrem, ainda na infância, que são pedófilas. Sim, existem adolescentes pedófilos, que escondem o sentimento, mas que absorvem esse estigma que vem de todos os lados, o que piora seu autocontrole, sua autoestima e, claro, serve de plano de fundo para o suicídio de pessoas jovens. Então, o lado bom é que essa reação desastrosa descredita o esforço dos antipedófilos. Eles não estão nessa porque querem a segurança de seus filhos ou da geração futura. Então por quê?

Simples: pedófilos são o último grupo que somos permitidos odiar. Você não pode mais discriminar judeus, muçulmanos, homossexuais, negros, imigrantes, mulheres, só resta discriminar pedófilo mesmo. Então, não se engane: o objetivo dessas pessoas não é, e agora isto está suficientemente provado, proteger crianças, mas tornar a vida dos pedófilos um inferno, o que vai contra o ideal de proteger crianças. A razão de existir dessas pessoas é o ódio. Querem desculpas pra odiar, porque odiar as faz se sentir bem. Quem é o doente agora?

2 de junho de 2018

There’s a good side on America’s Internet censorship.

SoFurry is one of the largest and longest running furry art, fiction, chat and community sites. Serving the furry community since 2002 and home to over 400,000 registered users. Your furry home on the web!

On March 31, 2018, almost eight years after Fur Affinity did the same thing, Sofurry banned cub porn . Toumal did not give us exact details of what happened but only said that a new interpretation of the law allowed the site to be charged for drawings. Okay, I understand the fear. So, for those who do not remember, on November 24, 2010, I was very annoyed when the same ban occurred at Fur Affinity . So why I’m not upset right now?

What we see happening in the United States is the growth of censorship over content on the Internet. For example, with the new laws against sex trafficking, a lot of sites used by people to find partners went offline (completely or partly) for fear of prosecution. So, like, this sex-based ban, this real systematic sexual repression will one day burst, obviously. But the upside of all this is that the United States still can not fully censor access to overseas-hosted websites . This is the chance for other nations with healthier laws to offer the same services that the United States is trying to ruin. It is an economic advantage. Americans will look for sites hosted elsewhere to meet their needs. In the case of the ban on Sofurry, there is still Pixiv (Japan) and Hiccears (China, if I’m not mistaken). Unless the United States censors American access to such sites , which would be unacceptable in the so-called “land of the free,” a lot of artists will migrate to those places.

What I’m saying is that censoring the Internet is a bad move in economic terms. Every site is a business. Closing sites is closing businesses. If I’m right and a lot of Americans migrate to these places, you may even be spared of learning their language to interact (both Pixiv and Hiccears have interfaces in English). They are ready to welcome artists who are disappointed by the growing censorship in their nations. So there’s that. Sooner or later, United States will notice their mistake, unless they are brain dead. The more they censor, the more the foreign alternatives impose themselves as the only way. Add to the mix that some of those sites have premium services or other ways to make users spend money, and America is helping those non-American sites to grow.

Tem um lado positivo na censura que os Estados Unidos vêm fazendo.

SoFurry is one of the largest and longest-running furry art, ficton, chat and community sites. Serving the furry community since 2002 and home to over 400.000 registered users. Your furry home on the web!

Em 31 de março de 2018, quase oito anos após o Fur Affinity fazer a mesma coisa, Sofurry baniu cub porn. Toumal não nos deu detalhes exatos do ocorrido, mas apenas disse que uma nova interpretação da lei permitia que o site pudesse ser processado por desenhos. Muito bem, eu compreendo o medo. Então, pra quem não se lembra, em 24 de novembro de 2010, eu fiquei muito chateado quando o mesmo banimento ocorreu no Fur Affinity. Então, por que eu não fiquei chateado agora?

O que vemos acontecer nos Estados Unidos é o crescimento da censura sobre conteúdo na Internet. Por exemplo, com a aprovação das novas leis contra tráfico sexual, um monte de sites usados por pessoas pra encontrar parceiros saíram do ar, com medo de processo. Então, tipo, esse banimento com bases sexuais, essa verdadeira repressão sexual sistemática, um dia vai estourar, óbvio. Mas o lado positivo disso tudo é que os Estados Unidos ainda não podem censurar completamente o acesso a sites hospedados no exterior. Esta é a chance de outras nações com leis mais sadias oferecer os mesmos serviços que os Estados Unidos tentam proibir. É uma vantagem econômica. Americanos procurarão sites hospedados em outros lugares para atender suas necessidades. No caso do banimento no Sofurry, ainda existe o Pixiv (Japão) e o Hiccears (China, se não me engano). A menos que os Estados Unidos censurem o acesso de americanos a esses sites, o que seria algo inaceitável na suposta “terra dos livres”, um monte de artistas migrará pra esses lugares.

