Analecto

3 de novembro de 2019

A Bíblia Sagrada e o neoliberalismo.

A Bíblia Sagrada dá vários exemplos de como cristãos deveriam ser caridosos com o próximo, de como a riqueza é algo se deve desprezar como secundário e de como a conduta correta é a repartição, preferencialmente igualitária, da riqueza e dos bens. Apesar disso, os evangélicos elegeram Jair Bolsonaro como presidente da república. Ora, Jair tem um programa de governo neoliberal. Isso só pode ter acontecido porque os evangélicos mantém noções erradas da palavra de Deus e também porque aqueles que querem um sistema justo de distribuição de riqueza ignoram o valor da Bíblia Sagrada e da religião em geral como dispositivos para o avanço dessas pautas.

O voto cristão e Bolsonaro.

Bolsonaro foi eleito com apoio dos evangélicos. Isso não é surpreendente? Como podem pessoas que afirmam se guiar pela escritura sagrada votar em tal sujeito? Que foi feito da ideia de que temos que ler e interpretar a Bíblia Sagrada nós mesmos? Quem são esses fiéis? Não parece haver resposta certa para estas perguntas. Mas teorias existem. E a minha é de que as forças do progresso e da ordem desprezam o potencial da Bíblia Sagrada. É pela torção das sagradas letras que pastores ficam milionários. Por que não usar seu texto em sentido claro para tornar mais fácil a vida dos pobres?

Bolsonaro tem um projeto de poder neoliberal, alavancado pelo seu ministro da economia, Paulo Guedes. Nada é mais anticristão do que o neoliberalismo econômico. Se a oposição tivesse insistido neste ponto, talvez o resultado eleitoral fosse diferente. E quanto à legalização da posse e do porte de armas? Jesus aprovaria isso? Alguém pode argumentar que Bolsonaro é conservador nos costumes, como a Bíblia Sagrada também é. Mas as traduções mais tradicionais da Bíblia Sagrada trazem os onze primeiros versos do capítulo oito do Santo Evangelho Segundo São João, onde é dito que não cabe a um pecador julgar outro pecador. Só pode atirar a pedra quem está sem pecado. Então, não cabe a mim julgar o comportamento do outro, porque também eu cometo erros. Logo, eu não posso condenar um homossexual, por exemplo, tanto quanto não posso condenar um adúltero ou mentiroso. Não cabe a mim condenar. O Novo Testamento não sanciona isso. Então não se deveria votar em alguém que diz que bateria em dois homens vistos se beijando na rua.

Não estou dizendo que deve haver uma fusão entre igreja e governo, porque acredito que o governo só deve proibir aquilo que faz mal ao povo e que a república democrática é o melhor modelo político disponível no momento. Não cabe ao governo cuidar da alma do povo. O que estou dizendo é que a Bíblia Sagrada pode e deve ser usada como dispositivo para justificar a justa repartição de riqueza. E este é o objetivo deste texto, a saber, mostrar como fazer isso. No entanto, para evitar produzir um texto muito longo, me focarei unicamente na pauta econômica, mais especificamente na defesa de um sistema de distribuição de riqueza, no qual a coleta de impostos é convertida em serviços públicos de interesse geral, como educação, saúde, segurança, moradia, sustento, entre outros, de forma que a pobreza não seja impedimento à vida ou à aquirição de emprego. Para garantir isso, deve haver interferência estatal na economia e uma gorda receita tributária (preferencialmente escalonada para que os ricos paguem mais que os pobres).

Só a fé salva?

Em se tratando de evangélicos, temos que lembrar que eles, como protestantes, têm suas doutrinas fundamentais ancoradas ou baseadas no trabalho da juventude de Lutero. Nesse trabalho, podemos destacar duas doutrinas frequentes. A primeira diz que a fé, sem as obras, basta para salvar, e que a prescrição de mandamentos pela sagrada escritura tem como única finalidade nos mostrar que nossas próprias forças não bastam para nos salvar. A fé seria então a única virtude verdadeiramente cristã e o cristão deveria se ocupar somente dela, sem se importar com nada mais (seja porque ele não tem, como ser humano, forças para fazer o que Deus manda, seja porque nenhuma boa obra pode conduzir à salvação do crente). Isso se liga à segunda doutrina, segundo a qual estamos salvos “de graça”. Como pode? Porque o ser humano, incapaz de fazer o bem por conta própria, só pode fazer o bem pela ação divina em sua pessoa. Logo, nenhuma boa ação que ele venha a fazer é mérito dele, mas de Deus, que age nele. Se é assim, não merecemos a salvação e nada do que façamos nos fará merecê-la. Só podemos ser salvos pela graça divina, a qual, como veremos no parágrafo seguinte, parece excluir as obras. Vemos então que a doutrina segundo a qual somente a fé é a virtude própria do cristão (a única) e a doutrina segundo a qual a graça de Deus nos salva (porquanto nenhuma boa ação é mérito nosso) se complementam.

Alguém pode se perguntar se tais doutrinas encontram amparo bíblico. Aparentemente, todo o amparo bíblico para essas doutrinas vêm das epístolas paulinas, particularmente a Epístola de São Paulo aos Romanos. No primeiro capítulo, Paulo diz que todos os males morais que acometem os destinatários da carta vêm da idolatria. Por exemplo: a carta diz, categoricamente, que a imundície é consequência da idolatria. Isso implica dizer que acreditar (veja aqui o papel que tem a fé) em coisas erradas leva a uma degeneração comportamental, porque Deus abandona o idólatra à concupiscência. Por outro lado, a mesma carta também diz que acreditar em Cristo como o único salvador e acreditar que ele ressuscitou dos mortos proporciona a salvação. Em vários pontos da carta aos romanos, a capacidade de justificação pelas obras, particularmente as obras da lei de Moisés, é esvaziada, porque Paulo apresenta a graça e as obras como tendo valor soteriológico mutualmente excludente. Isso apesar de Jesus condicionar a salvação à observância dos dez mandamentos, que fazem parte da lei de Moisés. Na Epístola de São Paulo aos Efésios, é dito que, por causa da fé, a graça de Deus nos salva.

Se você também se pergunta como podem cristãos modernos cometer grandes atrocidades, aí está sua resposta. Se espera que pelo cultivo da fé, Deus aja na pessoa do crente e mude seu comportamento. Enquanto isso não acontece, a única coisa com que devo me preocupar é minha fé. É preciso ser crente, não necessariamente bom, porque, se eu for crente, se espera que serei bom por consequência, já que a divindade agirá em mim e me impulsionará a ser bom. Este é o raciocínio implícito.

Surge uma dúvida: como é possível tal interpretação em face das palavras de Tiago, para quem “a fé sem as obras está morta”? A história responde: Lutero não considerava a Epístola Católica de São Tiago como canônica. Assim, a carta de Tiago, que põe pesada ênfase nas obras, na prática do bem, no trato igual entre os homens e na repartição de bens com os necessitados (como viúvas e órfãos), não foi considerada por Lutero como sendo inspirada por Deus. Isso acontece porque Lutero não queria incluir na sua versão da Bíblia Sagrada nenhum texto deuterocanônico. Saem, portanto, a Epístola de São Paulo aos Hebreus, a Segunda Epístola Católica do Apóstolo São Pedro, a Segunda Epístola Católica do Apóstolo São João, a Terceira Epístola Católica do Apóstolo São João, a Epístola Católica de São Judas, e o Apocalipse de São João, além da já mencionada carta de Tiago.

Se a fé basta para salvar, como podemos convencer tais pessoas de que seu proceder é errado? Se o ser humano é incapaz de praticar o bem com suas próprias forças, de que adianta dizer para alguém mudar de comportamento? E a dúvida que deve ter surgido na mente do leitor cristão: como harmonizar a exortação de Tiago e as palavras de Paulo? Chegaremos em breve a esse ponto.

Para quê ir à igreja?

Mas se a fé basta para salvar, qual é o sentido de ir à igreja? Bastaria crer para ser salvo. O Santo Evangelho Segundo São João, tão citado pela direita (o famoso “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, mas observe o contexto deste verso), também diz que haverá tempos em que templos se tornarão obsoletos. Deus é espírito, e convém que ele seja adorado em espírito e em verdade. Qual, portanto, é o sentido de ir à igreja? Não há necessidade de ir à igreja. Ir à igreja faz sentido para um católico, o qual sente que precisa dos rituais, dos sermões, das vigílias, dos jejuns. Mas o protestante e, consequentemente, o evangélico tem como sua única virtude redimidora a fé.

Suponhamos que Lutero esteja correto e suponhamos que a fé habilita o intuito divino a se manifestar em você, melhorando seu comportamento ou, talvez, sua vida em geral. Lembre que no primeiro capítulo da carta aos romanos, Paulo atribui todos os males da população romana à idolatria. Ora, idolatria é adorar algo que não é Deus. Nutrir uma crença falsa. Pense: sua vida melhorou por você ir à igreja? Se sua vida continua a mesma coisa ou piorou, então, segundo essa interpretação da carta aos romanos, você está acreditando em algo errado. Se você nutre crenças erradas, nenhuma quantidade de fé mudará sua vida. Mas como determinar se eu nutro crenças erradas?

Jesus diz que pelos frutos se conhece a árvore e que não pode uma árvore boa dar maus frutos. Veja a atitude dos seus líderes religiosos ou da organização religiosa com que você está envolvido. Por acaso é uma instituição que só se preocupa com dinheiro, que exige dízimo de certa quantia? Ninguém deveria ser forçado a dar o dízimo, muito menos em certa quantidade. Uma igreja que faz do dízimo seu evento central, que vende bens em seus cultos, tem, logo, o lucro como objetivo. Ora, o amor pelo dinheiro é a raiz de todo o mal. Um pastor que só se importa com o dinheiro tem em si a raiz do mal. Uma árvore com tal raiz só pode ser má e uma árvore má só pode dar maus frutos. Saia dessa igreja. Sua vida nunca melhorará por causa de sua permanência nela.

O compromisso cristão com os pobres.

Felizmente, vários evangélicos não agem de acordo com a doutrina protestante tradicional e acreditam que as obras têm seu valor, tanto quanto a fé. Isso é ótimo. Porém, os evangélicos, ao menos em sua maioria, estão preocupados com condutas meramente pessoais em seu caminho para a salvação. Não estão interessados em condutas que afetam positivamente o próximo. Por exemplo: o evangélico pode não ter dificuldade em guardar a pureza sexual, mas ter muita dificuldade em dar uma esmola. No entanto, como vemos na carta de Tiago, a fé sem as obras está morta. As obras que Tiago menciona são, por exemplo, visitar os órfãos e as viúvas em suas adversidades. Isso é tão importante quanto guardar-se imaculado do mundo. Não basta fazer bem a si mesmo. É preciso fazer bem aos outros. Essa é uma fé que dá frutos. Essa é a verdadeira religião.

