Analecto

27 de dezembro de 2011

Inveja de novo.

Ontem, um dos meus amigos a “superar” minha inveja dos artistas digitais começou a fazer arte digital. Apesar de ele estar de férias e poder melhorar suas habilidades, ele não o fez. O que fez ele pular para arte digital foi o tablet que ele ganhou de Natal. Senti como se tivessem comprado meu amigo e, apesar de ele não estar fazendo nada diferente, de fato, apenas encontrou uma nova ferramenta para usar suas habilidades tradicionais no meio digital, me senti traído ao ponto de chorar direto por uma hora e meia.

Eu deveria estar feliz por ele e, depois de pensar a respeito, resolvi aceitar que estou preso num buraco de alcatrão magnético chamado imperícia crônica. Eu não sei como melhorar minha arte tradicional e não pretendo fazer arte digital porque agora continuar com tradicional tornou-se uma questão de orgulho; não vou pactuar com o que me faz sofrer, levando meus amigos para longe de mim.

Me sinto meio chateado ainda, mas meu amigo não tem culpa. Ele provavelmente não iria comprar o tablet, mas ele ganhou, por que não usar? Afinal, é um presente e, se ele puder usar tal presente para transferir o que ele já sabe de arte para o computador e fazer arte melhor com perícias velhas, juntamos o útil ao agradável. O problema são minhas reações egoístas.

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