O que estou dizendo é que censurar a Internet é um péssimo movimento, em termos econômicos. Cada site é um negócio. Fechar sites é fechar negócios. Se isso for verdade e um monte de americanos migrar pra esses lugares, talvez você acabe nem tendo que aprender o idioma deles pra interagir (tanto o Pixiv quanto o Hiccears têm interfaces em inglês). Eles estão prontos pra receber artistas desapontados com a crescente censura em suas nações. E sabe? Eles receberão.

13 de maio de 2018

Involuntary celibacy and masturbation: response to Eivind Berge.

If I do not write this, I will not be able to sleep, so I will write with the virtual keyboard. Eivind Berge published a text in his blog in which he says that the reason why involuntary celibates exist, at least in cases without comorbidity, is masturbation. He defines masturbation as unhealthy, as it goes against the three elements of sex: attraction, motivation, and performance. Thus, excluding cases where there are multiple causes, masturbation, seen as harmful, would be the core of involuntary celibacy.
This is a position that is incompatible with Berge’s profile, where he defines himself as sex-positive. First, I want to say why masturbation is not a disease, then how Berge’s position is sexually negative, and then why the presence or absence of masturbation is indifferent to involuntary celibacy (defne here as the inability to start desired sexual relationships).
Illness is something that hurts your chances of surviving or the chances of others surviving. Because paraphilias do not necessarily harm your life, a symposium held in Baltimore in 2011 partially removed them from the DSM. Is masturbation harmful to your life? Think about the number of individuals using pornographic sites. How many people use that kind of site on a daily basis? But how many people do you know who have developed physical, mental or social masturbation-rooted problems that have harmed their lives (assuming most of these users masturbate while using those sites)? There are no evils attributable to masturbation itself, although there are evils attributable to excess. But there is scientific evidence about the benefits of orgasm, while masturbation is just a way of achieving orgasms without worrying about sexually transmitted diseases, and almost without effort. Therefore, masturbation is not unhealthy, although its excess is. But I believe that excess masturbation is a symptom of a bigger problem. In that case, stopping masturbating would not solve the problem and would perhaps aggravate it.
Moreover, saying that masturbation is harmful by not conforming to the three elements mentioned above is a sexually negative position, because, by creating criteria for “good sex,” you automatically create a hierarchy of sexual practices, according to which a practice is good as long as it conforms to the criteria that support it. Religion and traditions already do that. It would not be a sexually positive attitude to apply new rules that demonize aspects of sexuality. How many sexual practices conform to these criteria and to what degree? What if I like masturbation more than sex, do I have a second-class sexuality? Berge has also attacked laws against child pornography, but what would be the use of any kind of pornography in a world without masturbation? How do the two positions reconcile? Perhaps by limiting pornography to foreplay. Thus, criteria for good sex devalue the sexuality of those who do not conform to the criteria and establish unnecessary standards, which might ruin the fun of recreative sex. If there is a need for rules, a sexually positive rule would be “the more pleasure all participants feel, the better it is.”
My father is almost sixty years old and is a porno consumer. However, he has a different woman every week, which made my mother ask for a divorce. The fact that he (presumably) masturbates does not prevent him from having a sexually active life. Ask active men if the presence or absence of masturbation makes or would make a difference in their activity. Where did you get the idea that not masturbating would make it easier to find a partner? What is the necessary link, where is the causality? Are you able to prove that it happens? Lets suppose that you are an involuntary celibate, you should check what causes it and act upon those causes. Is it your appearance? Exercise. Is it your talk? Study. The laws? Move to where the laws are better. Do you have no physical, mental or social problem? Then try to break celibacy and you will likely have good results. The lack of masturbation does not help you in any of this (how could it?). It’s more a “what can I do?” kind of problem, rather than “what I shouldn’t do?”.
It is understandable that Berge has concluded so poorly: he generalized his own experience, so it is natural to conclude something 100% subjective. But other than that, I like his work, I like his ideas and I believe in the ideals of the men’s rights movement. It’s only this point that I can not concede.

12 de maio de 2018

Celibato involuntário e masturbação: resposta a Eivind Berge.

Se eu não escrever isto, não poderei dormir, então vou escrever com o teclado virtual mesmo. Eivind Berge publicou um texto em seu blog no qual ele diz que a razão de haver celibatários involuntários, ao menos em casos sem comorbidade, é a masturbação. Ele define a masturbação como doentia por ir contra os três elementos do sexo: atração, motivação e performance. Assim, exclusos os casos em que há múltiplas causas, a masturbação, tida por prejudicial, seria o núcleo do celibato involuntário.
Essa é uma posição incompatível com o perfil de Berge, o qual se define como sexualmente positivo. Primeiro, eu quero dizer por que masturbação não é doença, depois como essa posição é sexualmente negativa, e depois por que a presença ou ausência da masturbação é indiferente ao celibato involuntário (incapacidade de entrar em relações sexuais desejadas).
Doentio é algo que prejudica suas chances de sobreviver ou as chances de outros sobreviverem. Como parafilias não necessariamente prejudicam sua vida, um simpósio realizado em Baltimore, em 2011, as removeu parcialmente do DSM. A masturbação, por um acaso, prejudica sua vida? Pense no número de indivíduos usando sites pornográficos. Quantas pessoas você acha que acessam esse tipo de site diariamente? Mas quantas pessoas você conhece que desenvolveram problemas físicos, mentais ou sociais que prejudicaram suas vidas, tudo por causa da masturbação (assumindo que maior parte desses usuários se masturba enquanto usa o site)? Não existem males atribuíveis a masturbação em si, embora haja males atribuíveis ao excesso. Mas existe evidencia científica sobre os benefícios do orgasmo, ao passo que a masturbação é um meio de obter orgasmos sem se preocupar com doenças sexualmente transmissíveis e quase sem esforço. Logo, a masturbação não é doentia, embora seu excesso seja. Mas acredito que o excesso de masturbação seja um sintoma de um problema maior. Nesse caso, parar de se masturbar não resolveria o problema e talvez o agravasse.
Além disso, chamar a masturbação de doentia por não se conformar aos três elementos supracitados é uma posição sexualmente negativa. Isso porque, ao criar critérios para “o bom sexo”, você automaticamente cria uma hierarquia de praticas sexuais, segundo a qual uma prática é boa na medida em que se conforma aos critérios que a embasam. Isso a religião e as tradições já fazem. Não seria uma atitude sexualmente positiva aplicar novas regras que demonizassem mais praticas. Quantas práticas sexuais se conformam com esses critérios e em qual grau? E se eu gostar mais de masturbação do que de sexo, tenho uma sexualidade de segunda classe? Berge também já se manifestou contrário a leis contra pornografia infantil, mas qual seria a utilidade de qualquer tipo de pornografia num mundo sem masturbação? Como as duas posições se conciliam? Talvez limitando a pornografia às preliminares. Assim, critérios para o bom sexo desvalorizam a sexualidade dos que não se conformam aos critérios e instaura padrões desnecessários. Se há necessidade de regras, uma regra sexualmente positiva seria “quanto mais gostoso para todos os envolvidos, melhor.”
Meu pai tem quase sessenta anos e é consumidor de pornô. No entanto, ele está com uma mulher diferente a cada semana, razão pela qual minha mãe pediu divórcio. O fato de ele (presumivelmente) se masturbar não o impede de levar uma vida sexualmente ativa. Pergunte a homens ativos se a presença ou ausência da masturbação faz ou faria diferença em sua atividade. De onde você tirou que não se masturbar tornaria mais fácil arrumar uma parceira? Qual o nexo necessário, onde está a causalidade? Você é capaz de provar que isso acontece? Será que nenhum homem sexualmente ativo se masturba? Suponhamos que você seja celibatário involuntário, você deveria verificar quais as causas disso e agir sobre essas causas. É sua aparência? Se exercite. É seu papo? Estude. São as leis? Se mude pra onde as leis sejam melhores. Não é nenhum problema físico, mental ou social? Então experimente quebrar o celibato e terá bons resultados. A falta de masturbação não ajudará você em nada disso, bem como sua presença não atrapalhará (como poderia?). É muito mais uma questão do que fazer, não do que não fazer.
É escusável que Berge tenha concluído tão mal: ele generalizou a sua própria experiência e seus próprios critérios de “bom sexo”, então é natural concluir algo tão subjetivo. Mas, fora isso, gosto do seu trabalho, gosto de suas ideias e acredito nos ideais do movimento dos direitos dos homens. É só esse ponto que não posso conceder.

14 de abril de 2018

Rique, Busse, Skyler and Epifania.

Filed under: Computadores e Internet, Organizações, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 20:05

As Rique and Skyler asked for it, I made a contact page for this site. So, now it’s possible to contact me privately without relying on comments. However, messages would still be exchanged via e-mail. Any person who is readin this can make use of the contact page. It’s on the upper right corner.

I named those four tykes because they are the only Brazilian people who have any interest in pushing the cause forward. A mailing list would be a nightmare to manage, but, if you guys think it’s a good idea, a forum would be welcome. I have some contact with Busse from another place, while Rique sometimes talks to me via e-mail. Skyler, however, has only commented twice and Epifania has only sen this blog, without commenting.

I was thinking of something like this: a circle of studies, with it’s own blog, managed by us five. I would write reviews on articles and studies, Rique would analyse current events (as his grasp on politics is much better than mine) and Skyler would review judicial records. Busse would be our “foreign affairs minister”. Of course, that’s only an idea. Epifania would make videos as usual, both from his own authority and based on the material that we write. Brazilians seem to learn better from video than from text and look how much trash people believe in just from watching videos alone (flat Earth, ASMR and so on). A nutty, yet scientifically accurate, point of view would face less opposition than those things, including intellectual opposition, if it’s done correctly and in a convincing way.

It’s worth reminding that the Asian boy from Singapura has 50.000 subscribers, is able to debate decently and recently gave an interview to the Fallen State. Many criticize him because he isn’t doing it right, but he is factually doing more than any of us. And he is making $1.000 per video. If this cause becomes popular and profitable, others will jump in the wagon.

I wanna gather those guys. If you four are reading, contact me, pretty please.

Rique, Busse, Skyler e Epifania.

Filed under: Computadores e Internet, Passatempos — Tags:, , , — Yure @ 20:04

Já que o Rique e o Skyler pediram, criei uma página de contato pra este sítio. Então, é possível se comunicar comigo agora, privativamente, sem a necessidade de usar comentários. No entanto, as mensagens ainda seriam trocadas por e-mail. Qualquer pessoa que estiver lendo e quiser falar comigo diretamente, sem o uso dos comentários, pode fazer isso usando a página de contato. Fica no canto superior direito.

Eu chamo a atenção desses quatro caras porque são os únicos quatro brasileiros que eu conheço que estão interessados em mover a causa pra frente. Uma lista de e-mail é um pesadelo de administrar, mas, se algum de vocês achar interessante, um fórum não seria má ideia. O Busse, eu tenho algum contato com ele em outro lugar, enquanto que o Rique sabe meu e-mail. Já o Skyler, só via comentário e o Epifania já visitou meu sítio (eu sei que ele fez, é inútil negar), mas nunca comentou nem nada. Aliás, Epifania, indica este sítio num vídeo aí, cara.

Eu estava pensando no seguinte: um círculo de estudos, com seu próprio blog, administrado por nós cinco. Eu faria resenhas de estudos e artigos, o Rique seria nosso analista do cenário político nacional (porque a compreensão política dele é muito melhor que a minha) e o Skyler avaliaria processos jurídicos de que ele tem conhecimento. O Busse seria nosso “ministro de relações externas”. Claro que isso é só uma ideia. E o Epifania faria vídeos disso. Isso tiraria dele a necessidade de puxar conteúdo da própria cabeça o tempo todo (não que ele não pudesse fazer isso ainda assim), já que bolar o texto do vídeo é a parte difícil, e ajudaria a causa porque brasileiros aprendem melhor de vídeo do que de texto. Quero dizer, nossa causa é meio maluca, mas tem gente que, por causa de vídeo, compra as maiores barbaridades como verdades científicas. Então algo chocante, mas cientificamente comprovado, talvez encontrasse menos oposição, inclusive intelectual, do que essas papagaiadas.

Os papeis não são fixos, mas seria interessante. Quero dizer, aquele carinha da Singapura tem 50.000 inscritos, debate decentemente e deu entrevista no The Fallen State. Muitos o criticam porque ele não está fazendo isso direito, mas ele está fazendo mais do que todo o mundo aqui. Se capitalizássemos sobre seus erros, complementando sua argumentação, um blog sério mais um canal no Youtube seria quase perfeito. Pra completar, o asiático está fazendo mil paus por vídeo. É promissor, mesmo que não estejamos nisso por dinheiro. Se isso for popular e lucrativo, outros subirão na carroça.

Eu queria juntar esse pessoal. Se estiverem lendo, entrem em contato, pela madrugada.

4 de março de 2018

Defending controversial causes online.

I see some people defending controversial causes in the Internet and doing so in a absolutely fruitless way. I don’t know if they are kidding or not. I never defended anything with my nails and teeth, like they claim to be doing, but, if I were to, I would try something like this strategy I’m about to tell you about.

In the book Paedophilia: The Radical Case, O’Carroll tells us how radical homosexuals fought discrimination back in the seventies and eighties. It was something like this: when one of them suffered discrimination, he would speak to others, who would also speak to more people and, when they had enough people interested in counter-attacking, they would crossdress, go to that place where the discrimination happened and camp at the place. So, if you saw fifty drags camping around someone’s house or around a pub, someone in that area was certainly a homophobe. As the protest was peaceful, the police couldn’t do much. On the other hand, if someone tried to attack them aggressively, the drags would call the police on that guy. It was a very effective attempt to force people to accept that homosexuality happens and that the number of homosexuals is huge, that they are sticking together.

That radical drag strategy can be summarized in four points. Some of them are being neglected by my friends with heretical ideas. They are responsive action, coordinated action, secret planning, peaceful action. Online, a protest of that sort would be done to a much less effective extent, but could be done much more frequently.

Responsive action (“do not attack, unless attacked first”).

A responsive action happens after a first action and in response to it. When your point of view is attacked by someone, you should counter-attack, both as means of self-defense and as a way to destroy the opposition. My friends have both scientific evidence and philosophical technique, but that are used offensively. They start the fight. When you start the fight, you may very well end up ignored. But, when you reply to someone’s position, that person can not ignore you without looking like they have no counter-argument. Plus, if the action is coordinated, the opponent may even feel ashamed of the position they hold and silence about it in the future, thus reducing opposition.

Plus, when replying to someone’s message, you are posting something. If it happens in public, then extra kudos for you. Others will see the post exchange and judge which side is the correct one. If you are ignored, that effect doesn’t happen, because people tend to believe more in a person who, in a debate, destroys the opposing point of view. Without an opposing point of view to destroy, your position won’t be magnified.

Coordinated action (“don’t do this alone”).

When several people attack at same time, the blows happen quicker, each person is encouraged to attack with all that they have (due to feeling protected) and it’s hard to point out who is the “head”, the “responsible” for the attack. If several people attack a certain point of view and the proponents of that view don’t have enough arguments to defend themselves, those who are watching the debate and secretely hold a heretical opinion may feel tempted to participate, despite not being “formally” in the ops.

If you are attacking alone, specially if you are the one starting the debate, you are behaving in a suicidal manner: the establishment will consume you. On the other hand, if you are in group and is attacked, depending on what is done, you can appeal to the authorities of the platform where the offense happened. So, both for defense purposes and reporting purposes, it’s important to know the rules that are valid in the site you are using.

Secret planning (“don’t talk about /b/”).

It’s important to plan the action in secret, so that the proponents of the establishment are caught unprepared. If we are talking about Internet, that can be done with a forum approach. Create a board or forum in which the participants can post links, for example, to news that defend the establishment. There, other readers can examine the news, identify weak points, select material to be used against (scientific evidence, rethorics, jokes, news from other sites and so on) and comment, en masse. If four people go, that’s already pretty good, considering the amount of views that garbage news get every day and the amount of evidence available on our side. The same can be done with social media posts, such as Facebook and Twitter. A forum user reports the behavior, others will see the post and evaluate what can be done, then they go and attack. That way, it’s also possible to inflate the number of positive reactions to a post (such as “likes”), which sometimes make people shy to disagree.

Besides the forum approach, Discord servers and Skype groups can also be used, depending on the cause that is defended, as well as the number of partipants. Sometimes even the comment box in a blog works, for the purposes of reporting and organizing.

Peaceful action (“convert, don’t alienate”).

Whenever you write something online, in public, you must also think of those who are reading, not only the person who is the direct receiver of the message. Make your opponent say something stupid and put his position in danger. If he gets mad at you, don’t actively try to make him more enraged, keep going with the plan, don’t let yourself be dragged by emotion, be at your best behavior. If the opponent makes a mistake, acts with emotion or attacks you (rather than you argument), let him do so, without descending to his level. Those who are reading, upon seeing that your behavior is decent, while the opponent is behaving erratically, would be less inclined to associate with a position defended by a lunatic, specially if you speak in clear, easy-to-understand terms. Ask questions, make your opponent feel like he has to prove that he isn’t an idiot, confront him with the contradictions of his position, but always reponsively and never alone.

If you are arguing online, it’s important to shield yourself from personal attacks, so you must stay within the boundaries of the law and must refrain from breaking community guidelines that are valid in that site. That way, if your opponent does something against you, then you have the right and authority to report them. If you get banned for no reason, maybe you will take your opponent with you.

Jumping to reality.

Another advantage of the forum approach is that you are able to track the number of active people in those communities. When the number of individuals is big enough in comparison to a place’s demographics, maybe it’s time to do something in real life, rather than sticking solely with online debates. Maybe that would be a good time to act, in group, and print leaflets or do whatever real life protest you think is suitable, keeping in mind the number of supporters and the conditions surrounding the act. Depending on the cause, online meetings may be the only way for those people to gather around the idea and plan real life protests, that would be similar in structure, even if not in content, to the radical drag thing. We need more people in order to do something like that and a lot of communities are being formed thanks to the Internet. Use it intelligently.

Defendendo causas controversas online.

Filed under: Computadores e Internet, Organizações — Tags:, , — Yure @ 01:09

Eu vejo algumas pessoas defendendo causas controversas na Internet e fazendo isso de forma terminantemente infrutífera. Eu não sei se estão brincando ou não. Eu nunca fiz essa defesa de forma incisiva, mas, se eu tivesse que fazer, eu faria mais ou menos da forma abaixo.

No livro Paedophilia: The Radical Case, O’Carroll diz que os grupos homossexuais radicais lutavam em bandos contra o preconceito. Eles faziam o seguinte: quando um deles sofria discriminação, ele falava com os outros, os quais, por sua vez, falavam com ainda outros e, quando tinham contingente suficiente, se “montavam” (travestiam) e iam ao local onde seu colega havia sofrido discriminação. Lá, eles acampavam. Como era um protesto pacífico, a polícia não podia fazer muita coisa. Por outro lado, se alguém partisse pra violência contra eles, ocorreriam denúncias. Era uma tentativa, muito efetiva, de forçar os preconceituosos a aceitarem que homossexualidade acontece e que o número de homossexuais é grande, que eles estão unidos.

Essa estratégia (chamada radical drag) se resume em quatro pontos que estão sendo negligenciados, em maior ou menor grau, pelos meus colegas com ideias heréticas: ação responsiva, ação coordenada, planejamento secreto, ação pacífica. Na Internet, um protesto desses pode ser feito menos efetivamente, mas com muito mais frequência.

Ação responsiva (“não ataque, apenas contra-ataque”).

Uma ação responsiva é aquela que ocorre após uma outra ação, em resposta a esta. Quando seu ponto de vista é atacado por alguém, você deve atacar de volta, como meio tanto de defesa como de destruição do ponto de vista do outro. Meus colegas têm evidência científica e argumentação filosófica, mas eles as usam de maneira ofensiva. Eles começam a briga. Quando você começa a briga, você pode ser ignorado sem problemas. Mas, quando você responde à declaração de alguém, o outro não pode ignorar você sem parecer que é incapaz de argumentar de volta. Além do mais, se a ação também for coordenada, ele pode se sentir envergonhado do ponto de vista que defende e calar sobre ele, diminuindo, portanto, a oposição.

Em adição, ao responder a mensagem de alguém que critica seu ponto de vista, você está postando algo publicamente. Outros virão e verão a troca de mensagens públicas e julgarão qual lado tem razão. Por outro lado, se você ataca e é ignorado, esse efeito não acontece, porque uma pessoa tende mais a acreditar numa pessoa que, num debate, destrói o ponto de vista do opositor. Se você é ignorado, não há opositor, não há pessoa com a qual comparar sua opinião, logo ela não é magnificada.

Ação coordenada (“se for contra-atacar, não o faça sozinho”).

Quando muitos atacam ao mesmo tempo, os ataques ocorrem mais rapidamente, cada um é encorajado a atacar com mais intensidade (por se sentir protegido) e é mais difícil apontar o “cabeça”, o “responsável”. Os defensores do estabelecido já têm seus exércitos, mas, se sua argumentação for boa, é como atacar um grande exército com uma arma de destruição em massa. Se várias pessoas atacam um ponto de vista e os proponentes desse ponto de vista não têm argumentação suficiente pra defender esse ponto, quem assiste ao debate e se interessa pela posição divergente se sente tentado a participar, mesmo que não esteja “formalmente” no movimento.

Se você ataca sozinho, principalmente se você for o que começa a briga, está se comportando de maneira suicida, porque o estabelecido consumirá você. Por outro lado, se você for em grupo e for atacado, todos denunciam o que atacou você às autoridades do site onde o ataque ocorreu. Tanto para razões de defesa como de represália, é importante que todos estejam a par das regras do site onde a argumentação está ocorrendo.

Planejamento secreto (“não fale do /b/”).

É importante que o planejamento não seja feito em público, para que os proponentes do estabelecido não se preparem para o que poderia vir de ti. Quando se fala de Internet, isso pode ser feito pela abordagem do fórum. Crie um fórum no qual os participantes podem colocar links para reportagens que defendem o estabelecido. Lá, os outros leitores lêem a reportagem, examinam seus pontos fracos, seleccionam o material que usarão (evidência científica, retórica, humor, outras reportagens, entre outros) e vão comentar na reportagem, em massa. Se quatro forem, já é um bom número, para a quantidade de cliques que uma reportagem recebe por dia. O mesmo pode ser feito para postagens em mídias sociais, como o Facebook ou o Twitter. Um usuário do fórum denuncia o comportamento, os outros verificam o que pode ser feito, vão lá e atacam. Dessa forma, também é possível inflar a quantidade de reações positivas (“curtidas” ou likes) a uma postagem, tornando-a popular e mais fácil de ser encontrada.

Além do fórum, servidores no Discord ou grupos de Skype também poderiam ser usados, dependendo da causa defendida e do número de integrantes. Às vezes até um blog no qual interessados e dono possam discutir nos comentários serve.

Ação pacífica (“ganhe proponentes, não os perca”).

Sempre que você escreve algo pra outra pessoa, na Internet, em público, você deve pensar nas outras pessoas que lerão o que você escreveu, não somente no receptor direto da mensagem. Leve o outro a falar besteira e a colocar sua posição em perigo. Se ele se irritar, não o irrite de propósito, mantenha-se magnânimo, não se deixe levar pelas suas emoções, comporte-se. Se o oponente se atrapalhar, agir emotivamente, atacar você (em vez de seu argumento), deixe-o fazer sem descer ao seu nível. Os outros que estiverem lendo, ao verem que você está se comportando bem, enquanto que o proponente do estabelecido está se comportando de maneira errática, tenderão a não se associar à posição defendida por um lunático, especialmente se sua posição tiver fundação sólida e for simples de compreender. Faça perguntas, leve o oponente a uma situação em que ele tenha que provar que não é um idiota, confronte-o com as contradições de sua posição. Mas sempre faça isso responsivamente e sempre faça isso em grupo.

Se você estiver argumentando, é importante também que o seu oponente não possa fazer nada contra sua pessoa, então nada do que você fizer pode ser ilegal, nem quebrar as diretrizes da comunidade onde o impasse está ocorrendo. Dessa forma, se o oponente fizer algo contra você, dependendo do que é, você terá todo o direito e autoridade de denunciar seu comportamento às autoridades do site. Assim, mesmo que você seja banido sem razão, pelo menos levará o estabelecido junto.

Salto para a realidade.

Outra vantagem da abordagem do fórum ou do grupo oculto é a avaliação do número de indivíduos ativos nessas comunidades. Quando o número de indivíduos ativos for grande o suficiente para a demográfica de um determinado lugar, talvez seja hora de fazer protestos no mundo físico, além de manter os protestos no mundo virtual. Talvez seja o momento de começar a fazer pelo menos os cartazes pra grudar por aí, divulgando a ideia e os links relevantes. Dependendo da causa, reuniões online talvez sejam o único meio possível de juntar essas pessoas, as quais poderão sair em bando depois a fim de fazer protestos iguais em estrutura, mesmo que não em conteúdo, ao radical drag. É preciso construir contingente antes e muitas comunidades hoje estão se formando graças a Internet. Use-a inteligentemente.

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