Ainda meio doente.

Ill wind blows… | SoFurry.

Apesar da maioria dos sintomas ter desaparecido, continuo tossindo como se não houvesse amanhã. Estou tossindo tanto que minha garganta começa a doer e, apesar de querer muito, não consigo parar de tossir. Aliás, ninguém consegue; aparentemente, contaminei o resto da família. Fui ao hospital hoje e a doutora me passou um remédio que se dissolve quando eu o mastigo com água (não engulo pílulas de uma vez, eu as mastigo para ter certeza de que não me engasgarei) e que tem um gosto, no mínimo, singular. Enquanto digito isto, já tossi mais de sete vezes. Minha garganta coça por causa de uma secreção maldita que vaza de algum lugar, irritando minhas vias aéreas e me forçando a tossir, o que só faz minha garganta doer e não para a secreção… nem a coceira. Tive muita dificuldade para dormir ontem; passei três horas na cama sem conseguir colar as pálpebras (moderando as gírias por causa do Roger). Eu não aguento mais. Começo a relevar a possibilidade de cortar meu pescoço. Maldição. Minha mãe disse para eu tossir com menos força, mas ela não deve saber o quanto isso é difícil considerando o quanto esta porcaria coça.

E como se quebra um tabu?

O texto abaixo é uma honesta aula filosófica baseada em Abuse by Defintion? The Taboo as Excuse, escrito por Frank van Ree, com sugestões de como as ideias contidas em tal escrito podem ser usadas para desenvolver o país e ajudar as pessoas a se compreenderem.

O que é um tabu?

Tabu é qualquer proibição que não possa ser suficientemente justificada pela razão. A maioria dos grandes tabus em todas as culturas é sexual. No Ocidente, a homossexualidade e até mesmo o sexo oral já foram tabus. Se um tabu não se apoia na razão, no que ele se apoia? Geralmente na religião ou na estética (é feio, por isso deve ser também errado). Ainda existem tabus hoje em dia. Por exemplo, não há evidência conclusiva de que pornografia faça mal a adolescentes que a consomem. Por outro lado, há quem defenda o contrário, que pornografia não faz mal a nenhum adolescente. Outro tabu dos nossos tempos é a relação sexual precoce: no Brasil, a idade a partir da qual uma pessoa pode legalmente fazer sexo é catorze anos, mas, enquanto muitos dizem que tal idade é muito baixa, há quem diga que ela poderia ser doze.

Esses são exemplos de tabus graves, que poucos ousam desafiar. Mas existem tabus mais leves que são quebrados cotidianamente, quando não há punição estatal associada à tal quebra. Exemplo: pornografia. Um monte de gente consome pornô, mas o fato de que esse ainda é um “tabu fraco” é mostrado pelo fato de que temos vergonha de falar dela. Embora muitos consumam pornografia e tal indústria gere um lucro exorbitante, poucos que a consomem admitirão consumi-la, isso se alguém tiver o nervo de perguntar em primeiro lugar. Não é estranho? Sexo está em todos os lugares nos veículos de comunicação de massa, mas, quando é pra discutir nossa própria vida sexual (a relação que temos com a pornografia faz parte da nossa vida sexual, mesmo que escolhamos não consumir pornô), mesmo com um amigo, somos tomados de vergonha. Por quê? Para alguns teóricos, a origem do tabu (e, consequentemente, dos sentimentos de culpa e vergonha associados ao desrespeito ao tabu) é a necessidade de estar em grupo e de manter a ordem do grupo. Então, talvez a vergonha venha da sensação de que falar dessas coisas prejudica nosso pertencimento a um grupo ou à sociedade.

Exemplo de tabu: a relação precoce.

