Analecto

24 de maio de 2015

Agora, sim: consertei o problema do som.

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , , — Alma @ 17:14

BOL – Brasil Online.

Antes de ir direto ao ponto, meus pedidos de inclusão foram todos recusados novamente, porque o Orquídea Negra não conseguiu resolver meu problema à tempo. Na terça-feira, irei à coordenação do curso pra saber se ele conseguiu e, talvez, incluir as disciplinas (ou, pelo menos, tentar pela terceira vez…).

O problema de som que venho enfrentando parece estar com os dias contados, porque elaborei uma solução experimental. Existe um programa de linha de comando chamado Pacmd. Ele permite configurar um servidor de som Pulseaudio enquanto este executa. Em primeiro lugar, entendamos o problema.

As caixas de som estão ligadas, mas não sai som delas (Linux Mint Debian Edition, 64-bit, Cinnamon Edition). Se eu instalar o Controle de Som do Pulseaudio (pavucontrol), vejo que o som está sendo direcionado para os fones de ouvido. Mudar a configuração para saída de linha resolve o problema, mas isso deve ser feito à cada sessão, o que é muito chato. Como não disponho de meios para resolver o problema, preciso usar um meio temporário: um comando que deve ser usado automaticamente a cada início de sessão, que pode ser configurado pelo Aplicativos de Sessão.

Em segundo lugar, precisamos descobrir que comando é esse. Eu já li o manual pra você, então vou soprar a resposta. Execute o comando “pacmd list-sinks” num Terminal. Isso te dará uma lista de “pias” (sinks).

1 sink(s) available.
  * index: 0
    name: <alsa_output.pci-0000_00_1b.0.analog-stereo>
    driver: <module-alsa-card.c>
    flags: HARDWARE HW_MUTE_CTRL HW_VOLUME_CTRL DECIBEL_VOLUME LATENCY FLAT_VOLUME DYNAMIC_LATENCY
    state: SUSPENDED
    suspend cause: IDLE
    priority: 9959
    volume: front-left: 32770 /  50% / -18,06 dB,   front-right: 32770 /  50% / -18,06 dB
            balance 0,00
    base volume: 65536 / 100% / 0,00 dB
    volume steps: 65537
    muted: no
    current latency: 0,00 ms
    max request: 0 KiB
    max rewind: 0 KiB
    monitor source: 0
    sample spec: s16le 2ch 48000Hz
    channel map: front-left,front-right
                 Estéreo
    used by: 0
    linked by: 0
    configured latency: 0,00 ms; range is 0,50 .. 341,33 ms
    card: 0 <alsa_card.pci-0000_00_1b.0>
    module: 6
    properties:
        alsa.resolution_bits = “16”
        device.api = “alsa”
        device.class = “sound”
        alsa.class = “generic”
        alsa.subclass = “generic-mix”
        alsa.name = “ALC888 Analog”
        alsa.id = “ALC888 Analog”
        alsa.subdevice = “0”
        alsa.subdevice_name = “subdevice #0”
        alsa.device = “0”
        alsa.card = “0”
        alsa.card_name = “HDA Intel”
        alsa.long_card_name = “HDA Intel at 0xfeaf4000 irq 44”
        alsa.driver_name = “snd_hda_intel”
        device.bus_path = “pci-0000:00:1b.0”
        sysfs.path = “/devices/pci0000:00/0000:00:1b.0/sound/card0”
        device.bus = “pci”
        device.vendor.id = “8086”
        device.vendor.name = “Intel Corporation”
        device.product.id = “3a3e”
        device.product.name = “82801JI (ICH10 Family) HD Audio Controller”
        device.form_factor = “internal”
        device.string = “front:0”
        device.buffering.buffer_size = “65536”
        device.buffering.fragment_size = “32768”
        device.access_mode = “mmap+timer”
        device.profile.name = “analog-stereo”
        device.profile.description = “Estéreo analógico”
        device.description = “Áudio interno Estéreo analógico”
        alsa.mixer_name = “Realtek ALC888”
        alsa.components = “HDA:10ec0888,1b0a009f,00100001”
        module-udev-detect.discovered = “1”
        device.icon_name = “audio-card-pci”
    ports:
        analog-output-lineout: Saída de linha (priority 9900, latency offset 0 usec, available: no)
            properties:
               
        analog-output-headphones: Fones de ouvidos (priority 9000, latency offset 0 usec, available: no)
            properties:
                device.icon_name = “audio-headphones”
    active port: <analog-output-lineout>

