Analecto

7 de setembro de 2019

What I learned from reading “Dialogues between Hylas and Philonous.”

Filed under: Livros — Tags:, , — Yurinho @ 10:07

“Dialogues between Hylas and Philonous” was written by Berkeley. Below, what I learned from reading this book.

  1. Contact with nature invigorates the mind.
  2. Total skepticism (according to which the only truth is that there is no truth in anything else) is harmful because it puts everything into a relativistic framework.
  3. One cause of skepticism is the fact that authoritative people, such as philosophers and scientists, sometimes claim that there is no secure knowledge, profess extravagant things as truth or contradict each other .
  4. Sometimes, the layman‘s knowledge is safer.
  5. Approaching an object naively can be more effective than approaching it with science sometimes.
  6. When you are convinced that you are wrong, change your ways.
  7. Skeptic is a person who doubts everything.
  8. Those who deny are not skeptical; the skeptic doubts, that is, neither affirms nor denies.
  9. If during an argument, the opponent speaks something stupid but it’s also something small, it is not worth arguing about it.
  10. Denying the existence of matter does not negate mathematics.
  11. The “true skeptic” does not even affirm the existence of a sensible reality.
  12. What is a “sensible thing”: what can I learn only by the senses or what can I learn with the help of sensory aids?
  13. For example: reading a book, I see letters and I see the word “cat”.
  14. But it’s the mind who says that word is “cat”, because the mind has learned to interpret the signs that way.
  15. The eyes can only say that the letters C, A and T are written there.
  16. So what’s sensible: the word “cat” or the letters that make up the name?
  17. It’s aggravated when the word refers to something that is intelligible but not sensible, such as love.
  18. Causes and causality are rational, non-sensible inferences.
  19. The language is arbitrary : we have no reason to call the cat a cat, we just needed a word to designate it and we came up wiht that.
  20. Does heat have a real existence or is it a sensation born in us?
  21. The big problem here is where the sensations come from: if they are reactive, they are subjective; otherwise, they are objective.
  22. There is no intense sensation that does not cause pain or pleasure.
  23. How to define pleasure or pain without explaining what is sensation?
  24. Pleasure and pain exist in the mind, whom arranges sensations in intensity scale.
  25. Using subjective criteria to grade heat and cold leads to nonsense.
  26. Pleasure and pain exist only in the mind and the proof is that something that is pleasurable for some is painful for others (the so-called “personal taste”).
  27. Language in the full sense of the word is popular language: if I am speaking and you are understanding me, then it’s perfect and nothing needs to change in the language we use.
  28. The same thing looks different depending on the method of observation.
  29. If the microscope is more reliable, our normal vision is not enough.
  30. “Movement” can be understood as the change of position of one body in relation to another body, used as a reference.
  31. The reason why color is a subjective feature is that different people and animals perceive different spectra.
  32. Small animals perceive the world on a different scale.
  33. “Fast” and “slow” are subjective.
  34. Speed ​​is inversely proportional to the time a given object reaches a goal.
  35. Secondary qualities, such as color and taste, are identified by pleasure and pain, while primary qualities cause neither.
  36. Even when we assume that things have objective existence, our idea of ​​them is subjective.
  37. If the extension is subjective, it would not be part of the matter.
  38. Philosophically, substance and substrate are the same thing.
  39. Be careful not to use philosophical terms out of habit, not really knowing what they mean.
  40. What is matter anyway?
  41. If philosophy works with concepts, then unless we have a closed concept of what is matter, it will not be possible to make a philosophy of matter.
  42. If you conceive something in your mind, there is no guarantee that it exists outside of the mind.
  43. You can’t tell the exact distance of something just by looking at it.
  44. If you conceive distance as a “line” between the eye and the focused object, you do not see this line; the line is hypothetical.
  45. If I see a statue of Julius Caesar, I am seeing the statue; it’s reason who tells me what the statue represents.
  46. Often, the connection from one idea to another is pure custom, as is the case with prejudice.
  47. Do I listen to the vehicle or the sound it produces?
  48. You can only hear the sound, you can see the image , you can see the phenomenon , which does not necessarily give us a sure idea of ​​the object that produces it.

23 de agosto de 2016

O que aprendi lendo “Diálogos entre Hylas e Philonous”.

“Diálogos entre Hylas e Philonous” foi escrito por Berkeley. Abaixo, o que aprendi lendo esse livro.

