Analecto

16 de agosto de 2017

Anotações sobre temor e tremor.

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  1. Coerência é um comportamento incomum. Muitos não fazem o que dizem que outros deveriam fazer. Muitos fazem o que reprovam nos outros. A regra é ser hipócrita, ser coerente é exceção.

  2. Um filósofo pode convidar outros a duvidar com ele, mas jamais pode forçá-los a isso.

  3. O que deu certo comigo pode não dar certo contigo.

  4. O autor deste livro não é filósofo.

  5. Os sistemas filosóficos existentes estão incompletos.

  6. Os escritores mais relevantes muitas vezes são os que vendem menos cópias.

  7. Sistemas filosóficos são um excesso, diz o autor.

  8. Para afastar alguém, perca o atrativo.

  9. Pessoas célebres ainda são seres humanos.

  10. Vencer uma luta sem recorrer aos meios que outros usaram, os meios óbvios, é digno de respeito. Abraão não era erudito, não era forte, não era atlético. E, no entanto, Abraão é Abraão.

  11. Ter fé e ser otimista retarda o envelhecimento.

  12. Já imaginou se Abraão tivesse recusado a ordem divina? Talvez tivesse acontecido a mesma coisa que poderia ter acontecido se Isaac não tivesse se casado com Rebeca (que tinha dez anos).

  13. Em matérias religiosas, a fé tem valor maior do que a razão. Depende de em que você tem fé, contudo….

  14. A marca da juventude é o desejo. Quem deseja, se move. Quem se conforma, para. Parado se envelhece mais.

  15. Moisés não entrou na terra prometida, diz o autor, porque ele não acreditou que Deus iria realmente fazer água jorrar da pedra (Números 20:10-13). Eu tenho minhas dúvidas.

  16. Como a vida de Isaque valia pra Abraão mais que sua própria vida, Deus não pediu um suicídio da parte de Abraão. Um verdadeiro teste de fé requeria sacrificar o que havia de mais importante. No entanto, se Abraão tivesse se matado por ordem divina, seu impacto talvez fosse o mesmo.

  17. Abraão respondeu positivamente ao destino do qual qualquer outro fugiria.

  18. Até quem não era judeu respeitava a fama de Abraão.

  19. Quem mais trabalha não necessariamente é o que garante sua comida. Tem gente que come sem trabalhar. Então, se alguém te diz que você só pode comer se trabalhar, deveria acrescentar: “ao menos de forma lícita”.

  20. Nobreza não salva ninguém.

  21. Saber uma história não implica envolvimento emocional. Eu posso ser indiferente aos personagens dela.

  22. Inteligência se obtém na prática.

  23. O que tornou Abraão tão venerável, diz o autor, foi a angústia que ele sentiu ao escolher entre Deus e seu filho. Essa angústia está implícita no texto, para o autor. Não é uma questão de sacrificar o melhor, mas de sofrer com isso por amor a Deus.

  24. Embora Abraão seja um exemplo de fé, não vamos sair por aí matando os próprios filhos. Há outras formas de demonstrar fé, especialmente se Deus não fala diretamente com você, como o fez com Abraão. No entanto, alguém que ouve esse relato pode querer fazer um sacrifício a Deus, e de boa vontade e bom coração. Daí, ele resolve sacrificar o que há de mais importante. Já pensou se for seu filho? Por isso que ler a Bíblia Sagrada requer bom senso.

  25. Nem tudo na vida sucede como na pregação pastoral.

  26. O que passa na cabeça do fanático: “Se Abraão tentou matar o próprio filho, por que eu não posso?” É como se ele questionasse se atos santos só o são se praticados por certas pessoas e ele tem razão em pensar dessa forma. O problema é ele tentar imitar a aparência do ato, não sua motivação. O que moveu Abraão a fazer o que fez foi sua fé. Não é pra imitar o ato exterior (o sacrifício), mas o interior (a fé). Cultivando esses valores e mantendo-os como motivação, nossas ações serão todas santas (Tito 1:5). Assim, se você tem um valor que lhe motiva, esse valor não precisa se manifestar de forma socialmente inaceitável, a menos que Deus assim ordene.

  27. Pra que lembrar do que não pode acontecer de novo? Ora, pra enriquecimento moral.

  28. Abraão era santo ou homicida? Essa é a pergunta do autor.

  29. Um raciocínio deve sempre ser levado às últimas consequências.

  30. Para o autor, algumas reflexões não devem ser comunicadas. Supondo que ele conclua que Abraão era assassino, ele não diria aos outros que pensa dessa forma pra não fazer tropeçar. Além do mais, isso seria fonte de conflito pro pensador crente, pois a fé diz “santo”, ao passo que a razão diz “homicida”. No entanto, o raciocínio deve ser levado às últimas consequências não importa o quê. Se o raciocínio concluir dessa forma, seja.

  31. Se eu não teria coragem de imitar a fé de Abraão, eu não seria hipócrita por invocar seu exemplo? Falo que os outros devem ter a fé de um cara que eu não posso imitar. Como eu posso exortar alguém a imitar alguém que eu não consigo imitar ou, por vezes, nem quero imitar? Falo isso porque tem gente que não está interessado em imitar bons exemplos bíblicos e, no entanto, diz que os outros devem fazê-lo (é o caso de muito pastor por aí).

  32. Parece que o autor concluirá que a fé justifica o ato. Isso é perigoso….

  33. Faz sentido que o autor fale tanto da fé de Abraão, sendo ele protestante. Católicos preferem enfatizar a caridade cristã, isto é, o exemplo de Jesus. Ortodoxos…. Bom, não sei nada deles.

  34. Se todos fizessem o que Abraão fez, seu exemplo seria perdido na banalização. Ele deixaria de ser o que é se todos o imitassem. Donde decorre que a fé de Abraão deve ser imitada, mas sua aparência (o sacrifício do próprio filho) não deve, ou Abraão perderia sua relevância. É um “exemplo a não ser seguido”. Estranho.

  35. Não podemos imitar o sacrifício do filho sem antes imitar a fé. Querer matar o filho sem ter obtido o grau de fé que Abraão tinha não justifica o ato, diz o autor. Concentre-se na fé primeiro, depois Deus pode até falar com você e lhe propor uma prova. Enquanto ele não faz isso, solte a faca.

  36. Depois de imitar a fé, é preciso imitar o amor que Abraão tinha por Isaque.

  37. O autor endorsa falar do teste de Abraão como algo horrível e angustiante, pra que os outros percam a vontade de usar a fé pra sustentar o assassinato do filho.

  38. Falar da prova de Abraão antes de falar de sua fé e do seu amor pode colocar em risco o desejo do fiel de continuar crendo.

  39. Se alguém quiser acompanhar o exemplo de Abraão e matar o próprio filho, o autor diz que se deve desencorajar esse crente. Conduta estranha pra um protestante.

  40. Hegel é tão obscuro que até filósofos e críticos de filosofia não o compreendem. Só quem pode compreender Hegel é ele próprio e Deus. Isso, claro, na suposição de que Hegel tinha intenção de ser entendido e não estava pregando uma peça em todo o mundo. Já pensou se Hegel ressuscita e vai até uma faculdade de filosofia e vê o sofrimento dos alunos a ponto de confessar “gente, eu tava brincando!”?

  41. A filosofia não pode supor que um problema é sem importância. Todos os problemas filosóficos são importantes, mesmo que não igualmente. Se algo não tem importância, não se faz filosofia disso. Se é feita filosofia de algo, é porque esse algo tem importância.

  42. A fé dá coragem. Olha esses caras que se jogam em aviões contra prédios.

  43. Quanto mais cedo começa o sofrimento, mais cedo ele acaba. Por causa disso, começar logo o sofrimento pode ser uma prova de ansiedade. “Quanto mais cedo eu começar, mais cedo termino com isso.” A pessoa está sofrendo com a espera, talvez mais do que com o próprio ato. Está com medo.

