Analecto

2 de abril de 2015

Microfísica do quê?

Filed under: Passatempos — Tags:, , , — Yurinho @ 00:50

▶ Blizzard Wolfang (North Pole Area) – Megaman X6 Music Extended – YouTube.

Lembra da apresentação que fiz esses dias para o professor de metodologia e prática? Bom, hoje ele me elogiou, logo eu que achei que ele não estava gostando do que eu estava falando. Ele disse que eu tenho uma tal “microfísica do desejo”, que não sei o que significa, mas sei que tem algo a ver com Deleuze. Ele disse que eu falo pausadamente, começo a falar (pa-pa-pa-pa-pa…) e paro, encerrando a ideia antes de começar outra (bum!). Diferente da maioria das minhas apresentações, que são feitas de pé, eu fiquei sentado, porque minha autoestima não estava boa depois do fracasso total que foi a apresentação anterior, mas o professor disse que minha apresentação sentada foi boa como uma apresentação de pé, porque meu olhar e meus gestos referenciavam as ideias e sua importância. Ele disse que sou capaz de “congelar” com o olhar. Talvez eu fizesse dinheiro num restaurante, como substituto de máquinas de gelo ou até de refrigeradores.

4 de março de 2015

É, foi um dia terrível…

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yurinho @ 22:21

Vergonha – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Acordei doente. A fumaça da capital, combinada com o tempo frio e seco, acabaram com minha garganta. Tive febre e meu nariz escorre até agora. Ao menos fiz meu cadastro biométrico eleitoral.

Mas, como se não bastasse estar doente, eu tinha uma apresentação para fazer hoje. Então, apesar de estar febril e com dor de cabeça, fui. A apresentação do grupo anterior foi irritante: eles tentaram fazer uma peça, na qual eles sentavam ao redor de umas mesas e fingiam estar num bar falando sobre coisas filosóficas enquanto tomavam vinho. Mas, como eu detesto gente alegre, logo me senti incomodado com o grau de descontração deles, porque eles eram muito barulhentos e a sala era fechada, favorecendo o eco. Pessoalmente, eu não entendi o tema tratado por eles (o conceito de experiência como descrito pelo senhor Bondía). O pior é que eu fui o único a não gostar. Claro que uma “aula” daquela forma casa bem com a atitude dos outros alunos, que são baderneiros e “contemporâneos”.

Então, eu tive de apresentar o mesmo tema. Certo… Comecei minha apresentação criticando a equipe anterior e propondo esclarecer o que eles não conseguiram, dizendo que eu não tinha entendido nada. Uma das moças que apresentou na equipe anterior disse:

Parabéns.

Como se eu tivesse conseguido algo muito difícil. E, de fato, eu fui o único a dizer que não entendi a apresentação deles. Aquilo foi um insulto, mas resolvi esquecer.

A princípio, faríamos também uma peça, mas, como dois membros da equipe não chegaram a tempo e um faltou, a peça não daria certo. Então, tivemos de fazer as coisas à moda dos romanos. Enquanto eu fazia minha exposição sobre o texto, eu me certificava de estar deixando tudo bem claro, ao mesmo tempo que eu deixava tempo para os outros dois integrantes que chegaram na hora falarem. Ou seja, foi uma aula tradicional. Óbvio que ninguém gostou, apesar de que, julgando pelas cabeças que moviam positivamente conforme eu falava, todos estavam entendendo.

No meio da minha exposição, os dois atrasados chegaram. Logo os encaixei na rotina e eles começaram a falar. Daí, o altão cento e sessenta e seis assumiu. Embora ele estivesse na mesma equipe que eu, ele desceu o cacete na minha apresentação, fazendo a dele no processo. Eu só achei que o método tradicional deixaria as coisas claras… mas ele rapidamente juntou argumentos que mostram como ele é pobre, blá, blá, e emendou com um discurso comunista que muito agrada todos os hipócritas que tenho como colegas, pois eles se dizem comunistas e ainda assim aderem cem por cento ao capitalismo.

Aos poucos, conforme os outros falavam, eu vi que minha apresentação estava servindo de bode expiatório. Como eu estava doente e já tinha mesmo planos de sair cedo, resolvi sair dali, justificando que eu não me sentia bem. À porta, o professor disse:

Coitado.

Odeio este mundo.

4 de dezembro de 2012

“It never hurts to help”?

