Analecto

4 de janeiro de 2013

Pai.

Stop keeping my hopes so high. The following story has a happy ending. I wanted to spend this day with my father. As Daxy knows, I wanted it very badly for a variety of reasons. But I wanted it to be just us; I hate that bitch that is his girlfriend, I hate her family and house. Last year, we went there to spend the last day of the year and there was a party. As expected, I was a downer and dad got mad at me for not enjoying the party. I just wanted to see my father, even if just to get stuck in traffic jam, as long I had him around and just him. I have a pending important talk as well and it would be perfect to discuss it. But he promised to see his gf, invited me and I had to drop it. I could hear the disappointment in his voice when I said I didn’t want to see one of his toys because I hate her family so very much and I hope he managed to hear how disappointed I was as well.. I remember going to her house once with my nephew and my nephew told one of her relatives that one of our dogs, Bianca, was pregnant and said relative asked to my seven-year-old nephew if it was him who impregnated her. My father assured that we wouldn’t spend too much time there, but I refused to go even so, because, knowing my father, he would spend hours there and I hate to not go according to the plan. I was here, sad all day long, with my mother. She noticed I was feeling down because of this and we spend some time cuddling and watching television, a stream of fireworks happening around Brazil. When the clock hit 11pm, which is midnight in some states, the hoster said that I had to “hug my family and celebrate”. I hate to be asked to “celebrate” something, specially when I felt I had nothing to be happy about. My mother comforted me and made me feel better after some time, so I’m fine now. It all happened because I trusted my father for something and had faith on him. Happened because I had plans that were unfitting to my usual routine. I shouldn’t keep my hopes too high, no one should. And I knew it, but thought it was okay, which was imprudent on my part. When you have high hopes, the frustration is proportional if your plans fail. When you do something while keeping in mind that it may fail, the failure won’t hurt so much and the success will feel sweeter.

Que bom que pelo menos tenho minha mãe. Mudei todas as minhas senhas ontem e hoje, pelo menos dos sites importantes, e pretendo voltar a fazer isso uma vez por mês. Também mandei uma nota para outro amigo problemático que acha que está viciado em sexo. Espero que ele tenha retornado a mensagem, o que me lembra que ainda tenho de revisar o estudo, sendo esta minha entrada mais lida.

Falando nisso, minha mãe está tentando de novo me converter. Parece que ela fez disso uma meta para 2013. Será ruim para nós dois; eu não só odeio a ideia de participar de uma religião organizada como vou ofendê-la com isso, porque simplesmente ficar quieto quando ela fala essas coisas sobre os tais escravos fiéis à Torre eu simplesmente não posso ficar calado.

Além disso, assisti hoje um episódio da segunda temporada de South Park, aquele em que os pais de Stan se divorciam. Vi, por um minuto e meio, minha vida. O pai do Stan num carro novo dando um rolé pela cidade e azarando meninas enquanto Stan ficava com a mãe dele na maior parte do tempo. O pai do Stan podia vê-lo uma vez a cada quinze dias, mas só o via por alguns minutos porque tinha outros compromissos com mulheres. Só que precisei assistir ao episódio para sacar uma coisa. Talvez meu pai não me ame tanto quanto costumava. Eu entendo, talvez seja melhor assim, afinal, biologicamente falando, o amor tem “prazo de validade”. Mas não posso deixar de me sentir arrasado com isso.

Em algum momento da minha vida devo tê-lo decepcionado. Eu era uma criança fofinha e precoce, eu dava orgulho ao meu pai e ele me levava a diversos lugares com ele, os quais eu ia com prazer, simplesmente porque iria estar com ele. A praia ou os restaurantes sem dúvida tinham seu fator atrativo, mas eu não sentia tanto prazer se eu fosse só com minha mãe. Aí meus pais se divorciaram, porque minha mãe estava ficando insuportável com meu pai e vice-versa. Eu não sofri com isso imediatamente. Conforme o tempo passava, meu pai despendia cada vez menos tempo comigo e com o resto da família, até que me acostumei a ficar longe dele. Quando ele me convidava para ir à casa dele, eu ficava desconfortável, porque isso significava ir a um lugar estranho e ficar com uma pessoa que eu já não via a tanto tempo, sem nada para fazer. Quando eu chegava lá, contudo, eu o abraçava e ficava junto dele, mesmo que a ideia não parecesse atrativa no começo. Mas eventualmente eu voltava, para uma vida melhor que eu tinha perto da minha mãe. Eu resistia mais e mais a passar tempo com meu pai porque ele estava virando um estranho. E ele arrumava umas namoradas nojentas que eu tinha que aturar. Ele passava muito tempo com elas, era como se passar tempo conosco tivesse se tornado uma mera responsabilidade formal. Tanto é que ele nos levava para a casa dele apenas se pedíssemos e, quando íamos, sempre tinha uma mulher na casa dele. E ele nos deixava de lado. Eu tenho percebido isso e até tenho tentado mudar isso, mas meu pai tem mostrado uns comportamentos que cresci achando inaceitáveis. Ele me levava para lugares com comida horrível e possivelmente contaminada, fugia do planejado, me levava para um lugar depois de ter me convencido que iríamos a outro e passávamos mais tempo lá que o previsto. E eu tinha minhas responsabilidades, mas não que ele se importasse. Lembro que tive que gritar com minha irmã por causa disso, inclusive, porque ela queria que eu fosse com meu pai até a casa dela e meu pai queria me levar, mas eu tinha um artigo para escrever.