Se uma árvore, para ser considerada boa, precisa dar bons frutos, então a fé, se é genuína, precisa das obras. Uma pessoa é julgada boa por suas ações. Uma fé verdadeira vem acompanhada das obras. Uma igreja “correta”, se é que há alguma, precisa colocar ênfase nas obras, tanto quanto coloca na fé; ênfase na edificação e no amparo do próximo, tanto quando no cuidado consigo próprio. As obras que o cristão deve fazer são aquelas ordenadas por Jesus, o qual exalta os pobres a todo momento e olha também para os ricos que aos pobres ajudam. Se você crê que a fé correta muda o comportamento, considere se essa é a fé correta: não basta crer, é preciso também ser bom e não apenas bom para si, mas também para os outros. Ora, um sistema de repartição de riqueza que garante que os ricos terão compromisso com os mais pobres e que os pobres, apesar de sua pobreza, não passarão necessidade de vestimenta, comida ou abrigo, tal sistema é defendido pela esquerda. A abdicação do excedente de vestimenta e a repartição da comida eram, inclusive, condições impostas por João Batista para o batizado. Alguém pode argumentar que o governo, se por um lado não pode proibir a homossexualidade, por outro não pode exigir que haja um sistema de repartição de riqueza “cristão”. No entanto, um sistema de repartição de riqueza bom também é uma reflexão civil. Além disso, embora Jesus não tenha nos obrigado a atacar pecadores (pelo contrário), ele nos ordenou a não acumular usura quando podemos usar nossos recursos para ajudar outros que precisam do excedente mais que nós. Logo, se o cristão não deveria votar em homofóbico, ele poderia, se o programa econômico fosse convincente, votar num socialista.

Ciente disto, sujeitos que se levantam contra o neoliberalismo deveriam se apropriar da Bíblia Sagrada tanto quanto os neoliberais dela se apropriam. Primeiramente para criar uma cultura de caridade entre as pessoas, em seguida para mostrar que é a caridade que motiva a economia igualitária. Queremos dar uma oportunidade a todos de ter educação, saúde, segurança e trabalho, não apenas aos ricos, mas também aos pobres, que se voltam para os serviços públicos para obter tais recursos. Não é como faz o neoliberalismo econômico, para quem cada um merece apenas aquilo pelo que pode pagar.

Versos seletos.

A lei de Moisés também estava preocupada com o estímulo à caridade. Um exemplo icônico é a ordem para não recolher a comida que cai durante o transporte após a colheita (Levítico 19:10). Após fazer a vindima, se algum fruto caísse, o dono da vinha deveria deixar o que caiu para trás, porque um outro, mais necessitado, poderia aparecer. Assim, a comida que caísse após a colheita ficava automaticamente para quem a encontrasse primeiro. Afinal, o dono da vinha já teria o bastante para si mesmo. Orientação similar pode ser encontrada em outro verso, no qual é dito que, durante a colheita, o dono da vinha não deveria colher tudo, mas sempre deixar um pouco por colher, para que outros, ao passarem necessidade, pudessem entrar na vinha e colher para si, direito garantido também aos estrangeiros (Levítico 23:22).

O compromisso com o próximo também está em outros livros da lei. Por exemplo, a lei também diz que eu não devo endurecer meu coração ou fechar minha mão para o pobre (Deuteronômio 15:7-11). Pelo contrário: eu devo lhe emprestar o que lhe bastar para que supra sua necessidade. Este texto é interessante por usar o termo “emprestar” em vez de “dar”. Porque se houver pleno emprego, uma pessoa, ao se levantar de sua necessidade, poderá coletar recursos para si mesma e também para retribuir a beneficência prestada. Eu só posso devolver o que me foi emprestado se eu tiver como. Podemos então entender este verso como uma dupla exortação à caridade e também ao trabalho. No assunto do emprego, é fácil fazer um paralelo entre o que diz a lei e a rejeição, por exemplo, à aprovada reforma trabalhista. Porque a escritura diz que o chefe não deve oprimir quem trabalha para ele (Deuteronômio 24:14). Muitas pessoas vão à igreja aos domingos, por exemplo. Não seria uma opressão a essas pessoas se elas tivessem que trabalhar também no domingo, como quer a medida provisória da liberdade econômica?

Essas, porém, são recomendações aos súditos. E quanto aos governantes? Sabemos que um governo que desfavorece os pobres é reprovável a Deus (Isaías 3:14-15). É difícil ler algo assim e não pensar na reforma da previdência. Por pouco ela não foi fatal. O texto aprovado pelo congresso ainda é bem ruim, mas teria sido pior com o regime de capitalização, entre outras coisas removidas em um processo de “desidratação“. Uma reforma que tira de quem não pode se defender é uma pilhagem.

Diga-se de passagem, a opressão aos necessitados foi uma das razões por trás do incidente em Sodoma! É muito interessante que quase todo o mundo, ao lembrar de Sodoma e Gomorra, só recordem dos residentes que tentaram estuprar os anjos recebidos por Ló, quando a própria escritura diz que o pecado de Sodoma foi, ao mesmo tempo, a abundância de riqueza e a opressão aos pobres (Ezequiel 16:49). Ora, pobres só podem existir em uma cidade abastada se a riqueza não estiver sendo justamente distribuída. Considere o Brasil: uma enorme arrecadação tributária, que poderia ser convertida em serviços que todos, pobres e ricos, poderiam usar, mas, especialmente agora, se tira dos pobres para dar aos ricos. Sodoma é aqui. Lembremos que o pecado traz consequências, mas cada um sofre pelos pecados que comete (Ezequiel 18:10-19). Muitos dos que votaram em Bolsonaro, especialmente os chamados “pobres de direita”, já se arrependeram. Se atentarmos para os mais necessitados que nós e deixarmos o emprego da violência, seremos menos dignos de punição. Quem já se arrependeu do voto que deu, bem fez. Faça melhor nos anos seguintes.

Novamente, ainda nos profetas, a escritura diz que o nosso próximo é digno não do nosso desprezo, mas da nossa piedade, misericórdia e juízo justo. Não devemos piorar a vida dos pobres, mas nos comiserarmos (Zacarias 7:9-10). Poderia ser você a passar necessidade. Em um sistema de justa repartição de riqueza, você não perderia acesso ao necessário por ter empobrecido. Quem é misericordioso é também digno de misericórdia. Ao permitir que o pobre tenha educação, saúde, segurança e emprego, também você terá permissão a essas coisas caso você venha a ser pobre depois.

Ao ser perguntado sobre o que fazer para obter a vida eterna, Jesus respondeu com os últimos seis mandamentos e o mandamento de amar ao próximo como a si mesmo. Porém, Jesus também diz que, se quisermos ser “perfeitos”, devemos também vender o que temos e dar o dinheiro aos pobres. A razão para isso é que tudo aquilo que sacrificamos nesta vida nos será dado de volta, talvez em dobro (Mateus 19:17-29). Este verso é interessante porque implica que a vida futura não será igual para todos. Mesmo que a observação do decálogo proporcione a salvação, a vida futura será melhor dependendo do quanto você ajudou o próximo nesta vida. E Jesus fala especificamente de dinheiro. É ajuda material. Novamente vemos aqui que Deus se opõe à opressão aos pobres. Em adição, vemos aqui que a observância do decálogo permite a salvação. Isso porque o decálogo, que ulteriormente se resume no amor devido a Deus e no amor devido ao próximo, é aquilo que fundamenta toda a lei (Mateus 22:37-40). Se admitimos que as obras são necessárias à fé, as obras de que precisamos são aquelas que edificam o próximo, inclusive materialmente.

O amor ao próximo é também importante por outra razão. A escritura diz que o amor devido a Deus e o amor devido ao próximo é mais importante que os holocaustos e sacrifícios (Marcos 12:29-33). Na lei de Moisés, os sacrifícios servem para expiar pecados. Se o amor é mais importante que o sacrifício, pode o amor perdoar pecados? Logo após ensinar a oração-modelo, que diz “perdoa-nos nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem”, Jesus diz que o perdão ao próximo nos habilita ao perdão divino. Então, sim, o amor, e o perdão é uma manifestação de amor, proporciona perdão pelos pecados cometidos. Então, quem muito ama tem muitos pecados perdoados. Ame seu próximo, portanto.

E quem é meu próximo? A escritura diz que o amor ao próximo salva, mas, caso alguém queira se justificar, talvez seja necessário saber quem é esse próximo. O próximo é quem mais precisa de nós (Lucas 10:27-37). Novamente, misericórdia, compadecimento, mas também ajuda material. Eis outro gancho para a discussão sobre a distribuição de riqueza contra o neoliberalismo.

Se a Bíblia Sagrada tem se mostrado vermelha agora, os Atos dos Santos Apóstolos, Escritos pelo Evangelista São Lucas vão ainda mais adiante. Há vários princípios de repartição de riqueza na esquerda. Entre eles está “de cada um segundo sua capacidade, a cada um segundo sua necessidade“, assegurando que, ao menos potencialmente, tudo fosse de todos (ou tudo fosse “comum”, daí o termo “comunismo“). Ora, a segunda parte desse lema, “a cada um segundo sua necessidade”, ocorre duas vezes neste livro, uma vez em Atos 2:44-45 e outra em Atos 4:30-34. Na igreja de Jerusalém, pouco tempo depois da partida de Jesus, os devotos vendiam suas posses, davam o dinheiro aos apóstolos, os quais, por sua vez, adquiriam aquilo de que os devotos precisavam e distribuíam os bens segundo a necessidade de cada um. Se alguém precisasse de determinado bem mais que outro, o bem seria cedido ao que dele mais precisasse. Se os apóstolos não fossem uma classe diferente de indivíduo (de forma que havia classes sociais, apesar de os apóstolos se recusarem a ser tratados com reverência) e se Deus não governasse a igreja (de forma que havia, portanto, governo, logo estado), a igreja de Jerusalém seria uma sociedade comunista. É um absurdo que os comunistas da atualidade não estudem este assunto. Esse também é o livro que conta como Tabita, mulher cheia de boas obras e que dava esmolas, foi ressuscitada (Atos 9:36-42) e como um centurião que também dava esmolas foi digno de ser visitado por um anjo (Atos 10:1-4). Novamente, fazer bem aos que precisam. Se alguém precisa de ajuda material, outra ajuda não serve. Fazer bem ao próximo também é uma boa obra e o cristão não deve limitar suas boas obras somente a si mesmo. Essas pessoas davam seu excedente a quem mais precisava e receberam o favor de Deus.

Somos exortados a não tratar as pessoas com diferença (Tiago 2:1-8). Por que um a pessoa que se diz cristã votaria em um projeto de governo que trata diferentemente pessoas de um mesmo segmento, como militares de diferentes patentes? E mesmo que o governo tivesse que taxar o povo de forma diferente, por que taxar mais os que têm menos? O ideal seria tratar todos de maneira igual (homens e mulheres, por exemplo, deveriam se apostentar com a mesma idade e tempo de contribuição), mas, como isso muitas vezes é impossível, não faz sentido tirar de quem pode não sobreviver sem esse dinheiro. É o caso dos pobres.

Orientações.

Este texto, repito, não deve ser visto como uma defesa da união entre igreja e governo. Isso porque um governo cristão deverá elevar o evangelho ao grau de política pública. Um governo que tenta tal coisa, se torna vulnerável e será tomado por outras nações. Ele também se tornará pobre e sua população diminuirá aceleradamente. Esses problemas são expostos por Rousseau em seu Contrato Social, no qual ele diz, sucintamente, que o evangelho, ao pregar a castidade, o desapego aos bens materiais (lembre que é mais fácil um camelo passar pelo olho de uma agulha do que um rico pelas portas do paraíso) e o pacifismo, diminui a população e empobrece o estado, o qual também se vê obrigado a abrir mão de suas forças armadas. Também por esta razão, sempre se deve suspeitar de qualquer governante que se diga cristão: cedo ou tarde, ele terá de escolher entre seu povo e Cristo. A menos que a pessoa pense que exercer função de governante, legislador ou juiz provavelmente (especialmente em tempos de paz) não o colocará em confronto com suas crenças, aconselho que nenhum cristão se candidate a cargo político ou jurídico.