Qualquer relação sexual na qual pelo menos um dos participantes não tem catorze anos é crime (ou ato infracional, se ambos forem menores de idade). O nome do crime é “estupro de vulnerável”, codificado penalmente no artigo 217-A, desde 2009. A parte interessante é que a lei chama de estupro até mesmo relacionamentos que ela própria reconhece como consensuais. É verdade, qualquer sexo forçado deve ser punido, especialmente se a vítima é criança ou adolescente. Mas pessoas do direito questionam se faz sentido punir qualquer um que se relacione com pessoa que não tenha catorze anos ainda. Pense: se a relação é inócua, voluntária e há afeto entre as partes, seria necessário punir, especialmente se ambos são adolescentes? É importante observar que não precisa haver sexo pra que a relação seja punível, basta que se figure um “ato libidinoso”. Se a libidinosidade é a diferença entre o namoro e a amizade, a lei está implicitamente dizendo que é proibido namorar antes dos catorze anos. Dois adolescentes de doze anos que se beijam podem, se tiverem azar, acabar conduzidos ao conselho tutelar. Nesse sentido, há fundamentação racional pra esse tabu (proteção à criança), mas a fundamentação racional é insuficiente: é preciso punir relacionamentos sem violência real, feitos de mútuo acordo?

De onde se origina esse tabu? O que torna um relacionamento inofensivo entre crianças e adolescentes tão abominável, a ponto de merecer um artigo no Código Penal? Duas coisas: informação insuficiente e desigualdade de força. Vivemos num mundo que valoriza a igualdade nos relacionamentos e a informação entre as partes. Então, permitir tais relacionamentos equivale a dizer que igualdade, por exemplo, ou plena informação não são sempre necessárias. Uma relação sem esses elementos é ilegal por atacar valores sociais, particularmente os construídos pelo feminismo, que preza pela igualdade. Mas e se o relacionamento for positivo? Mesmo assim será suprimido. Não por ter prejudicado alguém, mas por ter contrariado valores sociais, por ser “ofensivo”, desonrando valores que temos por caros. Por causa disso, Allie C. Kilpatrick argumenta que existem duas formas de abuso: o abuso de vítima humana e o abuso dos valores sociais, que são desafiados e questionados com a atitude que se rotula abusiva.

E como se quebra um tabu?

Um tabu é mantido quando existe vergonha de discuti-lo. Quando você fala algo que desautoriza um tabu, todo o mundo rapidamente tenta te fazer sentir vergonha do que você falou. Se você cede e se envergonha, retirando o que disse, você trabalha para a manutenção do tabu. É também assim que tabus são criados. Se alguém tenta fazer sentir vergonha de como você pensa, do que você fala ou da forma como você age, você não deveria ceder. Se você cede, você contribui pra que a preferência de um grupo se transforme em política pública. É verdade, sempre devemos obedecer às leis, mas isso não quer dizer que as leis devem permanecer indiscutidas. Analogamente, se você se omite em uma discussão porque o debatedor tenta fazer você sentir vergonha de sua posição, você ajuda o debatedor a tornar sua opinião hegemônica.

Se a origem do tabu é a necessidade de pertencimento a um grupo, somente um sentimento social pode mantê-lo. A vergonha é um dos sentimentos sociais mais poderosos, porque nos leva a nos conformar com a forma de pensar do grupo. Passamos a querer mudar quem nós somos a fim de pertencermos à sociedade, mesmo quando discordamos de algum aspecto dela. Isso é uma atitude apenas parcialmente racional, porque se funda, em última análise, no medo, que é uma emoção.

Recomendações.

Como o ser humano não é um ser sujeito somente à razão, sempre haverá tabus, em todas as culturas. Não importa qual seja o tempo ou o local, sempre haverá pelo menos uma proibição irracional ou apenas parcialmente racional vigendo. Isso é especialmente válido em relação aos tabus que se originam na religião. A religião é um assunto indiscutível pra aqueles que têm fé. Então, ao menos esses tabus nunca deixarão de existir.

