Analecto

8 de setembro de 2019

O tamanho da tarefa.

Filed under: Computadores e Internet, Passatempos — Tags:, , — Yurinho @ 15:25

Como eu disse, estou abandonando o formato de anotação e convertendo as anotações já publicados em textos propriamente ditos. O tamanho da tarefa é este: 122 entradas a ser modificadas e 122 a ser apagadas. Enquanto eu termino esta tarefa, eu não pretendo postar nada novo. No máximo, você perceberá o número de entradas publicadas diminuindo e o conteúdo de algumas sendo gradualmente modificado (ou até subitamente). Então, se parece que eu estou silencioso demais, o que acontece é que eu estou apenas fazendo essa manutenção. Se você quiser conversar comigo, tem um formulário de contato aí, do lado. Ou você pode comentar nesta entrada mesmo e eu respondo quando ver. Peço desculpas aos seis ou sete leitores assíduos deste sítio! Serei o mais rápido possível.

7 de setembro de 2019

Cansaço (e Skyler7).

Filed under: Computadores e Internet, Livros, Passatempos — Tags:, — Yurinho @ 11:10

Sabe, ontem, eu estava pensando na cama sobre este sítio na Internet e sobre o uso que venho fazendo dele. Eu não gosto mais de falar da minha vida pessoal por aqui, e não tem nada que eu possa dizer sobre o cenário político que outros já não tenham dito. Só o que eu posso fazer com alguma satisfação é a publicação de anotações sobre o que leio. Isso até ontem: estou perdendo a vontade de publicar anotações. A razão pra isso é muito simples: elas são bem feias e não dá gosto de lê-las.

Foi uma péssima ideia de design eu escolher o formato de anotações pra comentar livros, páginas online e artigos científicos. Eu deveria ter escolhido o formato de resenha. Profundamente me arrependo de não ter feito isso. Cinco anos após ter começado, fazendo anotações sobre a Metafísica de Aristóteles, eu começo a ver que foi uma decisão pobre. Quando eu terminar minha leitura e anotações de Male Intergenerational Intimacy, eu vou ver o que eu posso fazer a respeito disso. Eu pensei em transformar as anotações publicadas em resenhas, bastando que eu as reescrevesse. Eu poderia inclusive dedicar meu tempo a isso, a reformar todas as anotações que eu tenho para o formato de resenha. Criar textos de verdade, sabe? Não informações soltas. Até porque resenhas atraem acessos: resenhas são ótimos meios de conhecer uma obra e avaliar se você quer ou não lê-la.

Então, quando eu acabar de ler Male Intergenerational Intimacy, eu começarei a transformar anotações em resenhas. Mas aí eu esbarro noutro problema, que é a linguagem. Depois de fazer cada resenha, eu teria que traduzi-las pro inglês? Logo eu estarei trabalhando e não terei tempo de fazer isso. Então, embora eu não goste muito de fazer isso, eu preciso escolher um idioma para cada resenha, em vez de publicar a resenha em dois idiomas. Eu pensei no seguinte: a resenha será escrita no idioma da obra que eu li. Assim, se eu li um livro em português, também a resenha será em português. Se o livro foi escrito em inglês, também a resenha será em inglês.

Isso casa bem com o fato de que este sítio completou dez anos três meses atrás. Eu preciso repensar o que eu tô fazendo por aqui. Eu tenho preguiça de escrever coisas longas e traduzi-las. Também medo, dependendo do que eu estou escrevendo. Mas preguiça é predominante, porque o medo tem deixado gradualmente de existir. Eu tenho ficado mais confiante. Eu só queria anunciar isto. Por outro lado, textos pessoais, como este, ainda serão disponibilizados em dois idiomas (até eu resolver repensar isso também).

Por último, Skyler, se você estiver lendo, dá uma olhada nisto.

25 de outubro de 2017

Sobre as anotações (“about the annotations”).

English version after the Portuguese version.

Quando eu comecei a fazer anotações sobre o Relatório Rind, eu pensei que seria uma boa ideia fazer anotações concomitantes em português e em inglês. Fiz isso porque, como o texto original estava em inglês, haveria menos impacto se eu não fizesse anotações em inglês. Isso foi confirmado quando o próprio Rivas comentou minhas anotações sobre Positive Memories e eu talvez não teria recebido um comentário tão construtivo se eu tivesse feito minhas anotações somente em português. Eu domino ambos os idiomas com alguma decência, então por que não?

Mas a forma como estive fazendo isso, colocando a anotação em inglês abaixo de cada anotação em português, prejudica o fluxo do texto. Então eu estive pensando em fazer duas entradas separadas para cada livro anotado: uma em português e uma em inglês. Ambas as entradas seriam colocadas no Índice, que seria reformado. A ideia me pareceu boa, mas eu senti vontade de traduzir pro inglês as anotações que eu já tenho e que estão somente em português. Afinal, inglês é o idioma mais popular do mundo, não tem um território que não tenha uma academia de inglês. Quando eu comecei a fazer anotações sobre livros de filosofia, a minha intenção era popularizar a filosofia entre leitores brasileiros, mas ignorância existe em todos os lugares, não só no Brasil. Se eu domino outro idioma, porque confinar o que escreveo ao meu idioma nativo apenas?

Então, eu resolvi que vou traduzir pro inglês as anotações que eu já tenho, o que não implica apagar as anotações em português. Quando eu ler um livro em português, eu publicarei as anotações em português primeiro, só depois traduzirei. Se eu estiver lendo um livro em inglês, as anotações sairão primeiro em inglês. Esse sistema será adotado quando eu acabar de ler Além do Bem e do Mal e o Radical Case do Tom O’Carroll.

English version starts here.

When I began to write annotations on the Rind Report, I thought that it would be a good idea to write annotation in both Portuguese and English at same time. I did it because, as the original text was in English, there would be less impact if I didn’t make annotations in English. That was confirmed when Rivas himself commented on my annotations about Positive Memories and it would be unlikely to receive a comment by him if I did those annotations in Portuguese only. I have a decent grasp of both languages, so why not?

But the way I was doing it, attaching an English annotation right under each annotation in Portuguese, harms the reading flow. So I was thinking about making two separate posts for each book I read: one for annotations in Portuguese and another for annotations in English. Both entries would be put in the Index, which would need to be rebuilt. The idea seemed good, but I started wanting to translate to English the annotations that I have, but that are only available in Portuguese. In fact, English is the most popular language in the world; there’s not a single territory without a stablished English course. When I began to make annotations about philosophy books, my intention was to popularize philosophy among Brazilian readers, but ignorance exists everywhere, not just in Brazil. If I can write in another language, why confine my writing to my native language only?

So, I decided to translate to English the annotations that I already have, which doesn’t imply deleting the Portuguese ones. Upon reading a book written in Portuguese, the annotations would be published in Portuguese at first, with the English translation coming only later on. If I read a book in English, the annotations will be published in English at first. That system will be adopted when I finish Além do Bem e do Mal and Tom O’Carroll’s Radical Case.

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