No entanto, a escritura também diz que quem pode fazer o bem e não faz, peca por omissão. Então, de um ponto de vista estritamente pragmático, seguindo o princípio de que devemos fazer bem, inclusive materialmente, ao próximo, devemos votar no projeto de governo que proporcionará o maior bem-estar para o maior número de cidadãos. E este é o uso que eu gostaria que fosse feito deste texto: fazer as pessoas verem que, ao menos no que diz respeito à economia, a Bíblia Sagrada não pode ser usada como fundação de apoio à direita política neoliberal.

As forças de esquerda não estão sabendo como utilizar esse dado. A direita usa a escritura para descreditar as pautas sociais de esquerda, mas não se vê a esquerda usar o mesmo texto para descreditar a direita socialmente e também, principalmente, economicamente. Isso é um problema num país onde o cristianismo é hegemônico e onde o protestantismo ganha cada vez mais espaço. O socialista ou comunista que vê a religião como inimiga já está derrotado no Brasil. O que se deve fazer é usá-la inteligentemente para trazer os cristãos de volta ao amor ao próximo. A direita usou um verso bíblico como seu bordão. A esquerda também poderia adotar um (se não os candidatos, ao menos os eleitores). Tal verso poderia ser Tiago 4:17.

11 de junho de 2019

What I learned from reading Alexandra’s text.

Filed under: Organizações, Saúde e bem-estar — Tags:, , — Yure @ 08:59

Below, what I learned from reading Alexandra’s text.

  1. There are several ways to look at business accounting, so you need a variety of approaches to understand it.
  2. One such approach is “social accounting”.
  3. The “social balance”, one of the main concepts of the social approach to accounting, is rarely employed because it is misunderstood.
  4. What is the relevance of social responsibility as a marketing strategy?
  5. The goal of the text is to find a way to use social responsibility to improve the company’s brand and image.
  6. “Accounting” means the set of techniques for calculating and interpreting financial or other quantifiable data in order to determine, collect, record and classify information relevant to the company or organization.
  7. Accounting is a social application of mathematics: you calculate with social purposes.
  8. So it is a social science.
  9. Each accountant works in a specific area of ​​the company that employs them, so each accountant or group of accountants is responsible for one sector.
  10. The manager will require different types of data from each company accountant in order to gain an overall picture of the business’ progress.
  11. Accounting not only studies, but also controls the assets of a particular company.
  12. As there are “laws of physics,” that is, regularities that allow for the prediction of physical phenomena, there are “laws of accounting” that allow prediction of accounting phenomena.
  13. People are changing: they are worrying about the welfare of corporate employees, are worrying about the environment, are worrying about world peace…
  14. A company that does not keep up with rising humanitarian trends runs the risk of losing the confidence of its public.
  15. So the company must pay its employees (even if minimally) well, be “fair” and have environmental commitment, because such attitudes attract customers, such attitudes are profitable.
  16. Evaluating the company’s compliance with these trends is the task of social accounting.
  17. It produces data that shows, for example, how “green” (eco-friendly) a company is, how satisfied its employees are, how many women work there and things like that.
  18. Showing positive environmental data is necessary for any company.
  19. The change in consumer trends makes social accounting more demanded: the product must be cheap, healthy and ecologically-correct…
  20. The result of social accounting research is the “social balance sheet”.
  21. A good social balance, given the modern trends of consumption, can be used as a marketing tool, a kind of company advertisement.
  22. The social balance report has been used in Brazil since 1965, but is only taken seriously since the 1990s.
  23. The social balance is qualitative, not necessarily quantitative, as is the financial balance sheet.
  24. The social balance report is obtained by numerical means, by audition, by means of observation and by means of deductions.
  25. Social accounting has a descriptive and prescriptive role.
  26. Socially relevant data are jobs, labor relations, productivity, hygiene, compensation, employee attendance, among others.
  27. The target audience of a social balance report is the society around the company.
  28. Strategy is also about asking the right questions, not just answering them.
  29. Effectiveness is to do what is ordered, efficiency is to do what is commanded with the minimum of expenses and effort.
  30. Strategic planning: imagine what goal you want to achieve, outline the means to get there, set intermediate goals, and change the means employed, if necessary, depending on their ability to complete those intermediate goals throughout the implementation of the planned strategy.
  31. Strategic planning is always far-reaching, but it is not necessarily aimed at long-term results: it is sometimes possible to do something great in a short time.
  32. This involves resource allocation.
  33. Employees who are alienated from company processes cease to care about the success of the company.
  34. Strategic management is a situation where all managers (tactical and operational) think strategically.
  35. The “Plano Real” put an end to inflation.
  36. The times of sudden changes in the eighties and nineties was bad for Brazilian companies: every unexpected change in the economy hurt sales and profits.
  37. To plan is to think of the means to achieve an anticipated goal: what must be done, in what order and how everything should be done.
  38. It is necessary to collect data on the situation if we want to plan anything, as well as to define objectively and concisely what we want.
  39. Planning steps: formulating goals, checking our resources and strengths (to know which features of the company favor or constrain the pursuit of the goal), checking the resources and behavior of the environment (to know what forces around the company can be exploited favorably and which should be avoided or countered), strategy formulation.
  40. People know that the government, alone, is not able to solve the problems of the people.
  41. Such problems can only be mitigated by the joint work between public initiative and private initiative.
  42. Thus, people expect companies to be willing to help them with their social needs.
  43. Proposing this help is a marketing move, in this case, social marketing : the association between a brand or company and a particular, trendy, social cause.
  44. Some causes to “fight for” are hygiene, nutrition, health, transportation, education, housing and work …
  45. Defending such causes strengthens the brand.
  46. And increases it’s value .
  47. People like the idea that they can “make a difference” by buying a particular brand (the Ecosia search engine , for example, uses part of it’s ad revenue to plant trees and they even have a “tree counter”, só that the user can keep track of how many trees were planted with his searches).
  48. Partnering with an entity who fights for a social cause involves making “donations” to the entity, which improves the company’s image.
  49. The most common causes are public health, protection of basic human needs (such as food and shelter), child and adolescent protection , and environment preservation.
  50. Choose the cause you want to support wisely.
  51. If the consumer feels that the company’s effort to support a social cause is not enough, social marketing will not work.
  52. Social responsibility differs from philanthropy: the company is not doing charity.
  53. You have to be rich to be philanthropic .
  54. Other ways of improving the quality of the company’s image is, for example, not buying from suppliers who are not committed to environment preservation, not acquiring products from those who employ child labor and só on.
  55. Social responsibility is not a distinct activity but part of business management.
  56. Companies will become more dependent on society, employees and customers, so you have to start adapting to that.
  57. Characteristics of corporate social responsibility: plurality, comprehensiveness, sustainability and transparency.
  58. A company owes explanations to several people, not only to its shareholders .
  59. Transparency is a typical demand of globalization.
  60. Social and environmental reports should be mandatory.
  61. There is “strategic philanthropy”: a donation made to improve the company’s image so that, in the long run, it can achieve its financial goals.
  62. Government is not the only one that can solve social problems.
  63. A donation is not necessarily made in cash.
  64. Eco-efficiency is the incorporation of environmental management into business management.
  65. Marketing also has environmental impact.
  66. A company must invest in environment preservation to remain competitive.
  67. If no company in a given area invests in the environment, the first of them to change this will become a pioneer.
  68. The government is demanding companies to have environmental responsability.
  69. Not taking it into account can cause the company to be surprised by new legislations.
  70. Environmental legislation is severe in Japan, Germany and Sweden, and the companies there are not closing because of it.
  71. Unless the executives of a company are ecologically aware, the ecological attitudes of that company will only be superficial.
  72. Act as if the next environment protection bill has already passed.
  73. If your company is ecologically correct, other companies will want to do business with you.
  74. Gather information about your competitors.
  75. If the raw material supplier increases the price of their product or reduces its quality, the company that receives material from that supplier might lose credibility: it may increase the prices or the quality of the final product will fall.
  76. If the product of one company does not satisfy you, look for an equivalent product by another company.
  77. The five competitive forces: threat of replacement, the buyer’s bargaining power, the supplier’s bargaining power, veteran competitors, novice competitors.
  78. Three competition strategies: cheap product (lower price), different product (performs a task in a unique way), specialized product (increased quality in task execution).
  79. In order to lower prices without lowering quality, it is necessary to look for more efficient means of production, that is, to do better with the less resources.
  80. By doing so, a high quality product can be sold at a lower price.
  81. If the price is low and the cost of production is low, both the supplier will find it difficult to sell to someone else (because you can afford the raw material) and customers will end up choosing your product (because it is cheap).
  82. The different product strategy needs to be done by researching what buyers need, creating a tailored product.
  83. If the product is different and captivates the public, buyers will find it difficult to find a similar product and will have to stick with yours because thay will lack options.
  84. The company needs to tell its audience why that product is different.
  85. The strategy of the specialized product is employed by companies that only produce one type of thing, but, by doing only one type of thing, they do it very well.
  86. This is the case of companies that focus on niche markets.
  87. This strategy is a hybrid of the other two.
  88. The text brings a case study done with Natura, a cosmetics company.
  89. In 2005, Natura earned US $ 524,000,000 just selling its products.
  90. “Well being” is the harmonious relationship with oneself.
  91. “Welfare” is the harmonious relationship with what is external to oneself.
  92. Natura tries, through its products, to help the subject to have both.
  93. The ongoing quest for perfection is what improves both the subject and what is around him.
  94. Each person, and consequently each group of people, has the potential for improvement.
  95. The search for perfection and the search for truth are one.
  96. The vitality of a system depends on the diversity of its elements.
  97. In both the ecosystem and human relationships, diversity is important.
  98. Make your own concept of beauty: you do not have to accept the concept that others impose on you.
  99. Benefit your employee’s family.
  100. Your company should improve the community where it is stablished.
  101. If you engage in social causes, do not boast about it, or consumers will think you’re just acting on self-interest.
  102. Profit should be your main goal, but not your only goal.

3 de junho de 2019

What I learned reading “Didactics as a Quality Factor in the Teaching and Learning Process”.

Filed under: Organizações — Tags:, , — Yure @ 14:24

” Didactics as a Quality Factor in the Teaching and Learning Process” was written by Amanda and Alessandra. Below, what I learned by reading this text.

  1. Traditional teaching, the mere transfer of content, is not didactic.
  2. Didactics is the technique of teaching, that aims to make it easier for the student to reach a certain goal.
  3. To build a teaching technique, the teacher has to figure out why is he teaching and what he wants from his student.
  4. Didactics, as a practice, is applied pedagogy: it is the use of pedagogical theory in the practical situation of teaching something to someone.
  5. Didactics as an area of ​​thought is the study of teaching techniques.
  6. Didactics implies active intervention of the teacher in the student’s learning process.
  7. Thus, “learning alone” does not imply didactic: didactics, by definition, requires the presence of a teacher, which excludes self-learning.
  8. The idea that education is a human right has roots in religion, more specifically the Protestant branch of Christianism: the creator of modern didactics, Comenius, was a pastor and concluded that education is a fundamental because it enables us to better know God.
  9. Education must start from what the student already knows, teaching new stuff by making relations between the known and the unknown.
  10. Classical means of education, based on the memorization and separation between teaching and concrete life, does not meet bourgeois demands.
  11. Allowing untrained teachers in school is a setback.
  12. Comenius wanted a teaching method that could enable students to learn more without the need of teaching more (that is, more learning without the need of extra work), reducing noise and overwork in the classroom, both for students and teachers.
  13. He also hoped that such technique would reduce the problems of Christendom.
  14. It is not possible to teach without a goal: unless we have clearly devised a goal, we can’t come up with a method for anything.
  15. Teachers must help each other.
  16. The teaching techniques used before the Comenius still survive in the form of “traditional teaching” (in which the teacher expects the student to memorize and reproduce what was taught).
  17. This type of teaching does not favor individual development.
  18. Teaching must start from what the student already knows.
  19. A good teacher observes the student’s casual learning, to use their habits of spontaneous learning in his favor.
  20. Didactics must be considered in any project that aims to develop the people.

1 de junho de 2019

What I learned reading “The Youth Protagonism in High School.”

The Youth Protagonism in High School” was written by Alda Sousa. Below, what I learned by reading this text.

  1. “Protagonist” is the same as “main competitor” or “first fighter”.
  2. Today, this word summons the idea of “main character” of a story.
  3. The participation of students in the democratic management of the school is a form of youthful school protagonism.
  4. The entire community should participate in the construction of the school as a democratic educational space.
  5. Education, from childhood, should encourage critical thinking and autonomy.
  6. In the past, basic education had the function of preparing students for college or workforce, but now there are people demanding that the school should prepare the student for the future in general, giving him the means to better achieve his personal goals.
  7. The student be able to learn from all experiences, só he won’t feel like there’s nothing more to learn.
  8. The political principles of secondary education: equality, ethics, aesthetics, identity, diversity, autonomy, interdisciplinarity and contextualization.
  9. Students should learn how to live in and take advantage of a democratic and republican state.
  10. “Protagonism” is something related to the human sciences.
  11. Stimulating a youthful protagonism is not something that can be done if we alienate the student from the science of his time.
  12. The student must be informed of the social problems of his society.
  13. The student should be able to use and modify the information obtained at the school, not simply assimilate it.
  14. The school has the autonomy to write and apply its own pedagogical proposal.
  15. The creation of such proposal enables the protagonism of the teachers as well.
  16. Young people are protagonists when they are agents, when they are free to take actions that impact society.

30 de maio de 2019

O que aprendi lendo o texto de Alexandra.

Filed under: Organizações — Tags:, — Yure @ 09:55

Abaixo, o que aprendi lendo o texto de Alexandra.

  1. O trabalho é sobre contabilidade.
  2. Existem várias formas de se olhar pra contabilidade empresarial, de forma que são precisas várias abordagens pra compreendê-la.
  3. Uma dessas abordagens é a “contabilidade social”.
  4. O “balanço social”, um dos principais conceitos da abordagem social da contabilidade, é raramente empregado por ser mal compreendido.
  5. A pergunta do trabalho: qual é a relevância da responsabilidade social para a estratégia mercadológica?
  6. O objetivo do trabalho é encontrar um meio de usar a responsabilidade social (em seus aspectos contábeis, sociais e ambientais) na manutenção da marca e da imagem da empresa.
  7. “Contabilidade” é o conjunto de técnicas de cálculo e interpretação de dados financeiros, patrimoniais ou de outra forma contábeis, a fim de apurar, coletar, registrar e classificar informação relevante à empresa ou organização.
  8. A contabilidade é uma aplicação social da matemática: você calcula com fins sociais.
  9. Portanto, é uma ciência social.
  10. Cada contador trabalha em uma área específica do órgão que o emprega, de forma que cada contador ou grupo de contadores é responsável por um setor.
  11. O gerente requererá tipos diferentes de dados de cada contador da empresa, a fim de obter uma visão global do andamento dos negócios.
  12. A contabilidade não apenas estuda como controla o patrimônio de uma determinada entidade.
  13. Tal como existem “leis da física”, isto é, regularidades que permitem a previsão de fenômenos físicos, existem “leis da contabilidade”, que permitem a previsão de fenômenos contábeis.
  14. As pessoas estão mudando: estão se preocupando com o bem-estar dos funcionários de empresas, estão se preocupando com o meio ambiente, estão se preocupando com a paz…
  15. A empresa que não acompanha as tendências humanitárias em ascensão corre o risco de perder a confiança de seu público.
  16. Assim, a empresa precisa pagar seus funcionários (mesmo que minimamente) bem, ser “justa” e ter compromisso ambiental, porque, se tais atitudes atraem clientes, tais atitudes são lucrativas.
  17. Avaliar a conformidade da empresa com essas tendências é tarefa da contabilidade social.
  18. Ela produz os dados que mostram, por exemplo, o quão “ecológica” é uma empresa, qual o grau de satisfação de seus funcionários, quantas mulheres trabalham ali e coisas que tais.
  19. Mostrar dados ambientais positivos é necessário.
  20. A mudança nas tendências de consumo faz com que a contabilidade social seja mais requisitada: as pessoas não estão comprando apenas o que é barato, mas também o que é saudável, ecologicamente correto, de uma empresa responsável e justa com seus funcionários.
  21. O resultado das pesquisas sociais contábeis é o “balanço social”.
  22. Um bom balanço social, dadas as tendências modernas de consumo, pode ser usado como ferramenta mercadológica, um tipo de propaganda da empresa (“compre aqui, eu sou bonzinho com as plantinhas, olha só”).
  23. O balanço social é publicado no Brasil desde 1965, mas só começou a ser levado a sério nos anos noventa.
  24. O balanço social é qualitativo, não necessariamente quantitativo, como é o balanço financeiro.
  25. O balanço social é obtido por vias numéricas, por vias de auditoria, por vias de observação e por vias dedutivas.
  26. A contabilidade social tem papel descritivo e prescritivo.
  27. Os dados socialmente contábeis são empregos, relação trabalhista, produtividade, higiene, remuneração, frequência dos funcionários, entre outros.
  28. O público-alvo de um balanço social é a sociedade ao redor da empresa.
  29. Estratégia tem a ver também com fazer as perguntas certas, não apenas a respondê-las.
  30. Eficácia é fazer o que se manda, eficiência é fazer o que se manda com o mínimo de gastos e esforço.
  31. Planejamento estratégico: imagine qual é o objetivo que você quer atingir, trace os meios de chegar lá, estipule metas e altere os meios empregados, se necessário, dependendo da capacidade destes de completar tais metas ao longo da aplicação da estratégia planejada.
  32. Um planejamento estratégico sempre tem longo alcance, mas não necessariamente é visa resultados a longo prazo: é possível, às vezes, fazer algo grande em pouco tempo.
  33. Isso envolve alocação de recursos.
  34. Empregados alienados dos processos da empresa deixam de se preocupar com o sucesso da empresa.
  35. Administração estratégica é uma situação em que todos os administradores (táticos e operacionais) pensam estrategicamente.
  36. O plano real acabou com a inflação.
  37. O tempo de súbitas mudanças entre os anos oitenta e noventa foi péssimo pra empresas brasileiras: cada mudança inesperada na economia prejudicava vendas e lucros.
  38. Planejar é pensar nos meios pra atingir um objetivo antecipado: o que deve ser feito, em que ordem e como cada coisa deve ser feita.
  39. É preciso coletar dados sobre a situação se queremos planejar qualquer coisa, bem como definir objetivamente e concisamente o que queremos.
  40. Etapas do planejamento: formulação dos objetivos, verificação dos nossos recursos e das nossas forças (para saber quais características da empresa favorecem ou restringem a busca pelo objetivo), verificação dos recursos e do comportamento do ambiente (para saber quais forças ao redor da empresa podem ser exploradas favoravelmente e quais devem ser evitadas ou combatidas), formulação de estratégia.
  41. As pessoas sabem que o governo, sozinho, não é capaz de resolver os problemas do povo.
  42. Tais problemas só podem ser amenizados pelo trabalho conjunto entre iniciativa pública e iniciativa privada.
  43. Assim, as pessoas esperam que empresas estejam dispostas a ajudá-las com suas necessidades sociais.
  44. Propor essa ajuda é uma jogada de marketing, no caso, marketing social: a associação entre uma marca ou empresa e uma determinada causa social defendida por ela.
  45. Essas causas podem ser higiene, nutrição, saúde, transporte, educação, habitação, trabalho…
  46. Se associar a essas causas fortalece a marca.
  47. Isso aumenta seu valor.
  48. A vinculação do nome ou logotipo de uma organização não-governamental às ações de uma empresa privada é algo lucrativo, as pessoas gostam da ideia de que podem “fazer a diferença” comprando determinada marca (o motor de pesquisa Ecosia, por exemplo, usa parte da receita obtida com anúncios pra plantar árvores e ainda tem um “contador de árvores plantadas” pelo usuário do sistema).
  49. Fazer parceria com uma entidade que luta por uma causa social implica fazer “doações” à entidade, o que melhora a imagem da empresa.
  50. As causas mais comuns são saúde pública, proteção às necessidades básicas humanas (como alimentação e abrigo), proteção à criança e ao adolescente e meio ambiente.
  51. Escolha bem a causa que você quer apoiar.
  52. Se o consumidor sentir que o esforço da empresa pra apoiar uma causa social não é suficiente, o marketing social não funcionará.
  53. Responsabilidade social é um conceito diferente de filantropia: a empresa não está fazendo caridade.
  54. Até porque é preciso ser rico pra ser filantrópico.
  55. Outras formas de melhorar a qualidade da imagem da empresa é, por exemplo, não comprar de fornecedores que não estão compromissados com desenvolvimento sustentável, não adquirir produtos de quem emprega trabalho infantil e coisa e tal.
  56. A responsabilidade social não é uma atividade distinta, mas parte do gerenciamento empresarial.
  57. A tendência é que a empresa fique mais dependente da sociedade, dos empregados, dos clientes, de todo o mundo, então é preciso começar a se adaptar a isso.
  58. Características da responsabilidade social corporativa: pluralidade, abrangência, sustentabilidade e transparência.
  59. Uma empresa deve explicações a outros, além de seus acionistas.
  60. Transparência é uma exigência típica da globalização.
  61. Relatórios socioambientais devem ser obrigatórios.
  62. Existe “filantropia estratégica”: uma doação feita para melhorar a imagem da empresa, a fim de que, a longo prazo, esta possa alcançar seus objetivos financeiros.
  63. O governo não é o único que pode resolver problemas sociais.
  64. Uma doação não necessariamente é feita em dinheiro.
  65. Ecoeficiência é a incorporação da gestão ambiental na gestão empresarial.
  66. Marketing também causa impacto ambiental.
  67. O fato de não haver muitos consumidores ecologicamente conscientes não implica que a empresa continuará competitiva apesar de não investir em sustentabilidade.
  68. Se todas as empresas em um lugar investem pouco ou nada em meio ambiente, a primeira dentre elas a mudar isso se tornará pioneira.
  69. O governo cobra mais sustentabilidade de todas as empresas.
  70. Não tomar isso como algo importante pode fazer com que a empresa seja pega de surpresa.
  71. A legislação ambiental é severa no Japão, na Alemanha e na Suécia e nem por isso as empresas de lá são pobres.
  72. A menos que os executivos de uma empresa sejam ecologicamente conscientes, as atitudes ecológicas daquela empresa serão apenas superficiais.
  73. Se antecipe à legislação, aja como se o projeto de lei já houvesse sido sancionado.
  74. Se sua empresa for ambientalmente correta, outras empresas quererão fazer negócio com você.
  75. Colete informações sobre seus concorrentes.
  76. Se o fornecedor de matéria-prima aumenta o preço de seu produto ou reduz sua qualidade, a empresa que recebe desse fornecedor perderá credibilidade: poderá aumentar o preço ou a qualidade do produto final cairá.
  77. Se o produto de uma empresa não satisfaz, procure um produto equivalente produzido por outra.
  78. As cinco forças competitivas: ameaça de substituição, poder de negociação do comprador, poder de negociação do fornecedor, competidores veteranos, competidores novatos.
  79. Três estratégias de competição: produto barato (baixar o preço), produto diferente (desempenha uma tarefa de maneira única), produto especializado (aumento de qualidade na execução da tarefa).
  80. Para baixar o preço sem baixar a qualidade é preciso procurar meios de produção mais eficientes, ou seja, fazer melhor com o mínimo possível de recursos.
  81. Fazendo isso, um produto de qualidade competitiva pode ser vendido a um preço menor que o dos concorrentes.
  82. Se o preço for baixo e o custo de produção for baixo, tanto o fornecedor terá dificuldade de vender pra outro (porque você pode arcar melhor com o preço de matéria-prima) como os clientes terão que ficar com seu produto (porque ele é econômico).
  83. A estratégia do produto diferente precisa ser feita pesquisando do que os compradores precisam, criando um produto sob medida.
  84. Se o produto for mesmo diferente e cativar o público, compradores terão dificuldade em encontrar um produto semelhante e terão que ficar com o seu por falta de opções.
  85. A empresa precisa dizer ao seu público por que aquele produto é diferente.
  86. A estratégia do produto especializado é empregada por empresas que só produzem um tipo de coisa, mas, por fazerem apenas um tipo de coisa, a fazem muito bem.
  87. É o caso das empresas que focam em nichos de mercado.
  88. Essa estratégia é um híbrido das outras duas: tanto se corta custos quanto se torna mais fácil diferenciar seu produto de outros no mercado, mas isso é mais fácil procurando um público-alvo menor (seu nicho) no qual se especializar.
  89. O texto traz um estudo de caso feito com a Natura.
  90. Em 2005, a Natura ganhou US$524.000.000 só vendendo seus produtos.
  91. “Bem-estar” é a relação harmoniosa consigo próprio.
  92. “Estar bem” é a relação harmoniosa com o que lhe é exterior.
  93. A Natura tenta, através dos seus produtos, ajudar o sujeito a ter ambas as coisas.
  94. A busca permanente por aperfeiçoamento é o que melhora tanto o sujeito como o que está ao redor dele.
  95. Cada pessoa e, consequentemente, cada grupo de pessoas, tem potencial para aperfeiçoamento.
  96. A busca por aperfeiçoamento e a busca pela verdade são uma só.
  97. A vitalidade de um sistema depende da diversidade de seus elementos.
  98. Tanto no ecossistema quanto nas relações humanas, a diversidade é importante.
  99. Faça seu conceito de beleza, não aceite o conceito dos outros.
  100. Beneficie a família do seu empregado.
  101. Sua empresa deve deixar a comunidade num estado melhor que seu estado anterior.
  102. Que tal sua empresa fundar uma escola ou ajudar escolas existentes?
  103. Se você se engaja em causas sociais, não faça um alarde por causa disso, ou os consumidores pensarão que você está nessa só por interesse.
  104. Não esqueça o lucro, mas também não pense só nele: uma empresa que só tem o lucro como objetivo é descreditada.