Anote o nome daquela que tem a porta referente às caixas de som (algo como analog-output-lineout), que deve estar lá pela última linha de pia. No meu caso, a pia é “alsa_output.pci-0000_00_1b.0.analog-stereo“.

Em terceiro lugar, precisamos testar a solução. Abra o Controle de Som do Pulseaudio e mude novamente o som para os fones de ouvido, se já não estiver, então execute o comando pacmd set-sink-port seguido do nome da pia e do nome da porta. No meu caso, o comando foi:

pacmd set-sink-port alsa_output.pci-0000_00_1b.0.analog-stereo analog-output-lineout

Depois, cheque o Controle de Som do Pulseaudio novamente para ver se o som mudou dos fones de ouvido para as caixas de som. Se tiver, é porque esse comando serve também para nosso propósito e, de posse dele, podemos criar um script de inicialização de sessão com ele.

Por último, abra o Aplicativos de Sessão e adicione uma nova entrada. Ponha um nome com significado e o comando que deu certo, depois um comentário. No meu caso ficou:

Nome: Configuração da Porta de Som

Comando: pacmd set-sink-port alsa_output.pci-0000_00_1b.0.analog-stereo analog-output-lineout

Comentário: Conserta a saída de som do Pulseaudio.

Startup Delay: 0

Isso não resolve a causa do problema, mas anula seus efeitos, porque o som será direcionado às caixas de som automaticamente à cada sessão.

20 de maio de 2015

Como consertei o som do LMDE.

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , , — Alma @ 03:10

SoFurry – The furry creativity home.

Depois de atualizar o LMDE1 para o LMDE2, comecei a experimentar um problema muito irritante: o som das minhas caixas de som havia desaparecido. Procurando soluções online, vi que eu podia redirecionar o som para as caixas de som utilizando o pavucontrol. O pavucontrol (Controle de Volume do Pulseaudio) denuciou que, depois da atualização, o som estava sendo enviado para os fones de ouvido, os quais não existiam, logo não havia som. Redirecionei o som usando o pavucontrol e tudo deu certo…

Até que eu tive que encerrar a sessão e voltar, apenas para ver que o problema estava ali novamente. Procurei soluções por dois dias, mas sem sucesso. Então eu tive que raciocinar. Em algum momento, eu quebrei o som completamente, de forma que nem o pavucontrol resolvia. Então entrei em outra conta e verifiquei se o problema acontecia lá também. Não acontecia. Então, o problema era relativo à minha conta, o que é uma pista e tanto! Isso significa que o problema residia em algum arquivo de configuração no meu diretório pessoal.

Existe um diretório oculto na pasta pessoal chamado .config, onde ficam os arquivos de configuração, inclusive, do Pulseaudio. Por alguma razão, esses arquivos de configuração estavam sendo reescritos a cada início de sessão. Eu já tive um problema parecido. Seguinte:

  1. Vá ao diretório pessoal.
  2. Aperte Ctrl+H, isso mostrará os diretórios e arquivos ocultos.
  3. Entre em .config.
  4. Apague o diretório pulse dentro de .config.
  5. Encerre sua sessão.
  6. Entre novamente.
  7. Chame o Controle de Volume do Pulseaudio.
  8. Direcione o som para as caixas de som. Isso irá criar um arquivo de configuração correto no diretório de configuração, mas ainda precisamos impedir que ele seja reescrito.
  9. Volte para ~.config/pulse.
  10. Altere as permissões de todos os arquivos lá dentro, de forma que apenas o proprietário tenha permissões de escrita sobre eles (isso é feito pelas propriedades do arquivo, acessíveis pelo menu de contexto).
  11. Volte para ~.config.
  12. Mude as permissões do diretório pulse, para que ele também fique somente leitura.
  13. Mude as permissões do pavucontrol.ini, um arquivo também naquele diretório, para somente leitura.
  14. Encerre sua sessão.