  44. Abraão não pensou, só fez.

  45. Amar Deus sem fé é o fenômeno descrito por Feuerbach (o humano amando a si), que Kierkegaard também mostra com fatual, mas não como única expressão religiosa.

  46. É estranho que até religiosos queiram ir além da fé.

  47. Ação piedosa independe de classe social.

  48. O homem realmente crente, de fé sincera, não parece especial por fora. Ele parece tão humano como qualquer outro.

  49. O homem realmente crente participa do mundo sendo indiferente a ele. Age como uma pessoa normal, mediana.

  50. Ele não tem apego aos bens materiais. Ter ou não ter, tanto faz.

  51. É tranquilo, observa.

  52. Não se sente tentado pelos prazeres mundanos, não se sente pressionado pelos cuidados mundanos.

  53. Quando o homem religioso cessa a atividade religiosa, tem dificuldade em voltar aos afazeres mundanos.

  54. O homem religioso não vê progresso em deixar a religião.

  55. O homem religioso não gosta do que era antes.

  56. Nem tudo é possível. Dizer que tudo é possível é algo pueril…. Ou simplesmente idiota.

  57. Tente ser independente, mesmo quando ama.

  58. Resignação é parte da autossuficiência. Se você abdicar do que não pode conseguir sozinho, não precisará de ninguém.

  59. A cultura é o caminho através do qual uma pessoa conhece a si própria. Assim, conhecer a produção intelectual anterior ajuda na produção do próprio conhecimento, inclusive do autoconhecimento. Rejeitar a produção anterior é desperdício.

  60. Tudo é possível pra Deus. Isso normalmente implica consciência de que nem tudo é possível ao ser humano.

  61. Não é possível, diz o autor, ter fé sem se resignar primeiro.

  62. A fé é coisa de quem a compreende. Acreditar sem compreender é convicção, não fé, diz o autor.

  63. Se não é possível ter fé sem se resignar e a resignação é uma conclusão filosófica, não é possível ter fé verdadeira sem ser filósofo. No entanto, o autor nega ser filósofo. Estranho também.

  64. As pessoas podem “perder a fé” no momento da resignação. Para o autor, essas pessoas nunca tiveram fé em primeiro lugar, porque a fé só pode ser obtida depois da resignação. “Nem tudo está ao meu alcance. Para aquilo que não posso alcançar, deixarei que Deus decida o melhor.” Isso é resignação, admitir que nem tudo te é possível e deixar que Deus decida se o que não te é possível deve ou não te ser dado.

  65. Quem quer ter fé sem se resignar é covarde, mole ou não quer tanto assim, diz o autor.

  66. Renunciar a tudo em nome da fé é ganhar tudo de volta e muito mais, diz o autor. Isso parece guardar relação com os preceitos morais contidos em Mateus 6:33 e em Mateus 19:29.

  67. Quando o autor diz que não é possível renunciar a fé sem contradição, parece querer dizer que aqueles que deixam a fé o fazem por terem fé fraca e não porque a fé está errada.

  68. Por que algumas pessoas têm vergonha de sua fé?

  69. A fé começa onde a razão acaba.

  70. Cada indivíduo é próprio. Não seja obcecado em ser como os outros. Abdicar da sua individualidade em favor do geral é besteira.

  71. Sociedades não-cristãs não necessariamente são inferiores.

  72. Atos feitos na fé são incompreensíveis aos que não a tem. Explicar não clarificará as coisas.

  73. Porque Abraão fez o que fez? Porque Deus mandou.

  74. Para o autor, o dever é a manifestação da vontade divina.

  75. Abraão sacrifica o finito em nome do infinito.

  76. Tem gente que esquece o próprio sofrimento de tanto pensar no sofrimento dos outros. É meu caso.

  77. Já pensou se Abraão não tivesse realmente ouvido Deus e só estivesse esquizofrênico?

  78. Quando algo não é evidentemente errado nem evidentemente certo, só se pode julgá-lo por suas consequências.

  79. Se uma pessoa só faz uma coisa se o resultado dela for imediato, ela fará pouca coisa ou nada. Não devemos nos intimidar com a distância entre nosso ponto inicial e o ponto de chegada. Aliás, se vale a pena lutar por algo, não importa se é possível ou não. Lute somente. Pode até demorar demais, mas não vamos chegar a lugar nenhum pensando se vale a pena perseguir um objetivo tão distante.