19 de maio de 2019

O que aprendi lendo “A Didática Como Fator de Qualidade no Processo de Ensino Aprendizagem”.

A Didática Como Fator de Qualidade no Processo de Ensino Aprendizagem” foi escrito por Amanda e Alessandra. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

  1. Ensino tradicional, o mero repasse de conteúdo, não é didática.

  2. Didática é uma forma de ensinar de determinada forma que facilite ao aluno alcançar um determinado objetivo.

  3. Assim, para que haja didática, isto é, para que haja um método de ensino, é preciso que se descubra por que eu estou ensinando e o que eu quero daquele aluno.

  4. Didática, como prática, é pedagogia aplicada: é o uso da teoria pedagógica na situação prática de ensino.

  5. Já a didática como área do pensamento é o estudo das técnicas de ensinar.

  6. A didática implica intervenção ativa do professor no processo de aprendizagem do aluno

  7. Assim, “aprender sozinho” não implica didática: só há didática se houver um professor, o que exclui do campo da didática como ciência o autodidatismo.

  8. A ideia de que a educação é direito de todos tem origem religiosa, protestante, mais especificamente: o criador da didática moderna, Comênio, era pastor e concluía que a educação é direito de todos porque é um meio de se aproximar de Deus.

  9. A educação deve partir do conhecido, em direção ao desconhecido.

  10. Com a ascensão da burguesia, a demanda pela Didática Magna cresceu.

  11. Isso porque os meios de educação clássicos, baseados na memorização e na separação entre ensino e vida concreta, não atendia às demandas burguesas.

  12. Comênio que a criança se civilizasse, enquanto que Rousseau queria que a criança não fosse corrompida pela civilização.

  13. Permitir professores sem formação naquilo que ensinam é um retrocesso.

  14. Comênio queria um método de ensino no qual os alunos aprendessem mais, sem que o professor ensinasse mais, reduzindo o ruído e o excesso de trabalho em sala de aula, tanto para alunos quanto pra professores.

  15. Ele também esperava com isso reduzir os problemas da cristandade.

  16. Não é possível ensinar sem um objetivo: é pelo objetivo que se pensa na técnica pra atingi-lo.

  17. A ação dos professores deve ser conjunta.

  18. As técnicas de ensino empregadas antes da Didática Magna ainda sobrevivem na forma de “ensino tradicional” (aquele no qual o professor leciona e espera que o aluno memorize e reproduza).

  19. Esse tipo de ensino não favorece o desenvolvimento individual.

  20. O ensino deve partir do que o aluno já sabe.

  21. Uma boa didática observa a aprendizagem casual do aluno, pra usar seus hábitos de aprendizagem espontânea didaticamente.

  22. A didática deve fazer parte de um projeto de desenvolvimento do povo.

18 de maio de 2019

O que aprendi lendo “O Protagonismo Juvenil no Ensino Médio”.

Filed under: Notícias e política, Organizações — Tags:, , — Yure @ 16:27

O Protagonismo Juvenil no Ensino Médio” foi escrito por Alda Sousa. Abaixo, o que aprendi lendo esse texto.

  1. “Protagonista” é o mesmo que “competidor principal” ou “primeiro lutador”.

  2. Hoje, essa palavra tem o sentido de “personagem principal” de uma história.

  3. A participação de alunos na gestão democrática da escola é uma forma de protagonismo escolar juvenil.

  4. A comunidade inteira deveria participar da construção da escola como espaço educacional democrático, já que ela não seria democrática de outra forma.

  5. A educação, desde a infância, deve encorajar o senso crítico e a autonomia.

  6. Antigamente, a educação básica tinha como função formar apenas o futuro universitário ou o futuro empregado, mas agora há uma demanda pra que a escola prepare o sujeito para o futuro, dando-lhe os meios pra melhor alcançar esse objetivo.

  7. É preciso que o aluno seja capaz de aprender sempre, que ele não sinta que não há mais o que aprender, que ele estava preparado pra aprender quando a necessidade surgir.

  8. Os princípios políticos do ensino médio: os da igualdade, os éticos, os estéticos, os de identidade, os de diversidade, os de autonomia, os de interdisciplinaridade e os de contextualização.

  9. Os alunos devem aprender como viver num estado democrático e republicano de direito.

  10. “Protagonismo” é coisa relacionada às ciências humanas.

  11. Estimular um protagonismo juvenil não é algo que pode ser feito alienando o aluno dos avanços de sua época.

  12. O aluno deve ser informado dos problemas sociais de seu tempo.

  13. O aluno deve ser capaz de usar e modificar as informações obtidas na escola, não simplesmente assimilá-las.

  14. A escola tem autonomia para escrever e aplicar sua própria proposta pedagógica.

  15. A criação dessa proposta habilita o protagonismo do professor.

  16. O jovem é protagonista quando é sujeito de algum ato, quando é livre para tomar atitudes que impactem a sociedade.

6 de maio de 2019

What I learned reading “Onanism and Sexual Abuse”.

Filed under: Notícias e política, Organizações, Saúde e bem-estar — Tags:, , — Yure @ 09:22

Onanism and Sexual Abuse: A History of Two Obsessions” was written by Agustín Malón Marco. Below, what I learned by reading this text.

  1. The aim of the study is to show how the discourse against masturbation, typical of the seventeenth and eighteenth century, has several characteristics in common with the current discourse against child sexual abuse.
  2. The problem here is that the discourse on child sexual abuse is falling into the same pitfalls in which the discourse against masturbation has fallen.
  3. The main similarities are in the way we deal with the problem, that is, in the means of fighting it.
  4. The problem of child sexual abuse must be understood historically and sociologically, so that our actions return to normalcy, as happened with masturbation.
  5. The greatest family taboo is incest, but it is also the most easily broken.
  6. Contemporary pedagogy is the fruit of new ideologies, new authors, new programs, new institutions, new centers of attention and new obsessions.
  7. Understanding the modern obsession with child sexual abuse requires us to understand our present concept of childhood and its relationship with the concept of family.
  8. The obsession is the result of the synergy between three concepts: childhood, family, sexuality.
  9. Childhood brings sexuality in itself, consequently, it brings sexuality to the family.
  10. We are concerned protecting the child from the sexuality of the world, but we also have the concern to protect the child from his or her own sexuality.
  11. The child has sexuality, but such sexuality can stimulate the child to contract “bad” habits, such as not looking for partners or seeking unacceptable relationships.
  12. The war against masturbation lasted for two centuries.
  13. At first, the bias against masturbation was pedagogical in nature, but then it became a medical concern and a psychological concern: masturbation as a bad habit, then as unhealthy practice, then as mental degeneracy.
  14. Some traces of the past are visible today.
  15. Just as libidinous acts before the age of fourteen are seen as sexual abuse, masturbation was once seen as “self-abuse”.
  16. The adults around the child who is known to practice masturbation are viewed with suspicion.
  17. The ills attributed to masturbation had no empirical foundation.
  18. The evils attributed to relationships between adults and minors are subject to debate .
  19. In the old days, we wanted to protect the boy from himself, but now we want to protect him from others.
  20. This is important because the child does not yet have defenses against attacks from older people.
  21. This kind of relationship is inherently unequal , even more when it occurs in an incestuous setting.
  22. Unless the boy has sufficient knowledge to understand these relationships and to defend himself, he remains vulnerable to the harm that could (not necessarely would) ensue.
  23. The fight against masturbation was a struggle against something natural and normal, but the fight against child sexual abuse is a fight against what could harm the child .
  24. Much of the damage attributed to masturbation was caused by the social reaction to the act.
  25. The same is true for relationships between adults and minors: some minors do not want to break up such relationships and only begin to suffer when others find out.
  26. The legal process in which the minor will have to participate can be traumatic in itself.
  27. But to say that some relationships between adult and minor are harmless is politically incorrect.
  28. Nobody is willing to admit that society’s response to adult/child relationships is exaggerated.
  29. Arguing that relationships between adults and minors can be pleasurable to the minor is seen as an excess of liberalism .
  30. The age difference that would be sufficient to qualify a relationship as necessarily negative varies from author to author, from culture to culture.
  31. A feminist who advocates the incest model may say that feminists who disagree with such model are not real feminists .
  32. These feminists who like the incest model (according to which libidinous acts within the family are unacceptable) are also against pornography and prostitution.
  33. They are also against BDSM .
  34. One of the similarities between the war against masturbation and the war on child sexual abuse is the attempt to prevent the phenomenon from occurring or to detect it immediately after it has occurred.
  35. The means to prevent masturbation were exaggerated.
  36. Such means were harmful in themselves.
  37. Likewise, the means we use to prevent sexual abuse are also exaggerated and even controversial.
  38. For example, we teach children to recognize signs that their relationship with an adult is or is becoming sexual, but there are so many signs…
  39. This is aggravated because we have the idea that the worst contact is incestuous, so the boy must learn to police his parents.
  40. Detection is the hardest part.
  41. Because of this, development of detection means is a fertile branch.
  42. They will detect abuse even in a child who has not been abused.
  43. Because the girl often does not tell if something sexual happened to them, it is assumed that the symptomatic girl who denies abuse is lying, as was the case of masturbation, in which, when “signs” of masturbation were detected, it was assumed that the girl was masturbating, as she would never confess that she was masturbating in secret.
  44. These signs of masturbation could be anything from bad sitting posture to the boy’s skin color.
  45. Signs of sexual abuse, what are they?
  46. Can they be safely attributed to abuse or can they also be caused by third variables?
  47. This is even more serious in the United States, where the moral panic about pedophilia has reached the heavens.
  48. Much of the investigation into sexual abuse begins with conviction, intuition, and aims to prove that abuse has occurred, even when it has not actually occurred.
  49. Such attitude also existed in the nineteenth century, when medical professionals were more interested in proving that the girl was fond of masturbation, than actually knowing if she was indeed masturbating (after all, if she were, she would not say).
  50. Such an attitude, to prove that abuse has occurred at all costs, is starting to become unpopular
  51. Many libidinous acts that occur before the age of fourteen are innocent , that is, harmless .
  52. This is because there are factors around the libidinous act that make it positive or negative, for example: age of the participants, level of education of the minor, sexual orientation, personal situation, nature of the act, previous relationship with the adult and repetition frequency.
  53. The fact that a libidinous act was pleasurable in childhood does not prevent its reformulation as abuse after the child grows and reinterprets the experience.

