Analecto

9 de novembro de 2012

Chocante?

Filed under: Saúde e bem-estar — Tags:, , , — Yure @ 01:59

Possibilities. Kids, I might be gay. Have been recently feeling palpitations and recurring fantasies that aren’t very fetishy towards classmates. I used to believe I was attracted to my kinks and not by people themselves, but I have been getting an urge to cuddle with some classmates and fantasizing about it makes my heart beat faster and my breath get shorter. It could be a manifestation of my attraction to pudgyness, however, since I don’t think on things that are explicitly sexual; I still feel nothing towards sex, even if I go nuts without pawing and I could paw someone else just fine. But I much prefer the idea of pawing a male. I thought I wasn’t gay because these were extremely kinky attractions, I couldn’t define if I was attracted to the kink or to the person and I still can’t. But if I feel my body [is] reacting this way (nothing from waist down, but arousal doesn’t manifestate only below the waist), I think I could be gay, as I surely never felt this way towards girls, even if the girl plays the fetish. Though I like cuddly parts of the female body, it isn’t in the same intensity, but the idea of cuddling with a girl (without the boring perfume some use and without a lot of words) is attracting nonetheless. While I don’t think it’s bad at all, I like to keep my emotions in check and being in a relationship brings a lot of responsabilities I’m not willing to take, ever. But having these feelings, that are new for me, I feel my reason being suspended for a while. I don’t want to do something I might regret and I hope these feelings don’t get out of paw. And I think the fandom played a big role developing my fetishes. Now I see someone who seems to meet the requeriments that fantasy characters meet when I fantasize about them. Viewed: 23 times Added: 1 day, 5 hours ago Friends Only: yes

Relutei em falar sobre isto. É uma possibilidade, de fato. Mas isso não é o que me preocupa mais. Achei que mencionar minha sexualidade neste jornal seria relevante, contudo. O que realmente me angustia é o fato de que uma parte de mim finalmente acordou para os relacionamentos, aos vinte anos. Mas eu não posso, em nenhuma hipótese, me permitir entrar numa relação desse tipo com alguém. “Desse tipo?”, alguém pode pensar. É, do tipo que você é mais que amigo. Eu não posso, nem com mulheres, nem com homens. “Por quê?”

  1. Limitação da liberdade.
  2. Mudança de hábitos.
  3. Esforço.
  4. Possibilidade de não-aceitação por parte do parceiro.
  5. Possibilidade de fracasso absoluto.
  6. Possibilidade de resfriamento.
  7. Ciúme.

Estas e outras são as razões que me impedem de me relacionar dessa forma com alguém, responsabilidades que eu não quero tomar e riscos que não quero correr. Não posso dizer que estou totalmente feliz com minha situação no momento porque parte de mim quer alguém como companhia e estou negando isso, mas acredito que estou mais feliz assim do que eu possivelmente estaria se eu namorasse. A raposa me disse que eu deveria tentar e tentou minar todos os meus argumentos. No final, fingi que aceitei sua sugestão, mas, sendo ela cinco anos mais nova que eu, provavelmente é o tipo de jovem que se deixa levar pelo momento e faz decisões do tipo “faça o que seu coração mandar”. Disse que eu não devo me preocupar com possibilidades, que possibilidades nada significam. Se nada significassem, Kierkgaard não teria escrito Aut-Aut.

Eu me preocupo, sim, com possibilidades e não posso, como uma pessoa dotada do mínimo de bom-senso, fazer o que meu coração mandar, pelo menos não o tempo todo. Não estou dizendo que todos estão errados em serem felizes com seus relacionamentos, mas eu não vejo benefício nisso, nem à curto prazo, nem à longo prazo. A palavra “benefício” na frase anterior significa “aspectos positivos que superam os negativos”. O que estou dizendo é que, pelo menos para mim, uma relação amorosa me traria mais males que bens e que, no final, não valeria a pena e eu estaria numa situação pior depois que eu saísse do que quando entrei, porque sou sensível e já falhei dessa forma no passado.

Talvez o leitor me ache um egoísta por pensar nos benefícios que uma relação amorosa me traria, mas (a) todos pensam nisso e (b) o que mais me preocupa são os malefícios.

Eu teria de sair da rotina, não poderia deixar o relacionamento esfriar e eu tenho quase certeza de que a maioria das pessoas do mundo jamais me aceitaria em minha totalidade. Claro que existem as pessoas que mudam por amor, com maior ou menor grau de sacrifício, mas a mudança seria em vão se o relacionamento acabasse e mudanças em aspectos-chave da sua pessoa poderiam lhe deixar infeliz na relação que você tanto queria, uma vez que você, mesmo estando com quem você gosta, é uma coisa que você não gosta.

Ainda não estou completamente seguro da minha sexualidade, mas essas sensações estão vindo com cada vez mais frequência e intensidade. Poderia ser, como o lobo disse, apenas solidão e falta de contato físico. Mas, independente da minha sexualidade, relacionamentos não são, pelo menos neste momento, uma opção.

Yes, really. It’s shocking and all, but isn’t like I changed greatly. I just discovered a possible new part of me. I still love myself as much as I used to.

%d blogueiros gostam disto: