Analecto

17 de maio de 2018

Three ways to eliminate a law.

These days, I had no computer, so I could not write much here. Using my nephew’s computer is a nightmare, because it’s a notebook without a keyboard. I had to click on the letters that I wanted to type, using a virtual keyboard, which soon turned out to be a physical and mental torture. So I took a vacation from the Internet and decided to write things in a notebook and also draw. One of the things I wrote was a little reflection on how to get rid of a law that bothers you.

I found three ways: democratic, implosive, radical. The democratic path requires converting as many people as possible into your line of thought, so that a given idea gains political strength and political representation. This is easy to do, but it is a long process that can take decades. However, in the long run, it is one of the most guaranteed method if you are good at rhetoric. The fact is that if you keep pushing and your group keeps growing, it will eventually work out. After all, feminists are not even the majority of women and look what they have done.

The implosive route consists in the alienation between law and code. Take 217- A of the Brazilian Penal Code as an example. That text says that no one can have carnal conjunction or practice a libidinous act before the age of fourteen. Some jurists argue that by condemning as rape all libidinous acts committed before the age of fourteen (because violence is presumed), even in the presence of evidence that no violence took place, it interferes with the subject’s presumption of innocence (also known as due process). If I am convicted before the trial even starts, the law is unconstitutional. That’s what the argument says. There have been some attempts to make the government realize that 217-A is unconstitutional, but none have worked so far. This is the implosive route: if the law were declared unconstitutional, that is, conflicting with a larger code, it would lose its effect. It is the most difficult route, but it has an instant consequence.

The radical way is to normalize illegal behavior by systematic disobedience . The government itself may end up doing this. For example, the new definition of molestation in the state of Arizona says that any contact made by an adult to a child’s genitals counts as molestation. This effectively criminalizes bathing and diaper changes. Who can obey this? Certainly not mothers. In the case of 217-A, the major offenders of this law are the minors themselves , developing juvenile or child-to-child relationships, as well as games that may be considered libidinous, typical of naughty children who are left unsupervised.

So I can not tell you to break the laws, although there’s a lot of kids who can not read this text and who just do not care. Anyway, it’s never enough to be bold when I say be a good citizen and obey the law. But the implosive route sounds tempting. If there are lawyers arguing that this law is unconstitutional and if there are judges who refuse to apply it literally, I have decided to verify things on my own. So, I downloaded the Brazilian Constitution and the Child and Adolescent Statute. In the next few days, I will read them calmly and seek arguments against 217-A. I also did a very short online course (only five hours) of legal argumentation and learned about the relativization of law and how the judge can hear other sources outside the text of the law, such as science and philosophy . Even though I may not be able to find these arguments, since I gradutated in philosophy and I know little of rights, it’s still a good idea for me to read these codes. After all, it is the law of my country. I have to keep up to date with it.

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Três formas de eliminar uma lei.

Esses dias, eu estava sem computador, então eu não pude escrever muita coisa aqui. Usar o computador do meu sobrinho é um pesadelo, porque é um notebook sem teclado. Eu tinha que clicar nas letras que eu queria digitar, utilizando um teclado virtual, o que logo se mostrou um estorvo físico e mental. Então eu tirei umas férias da Internet e fiquei escrevendo coisas num caderno e também desenhando. Uma das coisas que escrevi foi uma pequena reflexão sobre como se livrar de uma lei que te incomoda.

Eu encontrei três formas: democrática, implosiva, radical. A via democrática requer converter o máximo possível de pessoas a sua linha de pensamento, a fim de que determinada ideia ganhe força política e, depois, representação política. Isso é fácil fazer, mas é um processo longo, que pode demorar décadas. No entanto, a longo prazo, é um dos métodos mais garantidos se você manjar de retórica. Fato é que, se você continuar insistindo e seu grupo continuar crescendo, eventualmente dará certo. Afinal, as feministas não são nem sequer a maioria das mulheres e olha o que elas fizeram.

A via implosiva consiste na alienação entre lei e código. Tomemos como exemplo o 217-A do Código Penal. Esse texto diz que ninguém pode ter conjunção carnal ou praticar ato libidinoso antes dos catorze anos. Alguns juristas argumentam que, ao condenar como estupro todos os atos libidinosos engajados antes dos catorze anos (porque violência é presumida), mesmo quando eu tenho provas de que não usei violência, interfere com a presunção de inocência do sujeito. Se eu entro no julgamento já condenado, a lei é inconstitucional. É isso que diz o argumento. Houve algumas tentativas de fazer o governo perceber que o 217-A é inconstitucional, mas nenhuma deu resultado até agora. É nisso que consiste a via implosiva: se a lei fosse declarada inconstitucional, isto é, conflitante com um código maior, ela perderia o efeito. É a via mais difícil, mas tem consequência instantânea.

A via radical consiste na normalização do comportamento ilegal pela desobediência sistemática. O próprio governo pode acabar fazendo isso. Por exemplo: a nova definição de molestamento no estado do Arizona diz que qualquer contato feito por um adulto aos genitais de uma criança conta como molestamento. Isso efetivamente criminaliza banhos e trocas de fralda. É uma lei de palha, impraticável. Quem poderá obedecer a isso? Certamente, não as mães. No caso do 217-A, os maiores infratores dessa lei são os próprios menores, ao desenvolverem relacionamentos juvenis ou infantis entre si, além de jogos que podem ser considerados libidinosos, típicos das crianças travessas que são deixadas sem supervisão.

Então, eu não posso dizer pra você quebrar as leis, embora tenha um monte de criança que não sabe ler isto que estou escrevendo e que simplesmente não se importa. Mas a via implosiva soa tentadora. Se existem advogados argumentando que essa lei é inconstitucional e se existem juízes que se recusam a aplicá-la literalmente, eu resolvi verificar as coisas por conta própria e baixei a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Nos próximos dias, eu os lerei com calma e procurarei argumentos contra o 217-A. Eu também fiz um curso online muito capenga (só cinco horas) de argumentação jurídica e aprendi sobre a relativização do direito e como o juiz pode ouvir outras fontes fora o texto da lei, como a ciência e a filosofia. Mesmo que eu não seja capaz de encontrar esses argumentos, uma vez que minha área não é o direito, ainda é uma boa ideia eu ler esses códigos. Afinal, é a lei do meu país. Eu tenho que me manter atualizado em relação a ela.

28 de abril de 2018

Anotações sobre “Ética”.

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“Ética” foi escrita por Espinoza. Abaixo, algumas anotações que fiz sobre o texto dele.

  1. “Causa de si” não significa que algo fez a si mesmo, mas algo que contém existência em seu conceito, isto é, algo que não podemos nunca dizer que não existe sem estarmos automaticamente errados.
  2. Um corpo não pode ser limitado por um pensamento e um pensamento não pode ser limitado por um corpo.
  3. “Atributo” é algo que eu percebo em uma essência numa substância.
  4. “Livre” é algo que não deriva sua existência de algo externo e não tem sua vontade condicionada por nada externo.
  5. Se sua existência é derivada de outra coisa ou se sua vontade é condicionada por coisas que lhe são externas (como leis da natureza), você não é livre.
  6. Se algo não pode, logicamente, ter sua existência derivada de algo externo, é causa de si (ver nota 1).
  7. Se uma causa age, há efeito, ao passo que não há efeito sem causa.
  8. Não é possível conhecer um efeito sem conhecer a causa.
  9. Um efeito carrega características de sua causa, o que significa que uma causa não pode gerar um efeito que nada tenha a ver com ela.
  10. Muitas vezes, explicar a natureza de algo não basta, se houver coisas relacionadas ao objeto que não são explicadas pela sua natureza.
  11. Deus existe.
  12. Potência é existência latente.
  13. A substância divina contém existência.
  14. Perfeição põe existência, enquanto que imperfeição a retira, então um ser sumamente perfeito deve existir.
  15. No campo conceitual, uma substância não pode ser dividida em decorrência de um atributo.
  16. Se uma substância infinita pudesse ser dividida, as substâncias resultantes não seriam infinitas (o que não pode ser) ou seriam infinitas (mas não pode haver mais que uma substância infinita), de forma que, pela lógica, uma substância infinita não pode ser dividida.
  17. Algo infinito não é resultado da soma de finitos.
  18. Se duas coisas infinitas pudessem existir, uma não seria maior que a outra.
  19. Uma substância não é o objeto corpóreo a que ela corresponde.
  20. Deus é a causa primeira de tudo o que seu intelecto poderia ter concebido.
  21. A vontade divina não pode ser coibida, de forma que ele é livre.
  22. Você não pode forçar Deus a agir.
  23. Dizer que Deus já criou tudo o que poderia criar, ou seja, que a criação está concluída, não é nenhuma blasfêmia.
  24. Se Deus criasse tudo o que é possível ser criado, continuaria sendo onipotente.
  25. O intelecto e a vontade divinos são diferentes do intelecto e da vontade humanos.
  26. O intelecto divino é criativo, enquanto que o humano é apreensivo.
  27. Eu criei meu filho como pessoa, mas não como essência (eu não criei a espécie humana).
  28. Se a substância de algo implica existência necessária, podemos dizer que tal substância é eterna.
  29. Um ser determinado por outro não pode se tornar indeterminado por si mesmo.
  30. Há diferença entre ser necessário (sempre existe), contingente (pode ou não existir) e impossível (nunca existe).
  31. Quando Deus age, ele não tem em vista o bem, como se o bem fosse algo fora dele ao qual Deus tivesse que se conformar.
  32. Deus existe, é único, determinado somente por si mesmo e única causa livre do universo.
  33. Se você pode saciar suas vontades e necessidades, isso não te torna livre, uma vez que você não pode escolher desejar ou necessitar de algo.
  34. Você não pode supor que tudo na natureza foi feito com uma função específica.
  35. A natureza não foi feita em função de você.
  36. A ideia de que os deuses castigam encontra apoio na crença de que nada na natureza é feito sem razão, de forma que doenças e catástrofes devem também ter uma função.
  37. Causa final é invenção humana e só existe na mente humana.
  38. Deus não pode ser controlado por sistemas de ação e recompensa, como se ele fosse fazer tudo o que você quer porque você vai pra igreja, por exemplo.
  39. Se as pessoas deixarem de ser ignorantes, deixarão de procurar padres e pastores.
  40. Pecado e mérito são dependentes da liberdade: se não fôssemos livres, nada seria nossa culpa e nada seria nosso mérito.
  41. Não confunda imaginação e intelecto.
  42. A natureza é amoral e deve ser julgada por si própria, não por nosso ponto de vista moral.
  43. Um sentimento ou emoção depende de uma ideia que cause aquele sentimento ou emoção.
  44. Implica dizer que só têm sentimentos os seres que têm mente.
  45. Deus é capaz de pensar.
  46. Humanos têm corpo e também mente e ambas as coisas são como as sentimos.
  47. A mente só sabe que o corpo existe porque este a afeta.
  48. Você é sua mente e seu corpo, não somente sua mente, com o corpo à disposição como uma ferramenta.
  49. O que não significa que a mente conhece totalmente o corpo.
  50. Entender o que seu corpo sente não implica que você conhece adequadamente seu corpo.
  51. A mente também não tem um conhecimento claro de si própria.
  52. Estar ignorante é diferente de estar errado.
  53. Se você ignorar as causas de sua determinação, se achará livre.
  54. Até ideias tidas por universais variam em cada pessoa, segundo a forma como essas pessoas comumente concebem tais ideias.
  55. Portanto, trabalhar com conceitos “universais” não será garantia de que você não irá errar em seu raciocínio.
  56. Se você duvida, não tem conhecimento seguro sobre o objeto da dúvida.
  57. Por outro lado, ter certeza não significa que você tem razão.
  58. Maior parte dos erros de raciocínio acontecem por causa de definições precárias (chamar as coisas pelo nome errado).
  59. Controvérsias ocorrem quando as pessoas não sabem se explicar… e porque também não sabem entender o que o outro está dizendo.
  60. Duas pessoas podem estar numa discussão feia pensando que estão discordando uma da outra, quando, na verdade, estão de acordo, mas utilizando palavras diferentes.
  61. Qualquer conteúdo mental pode ser tomado em sentido afirmativo ou negativo.
  62. Mesmo que admitamos que a vontade é maior que o intelecto, ela ainda é menor que a percepção (não posso querer o que não sei que existe).
  63. O conhecimento de Deus lhe trará a felicidade.
  64. A mente humana não deve servir somente como alvo de censuras.
  65. Emoções e sentimentos não são tão ruins como a filosofia clássica nos leva a crer.
  66. Nossos afetos e nossas ações não devem ser abominados.
  67. A natureza é sempre a mesma.
  68. Você não pode dizer que a natureza “cometeu um engano”.
  69. Um efeito pode ter mais de uma causa simultânea.
  70. Quando nossa mente é a única causa em ato sobre alguma coisa, estamos agindo, mas, quando nossa mente não é a única causa agindo sobre nós, então estamos sendo afetados.
  71. Essa afetação pode ser uma paixão.
  72. Há animais com mais habilidade física ou sensorial do que os seres humanos têm.
  73. Se a mente morre, também o corpo…
  74. Mas, se o corpo morre, também a mente!
  75. A habilidade de estudar um objeto depende dos sentidos.
  76. O corpo pode dobrar a força de vontade, que é um atributo mental.
  77. Logo, a mente não manda no corpo sem também ser mandada por ele.
  78. Fazemos coisas por impulso pensando que as fizemos de caso pensado.
  79. O fato de eu estar consciente de minhas ações não prova que sou livre.
  80. Você não pode esquecer de propósito.
  81. Não existem “prazos de validade” absolutos para seres, isto é, um ser não pode, por sua própria essência, estipular uma data de autodestruição.
  82. Não é possível afetar o corpo sem afetar a mente.
  83. Quando você sente alegria ao pensar ou estar na presença de um objeto, pode-se dizer que você tem amor por aquele objeto.
  84. Ódio é o contrário: a associação da tristeza (entendida como qualquer emoção que empobreça a capacidade de agir ou pensar) com um objeto específico.
  85. Quem ama, quer manter o amado em bom estado.
  86. Amor e ódio não são mutuamente excludentes.
  87. A perspectiva de amor ou de ódio são a origem de outros sentimentos como segurança, esperança, medo, decepção e outros que se relacionam com o passado ou futuro.
  88. Quando a pessoa ou objeto amado é afetado por alegria ou tristeza, também nós somos afetados pela mesma emoção.
  89. Quando amamos, fazemos um julgamento acima do justo da coisa amada, ao passo que fazemos um juízo abaixo do justo das coisas que odiamos.
  90. Quando você deixa os outros alegres, acaba ficando alegre também.
  91. Vergonha é a sensação de que você não está a altura de seus próprios padrões.
  92. Se alguém ama o que você ama, você passa a amar mais, mas, quando alguém odeia o que você ama, você tende a amar menos.
  93. É por isso que, quando amamos algo, nos esforçamos para que os outros também amem esse algo, mas, quando odiamos algo, queremos que todos também odeiem.
  94. Queremos que os outros vivam de acordo com nossas próprias inclinações, o que é uma manifestação de ambição.
  95. Mas isso não é verdade quando derivamos alegria de algo que não pode ser partilhado.
  96. Quando amamos algo semelhante a nós (como uma pessoa), queremos ser amados por esse algo.
  97. “Ciúme” deriva do amor que sentimos por alguém e da inveja que sentimos por outra pessoa que também ama quem amamos.
  98. Quanto mais amamos, mais sentimos ciúme quando a inveja se faz presente.
  99. O ciúme mata o amor antes sentido, de forma que passamos a odiar quem antes amávamos.
  100. Quando odiamos alguém que antes amávamos, a tendência é que o ataquemos mais do que o atacaríamos se nunca o tivéssemos amado.
  101. Se odiamos alguém, sentiremos vontade de fazer mal a esse alguém, a menos que tiremos um mal maior pra nós mesmos se fizermos mal a essa pessoa.
  102. “Bem” é um termo genérico para todos os tipos de alegria, enquanto que “mal” é um termo genérico para todos os tipos de tristeza.
  103. Como nossas fontes de alegria e de tristeza variam, bem e mal variam de pessoa para pessoa.
  104. Se alguém nos odeia sem razão, provavelmente atacaremos essa pessoa.
  105. No entanto, se alguém nos odeia e sabemos que seu ódio é justo, termos vergonha.
  106. Analogamente, se alguém nos ama sem razão aparente, provavelmente o amamos de volta.
  107. Quando fazemos o bem a quem nos fez bem, estamos sendo gratos.
  108. Crueldade é fazer o mal a quem te ama.
  109. Ódio recíproco gera mais ódio.
  110. Não há esperança sem medo, e vice-versa.
  111. Eu julgo os afetos dos outros segundo meus afetos (se alguém tem medo do que eu não tenho, o chamarei de medroso, por exemplo, mas, se ele não tem medo de algo que eu temo, o terei por corajoso).
  112. “Arrependimento” é derivar tristeza de algo que você fez.
  113. Quando você está com muito medo de alguma coisa, você se esquece de pensar em como evitar essa coisa.
  114. Existem emoções e sentimentos para os quais ainda não existe nome.
  115. Nossa impotência nos entristece.
  116. Só é possível sentir inveja pelas conquistas de semelhantes (ninguém inveja as conquistas de gente muito mais forte, inteligente ou rica, mas só daqueles que estão próximos, porque fica a sensação de “poderia ter sido eu”).
  117. Um pai pode treinar seu filho pra causar inveja aos outros.
  118. As três emoções fundamentais são a alegria, a tristeza e o desejo, com todas as outras emoções e sentimentos sendo derivados dessas três.
  119. A mente é posta em movimento pela alegria e pelo desejo, enquanto que a tristeza a retarda ou mesmo para.
  120. Desejo varia segundo disposição corporal.
  121. Desejo é nossa natureza tentando nos fazer agir de determinada forma.
  122. Se você tem certeza, não tem esperança, mas segurança.
  123. A menos que você tenha certeza de algo ruim; nesse caso, é desespero.
  124. Uma pessoa que se odeia logo pensará que todos o odeiam.
  125. Humildade pode muito bem ser uma forma passiva-agressiva de manifestar seguramente a inveja.
  126. Sentimos vergonha quando fazemos algo que outros poderiam desaprovar.
  127. É diferente de pudor, que é o medo de passar vergonha.
  128. “Saudade” é o desejo por alguma coisa, intensificado pela memória dessa coisa, mas refreado pela memória de que essa coisa provavelmente não existe mais.
  129. É possível desejar algo só porque todo o mundo deseja (emulação).
  130. Se você, por humildade, gostaria de evitar a glória, não assine seus trabalhos.
  131. Se você não pode controlar suas emoções e sentimentos, é escravo deles.
  132. Algo está “perfeito” quanto atende às expectativas do dono.
  133. Se o criador concluiu o trabalho, mas alguém diz que podia ser melhor, a obra ainda é perfeita, uma vez que atendeu às expectativas do criador.
  134. Por causa disso, não podemos dizer que o mundo é imperfeito, na medida em que não sabemos qual era a intenção de seu criador.
  135. Não podemos chamar de imperfeito algo que não fizemos, a menos que estejamos usando os critérios do criador da coisa que estamos julgando.
  136. Não se pode dizer que as coisas naturais são perfeitas ou imperfeitas sem estarmos na posse dos planos do criador.
  137. “Contingente” é algo que pode deixar de existir, enquanto que “possível” é algo que pode vir a existir.
  138. Existem coisas mais potentes que nós, as quais podem nos aniquilar.
  139. Somos parte da natureza.
  140. Uma pessoa nunca se suicida por sua própria natureza, mas é levada a isso por causas exteriores contra as quais se sente impotente.
  141. Auto-preservação está por trás de todas as virtudes, o que implica interesse próprio.
  142. Se dois objetos concordam por suas ausências, não estão realmente de acordo.
  143. Emoções são causa de discórdia.
  144. A razão é causa de concórdia.
  145. Somos movidos mais pela inveja do que pela razão.
  146. Uma vida solitária é dolorosa.
  147. É mais fácil obter o que queremos ao trabalharmos juntos.
  148. A coisa mais útil a um ser humano é outro ser humano.
  149. Animais têm sentimentos.
  150. O estado civil não é o estado natural.
  151. A existência de uma sociedade implica que seus integrantes abriram mão de seu direito de exercer sua própria justiça, confiando no sistema de justiça oferecido por aquela sociedade.
  152. As leis não são obedecidas por serem racionais, mas por causarem medo.
  153. Se alguém te diz que a tristeza é uma virtude, essa pessoa tem inveja da tua felicidade.
  154. Rir faz bem.
  155. Não retribua o mal com mal.
  156. Quem não faz bem aos outros, seja por razão ou por comiseração, não é humano.
  157. Humildade e arrependimento trazem mais benefício do que dano.
  158. Uma pessoa corajosa e idiota é um problema de segurança pública.
  159. Humildade predispõe à razão.
  160. Agir virtuosamente é agir racionalmente.
  161. Se você não se conhece, você não conhece a fundação da virtude.
  162. Se a virtude é um ato guiado pela razão e você não conhece a fundação de seus atos (você mesmo), então você não sabe nada sobre virtude.
  163. Uma pessoa incapaz de agir racionalmente se deixa levar pelo que dizem dela.
  164. Sentir-se sem valor e sentir-se superior aos outros são, ambos, demonstrações de ignorância.
  165. Agir dessa forma é agir com emoção, não racionalmente.
  166. É mais fácil ajudar alguém frágil do que alguém orgulhoso.
  167. O soberbo odeia a companhia de alguém que não lhe puxe o saco.
  168. Uma pessoa orgulhosa não quer ser lembrada de quem ela realmente é.
  169. Você também é orgulhoso se você pensa que os outros são inferiores a você, mesmo que você tenha uma ideia humanizada e correta de você mesmo.
  170. Se você é assim, você não mudará facilmente; na verdade, se você só busca a companhia de pessoas que concordam com você, a tendência é piorar.
  171. O desejo de um bem futuro pode ser mais facilmente refreado se a pessoa tiver um bom nível de satisfação presente.
  172. Ensinar a fazer o bem através do medo do mal tornará o aluno tão infeliz quanto o professor que lhe ensina tal coisa.
  173. É por isso que as pessoas odeiam profetas do apocalipse moderno.
  174. Se você fizer o bem, evitará o mal por consequência.
  175. Uma boa punição é motivada tão somente pelo desejo de fazer o bem ao público, não por ira, ódio, preconceito ou histeria.
  176. Se você está feliz, não pensará na morte.
  177. A sabedoria vem da meditação sobre a vida e não da meditação sobre a morte.
  178. O objetivo da educação deve ser “ensinar os estudantes a conduzir racionalmente suas vidas.”
  179. Uma pessoa sozinha não pode acabar com a pobreza.
  180. Boa alimentação é alimentação variada: um pouco de tudo, não muito de uma coisa só.
  181. Infelizmente, isso não é barato.
  182. Quanto mais você estuda uma emoção, menos ela te afeta.
  183. Se você fala contra a glória e a vaidade do mundo, provavelmente quer receber glória por dizer tal coisa.
  184. Falar contra algo que você gostaria de fazer revela impotência de ânimo para mudar as circunstâncias e obter o que você deseja.
  185. Compreenda suas emoções para controlá-las.
  186. O ódio é algo diferente da coisa odiada.
  187. Infância é um estado inferior, em termos de mente e de corpo, então não devemos coibir o passo de maturação de ninguém (menor infantilizado).
  188. Pelo contrário: temos que oferecer aos menores cada vez mais meios de maturação.
  189. Porque o caminho para a beatitude é difícil de encontrar e difícil de seguir, requerendo mente e corpo em bom estado.

Notes on “Ethics”.

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“Ethics” was written by Spinoza. Below are some notes I took about his text.

  1. “Cause of itself” doesn’t mean that something made itself, but something that has existence as part of it’s concept, that is, something that we can’t conceive as non-existent.
  2. A body can not be limited by a thought and a thought is no barrier for a body.
  3. “Attribute” is what I perceive in the essence of a substance.
  4. “Free” is something that doesn’t derive existence from something else and doesn’t have it’s will conditioned by anything else.
  5. If you derived your existence from something else or if your will is conditioned by something else (such as the laws of nature), you are not free.
  6. If something can not have derived it’s existence from something external, then it’s “cause of itself” (see note 1).
  7. When a cause acts, an effect follows, whereas there’s no effect without a cause.
  8. You can’t study an effect without also studying it’s cause.
  9. An effect carries characteristics from it’s cause, meaning that a cause has a set number of effects, for as long as it’s limited.
  10. Often, discussing the nature of something isn’t enough, because some issues related to the object aren’t explained by it’s nature.
  11. God exists, even if not in the way that everyone conceives him.
  12. Potentiality is tendency to exist.
  13. God’s substance contains existence.
  14. If perfection “adds” existence to something, while imperfections “remove” existence, then a being that is perfectly perfect must exist.
  15. When it comes to concepts, a substance can not be divided in consequence of it’s attributes.
  16. If we can divide an infinite substance, then the resulting substances either are not infinite (which can not be) or are infinite (but you can’t have more than one infinite substance), rendering an infinite substance logically indivisible.
  17. If something is infinite, it can’t be the result of the fusion between two finite parts.
  18. If more than one infinite thing could exist, all infinites would have the same size.
  19. A substance isn’t the corporeal object that it references.
  20. God is the prime cause of everything that his intellect could have conceived.
  21. God’s will isn’t limited by anything, thus he is free.
  22. You can not force God to act.
  23. Saying that God has already created everything that he could, that is, that the creation is finished and there’s nothing else to create, isn’t a blasphemy.
  24. If God already created every possible thing, that doesn’t mean he is no longer omnipotent.
  25. God’s intellect and will are completely different from human intellect and will.
  26. God’s intellect is creative (knows things before creation), while the human intellect is apprehensive (knows things after creation).
  27. I created my son as person, but not as essence (I didn’t make the human species).
  28. If a substance necessarely implies existence, we can say that substance is eternal.
  29. A being that was determined by another, can not become undetermined by itself.
  30. Something can be necessary (always existent), contingent (may or may not exist) or impossible (never existent).
  31. God, when in action, doesn’t aim to for a “good” action, as if the concept of good existed outside and God had to comform to that model.
  32. God exists, is only one, determined only by himself and is the only free cause of the universe.
  33. If you can satiate your urges and needs, that doesn’t make you free, as you can’t choose the desires you have.
  34. You can’t suppose that everything in nature was made for a reason.
  35. Isn’t like everything in mature was made in function of you.
  36. The belief that gods can punish humans finds support in the belief that nothing in nature was made without a reason, suggesting that illnesses and natural disasters serve the purpose of punishing men.
  37. Final causes only exist for humans, in human minds.
  38. God can not be controlled by systems of deed and reward, as if God would do everything you wanted because you attend to church like a good sheep.
  39. If people are no longer ignorant, they will stop turning to priests and pastors.
  40. Sin and merit are dependent on freedom: if we are not free, then nothing is our fault and nothing is our merit.
  41. Do not mistake imagination for intellect.
  42. Nature is amoral and must be judged by itself, not from our moral point of view.
  43. A feeling or an emotion depends on an idea that causes that feeling of emotion.
  44. Which implies that only creatures with a mind are capable to have feelings.
  45. God is capable of thinking.
  46. Humans have body and also mind and both things are as we feel them.
  47. The mind only knows about the body’s existence because the body affects the mind.
  48. You are your mind and your body, not only your mind, with your body at your service as a tool.
  49. Which does not mean that the mind fully knows the body.
  50. Understanding what your body feels doesn’t imply that you know your body to an adequate level.
  51. The mind also doesn’t have a clear knowledge about itself.
  52. Being ignorant is different from being wrong.
  53. If you ignore the causes of your determination, you will think you are free.
  54. Even ideas often regarded as universal may vary from person to person, according to how that person usually conceives them.
  55. So, working with “universal” concepts doesn’t guarantee that you won’t be wrong.
  56. If you feel doubt, then you don’t have a complete understanding of what you are talking about.
  57. On the other hand, being sure of something doesn’t make you right.
  58. Most reasoning mistakes happen due to poor definitions (attributing the wrong words to certain things).
  59. Controversy starts when people don’t know how to properly explain their point… or when other people fail to understand that point.
  60. Two people may be seriously arguing about something and believe that they are in disagreement, when they are actually agreeing with each other without knowing that they are in agreement, because of a communication failure.
  61. Every mental content can be understood as affirmative or negative.
  62. Even if we concede that our will is bigger than our intellect, the will is still smaller than the perception.
  63. Knowledge about God will bring you happiness.
  64. The human mind shouldn’t only be a target for recrimination.
  65. Emotions and feelings aren’t as bad as classic philosophy says.
  66. Our affections and acts shouldn’t be demonized.
  67. Nature is always the same.
  68. You can’t ever say that nature “made a mistake”.
  69. An effect may have more than one simultaneous cause.
  70. When our mind is the only cause of an effect, we are acting, but, if our mind is not the only cause acting over us, we are being affected by something else.
  71. The thing affection you could be a passion (an emotion that is strong enough to keep you from reasoning correctly).
  72. There are animals with more physical or sensorial ability than humans have.
  73. If your mind dies, you body dies too…
  74. And if your body dies, so does your mind!
  75. The ability to study an object depends on the senses.
  76. The body can bend your willpower, which is a mental attribute.
  77. That means that the mind doesn’t boss the body around, without also being bossed around by the body.
  78. Some impulsive acts pass as completely lucid, even for the person who performs the act.
  79. Even if I’m conscious of my acts, that doesn’t prove that I’m free.
  80. You can not forget on purpose.
  81. There are no “expiration dates” for beings, that is, a being, by it’s own essence, can not give a self-destruction date to itself.
  82. You can not affect the body without also affecting the mind.
  83. When you feel joy while thinking about an object or being in it’s presence, you can safely say that you love that object.
  84. Hate is the other way around: the combination of sadness (understood as any feeling that empoverishes your ability to act or think) and a specific object.
  85. If you love, you want to keep the beloved person in good state.
  86. Love and hate aren’t mutually excludent.
  87. The anticipation of love or hate is behind feelings such as security, hope, disappointment, anxiety and others that are related to past and future.
  88. When the beloved object or person is affected by joy or sadness, we are also subject to the same affection.
  89. When we are in love, we tend to regard the loved object too highly, while we often belittle (also unfairly) something that we hate.
  90. A person may feel happy when making others happy.
  91. “Shame” is the feeling of being below your own standards.
  92. If someone loves what you love, you will love it even more, but, if someone hates what you love, you tend to love it less.
  93. That’s why, when we love something, we try to get others to love it too, while, at same time, we give effort into making others hate what we hate.
  94. We want everyone to live according to our own inclinations, which is a display of ambition.
  95. That’s not true when the thing that we love can not be shared.
  96. If we love a person, we want to be loved by that person.
  97. “Jealousy” is derived from the love that we feel towards a loved one and from the envy we feel towards someone who also loved who we love.
  98. The more we love, the more we feel jealous when the envy takes place.
  99. Jealousy kills the love, so much that we start hating the person we once loved.
  100. When we hate a person we once loved, we tend to hate them more than we would if we had never loved them.
  101. If we hate someone, we will feel urges to cause harm to that person, unless we feel that, by doing so, we would attract more harm to ourselves than the harm we intend to cause to them.
  102. “Good” is a blanket term for all kinds os joy, while “evil” is a blanket term for all forms of sadness.
  103. Because our sources of joy and sadness vary, our concepts of good and evil vary from person to person.
  104. If someone hates us while we feel that there’s no reason for such, we will likely hate that person.
  105. However, if someone hates us and we feel that their hate is justified, we feel shame.
  106. Analogically, if someone loves us for no apparent reason, we will end up loving them back.
  107. If we do something good to someone who did us something good, we are being grateful.
  108. If we do something bad to someone who loves us, we are being cruel.
  109. Mutual hate creates more hate.
  110. There’s no hope without fear, and vice-versa.
  111. We judge the emotions of others according to our own (if a person isn’t scared of something that I am scared, I’ll see him as “courageous”, but, if someone is scared of something that I am not scared of, I’ll likely see him as a “coward’).
  112. “Regret” is deriving sadness from something you did.
  113. When you are too scared of something that is going to happen sooner or later, you forget to think of ways to avoid it.
  114. There are emotions and feelings that weren’t named yet.
  115. Our impotence is cause of sadness.
  116. You can only feel envy towards the achievements of others who are at your same level (you will likely not mind if someone who is way higher than you in intelligence, physical strength or wealth does something better).
  117. A parent can raise their child to cause envy on others.
  118. The three main emotions are joy, sadness and desire, with all other emotions and feelings deriving from those three.
  119. The mind is put in movement by joy and desire, while sadness retards it or even stops it altogether.
  120. Desire varies according to body disposition.
  121. Desire is our nature trying to make us act in a certain way.
  122. If you are sure, you are not hopeful, but secure.
  123. Unless you are sure about something bad; in that case, it’s despair.
  124. A person who hates themselves will think that everybody else would also hate them.
  125. Humility may very well be a passive-aggressive compensation to envy.
  126. We feel shame when we do something that others could disapprove.
  127. It’s different from modesty, which is the fear of doing something that others could disapprove.
  128. Saudade is the desire for something that is absent, when said desire is empowered by the memory of the desired object or person, but repressed by the feeling that such object or person no longer exists.
  129. A person may desire something just because everyone else does (emulation).
  130. If you are humble and would rather avoid glory, don’t sign your works.
  131. If you can not control your emotions and feelings, you are a slave of them.
  132. Something is “perfect” when it meets the author’s expectations.
  133. If the author has completed a work and doesn’t wish to add anything to it, but someone thinks that the work could be better, it’s still perfect, as it met the author’s expectations.
  134. Because of that, we can’t say that the world or natural things are imperfect, for as long as we don’t know what was the author’s intention.
  135. We can’t judge if something is perfect or not by using our own criteria, unless we are the authors of the thing we are judging.
  136. We can’t say that nature is perfect or imperfect without having access to the author’s plans.
  137. Contigent” is something that may cease to exist, while “possible” is something that may come to exist.
  138. There are things that are more powerful than us, and those things can annihilate us.
  139. We are part of nature.
  140. A person never commits suicide because of their own nature, but only because of overwhelming pressure coming from outside, against which he is powerless.
  141. Self-preservation is behind every virtue (implying self-interest).
  142. If two things lack the same attributes, they still have nothing in common.
  143. Emotions are cause of disagreement.
  144. Reason is cause of agreement.
  145. We are more often driven by envy than by reason.
  146. A lonely life is painful.
  147. It’s easier to get what we want if we work together.
  148. The most useful thing for a human is another human.
  149. Animals have feelings.
  150. The civil state isn’t the natural state.
  151. The existence of a society implies that it’s participants waived their natural right of exercising their own justice, in favor of the justice system that is offered by such society.
  152. Laws aren’t obeyed because they are rational, but because they are scary.
  153. A person who says that it’s a virtue to be sad is likely envious of your happiness.
  154. It’s healthy to laugh.
  155. Be kind to your enemies too.
  156. A person who does no good deeds for others, not matter if motivated by reason or pity, is not human.
  157. In a world where people are not usually guided by reason, humility and the ability to feel regret bring more benefit than harm.
  158. A person who is both idiot and courageous is a threat to public safety.
  159. Humility is one path to reason.
  160. A virtuous act is guided by reason, not by fear or desire for acceptance (which are self-interest, but an irrational form of self-interest).
  161. If you don’t know yourself, you don’t know the foundation of your acts.
  162. If virtuous is an act guided by reason and you don’t know the foundation of those acts (yourself), you know nothing about virtue.
  163. A person who is unable to act rationally is taken to believe what others say about them.
  164. Feeling like worthless scum and feeling like you are above others are both displays of ignorance.
  165. Acting like that is acting on emotion, rather than rationally.
  166. It’s easier to help a person who feel worthless than helping a person who feels like they are above others.
  167. If you are full of pride, you won’t stand the company of someone who doesn’t praise you.
  168. A proud person doesn’t want to be reminded of who they truly are.
  169. You are also full of pride if you think that others are inferior to you, even if your idea about yourself is humanized and correct.
  170. If you are like that, you won’t easily change; rather, by seeking the company of people who only share your same views, you will only get worse.
  171. The desire for a future benefit can be ignored easier if the person already has a decent level of present satisfaction.
  172. Teaching a person to do good deeds out of fear of punishment is the same as teaching the pupil to be as unhappy as the teacher.
  173. That’s why people hate scaremongers.
  174. If you do good, you will avoid evil as consequence, which is healthier than doing good out of fear of punishment.
  175. The good punishment is the one that is motivated by the desire to make people safe, rather than by revenge, ire, prejudice or hysteria.
  176. If things are going well, you won’t think about death.
  177. Wisdom comes from meditating on life, not from thinking about death.
  178. The goal of education should be “to teach all students to rationally guide their lives”.
  179. One single person can not end poverty alone.
  180. Good eating habits involve variation.
  181. Unfortunately, said variation can be expensive.
  182. The more you understand an emotion, the less it affects you.
  183. If you speak against glory and how meaningless the world is, you probably want to receive glory for pointing that out.
  184. Speaking against what you, deep inside, would like to do is often a sign of impotence to change the circunstances and act on the desire (sour grapes).
  185. Understand your emotions to control them.
  186. Your hate and the thing that you hate are different things.
  187. Childhood is an inferior state of the body and the mind, so nobody should have their maturing pace curbed by someone else (infantilization).
  188. On the contrary: we must offer as many opportunities as possible for the maturing of youth.
  189. Because the path to happiness is hard to find and hard to follow, requiring both a sane mind and a sane body.

15 de abril de 2018

Kierkegaard’s “Diary of a Seducer”.

Filed under: Livros, Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , — Yure @ 23:54

“Diary of a Seducer” was written by Søren Aabye Kierkegaard. Below are some notes that I made about that text.

  1. It’s always a thrill to read your friend’s personal diary.
  2. There’s always something that you don’t know about your old friends.
  3. Talent for poetry can be detected on someone’s speech.
  4. When your private life is too immersive, you don’t feel like you belong to the reality “outside”.
  5. Some people invest more time in their private lives because the reality outside is boring to them.
  6. Not feeling appalled by reality isn’t a sign of weakness, but of sick levels of strength.
  7. Noticing your lack of sensitivity may aggravate it.
  8. Sex is not the only reason why people seduce each other; some seduce for affection.
  9. Often, you can’t tell for sure who is the seducing party and who is the seduced party.
  10. You can not escape from yourself.
  11. Intellectuals also have sexuality.
  12. Secrets are seducing.
  13. A woman can steal a man’s complete attention span, even if she isn’t present.
  14. If you seduced a person and then dumps them, pray that the person hasn’t become obsessed, which might be dangerous for your safety.
  15. It’s unfair to stop loving a person when your love is all that is left for that person.
  16. Will you regret dumping that person?
  17. If you fall in love with person prone to cheating, you better be good at waiting for your turn.
  18. When you write with passion, your feelings become more obvious than your reasoning and arguments.
  19. No one is shy when no one is around.
  20. Tears are declarations of suffering: crying is the same as asking to stop.
  21. A woman is more beautiful without accessories or makeup.
  22. Beware not to become engaged with a person you do not love.
  23. Teeth are a defense mechanism against forced kisses.
  24. If you want to praise someone without using words, pretend to be shy around that person, so they can feel like they are important.
  25. Two people can be in love, enjoy that love, and still face disapproval from society.
  26. A person’s current mood can modify their current openness to an idea.
  27. When you make a new friend, don’t act as if you know everything about them already, or you may cause embarrassment.
  28. Isn’t it sad when you see someone cry because the person they were expecting didn’t show up?
  29. Take advantage of a person’s current mood.
  30. The first contact is the hardest.
  31. Love first, sex second.
  32. Maximizing pleasure requires control.
  33. Sometimes we have sex without really wanting it, just due to peer pressure or to please the other party.
  34. To keep a person’s sexual interest, you must invest in variety.
  35. Sometimes we need luck to succeed and luck often fails us.
  36. Boredom can make you insane.
  37. Falling in love without knowing if the loved person already has a lover, where they live or who are their parents… is frustrating.
  38. Commitment status is the first thing you need to know, so you don’t spend your efforts in trying to seduce a person who would never give into you.
  39. Too many responsibilities, too few certainties, can also make you insane.
  40. Don’t marry if you don’t love that person.
  41. The more you hide, the worse it will feel to be found out.
  42. If you are hiding, stay silent.
  43. If you don’t pay attention to others, you won’t notice that they pay attention to you.
  44. You can be in love and not notice it’s love.
  45. It’s hard to say what’s beautiful, but it’s easy to say what you like.
  46. If you want to conquer a person’s heart, try pretending that it’s not what you are attempting to do.
  47. Overprotecting your children is a crime with lifelong punishment.
  48. Keeping your child from building friendships is toxic to the kid.
  49. You can’t assume that all sixteen-year-old adolescents are virgins.
  50. Not using makeup makes a women more appealing to “real men”.
  51. Women should also have men as friends, not only as sexual partners or romantic partners.
  52. Conquering a person requires knowledge about that person’s beliefs.
  53. Don’t be easy.
  54. Your speech must be prepared beforehand, so you don’t improvise more than necessary.
  55. There are different kinds of smile: friendly, sarcastic, cynical, shy, polite…
  56. A woman with some mental characteristics that are usually considered “masculine” is also appealing.
  57. There are women who envy men for their commonly attributed gender role.
  58. When a person plays music, their current mood leaks into the improvisation.
  59. Your memories often lie about the intensity of an event that indeed happened.
  60. Do not invade the privacy of the person you love.
  61. You can’t truly learn about love from reading fiction.
  62. A beautiful woman who has nothing but beauty must abandon all hopes to ever find a man.
  63. Same goes to men.
  64. If you were frustrated too many times, you will likely stop trying.
  65. Conquering a person requires common interests.
  66. Apply subtle praise: doing so might make the person wish to be around you more often, because you increase their self-esteem without looking like you do it on purpose.
  67. Shy people also have feelings, but don’t know how to deal with them.
  68. Use normal clothing for normal occasions, nothing fancy.
  69. A woman who likes to be in control will prefer shy men, so pretend you are shy and, when the relationship is going, gradually leave that disguise.
  70. Feeling nervous around someone you like is a sensation that varies from person to person, with some not feeling it to the point of being unable to act.
  71. You can’t ever say that you have felt “real love”, because testing if your love for that person is the highest form of love would require falling in love with everyone to gauge how much love you feel for each person.
  72. Befriend other people who are interested in the person you love: that both allows you to anticipate their movements and also allows you to keep an image of someone who is not interested in her.
  73. You must train your speech for your future mother-in-law.
  74. Try to be useful to the mother-in-law, so you can acquire her trust.
  75. Don’t talk about the daughter in front of her mother, in order to keep the atmosphere of “I don’t want to get romantically involved with her”.
  76. A person may be younger than they look and still act older than they look.
  77. If the woman is young, even if she’s older than you, mind games are likely to work if you are good at them.
  78. Keeping your intentions concealed keeps you out of suspicion.
  79. An intelligent, beautiful and rich man who isn’t interested in women is a cause of frustration for women who desire him.
  80. The “no involvement” aura allows the lover to observe the loved person from afar, as the loved doesn’t know if they are being lusted over or not.
  81. You should never follow seduction formulas too strictly.
  82. Don’t spend too long getting dressed.
  83. You should employ the help of friends in the task of seduction, by forming a staged scene, for example.
  84. Only after you have gotten the trust of all people around the loved person you should give hints of your true intention.
  85. Making soft jokes about the loved person, without being offensive, may be useful.
  86. Don’t limit her freedom, but don’t let her limit yours either.
  87. If each person can be loved in a different way, then it’s possible to fall in love with more than one person at once.
  88. You can’t love a single person for your entire life, even if it’s possible to commit to a single person.
  89. If you have nothing to wear, ask others to lend you.
  90. When “befriending” rivals, your friendship must be convincing.
  91. Seduction is hard.
  92. Lend books to the loved person.
  93. Take advantage of other people who are interested in the person you love.
  94. When you lend books, make sure to pick one that plays in your favor.
  95. The mysterious aura of “no involvement” must be kept until the proper time.
  96. If you develop a profound “friendship” with one of the people who are interested in the loved person, you can anticipate their movements.
  97. When you reject someone, you may feel bad about it, reevaluate and then accept them.
  98. When in love, make no promises.
  99. If the loved person promises you something and you know that they won’t be able to fulfill the promise, let them do it and break the promise eventually, so that the loved person may feel like they need your forgiveness.
  100. If you give a prize someone for making a specific confession, they will confess everything that you wish them to confess.
  101. Seduction is mind manipulation and is, of course, different from naturally grown love.
  102. If we are talking about love, then seduction isn’t needed, even though it can be employed.
  103. The goal of real seduction is to make that person love you more than they love anyone else.
  104. If you make a good job, the person will remain interested in you even after you break up with her.
  105. Make that person fear that other people would be in love with them.
  106. Mention that you are in love, but don’t say who is the person of interest.
  107. Some people pay others to write love letters, so they can deliver it to a loved person and pretend that they wrote it.
  108. What’s the point of engagement anyway?
  109. Only an artist can judge another.
  110. After you confess your love to the woman, your rival will likely be extremely mad at you, so, if you managed to earn the trust of you soon-to-be mother-in-law, say that the engagement was arranged by her recommendation (blame the woman’s mother).
  111. To further soothe your rival’s anger, make use of the “friendship” that you built with him.
  112. Keep the love alive, or the woman will lose interest.
  113. If the relationship involved seduction, rather than naturally grown love, lies are to be expected.
  114. The better you hide, the more you cheat.
  115. The best seduction is done by people who don’t want sex, but control.
  116. Real love is indifferent to the person’s past, family heritage or criminal record.
  117. Love has it’s own morals.
  118. That means that some acts that are often considered “wrong” seem justified when done for love.
  119. It’s boring to seduce a person who is forced to tag along you, that is, who isn’t free.
  120. A relationship from which the lovers draw more than simple affection is harder to break.
  121. Seduction implies not being always honest.
  122. Use face-to-face conversations to stimulate the passion, while using written word to moderate it.
  123. Learn with your past romances.
  124. Teenagers are great at manipulation, you should take classes with them.
  125. Some things can not be solved without acting impulsively.
  126. Your job is a source of prejudice about you.
  127. A note is better than a letter, if you wish to cause arousal.
  128. Talking to someone isn’t a matter of words alone, but also a matter of voice tone, gestures and facial expressions.
  129. If you send a message to someone, never ask if they read it, just assume that they read it.
  130. Praise prudently.
  131. The presence of emotional control mechanisms doesn’t guarantee you will be able to make use of said mechanisms.
  132. When you love, you want others to love your beloved as well, because hating your beloved is an insult to you.
  133. Pass the impression that you belong to your lover, without actually belonging to them.
  134. If your beloved doesn’t have the desire that you want them to have, make sure to produce that desire on them.
  135. Text can be more influential than speech.
  136. Paying attention to the surroundings is the first step to philosophize.
  137. There’s no “science of kissing”.
  138. If you kiss too much, it will become a less meaningful act for your beloved, which may pose a problem when inciting or calming emotions.
  139. Don’t marry unless you have no choice.
  140. Don’t bind your hair.
  141. Is it worth it to live forever without your beloved?
  142. Women’s cruelty is the harshest kind (see Sirach 25:13).
  143. A woman can be cruel with no apparent reason or no reason at all (men too, tho).
  144. The person who moves their body is more appealing than a sedentary person.
  145. Giving birth looks so painful, that the horrors of war look more bearable.
  146. The seduction method varies according to what you want from that person (not everyone seduces for sex or romance).
  147. A repeated hug is worth more than a wedding ring.
  148. Hedonistic people don’t often think about the future.
  149. Love fears being limited.
  150. Once you are bored of the person you seduced, make them dump you, so it doens’t look like you were mean to them.

3 de abril de 2018

Anotações sobre os “Estudos Sobre a Histeria.”

Filed under: Livros, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 15:42

“Estudos Sobre a Histeria” foi escrito por Sigmund Freud e Josef Breuer. Abaixo, alguns pensamentos encontrados nesse livro.

  1. Um bom médico não diz o nome do paciente ao discutir evidência anedótica.
  2. Repressão sexual pode causar histeria (ver nota 8).
  3. Dois pesquisadores trabalhando no mesmo projeto podem ainda divergir na interpretação dos dados.
  4. O conteúdo do livro é assumidamente exploratório, não conclusivo.
  5. Nem sempre é possível saber o que causou histeria em alguém somente perguntando coisas a ele.
  6. Isso é agravado pelo fato de que cada paciente tem seus segredos e não está disposto a contar tudo ao médico.
  7. Agravado pelo fato de que nem sempre o paciente se lembra do evento que desencadeou o problema.
  8. Muitas vezes, o evento que causa a histeria é uma má experiência infantil (ver nota 2).
  9. Uma reação neurótica pode ser causada por um evento de baixa importância física, mas que, dadas as circunstâncias, foi traumático ou assustador.
  10. Para que isso aconteça, a pessoa precisa ser muito vulnerável à variáveis terceiras, assumindo que o evento em si não tinha muito potencial traumático.
  11. Um trauma pode ser causado por uma sucessão de eventos, em vez de só um.
  12. Se recuperar da histeria requer que o paciente reviva a experiência traumática em sua memória e a verbalize enquanto lembra.
  13. Uma lembrança traumática não se desgasta.
  14. Uma memória pode não ter carga negativa se tal carga for aliviada no momento em que o evento ocorreu (por exemplo, se você lembra de alguém que te bateu, essa memória seria menos desconfortável se você tivesse batido de volta e descarregado sua raiva imediatamente).
  15. Excesso de autocontrole adoece santos, freiras, mulheres castas e boas crianças.
  16. Histeria pode ocorrer com pessoas que, de outra forma, seriam excelentes em termos de crítica, força de vontade, inteligência e moral, o que significa que um histérico não precisa aderir ao estereótipo de “homem louco”.
  17. É fácil lembrar por associação.
  18. Se a histeria tem causas numa recordação, experiências novas que guardam relação com a recordação patogênica desencadearão um ataque.
  19. Se alguém na sua família tem histórico de problemas psicológicos, é provável que você tenha alguns cedo ou tarde.
  20. Senso crítico impede que as pessoas controlem você.
  21. Existem pessoas que não têm tesão.
  22. É possível colocar sua própria saúde em risco enquanto se cuida da saúde de outra pessoa.
  23. Uma pessoa pode saber quando está tendo uma alucinação e quando está vendo algo real.
  24. O medo de algo pode ser pior do que a própria coisa temida, de forma que a pessoa acaba sofrendo mais antes do perigo do que durante ou depois dele.
  25. Uma memória especialmente traumática pode invocar na pessoa algum tipo de reação que a distraia (como um desmaio), para que a memória não seja lembrada.
  26. Tédio pode predispor uma pessoa à histeria.
  27. É possível hipnotizar a si mesmo sem perceber que é isso que se está fazendo.
  28. Algumas pessoas podem ser hipnotizadas sem esforço.
  29. Dá pra controlar o ciclo menstrual com hipnose.
  30. Excesso de leitura pode ser uma tentativa de se distrair de uma angústia interior.
  31. A um número de “males” que não vale a pena punir.
  32. É possível ficar doente de preocupação com os entes queridos.
  33. É possível alucinar de cansaço.
  34. Um paciente pode desfazer todo o processo obtido com terapia, se ele quiser.
  35. É possível abusar da hipnose.
  36. Medo pode afetar sua digestão.
  37. Não se deve achar que tudo é importante; existem coisas sem importância.
  38. Existem doenças histéricas e pessoas histéricas.
  39. Sintomas histéricos são efeitos de um trauma.
  40. Fobias são um tipo de histeria.
  41. Uma fobia histérica pode evoluir para outras manifestações se o objeto temido for apresentado repetidas vezes.
  42. Os neuróticos têm medo de enlouquecerem.
  43. Existem fobias menos graves.
  44. Uma dor de origem física pode piorar e se sustentar por causa de uma neurose, a ponto de continuar ali mesmo quando a causa física se torna ausente.
  45. Um sonâmbulo está aberto à sugestão.
  46. A sugestão nem sempre funciona.
  47. Histeria grave parece requerer predisposição genética.
  48. Ter uma predisposição a um problema não é indicativo seguro de que você desenvolverá aquele problema.
  49. É preciso um “gatilho” pra que a predisposição cause o problema.
  50. Solidão é um bom gatilho para certas doenças.
  51. Uma pessoa pode estar em um ambiente psicológico tóxico e permanecer sã, até acontecer algo específico que quebre sua defesa.
  52. Vários traumas são centrados em problemas de expressão sexual.
  53. Repressão sexual causa esgotamento mental.
  54. Uma pessoa pode ter histeria grave e ainda assim ser excelente em proezas físicas e mentais.
  55. Uma pessoa com um problema mental não está “desordenada” se ela ainda consegue se virar na vida apesar disso.
  56. Várias pessoas com problemas mentais conquistaram mais objetivos do que pessoas “normais”.
  57. Problema mental não é o mesmo que retardo.
  58. Não confunda efeito com causa.
  59. Algumas pessoas com problemas mentais sofrem somente em particular.
  60. Lutar contra um problema por muito tempo pode ocasionar novos problemas.
  61. Hipnose não funciona com todo o mundo.
  62. O paciente precisa confiar no médico.
  63. Dependendo da pessoa, o estado hipnótico pode ser mais facilmente obtido quando a pessoa não sabe que está sendo hipnotisada.
  64. Uma pessoa pode lembrar do que estava fazendo enquanto estava sonâmbula, mediante o estímulo correto.
  65. Não é possível esquecer de propósito.
  66. É mais fácil você se lembrar de algo porque algo te lembra desse algo do que você tentar lembrar sozinho.
  67. Não escolhemos sentir o que sentimos.
  68. Disparidade de força pode impedir que uma mulher se relacione com um homem se ela sentir que está em posição inferior, o que implica que o “lado fraco” de uma dinâmica de poder pode sentir que a relação desejada é injusta… ou imoral.
  69. Disparidade de força pode levar o lado fraco a pensar “o que ele, que é rico, iria querer comigo, que sou pobre?”
  70. Uma mulher pobre sendo vista com um homem rico pode ser causa de embaraço para ambos os envolvidos.
  71. Se você ama, você trata com consideração.
  72. Ser muito sensível favorece o aspecto traumático de algumas memórias.
  73. Você pode estar apaixonado por alguém e não fazer nada a respeito.
  74. O azar de ter experiências ruins basta para ter histeria.
  75. Uma predisposição só pode ser decididamente provada depois que ela se efetiva.
  76. A somatização é uma tentativa de tirar algo da mente, colocando-o no corpo.
  77. Pode ser algo em você que você não aceita.
  78. Um sintoma pode ocultar outro.
  79. Um mal que aflige uma pessoa de porte e constituição saudável provavelmente é psicológico.
  80. Quando uma conversa resolve, não hipnotize.
  81. Falar dos seus problemas a outro pode ajudar você a se sentir melhor.
  82. Quando uma pessoa tem vergonha de receber avanços sexuais, esses avanços se tornam razão de trauma futuro quando a pessoa, ao perceber que fora cobiçada sexualmente, sente repulsa por isso.
  83. Tem gente que considera a natureza (sexo, por exemplo) algo vergonhoso.
  84. Uma pessoa sexualmente negativa será facilmente traumatizada pela sexualidade.
  85. Crianças geralmente não são traumatizadas por atos sexuais no momento em que eles acontecem, mas elas podem se sentir mal pelo ato depois que crescem e entendem que o ato era de natureza sexual, dependendo da forma como foram educadas sexualmente.
  86. Nunca subestime o conhecimento sexual de um adolescente.
  87. Se a criança não sofreu no momento em que o ato ocorreu, mas os sintomas aparecem depois que ela passa a entender o ato de determinada forma, então não foi a experiência que causou o trauma.
  88. O que causa o trauma nesse caso é sua percepção do ato que, antes de ser “compreendido” de determinada maneira, fora inofensivo.
  89. A primeira pergunta que o médico deve fazer é se o paciente sabe a origem da doença, se ele pode associar os sintomas a algum evento que os desencadeou.
  90. Um filho que passa muito tempo com um pai do sexo oposto não aderirá facilmente aos papeis de gênero (o filho que mora somente com a mãe, por exemplo, tem dificuldade em contrair o comportamento que as pessoas consideram “de homem”).
  91. Há crianças que não gostam do sexo ao qual pertencem.
  92. Papeis de gênero são frustrantes.
  93. Quando ocorre conflito, pode ser necessário que terceiros tomem partido.
  94. A dissolução da família do paciente pode lhe traumatizar.
  95. O casamento implica sacrifícios que o tornam pouco atraente para pessoas que valorizam a individualidade.
  96. Gravidez é para pessoas saudáveis.
  97. O relato do paciente pode acabar não explicando nada.
  98. Quando uma pessoa antes autossuficiente se percebe como necessitada da companhia e proteção de outro, ela pode ficar deprimida.
  99. Uma pessoa solitária pode ter inveja de pessoas que têm amigos e romances.
  100. É possível adoecer de ciúme.
  101. Uma pessoa pode se sentir altamente culpada por gostar e tirar proveito da morte de alguém (“minha irmã morreu, posso ficar com seu marido!”).
  102. O conflito entre sentimentos (pelos quais não somos responsáveis) e moral (pela qual somos responsáveis) pode adoecer uma pessoa.
  103. Um médico pode ser amigo do paciente.
  104. Mas um médico que revela segredos do paciente arruina o tratamento.
  105. Não dá pra diagnosticar e descrever um problema mental da mesma forma que se faz com um problema físico.
  106. Por isso que diagnósticos psicológicos de verdade parecem contos.
  107. É possível ficar doente da cabeça cuidando de uma pessoa que está doente do corpo.
  108. Ter histeria “leve” não impede a pessoa de funcionar em sociedade.
  109. Se você não chorar por um evento que lhe dá vontade de chorar, provavelmente chorará ele em outra ocasião.
  110. Você pode sentir vergonha da doença que tem, mesmo que ela não te impeça de viver decentemente.
  111. Diga a uma pessoa o que ela precisa ouvir, mesmo que seja uma verdade desagradável.
  112. Se a pessoa sofre de um mla psicológico, é inútil tratar seu corpo.
  113. Um ataque histérico ocorrido décadas atrás pode se repetir.
  114. Palavras doem, às vezes tanto quanto golpes físicos.
  115. (autossugestão + conversão) / 2 = simbolização.
  116. Algumas sensações que temos quando somos insultados são análogas às sensações que temos quando somos fisicamente molestados (por exemplo: um insulto que “faz o coração doer”).
  117. Outra: “engolir um sapo” para quando sentimos vontade de dizer algo de volta e não podemos.
  118. Se comunique de um jeito que os outros entendam o que você quer dizer, mesmo que tenha que usar palavras que alguém possa considerar inadequadas.
  119. Seja honesto e admita as limitações de sua teoria.
  120. Se você acreditar que não pode fazer algo, perderá a capacidade de fazê-lo.
  121. Você não pode assumir que todos os casos têm a mesma causa só porque todos os casos que você viu tinham a mesma causa.
  122. A justificativa de uma generalização precisa ser provada, o que significa que você não pode generalizar sem uma boa razão.
  123. Um mesmo fenômeno ou classe de fenômenos pode ter diferentes causas dependendo do caso.
  124. Por exemplo, é possível ficar duro com pensamentos ou com carícias.
  125. Histeria nem sempre é causada por ideias.
  126. Uma ideia nítida não causará efeitos corpóreos… a menos que o corpo também tenha sua anormalidade, em alguns casos.
  127. Um problema em uma parte do corpo pode causar dor em uma outra, aparente não relacionada, parte do corpo.
  128. Histeria é um problema com elementos psíquicos e também corpóreos.
  129. Os dois polos da consciência: vigília e sono sem sonhos.
  130. Há vários níveis de consciência entre esses dois extremos.
  131. Um estímulo físico pode invadir o sonho, mas geralmente você não percebe: você acha que é parte do sonho.
  132. O nível de excitação cerebral é o que determina o estado de consciência.
  133. Há sempre alguma excitação no cérebro, ele não é como um fio elétrico que só carrega corrente quando necessário.
  134. É possível ficar literalmente cansado de pensar.
  135. Concentração requer que coloquemos energia em um setor da mente, de forma que outros setores ficam negligenciados (você não pode conduzir um raciocínio profundo ao mesmo tempo que performa uma tarefa física complexa).
  136. Seu corpo, não sua mente, é o que te acorda.
  137. Tédio é o estado de desconforto causado pelo excesso de energia em um cérebro sem nada pra fazer.
  138. É por isso que sacudimos as pernas, andamos de um lado pra outro, checamos mensagens quando sabemos que ninguém enviou nada…
  139. Quando nossa energia cerebral está equilibrada, ficamos lúcidos.
  140. Equilíbrio mental é tão necessário ao bom funcionamento do corpo quanto o equilíbrio corporal.
  141. Repressão sexual te deixará insano.
  142. Repressão sexual altera o comportamento não-sexual.
  143. A energia que poderia ser gasta em determinado impulso pode ser gasta por vias alternativas.
  144. Pessoas diferentes têm graus diferentes de separação entre atividade puramente mental e atividade puramente física, isto é, algumas pessoas podem ter seus corpos afetados por emoções e sentimentos.
  145. No caso da histeria, o que acontece é que um impulso reprimido, ao gerar grandes quantidades de energia não-gasta, precipita sua energia no espaço alocado para a administração de outras funções (como um curto-circuito cerebral).
  146. Tal curto-circuito pode ser causado por excesso de energia ou por “fiação fraca”.
  147. Como energia pode ser gerada por memórias, sentimentos ou emoções, fica explicado, por esse modelo, como fenômenos mentais encontram expressão somática.
  148. Quando um afeto vem com força o bastante, ele gera alucinações, em vez de memórias.
  149. Quando você é educado segundo um código moral, você pode sentir vergonha ou culpa pela forma como você agiu antes de adotar esse código, mesmo que sua conduta anterior não lhe fosse problemática antes de adotar o código.
  150. Imagine um menino que se masturba há muito tempo e então se converte a uma religião para qual a masturbação é pecado, como você acha que ficará seu estado mental dali em diante?
  151. Um monte de estresse, ansiedade, vergonha e até problemas mentais têm raízes no conflito entre desejo sexual e moral.
  152. Confessar seus problemas, suas falhas, alivia a carga.
  153. O modelo proposto por Breuer é limitado: cada caso é um caso.
  154. Se, por um lado, a repressão sexual é problemática, também é problemático forçar a sexualidade de uma pessoa que não está preparada para determinado ato ou que não o deseja!
  155. Um estado hipnótico pode ser causado por hipnose, emoções fortes ou fraqueza física (fome, sono).
  156. Depois que a ideia patológica se instala, ela não precisa mais de estados hipnóides para provocar efeitos físicos.
  157. Você pode se hipnotizar sem se dar conta.
  158. Quando você sabe que esqueceu alguma coisa, pode-se dizer que a memória está presente, embora fora da consciência.
  159. Alguns problemas de saúde mental reduzem o autocontrole e a timidez.
  160. Em algumas pessoas, a mente se divide em suas: consciente e “reserva”, para onde as representações e pensamentos “inadmissíveis” vão.
  161. Enquanto opera de forma dividida, com cada lado funcionando de forma mais ou menos independente, o conteúdo da mente “reserva” ainda pode influir na mente consciente, sem que tal conteúdo se torne consciente.
  162. Um monte de termos da psicanálise é metafórico: “subconsciente”, por exemplo, não é, literalmente, um lugar no cérebro.
  163. Uma pessoa pode continuar consciente durante um ataque histérico.
  164. Amostras clínicas não devem ser generalizadas: se você estuda somente pessoas internadas, está apenas estudando casos graves, mas exclui as pessoas que têm o problema e que lidam com ele de forma a não precisarem de internação.
  165. Um pesquisador é influenciado por suas amostras: um cara que só pesquisa usando amostras clínicas ou forenses olhará para determinado fenômeno de forma diferente, comparado ao cara que usa amostras da população geral ou amostras universitárias.
  166. Um “doente mental” pode funcionar tão bem na sociedade, que ninguém saberia que ele tem problema sem conhecê-lo a fundo.
  167. Uma pessoa pode ler em voz alta e ainda assim esquecer o que leu.
  168. Mente cansado, menor senso crítico, maior sugestibilidade.
  169. Uma teoria nova não necessariamente está correta.
  170. Algumas pessoas estão com tanto tédio que começam a desejar que estivessem ao menos doentes.
  171. Mas é possível desejar estar doente por outras razões.
  172. Medo de sexo é patogênico.
  173. O prazer sexual de novas experiências pode apagar um trauma sexual antes adquirido.
  174. Casamento também é um campo fértil para desordens mentais.
  175. Seu estado mental afeta seu desempenho sexual.
  176. A sexualidade deve ser encarada honestamente por pesquisadores.
  177. A sexualidade não é doença, mas se torna fonte de problemas dependendo de como você lida com ela.
  178. Orgasmo é quase hipnótico.
  179. Histeria pode ser confundida com possessão demoníaca.
  180. A melhor ficção não é real.
  181. Nem todos pode ser hipnotizados por outros.
  182. Histeria não é uma entidade independente: há vários distúrbios que podem ser rotulados como histeria.
  183. Seus diagnósticos devem ser separados.
  184. Se você trata um sintoma, mas não a causa, outros sintomas ocorrerão.
  185. Da mesma forma, tratar a causa não elimina as sequelas.
  186. Você pode tratar uma doença, mas não pode mudar a constituição física ou mental da pessoa.
  187. O trabalho do médico pode ser frustrante.
  188. Quando o paciente percebe que a investigação está para revelar seus segredos, ele pode ser sentir tentado a deixar o tratamento.
  189. Se você não quiser ser hipnotizado, você não será hipnotizado.
  190. Histeria é enraizada em memórias às quais foram atribuídas um significado ruim, a ponto de a pessoa querer esquecê-las.
  191. Quando uma nova representação (que pode ser uma experiência ou significado atribuído a uma experiência) entra em conflito com valores já existentes no ego, essa representação é “censurada”.
  192. Se você não entende determinado processo, não explique as coisas através dele.
  193. Uma pessoa sexualmente negativa provavelmente fica aflita quando sente desejo.
  194. Resistência mental desaparece lentamente.
  195. Para curar histeria, a pessoa precisa lembrar o evento patogênico e verbalizá-lo, então todas as terapias para histeria devem ter isso como objetivo.
  196. Dependendo do caso, hipnose é desnecessária.
  197. Histeria raramente é causada por um só evento, uma só ideia, um só trauma.
  198. Se a experiência do paciente não condiz com o que você esperava, você não pode assumir que ele está mentindo.
  199. Você não pode alterar ou falsificar representações (como memórias) e esperar não ser descoberto eventualmente.
  200. Um pensamento persistente é um pensamento pertinente.
  201. A pior que pode acontecer a um tratamento psiquiátrico é a perda da confiança do paciente.
  202. A perda de confiança pode ocorrer quando o paciente sente que foi tratado mal, negligenciado ou insultado pelo médico.
  203. Perda de confiança também pode ocorrer quando o paciente sente que está ficando dependente do médico.
  204. O médico não pode alterar o passado do paciente, mas como ele lida com a memória no presente.

Notes on “Studies on Hysteria”.

Filed under: Livros, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 15:42

“Studies on Hysteria” was written by Sigmund Freud and Josef Breuer. Below are some thoughts found in that book.

  1. When discussing anecdotal evidence, a researcher must be careful to not give indentifying information about the subjects without their consent.
  2. Sexual repression may cause hysteria (see note 8).
  3. Two researchers working on a same project can still have diverging opinions on the same data.
  4. The book’s content is exploratory, rather than conclusive.
  5. Sometimes you can’t understand the origin of a patient’s hysteria just by asking them questions.
  6. Aggravated by the fact that every person has their secrets and not everyone is willing to tell everything to the doctor.
  7. Aggravated by the fact that not everyone is capable of recalling the event that caused it.
  8. Very often, it’s a bad childhood experience that causes hysteria (see note 2).
  9. A neurotic reaction may be caused by an event of low physical importance, but that, given the circunstances surrounding the act, left a strong negative impression on the person.
  10. For that to happen, the person must be very susceptible to third variables, assuming that the actual event didn’t have the potential to traumatize.
  11. A trauma can be caused by a flow of events, rather than a single event.
  12. Recovering from hysteria requires the patient to relive the original trauma in their memory and express it verbally while recalling.
  13. A traumatic memory doesn’t fade.
  14. A memory may have no negative charge if such charge was relieved when the event happened (example: if you were punched on the face, you would feel uncomfortable recalling the event, unless you punched back to discharge the energy immediately through revenge).
  15. Excess of discipline can make saints, nuns, chaste women and well-behaved children become ill.
  16. Hysteria can happen to people who are, otherwise, excellent in terms of critical thinking, willpower, intelligence and morality, which means that a hysterical person isn’t a “mad man” stereotype.
  17. It’s easy to remember by association.
  18. If hysteria has roots on a bad memory, then new experiences that bear resemblance to that memory may also cause a hysterical attack.
  19. If your family members have a history of psicological problems, you will likely have some in your lifetime.
  20. Critical thinking keeps you from being controlled by someone else.
  21. It’s not abnormal if a person has little to no sex drive.
  22. A person can put their own health at risk while caring for someone’s health.
  23. A person who is hallucinating sometimes knows that they are hallucinating.
  24. Sometimes, our fears cause more damage than the feared object.
  25. A traumatizing memory may summon a distraction in the person in order to prevent them from recalling (for example: making the person faint when trying to remember).
  26. Boredom may predispose a person to hysteria.
  27. A person can hypnotize themselves without knowing that it’s what they are doing.
  28. Some people can be hypnotized effortlessly.
  29. You can control your period with hypnosis.
  30. Reading in excess may be an attempt at distracting oneself from an internal struggle.
  31. There are many smaller “evils” that aren’t worth being punished.
  32. A person can become sick for worrying too much over a loved person’s health.
  33. You may hallucinate when exhausted.
  34. A patient can undo all progress achieved in therapy, if they so wish.
  35. It’s possible to abuse of hypnosis.
  36. Fear can exercise influence over your digestion.
  37. We shouldn’t think that everything is important; there are things that hold no importance.
  38. There are hysterical disorders and hysterical people.
  39. Hysterical symptoms are effects of a trauma.
  40. Phobias are one type of hysteria.
  41. A hysterical phobia can evolve into other hysterical manifestations if the person is subjected to the feared object repeated times.
  42. Neurotic people are scared of going mad.
  43. There are phobias that are not much of a hassle, despite being there.
  44. A pain that originates from the body may continue existing even after the cessation of the original cause, if the pain becomes associated with a neurosis.
  45. A person who is sleep-walking is open to sugestion.
  46. Suggestion not always works.
  47. Severe hysteria seems to require a certain genetical heritage.
  48. Having a predisposition to a certain disorder doesn’t automatically gives you that disorder.
  49. A “trigger” is needed.
  50. Solitude is a good trigger for some disorders.
  51. A person can live in a psychologically toxic environment and still remain sane, until a certain event breaks their defense.
  52. A lot of traumas are centered on sexual expression.
  53. Sexual repression causes mental exhaustion.
  54. A person can be severely hysterical and still excel in their intellectual or physical activities.
  55. A person who has a mental problem isn’t “disordered” if they manage to live decently despite it.
  56. Several people with mental disorders achieved more than the average healthy person.
  57. Having a mental disorder doesn’t make you a retard.
  58. Do not mistake effect for cause.
  59. Some people with mental disorders only suffer in private.
  60. Fighting a problem for a long time may cause more problems.
  61. Hypnosis doesn’t work with everyone.
  62. The patient must trust the therapist.
  63. Depending on the person, a hypnotic state can be achieved easier if that person doesn’t know that they are being hypnotized.
  64. A person can, with proper stimulation, recall what happened when they were in trance.
  65. It’s impossible to willingly forget something, no matter how much you want, no matter how much you try.
  66. It’s easier to be reminded of something than trying to recall on your own.
  67. We don’t choose to feel what we feel.
  68. Power disparity can keep a woman from engaging in a relationship with a man, if she feels that her position is inferior, implying that a person on the “losing end” of a power dynamic can feel that the relationship would be unfair… or immoral.
  69. Power disparity can make a person something in the lines of “why would he, who is so rich, want someone as poor as I am?”
  70. A poor woman being seen together with a rich man may be cause of embarrassment for either party.
  71. If you love her, treat her nicely.
  72. Being overly sensitive enhances the traumatic aspect of some memories.
  73. You can be in love with a person and still not do anything about it.
  74. To develop hysteria, you just need to be unlucky enough to have strong bad experiences and no way to relieve the tension they bring.
  75. A genetic disposition can only be completely proved after the potential evil actually goes in effect.
  76. Somatization is an attempt at taking something off your mind by putting it in your body.
  77. Maybe it has to do with something that you can not accept in yourself.
  78. A symptom can hide another.
  79. If a person has no reason to be ill and, nonetheless, is ill, it’s likely a psychological problem.
  80. Talking about your problems alleviates them.
  81. In a sex negative person, being object of someone’s lust may cause future trauma.
  82. There are people who are ashamed of every natural thing, such as sex.
  83. A sex negative person is easily traumatized by sexuality.
  84. Children who have contact with sexuality don’t usually become traumatized by it at the moment it happens, but, depending on their sexual upbringing, they may be traumatized afterwards, upon the realization that the act that happened in their childhood was sexual in nature.
  85. Never understimate a teenager’s sexual knowledge.
  86. If the child didn’t suffer when the act happened, but began to suffer after “understanding” it in a certain manner, that implies that the symptoms wouldn’t have occurred without that realization.
  87. So, the experience wasn’t traumatic in itself, but the realization was what caused the trauma.
  88. The first question that a therapist must ask is if the patient knows what caused the symptoms, that is, if he can associate the symptoms with an event that originated them.
  89. A child who spends too much time with the parent of the opposite sex won’t easily abide to gender roles.
  90. There are children who dislike their own sex.
  91. Gender roles are frustrating.
  92. When a conflict occurs, third parties may need to pick sides.
  93. The shattering of the patient’s family is also a good source of trauma.
  94. Marriage implies some sacrifices that make it less appealing for people who value personal freedom.
  95. Pregnancy is for healthy people.
  96. The patient’s account may have little relevancy in terms of explaining the symptoms.
  97. When an once self-sufficient person notices that they have feelings of dependency, they might become depressed.
  98. A lonely person is often jealous of people who have friends and romances.
  99. You can be jealous to the point of insanity.
  100. A person may feel utterly guilty for actually liking and taking advantage of someone’s death (“my sister is dead, I can now have her husband for myself!”).
  101. The conflict between feelings (which aren’t willingly felt) and morals (which are willingly accepted) can make a person fall ill.
  102. A therapist can befriend a patient.
  103. But a therapist who reveals a patient’s secrets ruins the treatment.
  104. You can’t diagnose or describe a mental disorder like you diagnose and describe physical affections.
  105. That’s why real mental diagnosis looks like tales, rather than the closed definitions found in DSM.
  106. A person can develop a mental disorder while looking after a person who is suffering from a physical disorder.
  107. Having “mild” hysteria doesn’t keep you from functioning in society.
  108. Sometimes an event hits you so hard, in a moment that you can not express emotion, that you have to spare your tears for another time.
  109. Even if your illness doesn’t keep you from functioning in society, you may still feel ashamed of it.
  110. Tell a person what they need to hear, even if it’s an uncomfortable truth.
  111. If a person is suffering from a psychological problem, it’s useless to treat the body.
  112. A hysteric attack that happened in the past may happen again several years after.
  113. Words can hurt just as much as a punch.
  114. (self-suggestion + conversion) / 2 = symbolization.
  115. Some sensations that we have when we are insulted are analogous to the feelings we derive from physical molestation (example: a “heart-breaking” insult “makes the heart hurt”).
  116. Another: “to swallow a frog”, for when we want to say something back, but we are unable to.
  117. Communicate in a way to enable others to understand exactly what you mean, even if you have to use words that some people would find innappropriate.
  118. Be honest and admit the limitations of your theory.
  119. If you believe that you can not do something, you may lose the ability to do that thing.
  120. You can’t assume that all cases have the same cause just because all cases you saw have the same cause.
  121. You can’t generalize without a good justification to.
  122. A same phenomenon or class of phenomena can have different causes depending on the case.
  123. For example: you can get an erection from thoughts or from physical contact.
  124. Hysteria isn’t always causes by ideas.
  125. A nitid idea can not induce physical affections… unless the body also has some abnormality, in some cases.
  126. A problem in a certain body part can cause pain in another, seemingly unrelated body part.
  127. Hysteria is a problem with both psychic and bodily elements.
  128. The two poles of consciousness: total consciouness and dreamless sleep.
  129. There are several levels of consciousness between those two extremes.
  130. A physical stimulation may invade a dream, but you don’t notice that; you think it’s also part of the dream.
  131. The level of excitability in the brain determines the state of consciouness.
  132. There’s always a flow of stimulus in the brain, it’s not comparable with a wire that only carries current when needed.
  133. You can get literally tired just from thinking or being anxious.
  134. Focusing on something requires energy to be placed in a certain area of ourselves (you can’t give profound thought into something while performing a complex physical task).
  135. We can’t control when we wake up, meaning that it’s your body, not your mind, that wakes you up.
  136. Boredom is a state of excess of brain energy, that isn’t spent on anything and causes discomfort.
  137. That’s why we jiggle our legs, walk from side to side, check our messages knowing that no one sent anything…
  138. When our brain energy is balanced, we become lucid.
  139. Just as physical balance is needed for perfect functioning, mental balance is also needed.
  140. Sexual repression will make you insane.
  141. Sexual repression also changes non-sexual behavior.
  142. The energy that could be spent satiating an impulse can be spent in another way.
  143. Different people have different levels of separation between purely mental activity and purely physical activity (for example: some people may laugh when scared or have diarrhea when very angry).
  144. When it comes to hysteria, a repressed impulse causes an extreme amount of energy to be kept, which might “leak” into the space designed for other functions (picture it as a brain buffer overflow).
  145. Said “overflow” can be causes by excess of energy or weak “wiring”.
  146. As energy is put in movement thanks to emotions, feelings or memories, this model seems to explain why some mental phenomena can have somatic expression.
  147. When an emotion comes too strongly upon a person, it may cause hallucinations, rather than summoning memories.
  148. When you are educated according to a certain moral code, you may feel guilt and shame upon recollecting the way you acted on the past before the moral code was stablished in your head.
  149. Imagine a boy who indulges in masturbation and later converts to a religion that preaches the idea that masturbation is sinful, what do you think will happen to that boy?
  150. A lot of stress, anxiety, shame and even mental disorders find their roots in conflicts like “sex drive versus morality”.
  151. Confessing your struggles, your flaws, makes the burden easier to withstand.
  152. The model proposed by Breuer is, obviously, limited: each case is different, so no model can be definitive.
  153. If, on one hand, sexual repression is problematic, on the other hand, it’s also problematic to force sexuality upon someone who isn’t ready for a certain act or doesn’t wish to take part in it!
  154. A “hipnotic state” may be triggered by hipnosis, emotional shock or physical weakness (hunger, sleepness).
  155. Once the pathological idea is in, it no longer needs a hipnotic state to trigger physical effects.
  156. You can hipnotize yourself without noticing.
  157. When you know that you forgot about something, you can say that the memory is present, just outside consciousness.
  158. Some disorders decrease self-control and shyness.
  159. In some people, the mind is divided in two: a conscious mind a “spare mind”, to where the “inadmissible” representations and thoughts go.
  160. While that mind operates in a divided manner, with each side working kind of independently, the content of the spare mind intervenes with the conscious, while said content remains unconscious.
  161. A lot of psycanalytic terms are metaphorical: “subconscious” isn’t a literal place in the brain.
  162. A person can retain consciousness during a hysterical attack.
  163. Clinical samples must not be generalized: if you only study cases of people who were sent to therapy, you are willingly ignoring those with similar experiences and deal with the problem in a way to not need therapy.
  164. Rather, you are studying only the very bad cases.
  165. A researcher is influenced by the samples: a researcher who only uses clinical and forensic samples, for example, will look at a phenomenon differently, compared to those who use general population samples and college samples.
  166. A “mentally disordered” person can still function in society, to the point of being considered “normal” by people who are unaware of his problem.
  167. You not always remember what you just read, even if you read it aloud.
  168. When your mind is tired, your critical sense diminishes, making you prone to suggestion.
  169. “New theory” doesn’t equal “perfect theory”.
  170. Some people are so bored that they wished they could at least be sick.
  171. But it is possible to desire an illness for other reasons.
  172. Fear of sex is pathogenic.
  173. Sexual pleasure derived from new experiences may suppress an acquired sexual trauma.
  174. Marriage is also a fertile field for mental disorders.
  175. Your mental state affects your sexual performance.
  176. Sexuality must be faced with honesty by researchers.
  177. Sexuality is not a disease, but may cause you problems depending on how you deal with it.
  178. Orgasm is almost hypnotic.
  179. Hysteria can be mistaken for demonic possession.
  180. The best fiction is still not real.
  181. Not everyone can be hypnotized by someone else.
  182. Hysteria isn’t an independent entity: several different disorders can be labelled as hysteria.
  183. The diagnostics must be separated.
  184. If you treat a symptom, but not the cause, other symptoms will occurr.
  185. Similarly, treating the cause doesn’t automatically fix the damage that the illness already caused.
  186. You may treat an illness, but you can not change a person’s physical or mental constitution.
  187. A doctor’s job can be frustrating.
  188. When the patient notices that the investigation is about to step in the territory of his secrets, he might feel tempted to drop the treatment.
  189. If you don’t want to be hypnotized, you won’t be hypnotized.
  190. Hysteria is rooted on a memory to which a bad meaning was attributed, in a way that person would rather forget that.
  191. When a new representation (which can be an experience or a meaning attributed to an experience) conflicts with values that already exist in the ego, that representation is “censored”.
  192. If you don’t understand a certain process, do not use it to explain anything.
  193. A sex-negative person likely feels horrified upon feeling sexual arousal.
  194. Mental resistence disappears slowly, but that requires you to keep trying.
  195. To cure hysteria, the person must recall the pathogenic event and verbalize it, so all therapy for hysteria must have that as goal.
  196. Depending on the case, hypnosis is unnecessary.
  197. Hysteria is seldom caused by a single event, a single trauma, a single idea.
  198. Don’t assume that the patient is lying just because his experience doesn’t reflect what you expected.
  199. You can not alter or falsify representations (such as memories) without the patient’s other memories contradicting them.
  200. A persistent thought is a pertinent thought.
  201. The worst thing that can happen in a psychiatric treatment is the loss of trust between patient and doctor.
  202. Loss of trust can happen when the patient feels that the doctor has insulted, mistreated or neglected them.
  203. Loss of trust may also happen when the patient feels like his attachment to the doctor is getting out of hand.
  204. The doctor can not change the patient’s history, but he can change how the patient deals with a memory in the present.

26 de março de 2018

Notes on “The Course in Positive Philosophy”.

Filed under: Livros — Tags:, , — Yure @ 14:56

“The Course in Positive Philosophy” was written by Auguste Comte. Below are some thoughts found in his text.

  1. There are three kinds of philosophy, if we define philosophy as the pursuit for truth: theology, metaphysics and science.
  2. We can’t explain the universe using a single law.
  3. While theology and metaphysics try to seek the final causes of a phenomenon, science isn’t interested in final causes, but just particular causes in order to control that phenomenon and make use of it (“how” over “why”).
  4. The highest form of theology is monotheism, but science is always progressing, not having it’s goal in achieving a complete understanding of everything, as if it was possible to say “nothing needs explanation anymore”.
  5. Science, if it wants to work freely, must not mix with theology.
  6. As science works by validating or debunking a premise, it couldn’t have been born before theology or metaphysics, which provided premises.
  7. Observation (looking for something) isn’t the same as looking at something.
  8. Trial and error is unavoidable.
  9. Metaphysics is intermediate between theology and science.
  10. The author doesn’t care about the origins of a phenomenon nor what is it’s purpose: his goal is to understand how a phenomenon works and, unless the origin and role in nature are needed to understand it, that information is not important.
  11. Knowing how gravity works is more important than knowing what gravity is.
  12. We don’t need unsolveable questions like “where did we come from, what do we are and where are we going?” in order to find our path in life.
  13. When we start making science of an object, that does not mean that we can no longer make philosophy of that object.
  14. The shift from metaphysics to positive philosophy began with Descartes, Bacon and Galileo.
  15. Social studies need to become a science too (“social physics”, later renamed as “sociology”).
  16. Theology and metaphysics can not explain social phenomena.
  17. Our knowledge is separated in fields nowadays, but it wasn’t always like that.
  18. By separating knowledge in fields, we can study a field in depth.
  19. If different people work in different fields, science progresses faster.
  20. But we should not pull new fields from thin air.
  21. If you are good at many things, you likely only have a superficial knowledge on those things.
  22. The division of science in fields isn’t natural, because, in nature, biology isn’t separated from chemistry, for example.
  23. Scientists must work together and different fields must be able to have a dialogue.
  24. There should be a special class of scientists whose work is to organize the knowledge found in each field into an unified system.
  25. If a science is old, controversial and fruitless, what’s the point of persisting in it?
  26. A logical procedure is better explained by it’s application.
  27. A new field can be formed by the combination of different fields.
  28. A same object, when analyzed by different fields, can be much better explained.
  29. The disagreement between scientists may have social implications.
  30. Science is supposed to guide politics.
  31. Philosophy disagrees with itself due to methods that differ from thinker to thinker.
  32. If theology, metaphysics and science continue to try to kill each other, human thought won’t evolve.
  33. It’s impossible to come up with a single system that grasps and explains all human production.
  34. Science won’t be able to explain everything.
  35. If a single system is capable of explaining everything, that wouldn’t make much difference for us, as explaining each phenomenon through it’s particular laws works very well already, not to mention it’s much easier to do.
  36. You shouldn’t drop a task because you know you won’t be able to complete it within your lifespan, as the next generations can still continue from where you left.
  37. There’s a lot of useful lies.
  38. The division of science in fields isn’t natural, but rather a human need.
  39. If you fail several times at attaining a goal, that doesn’t mean that the goal is impossible to achieve.
  40. The essential difference between scientific fields is the objects that are studied.
  41. The goal in science is to understand and control a phenomenon of interest.
  42. Nothing wrong, however, in studying a phenomenon just for fun.
  43. The technical application of a science requires the usage of other sciences.
  44. When a science is too old and has gathered too much information, making a chronological exposition for students becomes nearly impossible.
  45. However, studying a science without studying it’s history is also incomplete.
  46. Science and technique improve each other.
  47. The sciences that have aspirations of universality are the strangest, because they bear little resemblance to our daily life.
  48. A “pure” phenomenon must be studied first, before we can study it’s modifications.
  49. A complete understanding of chemistry requires a basic understanding of physics, as chemical phenomena are conditioned by heat, electricity, movement and other physical phenomena.
  50. That doesn’t mean that chemistry is a branch of physics.
  51. Sociology (“social physics”) is submitted to the laws of all other sciences, but the “laws of sociology” do not affect the laws of nature.
  52. Some philosophies are still very theological or metaphysical, while others are completely scientific (reminder: the author considers theology, metaphysics and science different methods to philosophize).
  53. You can be accurate and still feel uncertain.
  54. Mathematics is present in every science, as a tool for validation.

16 de março de 2018

Kant’s “Critique of Judgment”.

Filed under: Livros, Passatempos — Tags:, , — Yure @ 11:52

“Critique of Judgment” was written by Kant. Below are some paraphrased thoughts found in his text.

  1. Something can be a waste of money and resources and still be nice to look at.
  2. My aesthetic taste doesn’t rely solely on beauty.
  3. Your taste for art, for example, only matters in society.
  4. “Pleasant” is subjective.
  5. Beauty can be universally recognized, but not universally liked (some people find pleasure in things deemed “ugly”, while not everyone enjoys looking at something even after admitting it’s beautiful).
  6. Whenever you say “that’s beautiful”, you are speaking for everyone.
  7. When you find something beautiful, you may want to appreciate it without adding something to it (a beautiful woman, for example, needs no makeup).
  8. If something is simple, it’s easier to be beautiful.
  9. If you use accessories to enhance your beauty, you may as well try, but enhancing beauty isn’t the same as increasing it’s level (your beauty remains the same, it’s just put in more evidence).
  10. Beauty must be judged in itself, disregarding accessories.
  11. A philosopher and a layman may use the same principles to reason about something, but a philosopher knows those principles more clearly.
  12. Beauty has nothing to do with usefulness.
  13. Music needs no lyrics.
  14. There’s no objective rule to determinate what is beautiful and what is not.
  15. There are beautiful things, but not beautiful models (beautiful things don’t often follow patterns).
  16. “Cartoon” is a work of art that exaggerates the characteristics of a model in the author’s mind.
  17. When you say that something is beautiful, you are implying that everyone else would think so (reminder: beauty is not taste, as I can find something beautiful and still not like it).
  18. Imagination isn’t “free” if it’s bound to any law.
  19. If imagination is bound to laws, then it’s a source of morals, not art, as it’s goal becomes “good”, rather than “pleasant”.
  20. Restricting imagination with rules may also make judgments based on taste impossible.
  21. If something wasn’t made with imagination and doesn’t seem to represent anything, it will be boring to look at.
  22. A work of art is good when you always go back to it.
  23. “Sublime” (which causes pleasure due to it’s strength) is different from “beautiful” (which causes pleasure due to it’s harmony).
  24. Sublime objects (volcanoes, hurricanes, detonations and other violent events) can be dangerous.
  25. While beauty can be enhanced with accessories, sublime objects can not be enhanced that way.
  26. Sublime is violent.
  27. There are two kinds of sublime: mathematical and dynamic.
  28. For something to be sublime, it needs to give an impression of being incomparable.
  29. Sublime isn’t a characteristic of the object, but a feeling that we have when looking at it, meaning that it resides in us.
  30. The sublime makes us realize how small we are in comparison with nature or universe.
  31. Something is “abnormally big” when it’s size works against it’s nature.
  32. There’s no reason to believe that the universe is finite.
  33. Sublime, as sensation, may be felt when around things that usually cause fear.
  34. Aesthetics should be used as a pedagogical tool.
  35. Enthusiasm differs from frenzy because frenzy is embarrassing.
  36. Seeking isolation in order to improve oneself is different from seeking isolation out of shyness or hate.
  37. Some people seek isolation to avoid hating their own species.
  38. Pain and delight don’t always originate from the body.
  39. You shouldn’t pretend to like something just because everyone else likes it.
  40. It’s impossible to force someone to like something.
  41. A work of art will never please everyone.
  42. Whenever you judge a sensation, you use subjective, unique criteria, that can not be used by anyone else.
  43. If I can’t force a person to feel pleasure, it’s pointless to say that someone has a “bad taste” for art or food or music or whatever else.
  44. Because of that, there is no objective criteria to judge something as “pleasant”.
  45. Art gives no concepts, but gives examples.
  46. It’s silly to say “it’s bad because I don’t like it”.
  47. You can’t please everyone.
  48. Prejudice is harmful.
  49. Prejudice is the elevation of a provisory judgment to the degree of principle.
  50. If aesthetic taste is a social attribute and humans are social animals, then all humans have aesthetic taste.
  51. We only feel the need to express our aesthetic taste if there’s people around: what’s the point of a drawing that no one is going to see?
  52. An inclination can only be admired if it becomes socially acceptable.
  53. It’s a virtue to be sensitive to beauty.
  54. A person who is fooled into thinking that a plastic flower is a real flower may still feel mesmerized by how well-executed that imitation is upon noticing it’s fake.
  55. Kant’s rainbow: sublime red, audacious orange, honest yellow, lovely green, modest blue, constant indigo, tender violet.
  56. Innocent white.
  57. “Art” is any technique that produces something that nature can not produce on it’s own.
  58. Art is free.
  59. While art is technique, rather than concept, it’s not science, even though art borrows from science.
  60. If you produce something in exchange of money, that’s your job.
  61. We can’t make a science of art.
  62. Science without art is fruitless (as it wouldn’t have concrete result, if we admit that art is any technique to produce something that is not found in nature).
  63. The foundation of art as aesthetic experience is pleasure: a drawing, a story or a song ia a good product of aesthetic art if it’s capable of causing pleasure.
  64. Some songs only serve the purpose of not letting the party fall silent.
  65. A genius doesn’t follow rules, because he makes his own.
  66. Geniuses are teachers, everyone else is a student.
  67. The genius is a force of nature.
  68. To be considered a genius, the person must be original.
  69. Learning to draw, to write or to compose music won’t make you an artist, if you lack originality.
  70. Inspiration can not be taught.
  71. Every art has a goal, even if it’s just “causing pleasure”.
  72. You don’t need to break all rules in order to be original.
  73. Art can be appreaciated by anyone.
  74. Art can give a pleasant portrait of things that are disgusting in nature.
  75. Art can portray an abstract thing (such as war) as a material thing (a red angel with a sword).
  76. Expressing concepts in a original way is part of art.
  77. An artist learns from nature and from other artists.
  78. An artist uses it’s geniality as well as it’s taste, to balance originality and pleasure.
  79. Something can be ugly and enjoyable.
  80. It’s possible to produce something pleasant without being original.
  81. Good art affects a person’s emotional state.
  82. A genius creates a style that will likely be copied.
  83. But someone who copies that style must take care to not copy it’s flaws as well.
  84. Working with fine arts requires imagination, understanding, spirit and taste.
  85. Different people will look at the same painting and draw different conclusions from it.
  86. Speaking beautifully isn’t the same as speaking truthfully.
  87. Rethoric enables us to take advantage of others, if they are ignorant.
  88. Even when well-intentioned, rethoric is still a dirty trick.
  89. Appealing to emotion makes a person more prone to accepting a point of view, because emotions keep a person from reasoning correctly.
  90. In music, the role of mathematics is to make melody, pulse and harmony agree with each other.
  91. To flee from a painting, you just have to look away, but it’s so much harder to flee from a song.
  92. Even harder is to flee from a perfume.
  93. Some pains do feel good.
  94. A good joke must be absurd.
  95. A joke can be even funnier if told in a serious tone.
  96. Sleep, hope and laughter are three things that make life tolerable.
  97. We can’t make science of our preferences.
  98. Description and demonstration are different things.
  99. Understanding, reason and judgment can arrive at different conclusions.
  100. There’s no science of beauty.
  101. Intellectuals need to communicate with laymen.
  102. “Sentimentalism” is the tendency to feel emotional more frequently or more intensely than average people, even in the absence of objective stimulation.
  103. Difference between religion and superstition is that, in religion, there’s both fear and admiration, while there’s only fear in superstition.
  104. To know if something is good, you need it’s definition, but the definition isn’t enough if you want to know if something is beautiful.
  105. “Pleasant” and “good” not always converge.
  106. To like everything is to like nothing.
  107. If you are truly hungry, you will eat whatever is in the dish.
  108. So, you can only have taste (preference) when you are not facing need.
  109. You can not willingly act without interest (if you want, you are interested).