  54. The same was true for masturbation in the past: when the boy grew up and learned that his experience was “actually” damaging or risky, he would, of course, repudiate what happened.
  55. Statistically speaking, a good number of relationships between adult and minor can not be called “abuse” in the strict sense of the term, although this does not invalidate the existence of destructive experiences.
  56. A harmless experience can be sold as negative by making it seem dramatic.
  57. This was also true at that time when mankind was fighting masturbation, because masturbation was seen as the worst thing that could happen to anyone.
  58. The prevalencen rates of masturbation and the prevalence of libidinous acts between adult and minor are enormous, and their deleterious effects are seen as universal (which leads us to question how such a problem was only “discovered” in the last third of the last century).
  59. The prevalence of child sexual abuse varies according to the definition of abuse, which causes some prevalence rates to be really high.
  60. If you include voluntary and harmless experiences under the abuse umbrella, of course you will get high prevalence rates.
  61. If the negative consequences (promiscuity, fear, mood swings, compulsion, hyperactivity, phobias, introversion, guilt, depression, suicidal tendency, fatigue, low self-esteem, fear of men, sexual problems, tendency to excessive alcohol or drug use, suicide, desire to prostitute, personality problems, among others) of these relationships are inevitable and if the prevalence is so high, how come I don’t see traumatized people more often?
  62. The list of symptoms of abuse is based on assumptions taken from the practice of physicians dealing with particular cases, not from studies with solid empirical foundations.
  63. There is no fixed list of signs and symptoms of adult/minor relationships.
  64. In addition, using such a list would obscure other causes for such symptoms, since several causes can reproduce such signs and symptoms (not every depressed or alcoholic person is depressed or drunk because of child sexual abuse, for example).
  65. If the guy has had sex before the age of fourteen, is marginalized, unemployed, poor and depressed, a hysterical clinician could say that the guy has depression because he had a precocious relationship, rather than blaming marginalization, unemployment or poverty.
  66. Assigning a problem to the wrong causes will lead to a wrong treatment.
  67. The belief in the necessarily deleterious potential of early relationships has been elevated to the degree of truth without evidence: it is true that a lot of these experiences are abusive, but to say they are all abusive is an exaggeration.
  68. The root of the movement against masturbation is the institutionalization of the bourgeois way of life: it all began because the rising bourgeoisie valued self-control and focus on the long-lasting pleasure gained through hard work but rejected momentary pleasure and unproductive fun.
  69. So the struggle against masturbation was, at least in the beginning, just a way of passing class values ​​to the next generation.
  70. The bourgeoisie (always active) tried to be the opposite of the feudal aristocracy (indolent).
  71. For the bourgeois could only do two things: to work or to sleep.
  72. For John Money, society’s excessive interest in the problem of adult-child relationships comes from an anti-sexual bias in our society, just as in times of struggle against masturbation (what began as a merely moral matter of class values ​​branched into things like sin, disease and degeneration).
  73. According to John Money, the child abuse industry (companies and other organizations that profit from combating adult-child relationships) is a symptom of the “sexual counterrevolution” fostered by institutions like government and church , manifesting itself in laws through politics .
  74. Whom benefits from such law?
  75. The discussion against the “moral perversion” of our children quickly degenerates into attacks against sexuality itself.
  76. For some, bathing with your own children is sexual abuse.
  77. Because, these people think, the boy can feel pleasure and think that such thing is normal .
  78. Criticism against early relationships may be based on misconceptions about child sexuality.
  79. This combat is profitable and there are people who use it only for their own benefit: if the child sexual abuse industry justifies it’s existence if there is demand for their services, then the demand needs to increase, even if it is the industry itself that has to increase such demand (through alarming campaigns and poorly done studies).
  80. In the future, we may look at our obsession over relationships between adults and minors in the same way that we look at our previous obsession over masturbation.
  81. The obsession with child sexual abuse has led to the hysteria of satanic ritual abuse in the United States and everyone knows what happened .
  82. It seems that, at least in the United States, the pedophile is as rejected as a serial killer or a terrorist.
  83. The problem of child sexual abuse can be used as a distraction , in order to turn people’s attention away from poverty, social inequality or even away from other types of child abuse, such as physical abuse, emotional abuse and neglect .
  84. The normal, sly guy can understand that he can also benefit from this moral panic: the mother who accuses her husband of abusing the children to win a custody battle and receive child support, the son who accuses his parents of sexual abuse for get rid of the family, the girl who accuses the teacher because she doesn’t like him or because said teacher does not correspond her feelings for him, it is very hard to lose this kind of case.
  85. The laws have gone too far and are endangering harmless people.
  86. We can’t fight what we don’t understand.

What I learned from “The ‘Participating Victim’ in the Study of Erotic Experiences Between Children and Adults.”

The ‘Participating Victim’ in the Study of Erotic Experiences Between Children and Adults: An Historical Analysis.” Was written by Agustín Malón. Below, what I learned by reading this text.