  1. O contato com a natureza revigora a mente.
  2. O ceticismo total (segundo o qual a única verdade é a de que não há verdade em nada mais) é prejudicial, pois põe tudo no relativismo.
  3. Uma das causas do ceticismo é o fato de que pessoas de autoridade, como filósofos e cientistas, por vezes afirmam que não existe nenhum conhecimento seguro ou professam como verdade coisas extravagantes e se contradizem.
  4. Por vezes, o conhecimento do leigo é mais seguro.
  5. Se aproximar de um objeto ingenuamente pode dar mais resultado do que se aproximar do mesmo com ciência.
  6. Quando você é convencido de que está errado, mude seu proceder.
  7. Cético é quem duvida de tudo.
  8. Quem nega não é cético; o cético duvida, isto é, nem afirma e nem nega.
  9. Se durante uma discussão, o oponente fala uma besteira, mas uma besteira pequena, não vale a pena discutir sobre ela.
  10. Negar a matéria não nega a matemática.
  11. O “verdadeiro cético” não afirma sequer a realidade sensível.
  12. O que é uma “coisa sensível”: aquilo que posso aprender somente pelos sentidos ou aquilo que eu posso apreender com ajuda de instrumentos que auxiliam os sentidos?
  13. Por exemplo: lendo um livro, eu vejo letras e vejo a palavra “gato”.
  14. Porém, o que diz que aquela palavra é gato é a mente, que aprendeu a interpretar os sinais daquela forma.
  15. Os olhos podem apenas dizer que as letras G, A, T e O estão escritas ali.
  16. Então, o que é sensível: a palavra “gato” ou as letras que compõem o nome?
  17. Agravado quando a palavra se refere a algo somente inteligível, mas não sensível, como o amor.
  18. As causas e a relação de causalidade são inferências racionais, não sensíveis.
  19. A linguagem é arbitrária: não temos razão para chamar o gato de gato (quem deu esse nome só o deu porque precisava dar um nome ao bicho e esse foi o primeiro que lhe veio à mente).
  20. O calor tem existência real ou é uma sensação nascida em nós?
  21. Se ele fosse totalmente dependente de nós, não o sentiríamos nunca, porque o calor só se manifesta como sensação se estamos próximos de uma fonte de energia que nos produza essa sensação.
  22. O grande problema aqui é de onde vêm as sensações: se forem reativas, são subjetivas; do contrário, são objetivas.
  23. Não existe sensação intensa que não provoque dor ou prazer.
  24. Como definir prazer ou dor sem acabar explicando o que é sensação?
  25. Para alguns, dor e prazer não são distintos das sensações que os provocam.
  26. O prazer e a dor existem na mente apenas e dispõem as sensações em intensidade.
  27. Usar critérios subjetivos para graduar calor e frio leva a absurdos.
  28. Prazer e dor existem só na mente e a prova disso é que algo que é prazeroso para uns é doloroso para outros (o chamado “gosto pessoal”).
  29. A linguagem em plena acepção da palavra é a linguagem vulgar: se eu estiver falando e você estiver me entendendo, então perfeito.
  30. A mesma coisa se mostra diferente dependendo do método de observação.
  31. Se o microscópio é mais confiável, nossa visão normal é falha.
  32. “Movimento” pode ser entendido como a mudança de posição de um corpo em relação a outro corpo, usado como referência.
  33. A razão de a cor ser uma característica subjetiva é que diferentes pessoas e animais percebem diferentes espectros.
  34. Animais pequenos percebem o mundo em escala diferente.
  35. “Rápido” e “lento” são subjetivos.
  36. A velocidade é inversamente proporcional ao tempo em que determinado objeto chega a um objetivo.
  37. As qualidades secundárias, como cor e sabor, são identificadas pelo prazer e pela dor, enquanto as primárias não causam nem um e nem outro.
  38. Mesmo quando assumimos que as coisas têm existência objetiva, a ideia que fazemos delas é subjetiva.
  39. Se a extensão for subjetiva, não seria parte da matéria.
  40. Filosoficamente, substância e substrato são a mesma coisa.
  41. Cuidado para não usar termos filosóficos por hábito, sem saber realmente o que querem dizer.
  42. O que é a matéria, afinal?
  43. Se a filosofia trabalha com conceitos, então, a menos que tenhamos um conceito fechado do que é matéria, não será possível fazer filosofia da matéria.
  44. Se você concebe algo em sua mente, não há garantia de que esse algo exista fora dela.
  45. Não é possível dizer a distância exata de algo só olhando pra ela.
  46. Se eu concebo distância como uma “linha” entre o olho e o objeto focado, não vejo essa linha; ela é hipotética.
  47. Se eu vejo uma estátua de Júlio César, eu estou vendo a estátua; quem me diz quem ela representa é a razão.
  48. Muitas vezes, a conexão de uma ideia à outra é puro costume, como é o caso de preconceitos.
  49. Eu escuto o veículo ou o som que ele produz?
  50. Só é possível ouvir o som, ó é possível ver a imagem, ó é possível perceber o fenômeno, o que não necessariamente nos dá uma ideia segura do objeto que o produz.

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