Analecto

23 de janeiro de 2019

The good side of hate.

Filed under: Computadores e Internet — Tags:, — Yurinho @ 23:08

I did not want to say this, but I’m glad the dust has come down. This month, for good start of the year, I received an abnormal number of pageviews. My views-per-day record was 433 until this month, when the MAP Starting Guide received just over 1,000 views in one day. Most came from Twitter , with a good volume also coming from Mumsnet . Of course the text received some attacks. But considering the received traffic and the negative reaction, the number of neutral or undeclared reactions was immense.

At Mumsnet , when a woman posted a link to the MAP Starting Guide , she was quickly accused of transphobia: she seemed to use the text to justify non-acceptance of transgenders, because sooner or later they would bring the acceptance of pedophilia as well (or so she said). For many who posted, the connection made no sense. Some read the text honestly. And others who read the text pointed out that maybe, just maybe, the woman who started the debate was exaggerating, not to say distorting the content of the text. She also had an extremely misandric bias, sounded like a very resentful and truly transphobic feminist. When I realized today that the link had been posted on Twitter by a person who calls herself a feminist, is openly transphobic and misandric (two characteristics that go hand in hand, because she said that “men are not women”, which suggests that their problem with transgenders is the fact that there would be biological men among women), I realized that they were the same person.

She had a forced reading of the text, skipped the definitions or perhaps had no interest in reading them in the first place. She is the first person I see who says anti-contacts are supportive of child pornography, which is unbelievable. I may not agree with the conduct of anti-contacts, but I see no problem in repeating what they already say about themselves.

But there is a good side to it. Some people have made valid criticisms to the text. I am happy to announce that the criticism has been accepted and the text has been modified accordingly. Now the MAP Starting Guide is better thanks to those criticisms. I would credit my detractors as co-authors, if that was not too controversial. So, I ask you to continue to discuss my text in public; I will be observing, from afar, what they are saying and making the changes that I deem necessary, according to the criticisms that I find valid. Now for those who like what I write, I ask you to multiply the writings out there. Repost, modify, publish your own versions, with or without intention of profit. You do not even have credit me or Hikari, the person who authored the text with me. For such a miserable cause, any publicity is good. Proof of this is that the amount of hate received by the text was small compared to the traffic generated. Many people read the text, few people raised their voice against it. Is not that noteworthy?

O lado bom do ódio.

Filed under: Computadores e Internet, Passatempos — Tags:, — Yurinho @ 22:57

Eu não queria falar isto, mas fico feliz pela poeira ter baixado. Neste mês, para abrir bem o ano, eu recebi um número anormal de acessos. O meu recorde de visualizações num dia foi de 433 até este mês, quando o MAP Starting Guide recebeu pouco mais de 1000 visualizações em um dia. Maior parte veio do Twitter, com um bom volume vindo também do Mumsnet. Claro que o texto recebeu alguns ataques. Mas, considerando o tráfego recebido e a reação negativa, o número de reações neutras ou não declaradas foi o mais imenso.

No Mumsnet, quando a moça postou o endereço do MAP Starting Guide, ela foi rapidamente acusada de transfobia: ela parecia usar o texto para justificar a não aceitação de transgêneros, porque eles cedo ou tarde trariam a aceitação da pedofilia também. Para muitos que postaram, a conexão era descabida. Alguns leram o texto honestamente. E outros que leram o texto apontaram que talvez, só talvez, a moça que iniciou o debate estivesse exagerando, pra não dizer distorcendo o conteúdo do texto. Ela também tinha um viés extremamente misândrico, soava como uma feminista muito ressentida e verdadeiramente transfóbica. Quando eu percebi hoje que o enderço havia sido postado no Twitter de uma pessoa que se diz feminista, é abertamente transfóbica e misândrica (duas características que andam juntas, porque ela disse que “homens não são mulheres”, o que sugere que seu problema com transgêneros é o fato de que haveria homens biológicos entre as mulheres), eu percebi que eram a mesma pessoa.