18 de maio de 2015

Poxa, que bom que isto aconteceu.

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , , — Alma @ 00:49

apt dist-upgrade

via Upgrade from LMDE 1 to LMDE 2 – Linux Mint Community.

Eu estava aqui me lamentando porque não havia saído a atualização do Linux Mint Debian Edition para a versão dois e, quando fui checar na Internet, vi que a atualização havia sido lançada ontem. E vi isso nas primeiras horas do dia (literalmente na primeira hora). Estou fazendo a atualização neste instante. De repente, meu sono se foi.

Como se não bastasse esse ser talvez o meu penúltimo semestre na faculdade, meu amigo de infância ter se mudado para perto de mim, eu ter levado meu PC para manutenção e tê-lo recebido novo em folha, ainda recebo a maravilhosa notícia de que meu sistema operacional já é elegível para uma tremenda atualização. Que excitante! Vejamos se é bom como nos filmes.

O que se pode esperar é que o Linux Mint Debian Edition agora seja baseado em Debian Stable, mas com as atualizações de componentes-chave ocorrendo constantemente. Isso significa que nós, usuários de Debian Edition, somos como que porquinhos da Índia ou cobaias. Certos aplicativos serão nos dado ainda em fase de testes e isso me deixa alegre; usar a versão mais recente de programas como o Cinnamon, mas sem abdicar da estabilidade de programas do repositório do Debian Stable me equilibra entre o novo e incerto e o velho, mas seguro. Quando Debian Stable for atualizado, eu receberei a atualização imediatamente também e eu gosto de ter a versão estável mais recente. Me anima que essas atualizações possam vir automaticamente sem que eu tenha que escolher (porque minha escolha sempre é sim e eu não podia automatizar essas escolhas).

9 de janeiro de 2015

Regen.

64 bit – Running 32-bit app under 64-bit linux – Ask Ubuntu.

Há alguns anos, um dos meus amigos veio aqui em casa para passar um dia comigo. Nós jogamos um bocado no Playstation 2 que tínhamos aqui. A principal atração, contudo, foi nossa noitada jogando um emulador de Mega Drive feito por fãs para Playstation 2. No meio do nosso jogo, encontramos o tal Rocket Knight Adventures, um jogo pelo qual me apaixonei.

Depois que meu colega foi embora, o Playstation 2 foi guardado e não pude mais jogar. Até eu resolver usar um emulador no meu computador para me dar ao luxo. Os emuladores de Mega Drive disponíveis no repositório do Ubuntu eram complicados (Mednafen) ou imprestáveis (os outros), então eu procurei por algo feito por terceiros. Assim descobri o Regen. Dei dois cliques e o negócio começou a funcionar, com nível de Snes9x, outro emulador que eu usava na época. Terminei Rocket Knight Adventures no Regen e não me arrependo de ter entrado em contato com a música daquele jogo.

Esses dias, Apple me mostrou um personagem de um jogo chamado Shining Force 2. O personagem parece uma pequena tartaruga ou lagartixa encouraçada com uma barriguinha amável e bem alimentada. Ai, ai, que pecado. Eu resolvi que jogaria só pela emoção de jogar com aquela criatura fofinha. Mas, como vocês já sabem, agora estou usando o Linux Mint Debian Edition 64-bit Cinnamon Edition, isto é, não é Ubuntu.