Maioria dos tabus ocidentais dizem respeito às relações sexuais, quais são lícitas e quais são ilícitas. O tabu sexual mais popular, em todas as culturas, é o incesto, o qual é parcialmente racional, especialmente hoje que sabemos que relações incestuosas podem ocasionar fetos defeituosos (o que nos leva a nos perguntar se o incesto protegido entre irmãos deveria ser abominável). Claro que existem proibições sexuais válidas, como a interdição ao estupro. Não estou querendo dizer que qualquer interdição sexual seja tabu. Mas a homossexualidade já foi uma interdição sexual para a qual não se encontrava amparo racional. Quem sabe? Talvez, no futuro, percebamos que nossos tempos não são tão liberais como poderiam ser.

Quando um tabu é detectado, seja ou não um tabu sexual, ele pode ser contestado pela sua franca discussão. Se você quer que algo que você considera tabu deixe de ser tabu, você precisa discuti-lo. Graças à Internet, é possível discutir um tabu sem sofrer consequências físicas por conta disso. Ninguém pode de dar um murro pela Internet. Por outro lado, é possível fabricar um tabu reprimindo aqueles que discutem um tema que ainda não é tabu.

Reprimir um tipo de discurso requer torná-lo indiscutível, não por sua validade, mas incutindo vergonha aos que o professam. Pela vergonha, tenta-se fazê-lo deixar sua opinião ou não tocar mais no assunto. Não questionamos, só aceitamos, por medo de que a contestação prejudique nosso pertencimento à sociedade. Isso, obviamente, representa um risco à democracia. Sempre que se cria um tabu, isto é, uma proibição inquestionável, se reduz nossa capacidade de questionar e, consequentemente, opera-se uma nova redução no nosso direito de liberdade de expressão, fundamental a uma democracia plural. Se somente discursos favoráveis forem permitidos, não há democracia “plural”, mas supremacia ideológica.

Novamente, graças à Internet, é possível defender qualquer ideia de forma mais ou menos anônima. Então, questionar qualquer tabu ou impedir a escalada de uma atitude que fabrique novos tabus, não necessariamente implica em um estigma social. Por causa disso, ninguém deveria sentir vergonha de, na Internet, defender opiniões “politicamente incorretas”, desde que seja capaz de fazer isso legalmente, sem recorrer ao artifício do discurso de ódio ou das notícias falsas. Como cidadão que preza pela liberdade de expressão, é preciso que você não permita que novos tabus sejam estabelecidos. Pra isso, tenha consigo a seguinte regra: sempre que alguém tentar fazer sentir vergonha ou culpa por suas posições, não ceda. Se você ceder, você ajuda aquela pessoa a transformar sua própria preferência em política pública. Digo “preferência”, porque, se fosse verdade, a pessoa se daria ao debate, em vez de tentar calar você.

Volterei ao Colégio.

Pro Chris. by Yure16 < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Para o trabalho de estrutura e funcionamento do ensino fundamental e médio, terei que visitar uma escola pública para pesquisar a situação do ensino público nacional na visão dos funcionários e alunos. Será divertido.

A escola que eu visitarei? Passei anos estudando no Colégio, do ginásio ao fim do ensino médio. Foi onde tive contato com filosofia, com RPG, com o Nexus.

Vai ser divertido; terei uma chance de zoar da cara da diretora e da sua administração.

É meio esquisito.

Changeset 1191 | Source/SVN | Assembla.

Certo coelho está um pouco para baixo por causa de suas responsabilidades tomando conta de sua vida. O segredo é não tomar para si mais responsabilidades do que você pode aguentar. Mas é típico da juventude fazer certas coisas sem pensar.

Eu escolhi um curso dolorosamente difícil por razões ideais, mas minha cabeça está completamente feita agora. Não vou voltar atrás, já que eu tenho um ideal. Creio que mesmo depois de empregado, eu não vá tomar responsabilidades além do meu limite; eu tenho tudo planejado, meus passos contados, e vários planos de reserva.

Mas pois bem. Se eu tomar muitas responsabilidades, me afastarei de mim mesmo, meu humor vai fechar (ainda mais), ficarei estressado, deprimido e minha autoestima me abandonará. Aconteceu antes. Eu havia metido as patas inferiores pelas superiores e me inscrito em seis disciplinas em turnos diferentes. Eu acordava cedo, dormia tarde, não tinha tempo para mim, fiquei me sentindo um completo inútil. Aliás, falhei em três disciplinas naquele semestre.