Ela teve uma leitura forçada do texto, pulou as definições ou talvez não tivesse qualquer interesse em lê-las em primeiro lugar. Ela é a primeira pessoa que eu vejo que diz que anti-contatos são favoráveis à pornografia infantil, inacreditável. Posso não concordar com a conduta dos anti-contatos, mas eu não vejo nenhum problema em dizer deles o que eles já dizem de si próprios.

Mas tem um lado bom nisso. Algumas pessoas fizeram críticas válidas ao texto. Fico feliz em anunciar que as críticas foram acatadas e o texto foi modificado de acordo. Agora ele está melhor graças a essas críticas. Eu creditaria meus detratores como coautores, se isso não fosse demasiado polêmico. Então, eu peço que continuem discutindo meu texto em público; ficarei observando, de longe, o que estão dizendo e fazendo as mudanças que eu achar necessárias, segundo as críticas que eu achar válidas. Já para os que gostam do que eu escrevo, peço que multipliquem os escritos por aí. Repostem, modifiquem, publiquem suas próprias versões, com ou sem intenção de lucro. Nem precisa dar crédito a mim ou a Hikari, a pessoa que autorou o texto comigo. Pra uma causa tão miserável, qualquer publicidade é boa. Prova disso é que a quantidade de ódio recebido pelo texto foi pequena em comparação ao tráfego gerado. Muita gente leu o texto, pouca gente levantou a voz contra ele. Isso não é digno de nota?

17 de dezembro de 2018

“MAP Starting Guide” now on Ipce!

I sent the MAP Starting Guide to Ipce these days and today none other than Frans Gieles replied to my email . He published the text on Ipce , although erroneously attributed only to me, when Hikari co-authored the text with me (I already asked him to correct it). Gieles, who is virtually the owner of Ipce and one of the key people at NVSH’s JORis workshops in the Netherlands, said he would work on a translation of the text into Dutch. Thus, the MAP Starting Guide will be available in five languages:

The Guide is the only text I wrote that had this reach, though it would not have been possible without Hikari, who is much more experienced and educated than I am. But Gieles asked for two things to be corrected in the text.

First, that the term “JORIS” be written as “NVSH’s JORis groups”. The Portuguese version and the Russian version are based on the old text, which only mentions B4U-ACT as a mutual support group, and it would be interesting if the Russian version to also mentioned the JORis groups.

Second, a problem that only exists in the most recent versions (English and Spanish): I forgot to mention that thoughts and feelings can never be outlawed. In the original version of the text, which survives in Portuguese and Russian, I mentioned this, but I totally forgot to mention this fact in the English version and the Spanish version inherited this error.

Gieles mentioned that he wants to also put the Spanish and Russian versions in Ipce, with the exception that the Russian version should be put into a PDF. If this is the case, it would be nice if the translators for Spanish and Russian would review the texts as they see fit. As I updated the English version, parts of the text will have to be retranslated if it is in the interest of the translators to follow this advice . At least for me, both translations are good the way they are. So much so that I will not fix the Portuguese version, since the original text, on which the Portuguese version was based, is very different from the current text.Plus , since Ipce does not have a Portuguese section, the Portuguese version will be the only one that won’t be put there as well.

Thanks for the translations!

“MAP Starting Guide” agora no Ipce!

Eu mandei o MAP Starting Guide pro Ipce esses dias e hoje ninguém menos que Frans Gieles respondeu meu e-mail. Ele publicou o texto no Ipce, embora erroneamente atribuído só a mim, quando a Hikari coautorou o texto comigo (eu já pedi pra ele corrigir isso). Gieles, que é praticamente o dono do Ipce e uma das pessoas-chave das oficinas JORis da NVSH nos Países Baixos, disse que trabalhará numa tradução do texto para o holandês. Assim, o MAP Starting Guide estará disponível em cinco idiomas:

É o único texto que escrevi que teve esse alcance, se bem que ele não teria sido possível sem a Hikari, que é muito mais experiente e educada do que eu. Gieles porém pediu que duas coisas fossem corrigidas no texto.