Peguei o Regen e tentei executá-lo aqui, mas nada aconteceu. Eu tentei executá-lo pelo Terminal para saber o que estava errado e descobri que ele estava tendo dificuldade em achar o arquivo “libgtk-x11-2.0.so.0”. “Certo, ele está com dependência faltosa, posso resolver isso”, pensei, com meu pensamento ainda um pouco nublado pela doce barriguinha da tartaruga. Aprendi na Internet o comando “apt-file search”, que me permite procurar por arquivos específicos dentro de pacotes não instalados, para saber em que pacote está libgtk-x11-2.0.so.0. A resposta era: no pacote “libgtk2.0-0”. Daí, abri meu gerenciador de pacotes e procurei pelo tal libgtk2.0-0, mas… ele já estava instalado.

Dando uma olhada no apt-file, eu pude ver que o arquivo libgtk-x11-2.0.so.0 instala no diretório /usr/lib/x86_64-linux-gnu/ e aí a resposta me acertou na face como xixi de bebê durante a troca de fralda. Na época do Ubuntu, eu usava um sistema 32 bits, com bibliotecas 32 bits devidamente instaladas, mas agora estou de 64 bits. De fato, “x86_64-linux-gnu” é um diretório cheio de objetos de 64 bits que não fazem sentido para uma aplicação de 32 bits, que parecia ser o caso do Regen. Alguém pode ter ficado preocupado até agora com a possibilidade de ter de recompilar o Regen para apontá-lo ao diretório correto, mas esse não é o caso: mesmo que eu apontasse o Regen para o diretório /usr/lib/x86_64-linux-gnu/, ele não poderia usar nada contido lá, por ser um programa de 32 bits, com capacidades limitadas.

Pensei um pouco. “Talvez o diretório certo não tenha sido criado”, passou pela minha cabeça, pois eu pensei que instalar algo de 32 bits através do APT poderia criar o diretório. Só que esse diretório já existia, porque o Wine já instala bibliotecas de 32 bits, eu só não sabia onde o diretório estava. Não era a solução certa, mas me deu uma ideia: e se eu, deliberadamente, instalasse dependências de 32 bits? Isso pode ser feito.

No repositório, programas e bibliotecas de 32 bits têm uma extensão “:i386” no nome. Então, em vez de instalar libgtk2.0-0, instalar “libgtk2.0-0:i386”. Instalei e tentei usar o Regen novamente. Agora, ele acusava a falta de um arquivo chamado “libXv.so.1”. Eureka! Isso significa que a primeira dependência havia sido satisfeita e que meu raciocínio estava correto afinal! Eu só precisava instalar as outras dependências e logo eu estaria saboreando aquila suculenta barriguinha…

Após instalar todas as dependências (libgtk-x11-2.0.so.0, libXv.so.1, libasound.so.2, libSDL-1.2.so.0), Regen funcionou, embora com uma interface meio feia. Inobstante, comecei a jogar Shining Force 2. Aprendi várias coisas hoje:

  1. Regen é um programa de 32 bits.
  2. Eu posso procurar por arquivos avulsos em pacotes não instalados usando o comando “apt-file search” seguido do nome do arquivo.
  3. Programas de 32 bits instalados pelo APT satisfazem dependências como 32 bits, mas as dependências ainda precisam ser instaladas manualmente se eu arrumar o programa por fontes fora do repositório.
  4. Não é uma doçura? http://www.shiningforcecentral.com/content/artwork/files/sf2/sf2_book_kiwi2.jpg
  5. As dependências do Regen pertencem aos pacotes libgtk2.0-0:i386, libxv1:i386, libasound2:i386 e libsdl1.2debian:i386, que podem ser instalados pelo Gerenciador de Aplicativos.

21 de novembro de 2014

www.6581-8580.com

Filed under: Computadores e Internet, Música, Passatempos — Tags:, , , — Alma @ 22:32

MP3 Archive (154473* files) of music recorded from real unmodified Commodore 64’s hardware (6581R2, 6581R4 & 8580R5)

Stone Oakvalley’s Authentic SID Collection – www.6581-8580.com – Download MP3 files of SID recordings.