Prophecy the Viking Child music – YouTube.

Um dos meus colegas de equipe desistiu da disciplina às vésperas da apresentação. Que facínora! Também não tenho certeza se a dona mocinha aparecerá ou não no dia para fazer a apresentação comigo, e a ação ocorrerá na quinta-feira! Sinto que o fim da disciplina será marcante.

Para garantir, estudarei a parte deles por alto e treinarei o texto como um louco amanhã, embora eu acredite que eu não tenha condições de apresentar o meu texto e mais o texto do sacana desistente no dia. Se a dona mocinha faltar, estarei condenado.

Sem pânico. Empurrarei com a barriga como sempre faço, eh. Só preciso de um café pra me acalmar primeiro…

Tudo bem, sintetizarei a história da psicologia social em um parágrafo e as críticas feitas à ela em três parágrafos. Se eu conseguir explicar o que é psicologia social, encher linguiça e depois criticá-la, tudo isso depois do meu texto principal, terei chance. Comecemos…

A Wikipédia resolveu a primeira parte pra mim:

A psicologia social surgiu no século XX como uma área de aplicação da psicologia para estabelecer uma ponte entre a psicologia e as ciências sociais (sociologia, antropologia, ciência política). Sua formação acompanhou os movimentos ideológicos e conflitos do século, a ascensão do nazi-fascismo, as grandes guerras, a luta do capitalismo contra o socialismo, etc. O seu objeto de estudo é o comportamento dos indivíduos quando estão em interação, o que ainda hoje, é controverso e aparentemente redundante pois como se diz desde muito: o homem é um animal social.

[…]

Segundo Aroldo Rodrigues, um dos primeiros psicólogos brasileiros a escrever sobre o tema, a psicologia social é uma ciência básica que tem como objeto o estudo das “manifestações comportamentais suscitadas pela interação de uma pessoa com outras pessoas, ou pela mera expectativa de tal interação”. A influência dos fatores situacionais no comportamento do indivíduo frente aos estímulos sociais. (Rodrigues , 1981)

Sintetizando as críticas, temos:

  1. A psicologia social se baseia no simples ato de descrever e nomear, assim ela só diz o óbvio ou o que já foi dito.
  2. Parece ter se tornado uma jogada de marketing, por causa das mudanças econômicas que ocorreram no contexto de seu desenvolvimento, tornando-se ferramenta à serviço do capital, focando-se unicamente no desenvolvimento da atividade grupal, otimizando assim a mão-de-obra. Ou seja, servia meramente, pelo menos no século vinte, como “estudo da formação de grupos e discurso sobre como mantê-los unidos”.
  3. Foca-se no grupo negligenciando o desenvolvimento individual e desconsiderando o aperfeiçoamento do indivíduo como pessoa.

Claro que não é mais assim hoje, visto que a psicologia social no século vinte e um pelo menos se preocupa com o aperfeiçoamento do indivíduo enquanto ser social e não simplesmente como aperfeiçoamento de tijolos na parede. Adicionando isto ao meu texto principal, tenho informação o bastante para suprir a necessidade do grupo (irônico). Mas ainda assim, não me garantirei sozinho, especialmente se o bacharel quiser fazer perguntas.

14 de maio de 2012

Como foi minha apresentação.

Ladytron – Ghosts [Official Music Video] – YouTube.

“Apresentação” porque, como sabem, só pude fazer uma. Aliás, não pude fazer nem mesmo a segunda. Em apresentações de equipe, cada integrante tem sua vez de falar. O texto do primeiro integrante tomou todo o tempo da nossa apresentação, logo, não pude falar meu próprio texto, que, por sinal, é curtinho.

A apresentação sobre Hegel não aconteceu; nenhum dos integrantes da minha equipe compareceu e todos estavam agindo como se a apresentação não fosse realmente acontecer ou não estivesse marcada, ou seja, tivemos aula normal e a equipe não foi chamada. Me pergunto se o dia foi mudado. Se tivesse, não teria como eu ficar sabendo mesmo…

Minha professora de didática geral pegou dengue, mas isso não nos isenta de apresentar nossos trabalhos. Tivemos de elaborar uma prova e mandá-la para a professora, para que ela, mesmo em sua doença, pudesse trabalhar e nos avaliar. Isso é que é paixão, corrigir prova com dengue.

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