1 de março de 2018

Anotações sobre “Diagnostic and Statistical Manual”.

Filed under: Livros, Organizações, Saúde e bem-estar — Tags:, — Yure @ 22:58

“Diagnostic and Statistical Manual: Mental Disorders” foi escrito pela American Psychiatric Association. Abaixo, algumas afirmações parafraseadas feitas nesse texto.

  1. Havia um tempo em que cada instituição tinha seu próprio manual (um catálogo de doenças, com seus nomes e sintomas, usado para facilitar o diagnóstico), o que dificultava o diálogo entre instituições de saúde, tanto em termos de nomenclatura, quanto em termos de estatística.
  2. A primeira tentativa de escrever um manual unificado que fosse reconhecido em todo o território estadunidense foi o Standard Classified Nomenclature of Diseases, de 1932.
  3. Nomenclatura e estatísticas para desordens mentais estava mais fácil de fazer, então elas ganharam seu próprio manual (com nomenclatura e estatísticas próprias), com seu próprio passo de atualização.
  4. No entanto, quando a segunda guerra mundial estourou, o uso da nomenclatura e diagnóstico padrão desse manual foi praticamente inútil, porque somente dez por cento dos casos de desordem mental apresentados por soldados tinha diagnóstico padrão.
  5. “Personalidade psicopata” era um termo genérico utilizado para descrever todos os traços de personalidade que só se tornavam relevantes em guerra, mas que não posavam problema na vida normal.
  6. A marinha americana e, posteriormente, as outras forças armadas americanas ajudaram na revisão do sistema.
  7. Depois de diferentes revisões com diferentes propósitos, três manuais estavam em uso: o padrão, o das forças armadas e o da administração dos veteranos.
  8. Uma nova revisão era necessária e havia pressão para que ela fosse publicada como a versão “oficial” da Associação Americana de Psiquiatria.
  9. Só então nasceu o DSM-I.
  10. A coleta de estatísticas sobre desordens mentais é de interesse do governo.
  11. Essas estatísticas não poderiam ser colectadas sem o esforço coletivo da Associação Americana de Psiquiatria e o Comitê Nacional de Higiene Mental.
  12. Cada desordem mental pode vir acompanhada de um modificador em sua nomenclatura, atribuído pelo médico, para que outro médico tenha acesso a um diagnóstico mais específico quando o paciente passar para outras mãos.
  13. Esses modificadores são “com reação psicótica”, “com reação neurótica” e “com reação comportamental”.
  14. O DSM também lista desordens mentais de origem biológica (como doenças que começam depois de dano cerebral).
  15. Se um problema cerebral começa devido a uma infecção, o doutor deve escrever o nome da infecção no diagnóstico.
  16. Especificação também é necessária quando o problema tem origem química (a substância, como álcool ou drogas, deve ser especificada).
  17. Especificação também é necessária quando o problema tem origem pessoal (uma experiência traumática, de forma que o doutor deve descrever qual evento desencadeou o problema, que pode ter sido a guerra, a perda de um filho ou violência).
  18. Especificação também é necessária quando o problema tem origem desconhecida (nesse caso, o doutor deve dizer que a causa é desconhecida).
  19. DSM-I usava o termo “mongolismo”.
  20. Substâncias podem causar dano cerebral permanente.
  21. Especificação também é necessária quando o problema tem origem médica (ocorreu em decorrência de uma operação no cérebro, por exemplo).
  22. Problemas cerebrais podem ter origem em choque elétrico.
  23. O mesmo vale pra radiação.
  24. DSM-I usava o termo “desordem maníaca-depressiva” (para o que hoje é “transtorno bipolar”).
  25. Tipos de desordem esquizofrênica:
    1. Simples.
    2. Hebefrênica.
    3. Catatônica.
    4. Paranoide.
    5. Não-diferenciada (que pode ser aguda ou crônica).
    6. Esquizo-afetiva.
    7. Infantil.
    8. Residual.
  26. Um problema mental pode refletir no corpo (somatização).
  27. Ansiedade, depressão, dissociação, conversão, fobia e transtorno obsessivo-compulsivo podem ter origem completamente psicológica, se bem que nem sempre podemos apontar qual é a causa.
  28. Comportamento passivo-agressivo, se for um traço de personalidade, pode ser considerado doença.
  29. Desvio sexual e vício são classificados como desordens de personalidade sociopática.
  30. As revisões de nomenclatura seguem as descobertas científicas da época.
  31. Mesmo que uma desordem mental tenha relação com problemas biológicos, como dano cerebral, o problema biológico deve ser diagnosticado separadamente, ou seja, não cabe ao psicólogo ou psiquiatra diagnosticar um problema biológico.
  32. Nem todos os problemas psicológicos se originam de um cérebro danificado, o que significa que uma pessoa pode ter um problema como depressão apesar de ter um cérebro perfeitamente saudável.
  33. A seção dois introduz um quarto modificador, “com deficiência mental”, que, por sua vez, tem três modificadores menores: leve, mediano e severo.
  34. Deficiência mental pode ser um sintoma de um problema maior.
  35. O DSM-I faz uma ressalva ao dizer que “deficiência mental” é um termo legal, clinicamente vago, mas que usam porque não acharam termo melhor.
  36. “Com deficiência mental” não pode ser diagnóstico primário.
  37. Os três tipos de desordem psicótica: afetiva, esquizofrênica, paranóide.
  38. Uma causa possível é dificuldade de adaptação da mente ao ambiente (tensões interiores e exteriores).
  39. Modificadores psicóticos só podem ser aplicados em casos sintomáticos.
  40. Modificadores neuróticos só podem ser aplicados em casos onde a ansiedade é a sensação prevalente, a qual pode ser sentida ou contida por meio de mecanismos de defesa ou rituais.
  41. Sintomas neuróticos também podem aparecer devido a problemas de adaptação entre mente e ambiente.
  42. Um homossexual pode sentir ansiedade ao sentir desejo e ser proibido de satisfazê-lo.
  43. “Aguda” é uma situação reversível, enquanto que “crônica” é pra sempre.
  44. Não confunda sintoma e doença.
  45. Um problema cerebral crônico pode tanto amenizar quanto pode piorar.
  46. Quando usar o modificador de deficiência mental, certifique-se de incluir o QI do paciente no diagnóstico.
  47. Monóxido de carbono pode causar dano cerebral permanente.
  48. Consumo de álcool também pode causar esse dano.
  49. Diagnóstico diferencial pode ser um desafio.
  50. Por exemplo, nem sempre é possível apontar a diferença entre desordem cerebral crônica associada à arteriosclerose e desordem cerebral crônica associada à senilidade.
  51. Agravado pelo fato de que uma pessoa pode ter os dois problemas.
  52. Convulsões podem ser sinal de sífilis, intoxicação, traumatismo, arteriosclerose ou neoplasma cerebral.
  53. Em “emoções infantis”, a palavra “infantis” está entre aspas…
  54. Algumas doenças cerebrais evoluem a ponto de transformar a pessoa num ser vegetativo.
  55. Transtorno bipolar existe em três sabores: predominantemente maníaco (alegre, saltitante, irritável), predominantemente depressivo (apático, cansado, triste) e “outro tipo” (mista ou circular).
  56. Hipocondria é um tipo de esquizofrenia paranóide.
  57. Sintomas esquizofrênicos podem desaparecer semanas após terem começado, mas frequentemente voltam.
  58. Paranóia se desenvolve devagar, sendo logicamente fundada em uma interpretação errada de algo que realmente aconteceu.
  59. Fora isso, porém, o paranóico é normal.
  60. Paranóia é diferente de “estado paranóide”, porque a paranóia é lógica, embora fundada numa interpretação errada de um fato, enquanto que o estado paranóide tem pouca ou nenhuma lógica.
  61. Uma reação psicofisiológica ocorre quando a mente exagera ou cria estados corporais (por exemplo: os enjôos falsos sentidos por pessoas com emetofobia, as quais, de tão preocupadas que estão em não vomitar, acabam sentindo enjoo sem razão).
  62. É o caso de pessoas que sentem coceira quando assustadas.
  63. Também dos que sentem dor de cabeça quando sentem raiva…
  64. Se a reação é repetida, o corpo sofrerá de verdade (é o caso dos que têm úlcera por estresse).
  65. Ansiedade é um sinal de perigo percebido pela consciência.
  66. O perigo sinalizado vem de dentro.
  67. Uma pessoa pode ou não ter um problema dependendo de como ela lida com a ansiedade.
  68. Ansiedade “comum” é um estado de “expectativa” não associado a nenhum objeto específico, aparentemente, diferente das fobias.
  69. O impulso reprimido que causa a ansiedade pode causar dissociação.
  70. Uma compulsão pode ser vista como mórbida pelo próprio paciente, mas ele não pode evitar e precisa satisfazer a compulsão.
  71. Exemplos: tocar madeira, lavar as mãos, fazer o sinal da cruz várias vezes ao dia, performar tarefas em determinada ordem (é meu caso, admito), entre outros.
  72. Depressão também libera tensão de ansiedade, de forma que a ansiedade pode estar por trás de reações depressivas.
  73. Depressão frequentemente, mas nem sempre, está associada a culpa.
  74. A intensidade da depressão, quando reativa e relacionada a uma perda, dependendo do valor do elemento perdido e das circunstâncias em que a perda ocorreu.
  75. O nome clínico para baixo controle das emoções é “personalidade emocionalmente instável”.
  76. “Passivo-dependente” é a pessoa que desenvolve um apego emocional a uma pessoa que é mais forte ou mais experiente, porque tem a necessidade de uma figura “paterna” que lhe guie.
  77. Viver num ambiente “moralmente anormal” pode levar a pessoa a “patologicamente” questionar valores morais da sociedade que não é “anormal” como aquela em que ele viveu.
  78. O DSM-I lista a homossexualidade, o travestismo, a pedofilia, o fetiche sexual e o sadismo sexual como doenças (lembrando: esse livro foi escrito nos anos cinquenta).
  79. Vício em drogas é um sintoma, não o problema, o que explica porque uma pessoa que se recupera do vício recai ou se vicia em outras coisas.
  80. Bebês podem ter problemas psicológicos relacionados a falta de pessoas que lhe apoiem em sua fraqueza (como os pais).
  81. O grau de sucesso em uma tarefa depende de estabilidade emocional, intelecto, condição física, atitude, motivação, treinamento, mas também de suas desvantagens psiquiátricas (os defeitos limitam as qualidades).
  82. Isso quer dizer que uma pessoa com um problema psiquiátrico moderado, mas que teve bom treinamento e tem bom autocontrole, pode se sair melhor em uma tarefa do que uma pessoa normal, mas mal treinada.
  83. Tem um diagnóstico chamado “personalidade inadequada”.
  84. Tem um diagnóstico chamado “personalidade antissocial” e outro chamado “personalidade associal”.
  85. Algumas condições antes tidas por doenças foram reclassificadas como sintomas.
  86. É possível delirar de cansaço.
  87. “Saudável” também é diagnóstico, indicando que o paciente não precisa ser tratado.
  88. “Crueldade” é um termo suplementar para diagnóstico.
  89. Tal como “desobediência”.
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