Primeiro, que o termo “JORIS” fosse redigido como “grupos JORis da NVSH”. A versão em português e a versão russa são baseadas no texto antigo, o qual só menciona a B4U-ACT como grupo de mútuo apoio, e seria interessante que a versão russa mencionasse também os JORis.

Segundo, um problema que só existe nas versão mais recentes (inglês e espanhol): eu esqueci de mencionar que pensamentos e sentimentos nunca poderão ser ilegalizados. Na versão original do texto, que sobrevive em português e russo, eu mencionei isso, mas esqueci totalmente de mencionar esse fato na versão em inglês e a versão em espanhol herdou esse erro.

Gieles mencionou que deseja colocar também as versões em espanhol e em russo no Ipce, com a ressalva de que a versão em russo deve ser posta num PDF. Se esse for o caso, seria legal se os tradutores para espanhol e russo revisassem os textos no que acharem necessário. Como eu atualizei a versão em inglês, partes do texto terão que ser retraduzidas se for do interesse dos tradutores seguir esse conselho. Pelo menos pra mim, ambas as traduções estão boas como estão. Tanto que não consertarei a versão em português, já que o texto original, no qual a versão em português foi baseada, é muito diferente do texto atual. Fora que, como Ipce não tem uma ala portuguesa, a versão em português será a única a não ser posta lá também.

Desde já, obrigado pelas traduções!

24 de setembro de 2018

For better or for worse, the MAP Starting Guide has been rewritten.

Filed under: Organizações, Passatempos — Tags:, — Yurinho @ 15:59

One year after its original publication, the MAP Starting Guide has been rewritten. The message is the same, but now it is written in different words. Before, the explicit message was “you’re not a monster, even though society sees you as such.” Now the same message is written as “you were born in the wrong society.” In the original text, I made several emotional appeals and the text had a very personal charge. I was talking to you and comforting you like I would comfort a friend. Now the text is more academic, though still quite personal. The original version was kept in Portuguese and the Russians translated the original text as well, which can be read at Right to Love . As I doubt the new text is better than the old one, I cautioned the owner of Right to Love so he would not translate the new version, as the original version is “cute” enough for the younger to understand better.

The revision was necessary because a number of criticisms were not addressed as they should, notably with regard to definitions. Also, I was not being completely unbiased and I wanted the text to be appreciated regardless of the reader’s political orientation (whether pro-contact or anti-contact). The text tried not to sound pro-contact, but failed here and there. If the text has a “therapeutic” purpose, it should reach as many people as possible and professing a specific alignment would undermine that goal. In the current text, where it was necessary to say something that sounded pro-contact, I had to readily offer counter-arguments in vogue, especially with regard to the issue of informed consent. But why would anything pro-contact be necessary? Well, I needed, in order to reiterate my point that the guilt and shame felt by the target audience stemmed from a dissonance between the attraction and the socio-political orientation of the West, to show that there are places or there were times when such relationships were or are normal and desirable as well as they can be engaged in a healthy way for both parties. It was strange that shortly after the section statistics and anecdotes I struck the reader with a “children not consent”, but even that expression came to be reduced to essential terms and demystified.

Finally, this version of MAP Starting Guide will be updated as I learn more about it. Unlike the first version, this one is “rolling release”. Any information that assists in the well-being of the target audience will be reviewed and included in a neutral way.

For those who are worried, I have not become anti-contact. I am preparing a large textual aberration affectionately called lolipill. Of course this is the working title, not the definitive name. I was advised not to translate this text into English and also advised to publish it as a book, but I do not know if I will follow that advice, because, if this text resonates in Brazil, the resonance will be mitigated by the international reaction. So the text needs to find readers in other countries for collective resistance. If third world countries listen, as well as more open-minded first-world countries, the more conservative countries may be “cornered” by this pressure, which may be exerted by Islamic, immigrant, and youth groups in these conservative territories as well. In addition, publishing a book guarantees that the speed of propagation will be lower and its range would be very narrow, since few people read books regularly in Brazil.