Além do mais, me desenvolvi de um jeito que ele temia que eu me desenvolvesse. Herdei emetofobia dele, tive depressão maior, meu peso é catorze quilogramas abaixo da média para minha altura. Todos esses foram problemas que ele teve. Me pergunto se ele se sente culpado por eu ter herdado tantos de seus aspectos negativos. Sei, contudo, que não constituirei família, embora eu quebre o coração dele sempre que eu digo isso, já que um dos maiores sonhos da vida dele é ver meus filhos e minha esposa. Nem sei se posso arrumar uma e ainda ser feliz.

Digitar isso enquanto escuto Ocean Loader 2 me dá vontade de chorar. Hoje revisitei Hegel, li alguns de seus textos. Até que não é tão ruim. Digo, tem seu lado bom e seu lado horrível. Gosto quando Hegel dá uma materialista, mas a coisa a ficar absurda à medida que fica metafísica.

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5 de abril de 2012

Minha mãe me denunciou ao meu pai.

Filed under: Organizações, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 18:20

Kitten Snuggles by Ixbalam < Submission | Inkbunny, the Furry Art Community.

Meu pai não quis vir ontem porque ele estava estressado demais e eu poderia me meter na minha primeira briga de verdade. Então ele veio hoje com a cabeça mais fria. Ele disse, indiretamente, que “algumas pessoas” deveriam ser mais “agradecidas”. Quer saber?

Eu talvez esteja errado, mas já tive o bastante disso. Eu posso me deprimir, porque já fiz isso no passado, e é o que vou fazer. Cinco anos atrás, eu procurei refúgio na morbidez e este parece ser o último lugar que me resta para me esconder. Além disso, sempre achei que tem algo confortável na tristeza. Pode demorar um ano ou talvez mais para que eu fique tal como eu era antes, mas é possível. Além do mais, naquele período infeliz, minhas notas eram melhores, eu dormia melhor e minha saúde física era melhor do que minha situação atual. Se eu estiver emocionalmente mal, minha mãe talvez acabe parando de me encher o saco. Isso é chantagem, mas hoje ela pôs toda a minha família contra mim porque ela me acusou injustamente de não seguir a rotina de medicação corretamente, porque ela jogou o estresse dela encima de mim e porque ela não dá o braço à torcer. Reconheço que é injusto que eu a tenha tratado daquele jeito depois de tudo o que ela fez por mim por dezenove anos, mas isso que ela fez foi desnecessário e constrangedor.

Agora meu pai está com raiva de mim e disse que se eu continuar assim, ele vai começar a me tratar como ele trata minha irmã, a qual eu nem lembrava que existia até ele mencioná-la. Então, hoje começa o regime mental. Eu já tentei antes, já tentei voltar ao meu estado quase suicida, mas falhava por falta de motivação. Agora eu tenho motivação. Minha família toda é testemunha de Jeová, como se isso já não me excluísse o bastante, e agora minha mãe chora no ouvido do meu pai, que não tem mais nada a ver com a situação moral desta família porque ele pulou fora quando eu tinha oito anos, e faz todos aqui pensarem mal de mim. Sinto muito se eu não participo de seu projeto metafísico do Além.

Estou começando a repensar e a ver a possibilidade de pular fora daqui o mais cedo possível. Mas o meu plano primário ainda está em voga porque estou decidido a terminar a faculdade antes. Mas isso significa ficar aqui por mais dois anos, o que certamente me faria mal-agradecido. Então tenho que ficar quieto e a melhor maneira de se fazer isso é não tendo motivação para nada, não ter motivação para retrucar, especialmente depois de ela ter dito duas vezes que não dá a mínima para o que eu penso, mesmo quando estou e certo e mesmo quando o que eu falo não é um pensamento original.

Mas que seja.

10 de março de 2012

Detesto quando isso acontece…

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 21:33

comic 32 | SoFurry.

