Analecto

26 de março de 2018

Notes on “The Course in Positive Philosophy”.

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“The Course in Positive Philosophy” was written by Auguste Comte. Below are some thoughts found in his text.

  1. There are three kinds of philosophy, if we define philosophy as the pursuit for truth: theology, metaphysics and science.
  2. We can’t explain the universe using a single law.
  3. While theology and metaphysics try to seek the final causes of a phenomenon, science isn’t interested in final causes, but just particular causes in order to control that phenomenon and make use of it (“how” over “why”).
  4. The highest form of theology is monotheism, but science is always progressing, not having it’s goal in achieving a complete understanding of everything, as if it was possible to say “nothing needs explanation anymore”.
  5. Science, if it wants to work freely, must not mix with theology.
  6. As science works by validating or debunking a premise, it couldn’t have been born before theology or metaphysics, which provided premises.
  7. Observation (looking for something) isn’t the same as looking at something.
  8. Trial and error is unavoidable.
  9. Metaphysics is intermediate between theology and science.
  10. The author doesn’t care about the origins of a phenomenon nor what is it’s purpose: his goal is to understand how a phenomenon works and, unless the origin and role in nature are needed to understand it, that information is not important.
  11. Knowing how gravity works is more important than knowing what gravity is.
  12. We don’t need unsolveable questions like “where did we come from, what do we are and where are we going?” in order to find our path in life.
  13. When we start making science of an object, that does not mean that we can no longer make philosophy of that object.
  14. The shift from metaphysics to positive philosophy began with Descartes, Bacon and Galileo.
  15. Social studies need to become a science too (“social physics”, later renamed as “sociology”).
  16. Theology and metaphysics can not explain social phenomena.
  17. Our knowledge is separated in fields nowadays, but it wasn’t always like that.
  18. By separating knowledge in fields, we can study a field in depth.
  19. If different people work in different fields, science progresses faster.
  20. But we should not pull new fields from thin air.
  21. If you are good at many things, you likely only have a superficial knowledge on those things.
  22. The division of science in fields isn’t natural, because, in nature, biology isn’t separated from chemistry, for example.
  23. Scientists must work together and different fields must be able to have a dialogue.
  24. There should be a special class of scientists whose work is to organize the knowledge found in each field into an unified system.
  25. If a science is old, controversial and fruitless, what’s the point of persisting in it?
  26. A logical procedure is better explained by it’s application.
  27. A new field can be formed by the combination of different fields.
  28. A same object, when analyzed by different fields, can be much better explained.
  29. The disagreement between scientists may have social implications.
  30. Science is supposed to guide politics.
  31. Philosophy disagrees with itself due to methods that differ from thinker to thinker.
  32. If theology, metaphysics and science continue to try to kill each other, human thought won’t evolve.
  33. It’s impossible to come up with a single system that grasps and explains all human production.
  34. Science won’t be able to explain everything.
  35. If a single system is capable of explaining everything, that wouldn’t make much difference for us, as explaining each phenomenon through it’s particular laws works very well already, not to mention it’s much easier to do.
  36. You shouldn’t drop a task because you know you won’t be able to complete it within your lifespan, as the next generations can still continue from where you left.
  37. There’s a lot of useful lies.
  38. The division of science in fields isn’t natural, but rather a human need.
  39. If you fail several times at attaining a goal, that doesn’t mean that the goal is impossible to achieve.
  40. The essential difference between scientific fields is the objects that are studied.
  41. The goal in science is to understand and control a phenomenon of interest.
  42. Nothing wrong, however, in studying a phenomenon just for fun.
  43. The technical application of a science requires the usage of other sciences.
  44. When a science is too old and has gathered too much information, making a chronological exposition for students becomes nearly impossible.
  45. However, studying a science without studying it’s history is also incomplete.
  46. Science and technique improve each other.
  47. The sciences that have aspirations of universality are the strangest, because they bear little resemblance to our daily life.
  48. A “pure” phenomenon must be studied first, before we can study it’s modifications.
  49. A complete understanding of chemistry requires a basic understanding of physics, as chemical phenomena are conditioned by heat, electricity, movement and other physical phenomena.
  50. That doesn’t mean that chemistry is a branch of physics.
  51. Sociology (“social physics”) is submitted to the laws of all other sciences, but the “laws of sociology” do not affect the laws of nature.
  52. Some philosophies are still very theological or metaphysical, while others are completely scientific (reminder: the author considers theology, metaphysics and science different methods to philosophize).
  53. You can be accurate and still feel uncertain.
  54. Mathematics is present in every science, as a tool for validation.

26 de agosto de 2017

Anotações sobre “Curso de Filosofia Positiva”.

“Curso de Filosofia Positiva” foi escrito por Auguste Comte. Abaixo, alguns pensamentos encontrados no texto dele.

  1. Se filosofar é procurar a verdade, então há três formas de filosofia: pela religião, pela metafísica e pela ciência.

  2. Uma só lei não explica o universo inteiro.

  3. Nos dois primeiros estágios de desenvolvimento, a filosofia está interessada nas causas primeiras e nas causas finais, mas, no último estágio, ela renuncia a essa pretensão em nome da busca das leis que governam os fenômenos particulares.