Houve um tempo no qual eu detestava gravações em fluxo de música de computador. “Por quê?”, eu pensava, “Eu não posso simplesmente usar um emulador e, ainda assim, ter economia de espaço?” Ninguém pode me culpar por pensar dessa forma. Mas eu percebi que esse pensamento não funciona tão bem com Commodore 64. Pelo que eu pude observar, as músicas, por exemplo, do Firefly soam bem diferentes no Youtube, em relação a forma como elas tocam aqui. Outro problema é que o Commodore 64 teve três processadores de som ao longo de sua história, cada peça processava os filtros de forma distinta, de forma que uma música poderia soar diferente dependendo do ano do computador.

E então, quem tem razão? Estou emulando da forma correta? Em GNU/Linux, três bibliotecas se esforçam para se aproximar do som do Commodore 64: libsidplay1, libsidplay2 e libsidplayfp. Nenhuma delas é completa, o que é de se esperar de software de código aberto; novos recursos sempre podem ser adicionados. Mas, na tarefa de emular o som autêntico do Commodore 64, todas falham. Chegam perto, por vezes bem perto, mas nunca chegam ao ideal.

Aí, esse senhor Oakvalley teve uma ideia: para resolver o problema do código de máquina e dos emuladores, o código da música poderia ser executado em hardware original e gravado em MP3, para que, assim, o som do hardware original fosse preservado, embora com pequenas perdas típicas do MP3. Ele converteu toda a High Voltage SID Collection dessa forma e o que mais impressiona: cada MP3 tem três ligações de descarga, um para cada modelo do processador. Assim, você pode comparar a forma como os filtros são processados e inferir as características únicas de cada processador.

Assim, estou me reconciliando com o MP3 e deixando de lado o código de máquina, por enquanto. Estou reorganizando minha coleção de música de jogos eletrônicos, usando apenas os trinta e três formatos do Audio Oveload e mais o Vorbis. Isso, estou convertendo meus MP3 em Vorbis. É que Linux Mint se dá melhor com Vorbis.

12 de maio de 2014

Instalando o LMMS 1.0 sob Linux Mint Debian Edition 64-bit Cinnamon Edition.

Oh, raios de nome longo esse. Atualmente, a versão do LMMS disponível no repositório do Linux Mint é a 0.4.10, que é atrasada. Quem já tentou instalar um programa de Ubuntu no Linux Mint provavelmente encontrou problemas de variada gravidade. Eu, por exemplo, tentei instalar o Xdiagnose no meu Linux Mint e acabei com o sistema de um jeito que não achei que fosse possível. Então, você deve procurar programas de Debian caso você queira instalar um programa indisponível no repositório. O LMMS 1.0 está disponível para Debian Sid, o que pode deixar muitos com um pé atrás, mas eu instalei com sucesso aqui e posso garantir que é seguro.

Mas caso você não acredite em mim, talvez queira avaliar se vale a pena ou não substituir sua instalação atual do LMMS pela mais recente. Não mudou muita coisa, mas posso notar duas grandes mudanças, uma ótima e outra péssima, para que você veja se deve atualizar ou não:

  1. A interface está horrorosa. Feia que dói, falando sério. Está confusa, mortiça.
  2. Dois sintetizadores novos foram adicionados, um modulador de frequência (emulador de OPL2, permitindo sons próximos ao do Sega Mega Drive) e um gerador de efeito sonoro (Sfxr).

Se você acha que ter dois novos sintetizadores compensa ter uma interface feia, vá em frente. Se você acha que a interface feia não é compensada pelos sintetizadores novos, não vá em frente. Se você tentar instalar o LMMS 1.0 no seu Linux Mint, você obterá o seguinte erro: a dependência não é contentável (lmms-common >= 1.0). Isso significa que você precisa preencher uma dependência antes e essa dependência é justamente o pacote lmms-common mais recente. Mas, se você tentar instalá-lo, receberá outro erro: quebra a dependência do pacote lmms (lmms-common = 0.4.10). E agora?