But when the text is released, I will make a more polished version of it to publish as a book. This more polished version will not be translated, at least not at first.

Para bem ou para mal, o “MAP Starting Guide” foi reescrito.

Um ano depois de sua publicação original, o MAP Starting Guide foi reescrito. A mensagem do texto é a mesma, mas agora está escrita com palavras diferentes. Antes, a mensagem explícita era “você não é um monstro, apesar de a sociedade ver você como tal”. Agora, a mesma mensagem está escrita como “você nasceu na sociedade errada”. No texto original, eu fazia vários apelos emocionais e o texto tinha uma carga muito pessoal. Eu estava falando com você e consolando você como eu faria a um amigo. Agora o texto está mais acadêmico, se bem que ainda bastante pessoal. A versão original foi mantida em português e os russos traduziram o texto original também, que pode ser lido no Right to Love. Como eu estou em dúvida sobre o texto novo ser ou não melhor que o antigo, eu acautelei o dono do Right to Love para que ele não traduzisse a nova versão, porquanto a versão original é “fofa” o bastante para que os mais jovens a compreendam melhor.

A revisão foi necessária porque um número de críticas não foram adereçadas como deviam, notavelmente no que diz respeito às definições. Além disso, eu não estava sendo completamente imparcial e eu queria que o texto pudesse ser apreciado a despeito da orientação política do leitor (se pró-contato ou anti-contato). O texto tentava não soar pró-contato, mas falhava aqui e ali. Se o texto tem finalidade “terapêutica”, ele deveria atingir tantos quanto fosse possível e professar um alinhamento específico prejudicaria esse objetivo. No texto atual, onde foi necessário dizer algo que soasse pró-contanto, eu tinha que prontamente oferecer contra-argumentos em voga, principalmente no que diz respeito à questão do consentimento informado. Mas por que falar algo pró-contato seria necessário? Bom, eu precisava, para reiterar meu ponto de que a culpa e a vergonha sentidas pelo público-alvo eram oriundas de uma dissonância entre o sentimento e a orientação sociopolítica do Ocidente, mostrar que há locais ou houve tempos em que tais relacionamentos eram ou são normais e desejáveis, bem como eles podem ser engajados de forma saudável para ambas as partes. Foi estranho que, logo após a seção statistics and anecdotes eu enfiasse um “criança não consente”, mas mesmo essa expressão veio a ser reduzida a termos essenciais e desmistificada.

Por último, essa versão do MAP Starting Guide será atualizada conforme eu aprendo mais sobre esse assunto. Diferente da primeira versão, esta não é um trabalho fechado. Qualquer informação que auxilie no bem-estar do público-alvo será revista e incluída, de forma neutra.

Para aqueles que estão preocupados, não me tornei anti-contato. Eu estou preparando uma aberração textual de grandes proporções afetuosamente chamada lolipill. Claro que esse é o nome de trabalho, não o nome definitivo. Eu fui aconselhado a não traduzir esse texto pro inglês e também aconselhado a publicá-lo como livro, mas eu não sei se eu seguirei ambos os conselhos. É que, se esse texto tiver ressonância no Brasil, a ressonância será mitigada com a reação internacional. Então, é preciso que o texto encontre ouvintes em outros países para que haja resistência coletiva. Se os países de terceiro mundo ouvirem, bem como os países de primeiro mundo com mentalidade mais aberta, os países mais conservadores poderão ser “sitiados” por essa pressão, que talvez seja exercida por grupos islâmicos, imigrantes e de jovens nesses territórios conservadores. Além disso, publicando como livro, a velocidade de propagação do texto será menor e seu alcance seria muito baixo, uma vez que pouca gente lê livros regularmente no Brasil.

Mas quando o texto for solto, eu farei uma versão mais polida dele para publicar como livro. Essa versão mais polida não será traduzida, ao menos não num primeiro momento.

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