  1. In the twentieth century, there was an increase in scientific and lay interest in relationships between adults and minors.
  2. The focus of the text is the concept of ” participating victim” or ” voluntary victim”: the child or adolescent who, when found in an relationship with an adult, does not want the relationship to end.
  3. This classification can be explained in emotional and ideological terms, rooted in the rise of the victim paradigm.
  4. Relationships between adults and minors only became a problem in the last third of the twentieth century, with the child abuse paradigm.
  5. Before that time, the adult who was in a relationship with a minor was not seen as a monster or a demon, as is the case today.
  6. It is no longer investigated whether experience was harmful or not: it’s assumed to be harmful.
  7. This reality is only sustained by the indiscriminate labelling of all those minors as victims.
  8. Such relationships are now demonized in five levels: legal (it’s crime), moral (it’s immoral), personal (it’s unwanted), existential (it’s traumatic), and medical (it’s harmful).
  9. In order to explain any occurences of adult/child relationships that may de-authorize this disapproval, it is necessary to redefine the boy who desires such relationships, to construe his experience as unwanted (even if it was wanted), and to find negative effects.
  10. So the child, in theory, would never want that kind of relationship, which is always negative and traumatic.
  11. The author questions: how can scientific literature deny the existence of children who desire such relationships, are active participants and do not want a break-up?
  12. There is an implicit political goal in the child abuse paradigm: there are things we can not say about the minors involved and things we need to presume about all the minors involved.
  13. In other words, saying that the child would want a relationship with an adult could lead accusations of victim-blaming, even when the experience was voluntary and innocuous.
  14. Thus, in the seventies and eighties, literature that was opposed to the view of inherent harm was viewed with suspicion.
  15. The author of the text is concerned only with providing a historical account of the evolution of this rejection to relationships between adult and minor: he is not interested in discussing morality , consent or acceptability .
  16. The existence of positive relationships between adults and minors is not enough to make this kind of relationship acceptable.
  17. The authors studied by Malon have vaguely used the term “minor,” without saying what age this “minor” is, if a child or adolescent.
  18. Nevertheless, the term “minor” is often used in the literature to refer to subjects between nine and thirteen years of age.
  19. In works like those of Finkelhor, the age of the participants is often omitted.
  20. Before the 1980s, child sexuality was generally considered normal , even when the child or adolescent desired adults (which does not mean that such adventure was allowed by law).
  21. The fact is that the child’s willingness to participate in these relationships was taken into account back then.
  22. In the 1970s, there were very few studies in English on adult-to-minor sex, and the growing feminist wave attempted to fill that demand using victimology.
  23. The modern Western rejection of relationships between adults and minors would not be possible without feminism.
  24. Although there were several studies that challenged the vitimological view, they were ignored as a minority.
  25. Although the vitimological view was the “standard” view in the West, both its detractors and proponents were aware of children and adolescents who made the advance or consented to an advance.
  26. When the victim paradigm came into vogue in the West, the problem of the desiring child was ignored or seen as something of lesser importance.
  27. But before, scholars tried to find out why some children desired adults and why some did not.
  28. Incest became a reason for judicial intervention.
  29. The literature that most grounded such attitude change in relation to consensual relationships between adult and minor was the clinical literature, focused on incest, while the literature of more comprehensive focus gave a central role to the child’s view of experience .
  30. Child protection services are aware that some children make the invitation, consent, initiate, accept or even seduce others (that is, they try to “seduce”).
  31. The idea that the consent of the child is invalid appears for the first time in the twentieth century, in 1969 more specifically.
  32. In the thirties, Bender and Blau’s The Reaction of Children to Sexual Relations with Adults is released: sixteen children are interviewed and the tone of their narratives is strangely optimistic
  33. The children were emphatic in saying that their experiences were positive and guilt-free.
  34. They also had an active role in these relationships, not mere recipients of adult advancement.
  35. They could either deny the advance or encourage the adult.
  36. The child is not innocent.
  37. The interesting personality of these children may have helped to seduce the adult with whom they related.
  38. These relationships only stopped after discovered, not because they could not report, but because they did not want to stop.
  39. The disapproval of this type of relationship in the 1930s was moral, not medical: it was not feared that the girl could be traumatized, but feared that she would grow promiscuous.
  40. In the fifties, A Study of Girl Sex Victims is released: the authors tried to understand which aspects of the child’s personality predispose the girl to accept advancements from adults or to attempt seduction.
  41. This study examined seventy-three girls who, between the ages of four and sixteen, had intercourse with adults.
  42. Twenty-one were “casual victims”, that is, victims in the strict sense; forty-four were “participating victims”, that is, they wanted contact and did not feel victimized; eight could not be classified in either group.
  43. The victims participating in this study fall into two groups: those who are sexual by symptom (their sexuality is problematic because the family or the social context are problematic) and those who are sexual by personality .
  44. Is the latency period really a thing?
  45. The pre-adolescent is a sexual being, although we try to rationalize this tendency as a desire for affection.
  46. Although nothing can suppress child sexuality, its correct channeling is one of the tasks assigned to education .
  47. Because of this, we tend to treat deviations in child sexual conduct as problems of poor education.
  48. All children have impulse and sexual responsiveness , but not to the same degree.
  49. However, the fact that the child is sexual does not imply that the child can make a personal bacchanal out of his or her life.
  50. Adults can tolerate child sexuality, but seldom promote it or stimulate it.
  51. Child sexuality is normal, but it should not manifest itself in illicit ways.
  52. One of the factors that predisposes the girl to sexual initiation with others is the lack of love at home (which leads her to look for other adults from whom to receive attention) and a poor education, especially a deficient sex education (she learns in practice, which can be aided by the limited conception of guilt ).
  53. Another factor is the low self-control against particularly strong impulses.
  54. To some researchers, this is problematic, but there are those who disagree.
  55. For example, according to Kinsey, sexual initiation by an older person is beneficial to the boy, who learns about sexuality more easily and more quickly than if he had to discover them alone or with someone as inexperienced as himself.
  56. With the victim paradigm, girl sexual desire is seen as mere curiosity, search for affection or even as a bargaining tool to obtain material goods, since the girl, insofar as it is assumed that she is the victim of sexual crime, can only have a sexually passive role, being inadmissible to the victimology that a girl would want pleasure .
  57. If the child does indeed enjoy pleasure, it is still possible to rationalize that this pleasure has been “forced“, rather than spontaneous.
  58. Thus, the child who consents and says that the contact was pleasurable is still a victim of sexual crime.
  59. But some people make the distinction legal child victim and factual child victim.
  60. The child who understands that his or her parents could be held responsible for the child’s actions may seek to do illegal things to put the parents in trouble as a form of revenge.
  61. Another factor that can cause the child to seek illegal relationships is precisely the prohibition imposed on sexuality, a prohibition that incites curiosity and challenge .
  62. If you say to your child, “sex sucks, do not do it,” you may spark temptation.
  63. A child discovered in an illegal relationship with an adult may not learn the lesson and look for another adult.
  64. In such cases, admission that the act was “bad” is a false admission: the tyke will do it again at the first opportunity.
  65. Illegal relationships alone do not cause guilt in the child, who only begins to feel guilty with the social reaction to the act or upon learning the taboo.
  66. There are several reasons that take a child to not disclose what is happening or has happened.
  67. They may not disclose due to threat, bribe, desire to continue, love for the perpetrator, fear of parents’ reaction, among others.
  68. If you read a scientific article on child sexuality from the thirties or fifties, you feel as if the authors had permission insult to the children subjected to the study (calling them rebellious, disobedient, lascivious, among others things), something that would be unacceptable today.
  69. Nowadays, we accuse those papers, perhaps rightfully, to be blaming the victims.
  70. Another factor that predisposes the child to seek relationships is the need for alternative sources of affection.
  71. We generally don’t agree that children can exchange pleasure for affection.
  72. The girl may seek such affection for a number of reasons: parents may not love her enough, she may want to escape domestic stress, perhaps she wants to challenge her parents’ authority, prove to herself that she is “independent”, to be approved by someone…
  73. Some children show more interest in adults than in same-aged children, preferring adult companions.
  74. If the family is chaotic, the child will seek stability elsewhere.
  75. What does victimology do in face of the boy who flees from an abusive family, then seeks and finds the stability he needed away from home, with another adult?
  76. This is especially embarrassing in cases where the relationship continues even after the minor has become an adult himself, after the partner has served their sentence.
  77. The sample from the Bender and Blau study can not be generalized because the children were working class and misfits, meaning that the data collected does not apply to all children.
  78. There was a time when the victim status was not attributed by the nature of the act (whether sexual or not), but by the effect of the act (whether the person suffered or not).
  79. It is easier to absolve the girl than the boy, because one thinks that the girl only becomes sexual because of external factors, like an unfit family, but people often argue that “boys will be boys”.
  80. Thus, the sexual girl is seen as a victim of her family or society.
  81. Arguments that say that these experiences are bad because sex is bad (it is not), because the child is being precociously sexualized (children are sexual from birth ) or because these experiences are always traumatic ( demonstrably false ) are easy to debunk.
  82. The only valid argument against these experiences is informed consent: because this type of relationship is dangerous , anyone who engages in it should be aware of the implicit risks (the chil usually is not) and should be able to make a free decision about taking the risk or not (the child may have his or her freedom of decision limited by physical strength, intelligence or social position of the adult as a person of authority on whom the child’s well-being may depend).
  83. Because of this, victimology’s task is to prove that kids can’t consent.
  84. In the eighties, the book Sexually Victimized Children is released.
  85. The book assumes that in the field of victimology, the question of how to deal with children who consent and derive pleasure from experience is a “destructive concern.”
  86. This concern has been addressed by emphasizing cases of sexual abuse in the strict sense (where there is no consent, where the child suffers from the experience) and minimizing the importance of the child’s consent to the point of irrelevance .
  87. In the victim paradigm, the girl is necessarily a recipient, and no responsibility is to be attributed to her.
  88. As all subjects that can challenge the victim’s paradigm ( children and adolescents ) are absorbed by such a paradigm (through classification as “victims”), such a paradigm becomes indisputable .
  89. “Protecting” the girl from sexuality may harm her.
  90. Experiences between two minors should not be seen as abusive, provided they are consensual .
  91. Consent is what matters.
  92. The problem is that, while it is said that consent is what matters, it is also said that the minor’s consent is invalid in experiences with adults.
  93. But what if the minor starts the contact?
  94. For Finkelhor , early sexual experience can turn the child into a homosexual .
  95. The desire to repeat the experience becomes a “risk factor.”
  96. Finkelhor and the feminists admit that there are children who want these experiences and there are still people who point that out (Arreola et al, 2008; Arreola et al, 2009; Bauserman & Rind, 1997; Carballo-Diéguez et al, 2011; Condy et al, 1987; Dolezal et al, 2014; Kilpatrick, 1987; Lahtinen et al, 2018; Leahy, 1996; Mulya, 2018; Rind, 2001; Rind, 2016; Rind & Tromovitch, 1997; Rind & Welter, 2013; Rind & Welter, 2016; Rind et al, 1998; Sandfort, 1984; Sandfort, 1987; Tindall, 1978; Ulrich et al, 2005-2006; Wet et al, 2018).
  97. This is problematic, because admitting the minor’s desire is an attack on one of the foundations of victimology: that the victim never takes any responsibility for the “abuse” suffered.
  98. If child sexuality is part of the child, attacking child sexuality is an attack on the child’s dignity .
  99. Reconciling child sexuality with the victim paradigm is done through the association between sexualization and trauma: if the child has a sexual encounter with another child, then it’s tolerable; if the contact is between child and adult, then it must be traumatic.
  100. Traumatic in the sense of directing child sexuality in a “problematic” direction.
  101. In this way, the act would be traumatic, perhaps more profoundly traumatic, if the child is a voluntary participant and if the experience is pleasurable: the child acquires access to forms sexual expression that are not age-appropriate (like a “moral trauma”).
  102. Aiming to repeat the experience, the child then looks for other children, introducing them to such practices as well.
  103. So it is not that child sexuality is a problem for victimology, but such sexuality must stay within the boundaries of age-appropriate; deviating from that is a symptom os “moral trauma”.
  104. Such deviation can also lead the boy to question if he is gay or not.
  105. With the construction of pleasant experiences as morally traumatic, sexual initiation by an older person is no longer a moral issue, but a public health issue.
  106. For Finkelhor, a child would never become interested in an adult unless the child is influenced by the environment.
  107. In this way, the victim paradigm supports the view that a sexually precocious child is such because of adult influence.
  108. The victim paradigm works with the inherent damage hypothesis (all experiences between adult and minor must be traumatic), but, at the same time, it admits that such hypothesis lacks empirical proof!
  109. Despite this, they construct their reasoning upon the intrinsic harm hypothesis, going onto identifying traumatogenic factors.
  110. The fear felt by victimologists is that children and adolescents could have their worldview altered or be impaired in their self-concept .
  111. What if the child, because of this experience, starts to see the world in a different way?
  112. If there are no traumatic elements in the experience, can it still be considered traumatic?
  113. Finkelhor never answers that question.
  114. On the other hand, external factors reduce the importance of traumatogenic factors: if you have a family that supports you, for example, you will recover more easily from abuse, than if you had parents who don’t care about your suffering.
  115. This point, though mentioned by the victim paradigm, is not discussed in all its depth: victimology makes no mention of what factors could mitigate traumatic sexualization ( the adoption of adult sexual behavior ).
  116. For victimology, child sexuality has no influence on the continuation of the relationship (implying that a child who had a sexual contact would be always unwilling to repeat it).
  117. The child who takes the lead in libidinous acts only has his agency recognized if the other participant is a same age peer.
  118. The “children who molest” phenomenon is only recognized as such if the victim is another minor.
  119. Taken to it’s last consenquences, such argument implies that, when a minor rapes a woman, the woman is to blame (or, at least, someone else who “corrupted” the tyke, but never the minor himself).
  120. This is because, according to victimology, a normal boy would never want anything to do with sex, when it comes to adults.
  121. If he enters into a relationship with an adult, he never enters or stay by his will, says victimology.
  122. The legitimate desire of the boy is then construed as the result of something that has gone wrong, a type of “brainwashing”, which means that the boy is never responsible for any sexual involvement with an adult: it’s never his fault, according to victimology.
  123. Thus, since teleiophilia is excluded from child sexuality in an axiomatic way, it does not make sense to ask why the child or adolescent would want such contact, why he initiated, why he would he want to maintain such relationship, none of that matters.
  124. Thus, for victimology, to say that the minor “consented” or “advanced” is the same as blaming the ” victim .”
  125. It is important, for victimology, that the child or adolescent has been threatened or intimidated, in order to validate itself as a paradigm.
  126. It follows that vitimology can only admit two hypotheses:
    1. The child or adolescent was forced.
    2. The child or teenager had his or her consent purchased by bribery or threat.
  127. Victimology takes this as reality, and its mission is to make the population “identify” this reality.
  128. Thus, because it is assumed that the child or adolescent will resist, the question ceases to be “what leads the child to initiate or accept a libidinous act?” to become “how the child’s resistance was violated?”.
  129. This is a reflection of the reluctance to attribute responsibility to the minor: to say that the minor can consent, although not directly attribution of responsibility, can be seen as such, which is contrary to the spirit of the times .
  130. Thus, the friendship between child and adult, when it takes a sexual aspect, becomes grooming: sexual friendship is never legitimate, but always a trap.
  131. The fact that a child would want to repeat the experience is not explained, unless one takes the assertion “if it was repeated, the repetition had to be forced” as an explanation.
  132. Okay, and why do some repeat the experience with other people, even after the first partner was arrested and jailed?
  133. Strangely, vithmology admits child sexual agency only in cases where the child is a boy: victimology even admits that boys may be less affected by such experiences .
  134. That is why studies on child sexual abuse generally have an overrepresentation of girls in a given sample: if we make a distinction between boys and girls in data analysis, the universal aspect of the trauma will be more easily questioned, and it will be easier to point out that positive experiences happen.
  135. That impairs the study of positive experiences that, because they were positive, were repeated instead of reported.
  136. In the West, the child was seen as a potential enemy of the state: all education was explicitly intended to instill the social values ​​in a child’s mind so that the social order would not be challenged (see note 111).
  137. Now the child is seen as the savior of the state: all education has the veiled aim of instilling prevailing social values ​​in the child’s mind, so that the social order is maintained (see note 111).
  138. Our society says that the girl should exercise critical thinking, but also that she should not exercise critical thinking in every matter!
  139. There’s a need that the child’s concept of abuse mirrors society’s concept of abuse.
  140. For victimology, a society that thinks that relationships between adult and minor are not always abusive is a society that is insensitive to the suffering of the child.
  141. That means that a victimological society immunizes itself against change: seeing things differently equals “being insensitive”, which automatically casts a bad light upon the dissident and encourages self-censorship (in media, research, art, news, everything).
  142. Observe how society is always accused of being a facilitator of child sexual abuse, even when it does everything right, within it’s capacities.
  143. The two employers of such rhetoric are child protection organizations and feminism .
  144. Both sources influenced Finkelhor.
  145. For victimology, a child who does not report what occurred must be motivated by fear and bribery.
  146. That is: silence becomes a sign of violence, not reporting is a sign of violence.
  147. It is assumed that nonviolent relationships are statistically unlikely .
  148. A child who says “I did not suffer from what happened” or “I liked what happened” is not believed.
  149. The desire for affection, attention and approval becomes a “risk factor”; the affection-starved child is a child at risk.
  150. Thus, the desire to participate in the relationship is converted into an inability to resist the relationship, due to the affection implied or promised.
  151. The emphasis on the libidinous act as object of study distracts the researcher from other factors that could explain any negative symptoms presented by the child: an unstable family can be just as harmful or even more.
  152. Researchers would rather study the libidinous act isolated from it’s circumstances , since such circumstances , if studied, could jeopardize the dominant narrative (sexual contact between adult and child is always bad, always profoundly traumatic and is equally bad for boys and girls).
  153. Most of the explanations given by victimology are hypothetical .
  154. If the victim is the passive part, then, for victimology, all guilt must necessarily fall upon the active part.
  155. Finkelhor says that all research points to the fact that the child or adolescent never initiates sexual contact with an adult, but that’s not true.
  156. The problem is that victimology does not know what to do with minor’s willingness to participate.
  157. This creates another problem: secondary victimization.
  158. Secondary victimization is the harm that arises not from experience itself, but from the reaction of others to experience: imagine if your relationship is desired and you want to maintain it, but you have the bond suddenly destroyed by the legal system, the mental health system, and the social rejection.
  159. Researching this implies recognizing that intervention must not always take place.
  160. If the process begins, the boy who says that the libidinous act was not violent will have his testimony ignored.
  161. If the boy insists that the contact was not violent, he will be stigmatized .
  162. Victimology does not want to save the child only in physical or psychological sense, but also in a moral.
  163. This causes collateral damage.
  164. Victimology has an ideal of childhood that may not apply to concrete children.
  165. If the child has sexuality, a purely ideological denial of his or her interpretation of a particular experience may be psychologically traumatic, especially when such denial employs the legal and therapeutic apparatus.
  166. Showing only negative cases is essential for maintaining this paradigm.
  167. This is because non-violent contacts, seen as exceptional, may be numerous enough to invalidate the paradigm (they could be the norm, rather than the exception).
  168. Classical studies that show the existence of children and adolescents who feel, desire and seek for libidinosity have been forgotten and are seen as outrageous today.
  169. The criticisms delivered on such studies, however, are often based on a forced interpretation of what is being said in the text.
  170. This forced interpretation is enforced by the child abuse paradigm, according to which no child or adolescent would ever desire an adult.
  171. Victimology keeps the business of mental health.
  172. Sexual victimology is the elevation of victimhood to the degree of convincing pseudoscience, so that studies sharing victimology’s view receive funding for scientific development.
  173. Because it is popular, victimology can not be contradicted with impunity and studies that contradict it have to be independently funded.
  174. Victimology funds campaigns against researchers who contradict it.
  175. In a world where babies masturbate or even have orgasms still inside the mother’s womb, there are still people who say that it is impossible to orgasm before puberty.
  176. Victimology may be more interested in condemning the adult than acting according to the minor’s best interest.
  177. Challenging this paradigm can cost you your career.
  178. Relationships between adults and minors have become a public problem, not a private occurrence that can be resolved by listening to both parties.
  179. Consent and innocuousness are the only parameters by which we can judge any sexual relationship, so to keep relationships between adults and minors forbidden, it is necessary to invalidate the consent of the minor or to show that such contacts are harmful as a rule.
  180. Society has recognized child sexuality as something that exists, while denying such sexuality any mutual expression.
  181. In the case of relationships between adult and minor, this is possible through the application of feminist power rhetoric on the problem of child sexual abuse.
  182. As this is done in the field of social sciences, which claim to be the moral compass of the whole society, this view is easily imposed as scientifically correct (from the point of view of social sciences).
  183. This is a sign that social sciences no longer see the world as it really is, but are rather invested in shaping the world in the way they see fit.
  184. This makes their “absolute” findings questionable.
  185. When the American Congress condemned the study A Meta-Analytic Examination of Assumed Properties of Child Sexual Abuse Using College Samples, congressists demanded that science stopped studying positive relationships between adults and children.
  186. But this undermines the scientific understanding of the phenomena of these relationships in general.
  187. The author is not in favor of legalizing these relationships because there are several things to take into consideration before changing the age of consent.
  188. By acting according to victimology, society does not know exactly what it is doing.