Mas eu aprendi a lição e conheci um pouco mais a mim mesmo, sei o que eu posso ou não aguentar e sei que não cometerei o mesmo erro.

Tento manter uma rotina sólida: oito horas de sono, oito horas estudando, oito horas brincando. Consigo terminar uma quantidade considerável de trabalho e ainda compensar o esforço. Se eu conseguir minha licença para ensinar, pretendo dar aula de manhã e à tarde, se possível, ou de tarde e à noite, mas jamais de manhã e de noite. Você deve ter prioridades.

No meu caso, considerando que a falta de sono tornou meu rendimento miserável, meu sono vem em primeiro lugar, pelo menos oito horas, ou eu não poderei estudar direito ou aproveitar o tempo livre. Por que não meus estudos? Simples: melhor eu diminuir a prioridade dos meus estudos e ainda assim me dar bem neles do que eu priorizar meus estudos sobre meu sono e falhar em metade das disciplinas de novo. Em terceiro lugar vem meu tempo livre. Se eu tiver que estudar mais que oito horas por dia, o que eu acho que nunca vai acontecer, deduzirei o tempo extra do meu tempo livre. Mas jamais do meu sono. Porém, como eu disse, eu tento não tomar para mim muitas responsabilidades, então o tempo deduzido não será muito. É uma questão de planejamento e saber qual rotina é melhor para sua situação.

O coelho também se queixa do fato de que nós levamos vidas muito regradas e monótonas. Tenho dezenove anos, sabia? Eu de fato falo como um velho neste blog, mas é de propósito, para fazer piada da minha seriedade. Eu entendo que muitos anseiam por uma vida corrida, lotada de ação e explosões, como um certo colega com o qual eu estudei. Ele disse que odiaria uma vida perfeita e que sua felicidade vem dos seus problemas. Nem meus colegas masoquistas são assim. Boa sorte para ele, eu fico por aqui, fazendo a mesma coisa todos os dias, sem sofrer por causa disso. Não estou dizendo que o coelho não tem razão, ele não está sendo “dramático” (fazendo alarde sem razão). Mas a verdade pode ser inconveniente às vezes. A vida da maioria dos indivíduos que conheço e que ele conhece é regrada e rotineira. Mas sem um motivo para ser assim, a vida do indivíduo fica oca. Por que você estuda? Por que você trabalha? Já parou para checar suas motivações? Estudar e trabalhar só para você nunca trás felicidade.

Se afogar em responsabilidades não justifica você. O que lhe justifica é o motivo por trás disso. Descobrindo o motivo, aceitar a rotina torna-se fácil, afinal ela tem propósito.

Poesia dói.

Tell Congress: Only people are people.

Ontem, meu pai veio aqui para dar as caras depois do acontecido envolvendo minha mãe. Enquanto ele estava aqui, eu e ele assistimos a tal TV União, o clone cearense da MTV.

Eventualmente, a versão acústica de Creep, do Radiohead, performada pelo Muse passou. A letra me atingiu como se fosse uma faca e eu não consegui me animar pelo resto do dia. Fiquei em silêncio e me sentindo tão mal quanto a bala que trespassou John Kennedy.

Letras têm um poder enorme sobre mim, embora seja uma influência que raramente experimento, já que eu escuto música de jogo na maior parte do tempo. Tipo agora, acabei de ouvir Ocean Loader 2.

Claro que ouvir Infrared e Ghost of You não ajudou muito minha situação depois de ter ficado sensibilizado.

Estou com sono.

If You Thought SOPA Was Bad, Just Wait Until You Meet ACTA – Forbes.

Estou acordando por volta de uma da tarde e ainda assim estou cansado. Duvido que seja deficiência de ferro, já que eu me alimento relativamente bem.

É mais provável que tenha sido a falta de um sono decente; eu estava com calor demais, o que me fazia me levantar para água, daí minha bexiga me acorda. Para piorar, eu tomei banho, banho normalmente me dá sono. Acho que me encher de café como de costume.