  1. Execute no Terminal o comando sudo apt-get remove –purge lmms lmms-common. Isso irá remover do seu sistema o LMMS e o lmms-common atual, tal como os arquivos de configuração.
  2. Baixe o lmms-common.
  3. Instale o lmms-common usando Gdebi. Se houver uma dependência não resolvida, pare imediatamente e reinstale a versão do repositório (0.4.10). Nesse caso, é melhor esperar até a versão mais recente aparecer no repositório oficial, porque atualizar outros pacotes quebrará várias dependências.
  4. Baixe o LMMS.
  5. Instale o LMMS. Novamente, pare se houver alguma dependência não resolvida.

LMMS está pronto. Eu preferi ficar com o LMMS 0.4.10 depois que vi o quanto a interface é nojenta, mas cada um com seu cada qual. Caso você tenha encontrado dependências não resolvidas ou caso você queira se desfazer da versão 1.0, execute os comandos abaixo no Terminal:

  1. sudo apt-get remove –purge lmms lmms-common
  2. sudo apt-get install lmms

Isso desinstalará a versão 1.0 e instalará a versão disponível no repositório oficial.

15 de janeiro de 2014

My Computer Adventures: Wrong keys auto-typed by KeePass/KeePassX in Ubuntu

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, , , — Alma @ 21:15

My Computer Adventures: Wrong keys auto-typed by KeePass/KeePassX in Ubuntu.

De acordo com este artigo muito fofo, o problema enfrentado por usuários brasileiros de Keepassx (senhas digitadas incorretamente ao usar a opção “tipo automático”) é um problema da interface Unity, do Ubuntu. Só que não. O problema também ocorre no Linux Mint, que não usa Unity. Então onde está o problema? Se você olhar pra solução, o comando setxkbmap, você percebe, imediatamente, que o problema reside no X.

Quando você digita uma senha no Keepassx, ele recebe informações sobre o que você está digitando a partir do driver, óbvio, sendo que o driver do teclado está propriamente configurado como brasileiro. Mas na hora da tipagem, o Keepassx não dispõe de um teclado físico, então ele usa o mapa de caracteres do X, que, por padrão, é norte-americano. É como você tentar colocar um acento agudo num “teclado mal configurado”, fazendo aparecer, digamos, ponto e vírgula, porque o driver está configurado como EN. Mesmo que você tenha criado sua senha automaticamente usando o gerador de senhas do próprio programa, o problema persistirá, porque o Keepassx usa as configurações do sistema hospedeiro, enquanto que o X usa suas próprias configurações. Se você mudar o idioma do Keepassx, ele irá mudar também o teclado do X para o idioma que você escolheu, resolvendo o problema desde que o programa tenha sido traduzido para aquele idioma, mas ele não tem português brasileiro (o português de Portugal não serve). Então o jeito é configurar o teclado do X por outros meios.

A solução é digitar num terminal o comando setxkbmap br. Isso eliminará o problema. Mas ele voltará na próxima vez em que você iniciar sua seção; por alguma razão obscura, a configuração do teclado do X é “resetada” a cada início de seção. Então como é que você resolve o problema permanentemente? Não sei, mas tem um jeito de você fazer seu computador executar o comando automaticamente à cada início de seção, o que é o mais próximo que consigo chegar de uma solução.

O Ubuntu tem um programa chamado Aplicativos de Sessão. Inicie-o e adicione uma nova ação.

Nome: Configuração do Teclado do X

Comando: setxkbmap br

Descrição: Configura o teclado do X de acordo com o modelo brasileiro.