  4. O ápice do instante teológico foi o monoteísmo, enquanto que o ápice do estado metafísico foi a filosofia da natureza, mas a ciência sempre progride, sem chegar a um instante em que se possa dizer “nada mais há para ser explicado”.

  5. A ciência deve romper com a religião (o que não implica que uma deva combater a outra, mas que, por serem formas diferentes de filosofia, não podem ser totalmente conciliadas e uma tentativa de conciliação implicaria subjugação e prejuízo à livre prática científica).

  6. Se a ciência funciona pela validação ou refutação de uma premissa, é claro que ela não poderia ter surgido antes da metafísica ou da teologia, as quais proveram as premissas.

  7. Observar (procurar por algo) não é o mesmo que olhar.

  8. Tentativa e vacilo fazem parte do andar filosófico.

  9. O estado metafísico é provisório, intermediário.

  10. O escritor não quer saber das causas dos, nem pra que servem os, fenômenos, além da medida do necessário para entender como funcionam.

  11. Mais importa saber como a gravidade funciona do que saber o que é a gravidade.

  12. O ser humano não precisa de perguntas sem resposta, do tipo “de onde viemos, o que somos, para onde vamos?” para guiá-lo na vida.

  13. Quando algo se torna ciência, não deixa de ser filosofia, mas deixa de ser metafísica.

  14. O movimento da filosofia para a direção positiva (priorização da ciência em lugar da metafísica) começou com Bacon, Descartes e Galileu.

  15. Estudos sociais precisam se tornar ciência (“física social”, mais tarde renomeada “sociologia”).

  16. Teologia e metafísica não explicam fenômenos sociais.

  17. Antigamente, nosso conhecimento não era dividido em campos.

  18. A divisão do conhecimento em áreas é positiva, pois permite que cada pesquisador estude um detalhe em profundidade.

  19. Essa divisão de conhecimentos permite o avanço mais rápido das ciências.

  20. Mas a divisão excessiva das ciências também traz problemas.

  21. É mais fácil ser bom em tudo quando se conhece tudo superficialmente.

  22. A divisão das ciências é artificial, foi feita por nós, enquanto que, na natureza, a biologia, por exemplo, não está separada da química.

  23. Um cientista deve trabalhar com o outro, as áreas científicas devem manter um diálogo.

  24. É preciso que as descobertas particulares encontrem seu lugar num sistema geral, organizado por uma outra classe de cientista.

  25. Se uma ciência é velha, sem acordo entre os cientistas que a praticam, a partir da qual nada foi descoberto, qual é o sentido de persistir nela?

  26. Um procedimento lógico é melhor explicado em sua aplicação.

  27. É possível criar um estudo pela combinação de duas ciências.

  28. Um estudo envolvendo mais de uma área científica explica mais detalhes de um objeto estudado.

  29. A anarquia de pensamento, isto é, uma situação em que nenhum pensador concorda com o outro, é causa de males sociais.

  30. A ciência deve estabelecer a verdade que a política aplicará.

  31. A filosofia discorda de si pela divergência de método.

  32. Se a teologia, a metafísica e a ciência continuarem perdendo tempo em tentar superar uma a outra, o pensamento humano não evoluirá.

  33. Querer uma filosofia capaz de explicar tudo, como quis Hegel, é coisa de quem pensa que o corpo total de conhecimento acumulado é menor do que na verdade é.

  34. A ciência não pode conhecer tudo.

  35. Se fosse possível um sistema filosófico capaz de explicar todos os fenômenos, será que isso faria muita diferença, se comparado à moda atual de explicar cada fenômeno segundo leis próprias?

  36. Você pode propor objetivos que você mesmo não pode atingir sozinho em seu tempo de vida, porque outros continuarão de onde você parou.

  37. Nem tudo o que é útil é verdade.

  38. Qualquer divisão das ciências é artificial por definição.

  39. O fato de falharmos várias vezes ao perseguir um objetivo não implica que é impossível alcançá-lo.

  40. Só é possível classificar as ciências pelos seus objetos observáveis.

  41. O objetivo da ciência é prever fenômenos e modificá-los.

  42. Estudar um fenômeno por prazer não é errado.

  43. Embora cada ciência possa ocupar-se de si mesma, sua aplicação técnica requer a ajuda de outros saberes.

  44. Quando um estudo já tem muito tempo de existência, como a filosofia, uma exposição cronológica decente fica cada vez menos possível, porque não dá pra expor tudo em suas relações.

  45. No entanto, essa forma de entender as coisas têm a desvantagem de não explicar como o conhecimento foi formado.

  46. A ciência e a técnica se ajudam no progresso de ambas.

  47. Os conhecimentos mais gerais são os mais estranhos a nós, por guardarem menos ligação com o prático.

  48. O fenômeno “puro” deve ser estudado primeiro, para depois estudarmos suas modificações.

  49. O entendimento completo da química requer o conhecimento básico de física, pois os fenômenos químicos são condicionados por calor, eletricidade e movimento, todas coisas estudadas na física.

  50. Apesar disso, a química não é parte da física e deve ser tratada como uma ciência à parte.

  51. A sociologia depende de todas as outras ciências, mas suas leis não influenciam as outras ciências.

  52. Um ramo do conhecimento pode ainda ser metafísico ou teológico quando outros ramos contemporâneos já são positivos.

  53. Precisão não iguala certeza.

  54. A matemática perpassa e valida tudo na ciência.

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