Hoje me meti numa discussão com minha mãe sobre religião, de novo. Se fosse com qualquer outra pessoa, tudo bem, mas eu amo a minha mãe e sei que tudo o que ela quer é que eu viva eternamente com ela, fico me sentindo mal por ter que argumentar com ela quando ela tenta “me converter”.

Eu nem lembro mais o que foi exatamente. Sei que eu acabei perguntando como vou saber se o jeovismo é a religião certa. Escrever isto enquanto escuto Rhendor IV é mesmo deprimente. Isso a deixou magoada. Por mais razões que ela desse, eu sempre dizia algo de volta, afinal eu não posso me calar só porque ela é minha mãe. Se eu não concordo com a religião organizada, eu tenho que dizer, senão serei hipócrita.

Ela acabou desistindo, visivelmente sentida, apesar de eu ter tentado ser suave. Eu não tinha intenção de magoá-la, eu só não posso ir contra minhas convicções. Isso não só é moralmente errado, mas também é pecado.

26 de dezembro de 2011

Preocupei minha mãe.

Hoje, quando eu acordei, minha mãe pediu que eu fosse logo comer, embora eu quisesse dormir mais. Acontece que foi meu sobrinho quem me acordou. Na minha opinião, uma das coisas que mais irrita um ser humano é acordar, sem ter dormido o suficiente, sem necessidade. O que eu ia fazer? Não vou trabalhar, não vou estudar e não estou a fim de ficar no computador, desenhar ou ler. Então eu poderia dormir e restaurar minhas forças para fazer qualquer dessas coisas mais tarde, mas não foi o que aconteceu.

Minha mãe diz que é por causa do computador, estou dormindo tarde e pulando refeições enquanto durmo. Na verdade, eu poderia ter dormido à meia-noite ontem e acordado às oito sem problemas, mas eu enjoei. Daí, passei três horas comendo sal e dando patadas para me distrair antes de dormir. Dizendo isso à minha mãe, ela disse que é porque me alimento mal. Na verdade, eu enjoei porque me senti cheio depois de ter tomado café e, em seguida, água (porque eu havia escovado os dentes e precisava de algo para tirar o gosto da pasta). Como todo bom emetofóbico, comecei a exagerar a sensação de estar cheio de líquido e comecei a achar que eu ia vomitar, daí eu ter me entupido de sal (de novo).

Minha mãe, incapaz de desistir, voltou a culpar o computador, dizendo que eu não percebo o mal que isso me faz. Eu realmente não posso mais viver sem Internet, porque é meu meio de pesquisa para trabalhos universitários e porque eu tenho amigos online e uma vida como furry. Mas eu poderia diminuir o tempo de uso do computador para quatro horas diárias se eu tivesse outra coisa para fazer.

Desde que me mudei para a zona rural, as poucas opções de lazer alternativo se foram. Não tenho mais amigos que me visitem, nem amigos a quem visitar. Não há locadoras de videogames, só templos e casas de festa onde toca forró (aliás, meu vizinho paga bandas de forró para tocar para ele, ao que aparenta). Então eu fico com tédio. Minha mãe se sente culpada por causa do meu tédio e sugeriu que eu fosse visitar meus colegas como meu irmão faz, mas vocês sabem como eu sou apegado à minha rotina e visitar amigos simplesmente não me atrai, porque eu iria ficar um tempo insatisfatório lá e tempo demais para ir e para voltar, levando em consideração que eu normalmente tenho horário para voltar, a ida demora quinze minutos de ônibus mais vinte minutos à pé, fora o tempo de espera na parada. Eu não poderia ficar com meus amigos, supondo que algum estivesse em casa, por mais que vinte ou trinta minutos, levando em consideração que eu sairia às quatro e voltaria às seis. Por que não sair mais cedo? Porque meus amigos dormem pra caramba. Ir de manhã não é opção. Também não quero chegar lá na hora do almoço.

Leitura também fica difícil, já que meu pai levou os livros com ele e eu só posso ler a Bíblia ou as publicações da Torre de Vigia da minha mãe. Me pergunto se isso foi algum tipo de truque para facilitar a minha conversão ao jeovismo. Se for, ela só conseguiu me empurrar para ainda mais longe. Sinceramente, estou saturado da religião dela.

Assim, me resta a Internet. Mesmo sem conexão, ainda uso o computador para escrever e compor, atividades produtivas e estimulantes que minha mãe ignora. Mas minha mãe agora acha que estou deprimido. Eu estava deprimido, mas ela não percebeu. Agora que estou bem, ela acha que estou mal. Compreensível, já que quase nunca nos falamos.

Não culpo minha mãe por nada do que me acontece. O meu estado de espírito é minha responsabilidade e, se eu estiver com algum problema, é inteiramente minha culpa. Mas eu não vou pisar na terapia novamente.

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