  80. As pessoas, quando lembram da história de Abraão, geralmente não pensam na angústia que Abraão deve ter sentido ao saber que tinha que sacrificar Isaac.

  81. Ao relevar um ato heroico ou de grande importância, é preciso pensar nos sentimentos humanos que estão por trás do ato. O que o agente sentia quando fez o que fez? Se você tirar a humanidade, isto é, os sentimentos desses atos, eles deixam de ser grandes. São só histórias.

  82. A história de Abraão é a suspensão da moral normal por um objetivo divino. A ordem de Deus tem mais valor do que as máximas terrenas.

  83. Quando Deus me dá um dever, eu tenho um dever para com ele. Se ele me dá o dever de amar ao próximo, o faço por dever para com Deus. No entanto, Deus me deu um dever para com o próximo, então, por uma certa ótica, não é um dever para com Deus, mas para com o próximo, porque não interajo diretamente com Deus e nem ele ganha qualquer coisa com isso.

  84. A doutrina cristã é difícil de ser seguida em alguns pontos cruciais, como o abandono de tudo pelo amor a Deus. Mesmo nos Evangelhos, que enfatizam o amor, tem coisas que muitas pessoas, mesmo tendo muito amor, não estão dispostas a fazer (Mateus 19:21-22 / Lucas 10:27-37 / Lucas 14:26).

  85. Eu tenho que amar o próximo, diz 1 João 3:23, mas como posso, se eu tenho que odiar qualquer um que não é Cristo, conforme algumas traduções de Lucas 14:26? Por isso a tradução moderna de Lucas 14:26 é “quem ama […] mais que a mim”. Não é que eu tenha que odiar todo o mundo, claro que não! Mas eu devo amar Jesus mais do que aos outros e Deus acima de tudo. Assim, é proibido ao cristão odiar qualquer pessoa. Por isso não é possível um estado cristão; cairia ao primeiro sinal de guerra. Qualquer cristão que professe seu ódio, especialmente na política, é hipócrita.

  86. A igreja é um estado dentro de outro.

  87. O ódio ao mundo em nome de Cristo é perigoso ao estado. Imagine se você conhecesse um cara que segue só os quatro Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Sabe o que ele seria, em termos de ideologia política? Anarco-comunista. Não tem coisa mais ofensiva ao estado estabelecido do que a ideologia cristã pura. Claro, ele tem Jeová como Deus e Jesus como rei, mas nenhuma autoridade terrena é superior a deles. Ideais de castidade, por exemplo, de desapego aos bens materiais, de pacifismo, comunhão de bens e partilha de recursos a cada um segundo sua necessidade (Atos 2:42-45), todas essas coisas, se praticadas em larga escala, arruinam o estado.

  88. O crente de verdade é visto como mentalmente perturbado. Se alguém diz ter fé, mas não adota um comportamento peculiar pro mundano, talvez não tenha tanta fé assim.

  89. Mas como saber se o indivíduo está realmente lunático ou está agindo por ordem de Deus? Ninguém sabe! Só quem pode responder isso é a própria pessoa e, ironicamente, ela não saberá se estiver realmente lunática.

  90. As lágrimas comovem.

  91. Está escrito: o que Deus uniu, não o separe o homem (Mateus 19:6). Mas isso não exclui a possibilidade de Deus intervir pra separar. Não que eu pense que ele tenha boas razões pra isso. Parece estranho Deus intervir negativamente no casamento de alguém.

