Analecto

18 de setembro de 2015

Carta a um amigo anônimo.

Filed under: Passatempos, Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yurinho @ 21:01

Uma carta que eu queria enviar a um amigo, mas, como o tempo não permite que ele a receba em tempo real, eu a colocarei aqui e lho entregarei a ligação, de forma que ele possa lê-la quando tiver tempo. Em adição, colocar a carta aqui poderá ajudar outros com o mesmo problema. Ela fala sobre masturbação, sexualidade e pornografia, embora não de uma forma a incitar excitação sexual no leitor. Assim, embora um dos temas seja pornografia, não é um texto pornográfico e acredito que não viola as regras do WordPress. A identidade do amigo será mantida em segredo.

I have thought about your problem all day today and I have come to some conclusions on it. You say that you think that your sexuality is excessive, but I think that excess is something that happens in such a frequency or something that is so abundant that it causes harm. Excess is a harmful amount, like the lack, except that excess and lack differ in degree. So,to consider your sexuality excessive, it needs to cause you harm, that can take any of four shapes. It’s a physical excess, if it causes harm to the body. A mental excess, if its source of bad mental conditions, such as stress or depression. A social excess, when it bothers your social interactions. It’s a spiritual excess, when it takes you to break the rules of your religion (I don’t think you have one, though). From what you told me, your sexuality might be both a mental excess and a social excess. In the case of the mental excess, it’s source of embarrassment and confusion. You told me that you masturbate around five times a day. Maybe you are easily excitable or have a greater demand of satisfaction, I don’t know, but judging from Rain (who is a great programmer who masturbates four times a day), Dax (who is a boy who masturbates up to eight times a day and is very interested in politics, is a serious student and has aspirations to cinema) and myself (graduating in philosophy, about to get a job as teacher, while also being a closet baby fur who masturbates up to five times a day), your mental excess might actually be a pessimism, caused by your views on your own problem. That is, you are taking it too seriously, because others who masturbate with almost the same frequency have a decent life, both in their free time and in their jobs or studies. Evaluating your life as whole, would it make much difference to quit? You have a job, free time and friends, after all. You said, however, that you have bothersome erections while working, which is a social excess. Your sexuality seems to get on the way of some needed social interactions. When we ram on an excess, before we consider to deprive ourselves of the source of excess (in this case, sexuality), we should consider if we can lower the amount to a safer level. Erections are caused by thoughts. In that case, the problem is not excess of masturbation, but excess of fantasies. You would have a better luck getting less erections by quitting pornography comsumption, and not quitting self-pleasure. But, as I said, maybe we can lower it to safer levels, not quitting abruptly. Making up your own fantasies takes time and energy. You most likely will entertain yourself with a single fantasy until it becomes dull and uninteresting, reducing the chances of causing pleasure craves. During that period (let’s call it a “boring stage”), you start to make up another fantasy, which takes time and energy. But consuming pornography saves you from the effort of imagining things and there will be no boring stage. Meaning that erections can potentially happen with constant frequency. I’m not saying that pornography is bad or anything like that, but even good things, when taken in great amounts, can become a problem. In the end, this is the advice I can give to you: maybe the excess of sexuality is just pessimism, since others can have a good life even when masturbating more often than you do now, but, due to the social excess, you have to lower it to safer levels. Considering that your problem are erections, fueled by thoughts, you can control the problem by reducing (or annihilating, if reducing shows no results) influences like arousing imagery, fantasies or sounds. That way, controlling the thoughts will demand less willpower, since the current fantasies you have will grow uninteresting with time.

26 de junho de 2014

JaysonGaddis.com Why Boys and Grown Men Surf Porn – JaysonGaddis.com

Why does a man hide his porn use and then feel bad about it?Why is he surfing porn in the first place?

viaJaysonGaddis.com Why Boys and Grown Men Surf Porn – JaysonGaddis.com.