No Linux Mint, isso também é válido. Da mesma forma, o comando pode ser adaptado para outros tipos de teclado (setxkbmap gr para alemão, por exemplo), com o tanto que você disponha do código do seu teclado, que normalmente é a abreviação inglesa do nome do país. Caso mais de um usuário use o Keepassx, o método deve ser repetido também nas contas dos outros usuários. A não ser, claro, que você adicione uma entrada em init.d, o que faria o comando ser executado para todos os usuários à cada arranque. Acho que o comando pra isso seria sudo /etc/init.d/setxkbmap br start. Como eu disse, eu acho que é.

3 de janeiro de 2014

Linux Mint Debian Edition 64-bit Cinnamon Edition.

Eu percebi uma coisa: eu não conseguiria passar dez minutos ao lado do meu eu adolescente sem me sentir incomodado; eu falava muito mesmo de religião, mesmo em situações onde isso não cabia. Além do mais, muitas coisas que eu costumava pensar não mais fazem parte do meu sistema atual, então resolvi marcar as opiniões que eu descartei com a palavra-chave “adolescência”. Se você ver essa palavra-chave numa entrada aqui, saiba que já não penso mais da forma como a entrada descreve.

Hoje baixei o Linux Mint e resolvi que mudarei de sistema uma vez por ano, para não ficar muito tempo parado. No dia trinta e um de dezembro de cada ano, dou uma olhada no Distrowatch pra saber qual distribuição é mais popular e então a “testo” por um ano. Hoje não resisti à tentação e brinquei um pouco com o Mint na live session. É muito rápido e suave. Eu achei que Ubuntu era rápido, mas Mint vai muito mais além, especialmente porque estou usando a Debian Edition. Isso mesmo, a versão rolling-release. A principal razão pela qual eu optei pela Debian Edition foi o fato de que eu não preciso reinstalar o sistema a cada semestre porque a versão perderá o suporte; rolling-release é suportado até o projeto morrer. Eu não preciso esperar o novo lançamento da distribuição para obter as versões mais recentes dos programas que eu uso; as versões mais novas são constantemente enviadas. Bom, quase, já que o repositório do Linux Mint Debian Edition só é clonado do Debian Testing uma vez por mês, para que os desenvolvedores tenham tempo de testar tudo. Outra razão é que a versão padrão do Mint é baseada em Ubuntu, o que não é exatamente ruim, mas, no meu caso, é melhor eu evitar; os problemas de lentidão que experimento são muito específicos e podem ter sido herdados pela versão mais recente, Petra.

Mas me foi avisado que o Debian Edition não é tão fácil como o Petra. E de fato as primeiras atualizações quebraram o sistema. Mas isso é fácil de resolver. Se você ficou preso fora da sua conta de usuário porque o Cinnamon não quer mais iniciar depois das atualizações, faça o seguinte:

  1. Na tela em que você digita nome de usuário e senha, aperte Ctrl+Alt+F1 (isso te levará ao tty1, que é uma shell não-gráfica).
  2. Entre nome de usuário e, em seguida, senha do administrador.
  3. Digite sudo apt-get update, acerte enter e digite a senha (se necessário), em seguida enter.
  4. Digite sudo apt-get -f install, acerte enter e digite a senha (se necessário), em seguida enter (isso instalará as dependências faltantes).
  5. As atualizações provavelmente abortaram e não instalaram completamente antes do problema ocorrer, então conserte isso com sudo apt-get upgrade (acerte enter e digite a senha se necessário, em seguida enter).
  6. Finalize com sudo apt-get dist-upgrade, acerte enter e digite a senha (se necessário), em seguida enter.
  7. Limpe o sistema com sudo apt-get clean, sudo apt-get autoclean, sudo apt-get autoremove, que funcionam da mesma forma que as palavras mágicas supracitadas.
  8. sudo reboot.

Eu quebrei o sistema hoje quando ignorei o aviso de que o Linux Mint Debian Edition não é compatível com programas de Ubuntu. A instalação do Xdiagnose removeu um pacote chamado sysvinit, o que me trancou fora do sistema. Tive que formatar. Então, não instale programas para Ubuntu no LMDE, embora seja seguro instalar programas de Debian.

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