  92. O noivo calado não está gostando de casar.

  93. Nenhuma mulher é perfeita.

  94. Se todos agissem como quer a filosofia, o mundo seria uma comédia, diz o autor.

  95. Na época do autor, a dúvida sobre a imortalidade da alma estava “espalhada”. Imagine se ele vivesse hoje.

  96. Pouca gente tem a paixão necessária pra refletir criticamente e imparcialmente sobre a imortalidade da alma. Claro que isso só é possível por um viés cristão, mas nem no cristianismo essa crença é total.

  97. As pessoas riem umas das outras, mas, no final das contas, estão todos rindo de si mesmos….

  98. Ridículo alguém dizer que obteve a suprema sabedoria aos vinte anos. Nem Jesus começou seu ministério antes dos trinta.

  99. Os mais cultos são os que menos assumem o erro.

  100. Qual o sentido de assistir uma comédia cujo tema ocorre à nossa frente o tempo todo?

  101. Ter azar no amor por ter tentado é uma coisa. Ter azar no amor por destino é outra totalmente diferente. Imagine nascer com uma sexualidade gravemente condenável pela sua sociedade.

  102. É duro não obter aquele a quem nos podemos entregar, mas é indizivelmente duro não nos podermos entregar.”

  103. Qual é a função social de um poeta sem talento?

  104. Não existe gênio normal. Ser genial já é anormal.

  105. Professores universitários não necessariamente pensam. Por exemplo, meus professores de filosofia eram todos doutores, treinados em um autor específico. Assim, eles acabam devotando sua vida a repetir o pensamento desses autores em maior ou menor grau, em vez de desenvolver o próprio. Isso não quer dizer que eles não pensam, mas, como trabalham principalmente com a memória, podem até dar aulas de espírito ausente.

  106. Quando aparece um grande “sábio” de uma época, as pessoas tendem a não divergir muito dele. Assim, não se contestam verdades basilares postas em voga por grandes mentes de um tempo. Isso se chama “paradigma intelectual”, que muda conforme o nível tecnológico da campanha. Antigamente, ninguém duvidava do Aristóteles. Por muito tempo, se acreditou que Aristóteles sabia tudo o que se podia saber. Se pensava que divergir de Aristóteles era, necessariamente, errar. Depois, veio Tomás de Aquino, que, na verdade, repaginou Aristóteles. Depois, tivemos Bacon, então Descartes, então Kant, depois Hegel. Agora é a Globo. Amanhã pode ser Newgon.

  107. Subjetividade e realidade são coisas diferentes. Eu não preciso manifestar o que sinto.

  108. Considerando tudo isso, o autor não consegue entender Abraão. Só pra lembrar que esse livro é sobre ele.

  109. Abraão não falou nada a Isaac, Eliezer, nem a ninguém, porque ninguém entenderia se ele falasse. Se você tem que fazer algo que ninguém vai entender se você explicar, não explique. Só faça.

  110. Melhor lutar contra o mundo inteiro do que contra si mesmo.

  111. A moral pode ser uma tentação também. Às vezes, a coisa certa a ser feita é imoral.

  112. Para o autor, a humanidade de seu tempo já havia chegado ao ápice. Ele concluiu que tentar progredir mais, “imaginando” que havia mais para descobrir, era perda de tempo e engano de si mesmo. Já pensou se lhe tivessem dado ouvidos?

  113. Humanidade se aprende sozinho. Humanidade, para o autor, é a paixão. Não é possível ensinar a amar.

  114. Fé também é paixão. Não é possível ensinar a ter fé.

  115. Toda a brincadeira tem um nível de seriedade.

  116. É um risco constante que o progresso traga regresso.

  117. Uma pessoa não pode explicar o que não compreendeu.

  118. Somos predispostos ao mal.

  119. Na hora que eu escrevi a anotação anterior, ouvi quatro tiros lá fora. Depois ouvi uma mulher gritando. Por que será?

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