Dormir com o desconhecido?

Passo-a-passo. by Yure16 < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Estou preparando uma história em “quadrinhos”, se é que posso chamar aquilas coisas de quadros.

Hoje, durante a madrugada, após trabalhar na segunda página, resolvi dormir. Levei o colchão para a sala, já que eu o quarto estava recém-reformado e o cheiro de pó me incomodava. Meu pai comprou umas bolas para o Sobrinho, bolas essas que brilhavam quando recebiam pressão. Elas estavam na estante da sala, junto com os livros. Quando cheguei a sala, notei que elas estavam brilhando. Pensei comigo “como pode?”. Me aproximei e chequei a estante, mas não vi nada fora do normal. Resolvi me deitar no colchão e esquecer isso. Enquanto eu tentava dormir, ouvi um som vindo da estante, páginas se movendo. Dessa vez eu não iria checar; vai que era uma aranha. Um fantasma, um espírito ou coisa parecida não seria problema, mas uma aranha é um problema. Na semana passada, fomos atacados por uma aranha do tamanho de um cachorro e isso meio que me deixou sensibilizado.

Mas, considerando o peso de uma aranha e seu arranjo corporal, como ela poderia aplicar pressão suficiente sobre a bola para ativar seu brilho? Enquanto eu pensava a respeito, notei luzes incidindo contra a parede. Olhei para a estante e as bolas estavam brilhando de novo. Minha imaginação correu solta, como esperado, mas não era um bom momento para regredir, certo? Observei o brilho até que ele parasse. Quando achei que tinha acabado, as bolas brilharam novamente. Me levantei, peguei meu colchão e fui para o quarto. Melhor dormir com pó do que com o desconhecido.

Eu precisava ir ao banheiro também. Sinto falta das minhas fraldas…

Minha existência foi justificada.

Praticando o andar. by Yure16 < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Certo amigo meu estava engajado numa luta de três meses contra uma parafilia. A princípio, ele queria para de dar patadas. Vendo que não conseguia, resolveu tentar diminuir a frequência do hábito. Frustrado novamente, resolveu que ia parar de dar patadas enquanto estivesse de fraldas, mas isso também não deu certo.

Quando eu vi que ele estava fazendo uma jura de aniquilar sua parafilia (ou diminuir a frequência de seus desejos), resolvi falar com ele a respeito. Ele me contou sua história e eu fiquei comovido. Eu estava diante de alguém que lutava arduamente contra um impulso praticamente inofensivo. Então eu joguei sobre ele toda a ladainha que eu costumo falar às pessoas que tentam, sem sucesso, se livrar de hábitos gratificantes e inofensivos.

Seu principal argumento é que ele estava ficando viciado em suas práticas e que sentia vontade cerca de duas ou três vezes num mês. Ele iria se negar a praticá-las, o que fazia a vontade voltar com mais frequência e intensidade, o levando a “quebrar”: ele faria qualquer coisa por uma fralda e daria até cinco patadas no mesmo dia. Depois da correria, ele ficaria frustrado e envergonhado. Mas ele também disse que, durante sua adolescência, ele iria praticar sua parafilia quatro ou cinco vezes por dia. Então onde está o vício se ele, atualmente, só sentia vontade de praticar sua parafilia duas ou três vezes por mês? Quando eu disse isso a ele, ele viu o óbvio. Ele estava sentindo impulsos dessa natureza com a mesma frequência que qualquer outro adulto de sua idade (exceto por mim, longa história…). Além do mais, é uma parafilia inofensiva. Se é bom, não faz mal a ninguém e seria penoso livrar-se do hábito, por que parar?