Eu normalmente não visito sites como esse, Jaysongaddis. Eu apareci por lá porque alguém me mostrou uma ligação ao sítio. Certo, é um site sobre vida conjugal, um negócio que eu não tenho, mas este artigo em particular me interessou. Eu pensei em comentar, mas precisa ter conta no diabo do Facebook pra comentar, então resolvi usar meu próprio diário pra dar meu comentário ao texto do casal.
Por que homens e meninos consumem pornografia? A resposta não é óbvia? Eu gostaria de dizer que sim, mas não é. Uma devastadora maioria das pessoas, pessoas porque não apenas homens consumem pornografia, o faz para auxiliar a prática auto-erótica. É, masturbação, de novo. Crucifique-me.
Mas não se pode generalizar as coisas. Nem todos consomem pornô por essa razão. Meninos, por exemplo, que ainda são muito jovens, jovens até demais, consumem pornô por curiosidade. Talvez essas crianças que pegaram as revistas escondidas do papai nunca nem tiveram um orgasmo na vida, mas vivem ouvindo histórias sobre esse negócio proibido que o povo chama de “sacanagem” (ou não usam mais essa palavra?). Isso é uma coisa que todos podem concordar, então nem todos veem pornografia para ajudar na mais bela arte.
O texto do site inclui uma pequena revista em quadrinhos que fala que todos nós nascemos com um buraco enorme no meio do peito e esse buraco incomoda pacas. Aí temos de enchê-lo com alguma coisa ou acostumar-se com ele. Essa metáfora do buraco no peito refere-se ao vazio metafísico experimentado por todas as pessoas em algum momento da vida e esse vazio é um negócio muito sério. Sério demais pra ser preenchido com pornografia. O texto é bastante romântico e poético nesse sentido, mas eu duvido que alguém possa preencher um vazio metafísico com pornô, um vazio que normalmente é preenchido com coisas mais elevadas como religião e amor. O fato é que, contando todas os consumidores de pornô, acredito que só uma pequena parte veja pornô na esperança de preencher esse vazio. É o cúmulo do desespero.
Como dito, boa parte dessas pessoas preenche esse vazio com religião. Mas, como animais, somos dotados de pulsão sexual que demanda alívio. E, ao passo que a religião e os grupos de ideologia conservadora propagam um discurso negativo sobre essa pulsão, que ela precisa ser domada, coibida e castrada, toda a mídia pós-moderna é sexualizada. Quando o texto fala que essa ideologia que adotamos entra em conflito com o animal sedento de sexo dentro de nós, tentado por todos esses prazeres que são constantemente oferecidos, criando ciclos de culpa e vergonha, eu só posso concordar. É por isso que boa parte das pessoas que veem pornografia negam que veem, porque adotaram uma imagem pública que não comporta exceções e abrem exceções privativamente, o que constitui aquela prática que nós chamamos de hipocrisia.
Muitas pessoas consomem pornô para aliviar a fome do animal, faminto por aqueles pratos na vitrine da mídia. Para essas pessoas, a masturbação sem pornografia não sacia tanto, como a pessoa que, com sede, sente-se tentada a tomar o refrigerante que viu na loja, recusando a água da fonte gratuita. Ambos matam a sede, mas você quer é o refrigerante. Só que eles precisam viver como se tivessem o animal sob controle sem usar esses artifícios proibidos.
O grande problema não está na pornografia, mas na forma como as pessoas lidam com ela. Tá bom, você usa o Pornmd, Xtube e talvez o Dprtube com relativa frequência porque você se sente bem ao fazer isso, ao alimentar aquele animal que todos nós temos. Eu só queria saber que mal há nisso. Se você não é partidário de uma religião ou ideologia ética que pregue o contrário, nenhum. Se você for, o mal está no comportamento hipócrita, que é a fonte de toda a culpa que as pessoas sentem ao consumir pornografia. A não ser que você seja um cara-de-pau (piadão, não?), agir de um jeito na frente dos outros e de um jeito completamente oposto na vida íntima é fonte de, no mínimo, peso na consciência.
Claro que alguma partidária do grupo terrorista feminista discordará de mim, dizendo que a pornografia favorece a imagem da mulher-objeto. Mas, se fosse assim, que argumento se tem contra o pornô gay, não é mesmo? Ou o pornô de lésbicas, talvez? Pode uma mulher ser objeto mesmo aos olhos de outra mulher, que está consumindo esse tipo de pornô? Pra começar, as mulheres concordaram em fazer esses pornôs, nenhuma delas é forçada (a não ser que você esteja procurando pornô em algum site nos confins da rede Tor, porque I2p é lento pacas). Se elas concordam, não são objetos; mulheres-objetos não fazem decisões, são forçadas por alguma coisa. Se o negócio é pago, melhor ainda, porque estão desempenhando seu trabalho!
Então, o texto acima faz umas boas observações, mas eu vejo as coisas de um jeito um pouquinho diferente. Eu queria poder comentar o texto do cara, mas, como eu não tenho “Face”, fica difícil.
Conclusão: pornô é legal, hipocrisia gera culpa, mas cada um com seu cada qual, já dizia minha irmã.

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