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16 de março de 2019

What I learned by reading “Understanding and Transforming Teaching”.

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Understanding and Transforming Teaching” was written by J. Gimeno Sacristán and A. I Pérez Gomez. Below, what I learned by reading this text.

  1. The school curriculum reflects the relationship between society and education as well as the relationship between theory and practice.
  2. The curriculum changes as society changes its essential knowledge standards.
  3. The curriculum also implies the elucidation of the resources we use when teaching, which also change with time.
  4. The school curriculum is not static; it changes as society changes.
  5. The curriculum is a historically conditioned project, its content is selected by the dominant social forces.
  6. The curriculum has both a theoretical and a practical side.
  7. The curriculum conditions the teacher’s training.
  8. Schooling is a social construct.
  9. Modern schooling dates from the industrial revolution: school was not always like this, school does not have to be this way.
  10. What guides the composition of the curriculum is our social expectation for the next generation.
  11. “Curriculum content” is a concept that is subject to interpretation.
  12. So there is no consensus on what goes in and what comes out of the school curriculum.
  13. “Content” is also a social construct.
  14. The content of the curriculum changes over time.
  15. In the end, the content ends up reflecting the values ​​of the school in a cultural context.
  16. Because the curriculum responds to social demand, it is not possible to guide it with a specific philosophy or psychology or anything like this: the “essential things to be taught” are not easy to choose, it must take societal expectation into consideration.
  17. “Content”, in the strict sense, is an academic summary (the Canudos war, for example) organized within a school discipline (history of Brazil).
  18. It is important to remember that the content taught may not match the content learned.
  19. Knowledge alone doesn’t build character: students need to have attitude, values, discipline and critical thinking.
  20. This is done by learning the consequences of our actions.
  21. In a broad sense, “content” is all that occupies school time, whether as part of the official curriculum or not (” hidden curriculum”).
  22. In a broad sense, “content” is everything that occupies school time, whether as part of the official curriculum or not (” hidden curriculum”).
  23. Teaching critical thinking is not like teaching math.
  24. How to teach independence?
  25. The child should learn to behave autonomously .
  26. The adolescent should be aware of local beliefs and choose the one he or she thinks best for his / her personal development.
  27. Because of the demand for critical and civic subjects, the school content can not be academicist, a “knowledge for sake of knowledge”, but a knowledge that builds the person and that can be used by the student in his daily life.
  28. If teaching is a science, then it’s object of study is the student’s mind, but how do you measure a mind?
  29. Training students for the labor market alone is mediocre and insufficient.
  30. The availability of content outside of school also raises the need to review what is relevant as school content.
  31. The hidden curriculum is also socially conditioned.
  32. School content changes slower than society.
  33. Revolutionary educational discourse is omnipresent, but the practice of teaching and organizing content the same way we did in the last century is also omnipresent.
  34. Academic formation and human formation have the same importance in the formation of the complete individual: abolishing or underestimating academic formation in the name of the humanities is a dismantling of teaching, as much as abolishing humanities to build pure workforce.
  35. Curriculum content selection criteria are generally not technical, nor scientific.
  36. This is because the curriculum must respond to social cultural demand.
  37. So if society is the source of the curriculum, it is clear that curriculum content can not be determined scientifically, as if it were possible to create a definitive curriculum, which would imply a society that does not change.
  38. The proposal of the school is to form an individual through the curriculum, so the function of the school is to form the individual that society wants.
  39. What kind of person does our society need?
  40. History is relative and times change.
  41. When values ​​change, the curriculum changes.
  42. Better to have the means to find and judge an answer than to memorize answers.
  43. The education of the dominant groups, the more intellectual education, is given in high school for a reason: the poor do not always enter high school.
  44. The creation of the curriculum panders to social pressures indirectly, through the suggestions of the government, entrepreneurs, parents, specialists and writers of didactic material.
  45. Although the school eventually reproduces the hegemonic culture, there are spaces of autonomy that teachers and staff can use to question such culture.
  46. The traditional curriculum wants to naturalize events, while the critical curriculum wants the student to judge what he considers to be natural.
  47. No school curriculum is impassive of change.
  48. Revolutionizing teaching is not something that should be done by ignoring what the established culture thinks, just for the pleasure of starting from scratch.
  49. Social movements, by changing values, operate changes in the curriculum.
  50. “Education for all” is not merely a humanistic ideal but also a labor market requirement: the student must learn general skills in school so that he can choose what to specialize next.
  51. This ideal is also a consequence of the demand for quality workforce.
  52. This makes the positive sciences overrated, compared to humanities.
  53. Reformists call this “rational education,” not that it makes a complete education.
  54. Because positive sciences are overrated, some people think it’s a good idea to remove humanities from school curriculum completely.
  55. In times of economic crisis or recession in the labor market, people use the circumstances to try and push for the removal of humanities.
  56. This is where neoconservatives find a loophole to interfere with education.
  57. Neoconservative critiques of the school have the interests of production as their starting point: for them, what matters is to create an employee, not a citizen.
  58. If things go that way, the most valued disciplines will be those that prepare for the jobs that pay the most.
  59. And that is why we study a lot of Portuguese language and mathematics.
  60. The cultural source of the curriculum is divided into three elements: what is worth conserving from our culture, the needs of the present time and what kind of society we want to create.
  61. Although early childhood education comes before primary education, it is not a requirement for primary education, since early childhood education was conceived after elementary, which has historically been the foundation of all other levels.
  62. Early childhood education responds to a family demand: the working woman has to leave her children somewhere, so why not in a place where the tyke can study?
  63. Although primary schooling is regarded as the basis of others, it was not the first to emerge: the first level of institutional education to emerge was the superior.
  64. The university influence in the school is omnipresent: even the lessons in elementary look like college lessons.
  65. There is no scientific method for building a school curriculum.
  66. This is because the curriculum is not a pedagogy, it is not a teaching method (there are scientific methods of teaching content), but a list of what to teach, which needs to respond to society’s demand.
  67. Teaching is more a question of general principles than of static methods.
  68. The ages of compulsory education vary from country to country.
  69. If education is compulsory, for example, from six to seventeen, we may sometimes force a gifted student to remain at a mediocre level because that is the level “appropriate” to his age.
  70. All countries should have public education, since education is the right of all.
  71. Education has homogenizing properties: if everyone has the same education, the most serious conflicts that could occur in a country are most easily avoided because citizens share a common set of beliefs and values.
  72. Thus, public education is also a way of exercising power over citizens, a soft power, but still a power.
  73. Public education makes the family less necessary.
  74. Moreover, without public education, quality workforce becomes harder to find.
  75. As the demand for quality workforce is high, not having qualification means having no job and having no qualified workforce in a territory means less private investment in that territory.
  76. Moreover, without public education, where would children stay when parents are working?
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