Ele pensou no que eu disse e, vendo que ele sempre cederia à pressões que nem sequer vinham com tanta frequência, resolveu desistir de tentar parar e praticar sua parafilia sempre que tiver vontade. Isso o poupou do desgaste de lutar contra sua sexualidade e ele ficou mais calmo. Além do mais, se ele fizer isso pelo menos uma vez por semana, o impulso vem com menos frequência e menos intensidade, portanto poderia ser melhor controlado se a situação pedisse que ele se controlasse. Sem luta, sem derrota e, sem derrota, sem frustração. Ele me disse que se sente muito melhor e seu outro problema (depressão) havia perdido a força. Porém ele não quer ficar viciado, então ele se põe sob alguns limites, limites realistas.

Ele me elogiou, disse que eu realmente o tinha ajudado a ver que às vezes a felicidade vem da aceitação e não da abstinência. Eu me sinto extremamente feliz agora. Eu realmente pude ajudar alguém, realmente fui ouvido, ajudei a resolver um problema de um amigo, problema esse que vinha se arrastando há quatro meses. Eu estou sorrindo até agora, como se eu fosse uma criança de classe média no Natal.

A identidade do meu colega permanece em segredo, mas resolvi partilhar a experiência aqui para o caso de outros indivíduos estarem sofrendo com problemas similares. Sinceramente, quero chorar de felicidade.

Declaro guerra.

Indulgindo. | SoFurry.

É raro eu admitir que alguns dos meus comportamentos precisam ser mudados. Mas a minha vida tem ficado mais estressada, me impedindo de aproveitar horas de relaxamento e descontração. Estou declarando guerra à minha empatia excessiva. Observe que se pôr no lugar do próximo não é algo ruim, mas esta é uma ação prejudicial quando você começa a sofrer mais do que aquele para o qual você mostra empatia, principalmente se o problema dessa pessoa já foi resolvido e você continua se torturando com o passado.

Eu estou rebatendo esses pensamentos sempre que eles vêm. Na verdade, este excesso de empatia me afeta ao ponto de não conseguir me concentrar no que eu desenho, escrevo, componho ou jogo. Nunca tive minha bunda chutada tantas vezes numa partida de Strike Gunner S.T.G. Então, sempre que eu tendo para o ridículo de remoer o passado alheio, eu penso no quão felizes meus amigos são agora e que não há razão para eu me preocupar com problemas que eles não mais têm. Me preocupar com problemas atuais faz mais sentido. Tenho que encarar os fatos, olhar para o espelho e pôr minhas emoções no lugar, ao invés de deixar elas me invadirem, me forçando a usar paliativos lógicos.

Também tem que haver um limite para minha empatia quando voltada aos problemas atuais dos meus amigos. Eu não posso sofrer mais do que eles. Sempre que eu começar uma conversa, perguntarei “como vai você”. Se meu amigos disser que ele está mal, perguntarei o porquê e, se eu puder, o aconselharei, coisa que eu faço muito bem e muitos amigos meus melhoraram seus estados emocionais após uma conversa comigo. Eu gosto de ajudar os outros, sendo eu um gato púrpura. Mas não devo deixar que os problemas deles me atinjam. Claro que é normal que amigos se preocupem uns com os outros, mas é completamente sem-noção que minhas atividades diárias sejam prejudicadas por um problema que não é meu.

É difícil, mas não penoso. Nada que eu não possa superar com prática. Obviamente, não quero me tornar uma pessoa apática, de coração fechado. Só não quero que minha empatia cresça às raias da doença.

Hoje inclui minhas disciplinas.

Depois de longa espera, finalmente escolhi as disciplinas que cursarei durante o quinto semestre. O tempo passou tão depressa, eh… Até parece que passaram só dois ou três semestres, mas se passaram quatro. Faculdade é fácil.

Pois bem, aqui estão as disciplinas que inclui no minha grade:

  1. História da Filosofia Nível 4.
  2. Tópicos de Filosofia Nível 1.
  3. Filosofia Social e Política Nível 1.
  4. Didática Geral.
  5. Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio (tentando o destino).

Uma coisa interessante é que Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio sumiu do meu histórico, como se eu nunca tivesse me inscrito nela no semestre passado. Parece que eu estava certo: a disciplina foi cancelada no último semestre porque nossa única professora foi para Tóquio.

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